Anda por aí um Manual que reúne orientações nada desprezíveis para quem esteja de quarentena. Leia-o, vale a pena. Cacei-o de um e-mail que me foi enviado pelo Cid Simões.
Ah, não falei do vídeo? Veja-o, está dentro do tema! E mesmo que esteja só, bata palmas!
«União
Europeia desapareceu, tragada pelas incidências da pandemia do novo
coronavírus. Habituada a criar crises humanitárias em casas alheias, não
sabe agora como lidar com um drama sanitário interno e responde da
mesma maneira que perante as vagas de refugiados de que é responsável:
barrica-se e, cá dentro, é cada um por si. Muito federalista quando se
trata de cumprir o catecismo neoliberal contra os cidadãos, a União
Europeia eclipsa-se quando é necessário socorrê-los.
Fustigada
pela crise entre as crises, a Itália pediu à Comissão Europeia a
activação do Mecanismo de Protecção Civil para poder contar com a ajuda
dos Estados membros no combate à epidemia. Nesta Europa da
«solidariedade» nenhum país se mostrou disponível para responder. O
único auxílio estrangeiro que o povo italiano recebe é o da China –
através de pessoal de saúde, instrumentos e material clínico; e a região
da Lombardia, neste quadro, decidiu pedir auxílio a Cuba, sobretudo
devido ao êxito de um medicamento cubano contra os efeitos do novo
coronavírus (COVID-19), como tem sido testemunhado nas regiões chinesas
mais atingidas. Havana respondeu afirmativamente, da mesma maneira que
acolheu um cruzeiro britânico com passageiros infectados e que ninguém
queria receber.
O ano passado, neste mesmo dia, houve poesia. "A partir de amanhã, seja uma pessoa feliz" era uma palavra de ordem, em rima, traduzida por uma cidadã chinesa que declamou seu poema em ambas as línguas. A sua e a nossa.
E foi assim, como o vídeo mostra, um desfilar de poemas declamados por alunos, celebrando o Centenário de Sophia.
Sonhar
Mais um sonho impossível
Lutar
Quando é fácil ceder
Vencer o inimigo invencível
Negar quando a regra é vender
Sofrer a tortura implacável
Romper a incabível prisão
Voar num limite improvável
Tocar o inacessível chão
É minha lei, é minha questão
Virar esse mundo
Cravar esse chão
Não me importa saber
Se é terrível demais
Quantas guerras terei que vencer
Por um pouco de paz
E amanhã, se esse chão que eu beijei
For meu leito e perdão
Vou saber que valeu delirar
E morrer de paixão
E assim, seja lá como for
Vai ter fim a infinita aflição
E o mundo vai ver uma flor
Brotar do impossível chão
De há muito estava marcada. A consulta era de rotina, se não me engano é duas vezes ao ano que vai acontecendo. A minha enfermeira-de-família ligou-me na passada segunda-feira dando-me conta que a consulta não seria, por razões mais que conhecidas, uma consulta como as outras e que à hora marcada a médica me ligaria. Hoje ligou. Falámos um pouco sobre como ambos estávamos, sem inverter o sentido da consulta. Depois dei-lhe o meu peso e os valores da tensão. "Rogério, nós não queremos esse valor tão alto!, vai medir outra vez e daqui a vinte minutos volto a ligar, pode ser?" Respondi que sim e dei-lhe os novos valores vinte minutos depois. De pronto passou a receita ajustando-a à situação determinada pelos valores da tensão...
O SNS soma e segue nas escalas de meu reconhecimento e gratidão.