13 fevereiro, 2026

E O PREFÁCIO DA MINHA OBRA FOI ESCRITO POR QUEM SABE DA PODA! OBRIGADO QUERIDA MADRINHA DA MINHA ESCRITA

Prefácio

Nesta Antologia, o autor coloca-nos diante da sua visão do mundo, marcada por um forte sentido crítico relativamente às maiores questões que hoje se colocam ao homem, numa ótica da falta de consciencialização, ética e ação, face às mesmas. É um conjunto de textos que resulta da experiência vivencial, observação e interpretação pessoal do mundo com o qual, o poeta se sente em desalinho. É a expressão maturada do encontro consigo mesmo, provocado pelo exercício de liberdade poética que pretende reafirmar, perante familiares e amigos. Mas é também o desejo/intenção de homenagear a sua companheira de vida. É para ela, a quem carinhosamente trata por menina, o primeiro poema (que dá título ao livro). O texto em causa termina com o verso - Falar de mim é falar de nós, deixando pairar no ar a ideia de que o sujeito, por si só, não será capaz de realizar os sonhos e alcançar a felicidade. O pronome nós, não se limita ao eu e tu do casal, claramente, mas a um universo bem mais amplo e complexo. Esta é uma constatação patente, desde logo, na epígrafe/dedicatória que se vai tomando mais visível, à medida que se avança na leitura. 

 Há, no trabalho em presença, uma nítida tendência para a objetividade, com raízes no neorrealismo (reconhecida e assumida pelo autor) uma intenção declarada de eleger o coletivo em detrimento do individual, conforme se intui no poema “Auto-Retrato” onde se lê: Diz nada decidir / sem convocar o coletivo seu Eu,/ sua Alma e seu Contrário/ ao qual apelida de Juízo, porém não deixa de revelar, a individualidade (o Eu é a voz da maioria dos textos) e a impulsividade a que a Arte não se pode furtar. À conceção da escrita comprometida, o autor parece querer associar a ideia de um humanismo outro, capaz de minorar ou até solucionar os muitos conflitos que, por todos os cantos do mundo, assolam os povos. Puramente utópico - dirão muitos de nós, leitores. A isso responderá Rogério Pereira com uma afirmação que costuma repetir frequentemente e surge inscrita no poema acima citado - Diz ser fácil mudar o mundo/só que leva é tempo. 

Uma genuína preocupação relativamente aos problemas de carácter político-social transparece dos textos e julgo ser essa mesma preocupação a despertar no autor a pulsão da escrita, a necessidade de grafar o seu entendimento das coisas do mundo e da vida e a partilhá-lo com outros. De registar, aqui e ali, um pendor acentuadamente irónico relativo àquilo que, na perspetiva do autor, é frivolidade, desinteresse e dispersão e como tal, merece ser criticado, parecendo querer tomar a seu cargo a função de orientador/mestre. Vejamos, no poema “Crisálida” ... entregou ao silêncio/ as forças resignadas/ e sentou-se, ansiosa/ à espera/ da hora/ da telenovela. Ou em “Pele” - A pele, escrita/ A pele, poema/ A pele, prosa/ A pele,/ a pele,/ a pele/ E ela? /Apenas uma mensagem: /"…porque noutros lados// também há flores e barcos … e uma vida/ que é muito mais a minha!" 

Ou ainda em – “A primavera das mulheres pueris”. Na última estrofe pode ler-se:[ ...] Então um ser que não olha o céu, / que não tem assunto/ que não liga ao mundo/ que virada a cada momento/ só para dentro/ […] 
 Ah, mulheres/ temos que um dia falar/ olhos nos olhos... 

Um reparo, apenas, no sentido de que a frivolidade não pode ser entendida como apanágio de género. Ela existe, sim, mas não diz respeito exclusivamente às mulheres. A frivolidade, por mais que possa parecer ridícula, a alguns, é transversal a toda a sociedade, podendo ser encontrada onde menos se espera. Contudo, não apenas de ironia e crítica social se faz este livro, faz-se também:
 • de Sonho - O impossível é tão só e apenas aquilo que ainda não aconteceu;
 • de Utopia - Quem antes via apenas a árvore / pode agora ver / através de mim / a floresta; 
 • de Esperança - Havemos de emendar o rumo errado.

 E, então, a Poesia… 

Lídia Borges (*) 

 (*) Lídia Borges é o pseudónimo literário de Olívia Maria Barbosa Guimarães Marques, natural de Braga. Professora do Ensino Básico, sempre teve a Literatura como suporte imprescindível à compreensão do Mundo e do Homem. Possui o grau de mestrado em Teoria da Literatura, na área de especialização de Estudos Lusófonos, pela Universidade do Minho. Tem obra publicada nos géneros de conto, crónica e poesia. Assina vários títulos, alguns dos quais distinguidos em Prémios Literários. 
 É membro da Associação Portuguesa de Escritores. -->

E é dela esta linda "TELA", ora deliciem-se:


11 fevereiro, 2026

ASSINEI HOJE O CONTRATO COM A EDITORA! PODIA LÁ EU RESISTIR A ESTA APRECIAÇÃO QUE ME FOI FEITA?


 
Depois de ter escrito, memórias de afectos, angústias e medos, tidos e vividos por terras de Angola. Depois de ter escrito contos para serem contados às crianças. Depois de ter escrito uma peça de teatro que em breve irá à cena, depois de uma memorável estreia. Chegou a vez da da minha poesia sair à rua... não tardará a acontecer!

08 fevereiro, 2026

SE NÃO FOSSEM ESTES CRAVOS... NÃO SEI O QUE ACONTECERIA!

Imagem roubada à Olívia Marques, no FB


E... por certo, as 12 razões para não votar em quem não votei, terão dado a Seguro a dimensão atingida! Mas... a luta continua!