17 setembro, 2019

Rio Vs Costa (wrestling, puro)



Os adversários em presença conhecem-se de ginjeira. Ainda um esboça o golpe, já o outro se coloca em pose. E vice-versa. Não parecia um duelo combinado, mas era.

Parece excessivo a minha comparação entre o debate e a luta? Não, vejam só, este estilo:
«...A julgar pelas análises políticas, o aguardado duelo de ontem entre António Costa e Rui Rio acabou sem vencedores claros nem derrotados óbvios. Há quem considere que houve um empate, quem ache que António Costa não ganhou mas também não perdeu, e quem não tenha dúvidas de que o líder social-democrata dominou em várias frentes. Da interceção destas três opiniões, Rui Rio pode até ter-se saído ligeiramente melhor, mas sem fôlego para abalar o favoritismo do PS e perturbar o curso da campanha (na dúvida, tire as teimas e ajuíze por si).»
Todos os links vão dar ao Expresso, o campeão de promoção do "centrão" e um "insuspeito" conselheiro para que cada uma ajuíze por si ( mas só dentro dos parâmetros que oferece ao nosso juízo)

16 setembro, 2019

Em directo, um recurso contra uma decisão que introduz batota e apouca o processo democrático

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Logo, às 21h, estarei aqui em directo, neste espaço, tentando contrariar a batota que apouca o processo eleitoral, que distorce a requerida oferta de oportunidades em fazer passar a mensagem. As televisões, em peso, juntam-se para promover o regresso do "centrão".

Entretanto, três canais estarão, em simultãneo, a difundir um debate que até essa hora, não se cansarão de o promover, de o divulgar, de fazer apelos de audiência, que a figura ao lado aponta ir ser elevado. 

Logo, às 21h, estarei aqui. Esteja também!

15 setembro, 2019

Dominical liturgia [citando Sophia] - 33


Esta foto, de Eduardo Gageiro, escolhi-a para ilustrar este mandamento, o oitavo. Sophia, poeta, era mais indirecta... Gageiro mais certeiro...  mas ambos, cada qual com a sua arte, manifestavam a incapacidade de compreender os desígnios de Deus:

8º Mandamento: Ponha sempre alguma racionalidade na sua crença

“Sou muito angustiada com as coisas: a criança que se queima, que cai à piscina, que é atropelada, nas outras coisas tenho uma certa entrega, acho que Deus se justificará a si próprio, eu não consegui justificá-lo. Não consigo perceber porque razão há morte, sofrimento, o mal, as tentações, mas tenho consciência que talvez não tenha capacidade para isso. Eu também não tenho capacidade para compreender matemática, quanto mais… os desígnios de Deus.” (disse Sophia)

14 setembro, 2019

O Macacão

(Post reeditado, com pequenas achegas)

O macacão é um bicho bem sucedido, e não esconde isso.
Serve-se do wrestling político e dos que acrescentam ruído ao ruído, inundando o espaço televisivo.
Faz ainda mais: omite quem quer, nesse espaço e nos jornais; inspira discursos quase iguais; dá recados às redacções.
A razão da sua satisfação é imensa: consegue essa obra de arte de colocar uma pequena quadrilha, que nem sequer vai a votos, a influenciar todos os governos, os que tivemos, o que temos e o que vamos ter. Mas a grande, grande satisfação do macacão é diabólica e, também, resulta de sua obra: colocar o poder nas mãos daqueles que nem se expõem ao voto e conduzir um caminho que desde que foi iniciado nunca foi votado.
Ele é o verdadeiro dono desta democracia apoucada.
Ele é o verdadeiro dono da conduta da abstenção.
Acho mesmo que o macacão se confunde com a própria abstenção.
Há quem diga que ele é filho dela, só existe porque a abstenção o permite.
Sou mais da opinião que a abstenção é obra do macacão. 
Que fazer?