16 fevereiro, 2026

TERÇA FEIRA DE CARNAVAL!... AH!, QUE SAUDADE...


 Você é um homem?

Bah! Hoje você é palhaço!
Vista sua fantasia,
passe pó vermelho no rosto.
Aqui as pessoas pagam e querem rir.
E se Arlequim (a morte)
lhe roubou sua Colombina,
ria, palhaço, e todos vão aplaudir!
Mude para risos
esses seus espasmos e o choro,
vire o soluço e faça uma cara engraçada
Ah! Corra com a dor
Ria! Ria Palhaço,
no seu amor em pedaços.
Ria da dor que lhe envenena seu coração

 Rogério Pereira - Fevereiro/2024

"I paglacci", letra adaptada

15 fevereiro, 2026

E HOJE HOUVE VOTAÇÃO, MENOS POR DIREITO MAS MUITO MAIS POR DEVER E OBRIGAÇÃO ...


António José Seguro ganhou hoje a segunda volta das presidenciais em Alcácer do Sal, Arruda dos Vinhos e Golegã, os três concelhos que adiaram as eleições uma semana devido ao mau tempo. Foi elevadíssima a abstenção, o que significa que foram muitos os eleitores que não cumpriram o seu dever de cidadania.

Tal me faz lembrar isto, não há muito aqui deixado escrito

 O discurso pronunciado por José Saramago na cerimónia de entrega dos Prémios Nobel, a 10 de dezembro de 1998, data em que se celebrava o 50.o aniversário da Declaração Universal de Direitos Humanos, teve consequências: a Universidade Autónoma do México e a Fundação José Saramago assumiram a proposta do escritor para elaborar, a partir da sociedade civil, uma simetria da Declaração de Direitos. Assim nasceu a Declaração de Deveres Humanos, documento cívico que reivindica a importância dos cidadãos na construção da sociedade melhor defendida pela Declaração Universal de Direitos Humanos. Juristas, activistas e políticos de vários países, reunidos na Cidade do México, deram vida a um documento de responsabilidade cívica que posteriormente, em 2018, foi entregue à Comissão de Direitos Humanos da ONU e ao seu Secretário-Geral, António Guterres. Trata-se de um contributo mais porque, como escreveu José Saramago, «Somos a memória que temos e a responsabilidade que assumimos. Sem memória não existimos, sem responsabilidade talvez não mereçamos existir.» 

... e é este o texto do documento:  

preâmbulo  

Atendendo às crescentes desigualdades e violações de direitos humanos e às dificuldades em realizar os objectivos desenhados para o desenvolvimento harmonioso da humanidade na sua globalidade; 

Entendendo que a Declaração Universal de Direitos Humanos afirma no seu artigo 29 que todas as pessoas devem assumir os seus deveres jurídicos com respeito às suas comunidades; 

Aceitando que as possibilidades de alcançar o desenvolvimento pleno das pessoas não se esgotam no cumprimento dos deveres jurídicos, sendo as obrigações éticas igualmente indispensáveis para a sustentabilidade do Estado de Direito; 

Reconhecendo que, pelo seu poder, capacidade ou função social, as pessoas e os diversos actores sociais possam ter graus diferentes de responsabilidade na sua contribuição para o desfrute de direitos por parte de todos. 

declaramos: 

um 

Todas as pessoas têm o dever de cumprir e exigir o cumprimento dos direitos reconhecidos na Declaração Universal de Direitos Humanos e nos restantes instrumentos nacionais e internacionais assim como das obrigações necessárias à sua efectiva realização. 

dois 

Todas as pessoas têm o dever e a obrigação de um exercício solidário e não abusivo dos direitos e de desfrutar responsavelmente dos bens e serviços. 

três 

Todas as pessoas, e especialmente as organizações sociais, económicas e culturais, têm o dever e a obrigação de não discriminar e de exigir o combate à discriminação por motivo de raça, cor, sexo, idade, género, identidade, orientação sexual, língua, religião, opinião política, ideologia, origem nacional, étnica ou social, deficiência, propriedade, nascimento ou qualquer outro motivo.


MAIS UM DOMINGO GORDO EM QUE VOLTEI A SER PALHAÇO! PALHAÇO, POIS! QUE PENSAM VOÇÊS QUE SOIS?

PROVOCAÇÃO
 
Levantei-me
Barbei-me 
E fiz o que sempre faço
Mascarei-me de palhaço

Desci à rua
Andei
Depois atravessei
Segui em frente
Passando por muita gente

Gente
Passando indiferente

Subi a rua
Andei
Regressei
Tanta, tanta gente
Passando indiferente

Só então reparei
Tinham todos a mesma máscara
Fazemos parte 
da mesma palhaçada

Ah, o que teria rido
Fosse eu, palhaço rico

Rogério Pereira, reeditado (c/alterações)

14 fevereiro, 2026

EM DIA DOS NAMORADOS, ENVIEI DOIS CONTOS MEUS PARA O MUSEU... VAMOS VER O QUE VAI ACONTECER...


Nem me dera conta de tal concurso, mas a Patrocínio desafiou-me e, ao ver aqui, não resisti. Enviei dois contos por mim já contados... vamos ver como o júri os sente...
Ah!, e se são contos de amor?
São, sim senhor!
DE AMOR SENTIDO
DE AMOR VIVIDO...

... A DOIS