25 março, 2026

OS POETAS JÁ TÊM A PRIMAVERA, LÁ FORA, SENTADA À SUA PORTA...

 


O Luís Rodrigues tem a sorte de ter jardim. Porque se acha no outono da vida, partilhou com seus amigos (entre os quais me conto) um artístico postal, que aqui exibo em gesto de público agradecimento.

Porque só agora o faço? Ora nem queiram saber o que tive de superar para o fazer...

24 março, 2026

ENTRE O SONO E O DESPERTAR... HÁ COISAS ASSIM...

Entre o sono e o despertar acontece-me ouvir canções e, quando saio da cama, vou-os cantarolando. A maior parte das vezes, são ideias. Umas boas, outras nem tanto. Mas hoje aconteceu coisa que nunca me tinha acontecido: uma frase (que me parecia um verso) apoderou-se-me da mente. Era assim: antes fosses ceguinha! 
Cum raio, onde é que eu fui buscar isto? E depois descobri o que já sabia: o cérebro guarda coisas que nos ficaram gravadas na alma.
E era isto:

 

Jesus! Jesus! Jesus! o que aí vai de aflição!

Ó meu Amor! é para ver tantos abrolhos,
Ó flor sem eles! que tu tens tão lindos olhos!
Ah! foi para isto que te deu leite a tua ama,
Foi para ver, coitada! essa bola de lama
Que pelo espaço vai, leve como a andorinha,
A Terra!

Ó meu Amor! antes fosses ceguinha...

21 março, 2026

HOJE, ASSUMO, MINHA ALMA É ÁRVORE QUE DÁ FRUTO...

 


A pereira no quintal escolheu o dia, hoje,
para se encher de flor.
Ou terão sido os meus olhos, hoje,
mais atentos aos passos da Poesia?
Ela não sabe, mas encheu-me de alegria,
uma alegria miudinha e boa
que veio falar-me de paz.
Sonhar a paz no aconchego
das coisas da terra, quantas vezes?
Deslocámos um grão de areia do deserto,
um caulezinho na montanha
para mover a montanha,
para mudar o deserto.
Eis a Poesia,
essa fé capaz de fertilizar desertos,
de mover montanhas
ou simplesmente
de tornar mais fácil a convivência
com o que nos atormenta.
Lídia Borges

19 março, 2026

REDACÇÕES DO ROGERITO - 53 (Dia do Pai)


Hoje é dia do pai e a stora pediu que eu fizesse uma escrita em que reflicta porque é que eu acho que esta data é tão bonita e ela sugeriu que escrevesse sobre o significado do dia e é disso que eu vou escrever prometendo não divagar sobre o que pensaria e os palavrões que diria o senhor Anacleto lá da loja da esquina se o dia do pai não der para facturar aquelas bujigangas todas e mais os cartõezinhos cheios de desenhinhos de pais e de meninos mas também de pais com meninas pois ele sabe escolher a mercadoria em conformidade com a sua freguesia e se assim não fosse o senhor Anacleto seria apontado por não respeitar a igualdade de género.

Eu gosto muito do dia do pai pois se não houvesse dia do pai também não podia haver dia da mãe nem do avô nem da avó o que era muito mau para todas as crianças que assim teriam de ser todas institucionalizadas.

Mas o que eu gostava muito é que juntassem o dia da mãe com o dia do pai porque assim podia acontecer que ao festejarem pudesse haver mais meninos a nascer coisa que não vai acontecer se continuarem a separar os pais das mães e é por isso que há muitos divorciados.

Rogérito