21 julho, 2026
19 julho, 2026
TERMINOU O MUNDIAL, AGORA PODEMOS REGRESSAR ÀS COISAS IMPORTANTES...
A propósito do Mundial ocorreu-me a lição que me foi dada pelo meu neto, há uns anitos. Dizia o meu puto: "Vô jogar, é jogar. É perder! É ganhar"... É bem verdade e veio-me à mente coisas que nunca deixarei de dizer. Veja aí!
Ah!, e outra coisa:
«O que há de característico e fundamental no desporto é, justamente, o que define e caracteriza a sociedade em que ele se realiza»
Prof. José Esteves,in "O Desporto e as Estruturas Sociais" - 1967,
18 julho, 2026
POEMA DATADO, MAS... UMA TROVA CADA VEZ MAIS ACTUAL
TROVA DO VENTO QUE PASSA
Pergunto ao vento que passa
notícias do meu país
e o vento cala a desgraça
o vento nada me diz.
Pergunto aos rios que levam
tanto sonho à flor das águas
e os rios não me sossegam
levam sonhos deixam mágoas.
Levam sonhos deixam mágoas
ai rios do meu país
minha pátria à flor das águas
para onde vais? Ninguém diz.
Se o verde trevo desfolhas
pede notícias e diz
ao trevo de quatro folhas
que morro por meu país.
Pergunto à gente que passa
por que vai de olhos no chão.
Silêncio -- é tudo o que tem
quem vive na servidão.
Vi florir os verdes ramos
direitos e ao céu voltados.
E a quem gosta de ter amos
vi sempre os ombros curvados.
E o vento não me diz nada
ninguém diz nada de novo.
Vi minha pátria pregada
nos braços em cruz do povo.
Vi minha pátria na margem
dos rios que vão pró mar
como quem ama a viagem
mas tem sempre de ficar.
Vi navios a partir
(minha pátria à flor das águas)
vi minha pátria florir
(verdes folhas verdes mágoas).
Há quem te queira ignorada
e fale pátria em teu nome.
Eu vi-te crucificada
nos braços negros da fome.
E o vento não me diz nada
só o silêncio persiste.
Vi minha pátria parada
à beira de um rio triste.
Ninguém diz nada de novo
se notícias vou pedindo
nas mãos vazias do povo
vi minha pátria florindo.
E a noite cresce por dentro
dos homens do meu país.
Peço notícias ao vento
e o vento nada me diz.
Quatro folhas tem o trevo
liberdade quatro sílabas.
Não sabem ler é verdade
aqueles pra quem eu escrevo.
Mas há sempre uma candeia
dentro da própria desgraça
há sempre alguém que semeia
canções no vento que passa.
Mesmo na noite mais triste
em tempo de servidão
há sempre alguém que resiste
há sempre alguém que diz não
Manuel Alegre - Praça da Canção/1965
17 julho, 2026
EXAMES NACIONAIS, ÚLTIMA HORA
Fernando Alexandre chumbou na prova (oral)!
Mas talvez se safe pois o sistema "deu o berro" e a culpa foi da IA!
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