28 março, 2026

"PROVA DE FOGO PARA A CÂMARA DE OEIRAS - O CASO FUNDIÇÃO"

Imagem da sessão de apresentação do Projecto, a cargo dos serviços técnicos da Câmara 

As comunidades locais andam arrepiadas com a ameaça de uma nova urbanização, que trará consequências tremendas nas condições da vida, na mobilidade e com preocupantes impactos nos serviços públicos.

À megalómana dimensão de tal urbanização, dedicou o Arq.º José Manuel Fernandes a sua esclarecida atenção, escrevendo um artigo no "OBSERVADOR". Escreveu ele, ao que titulou ser "Prova de fogo para a Câmara de Oeiras - O caso Fundição". Leia aqui, caso possa.

Caso não, subscreva a petição!


27 março, 2026

PORQUE SOMOS A MEMÓRIA QUE TEMOS, HOJE VOU AO TEATRO

 


Hoje, em Dia Mundial do Teatro, não posso perder. E nem por acaso é o mesmo encenador que encena a "minha" peça. Quanto ao tema... leia:

"Auschwitz é o símbolo de uma barbárie na Europa. É preciso que não se repita. O nazismo foi uma utopia racial, a ideia de construção de uma comunidade nacional que excluía determinados grupos étnicos, sobretudo judeus, porque não tinham o bom sangue, como eles diziam. Como pôde acontecer que um projeto de sociedade perfeita conduzisse a um genocídio que ceifou milhões de vidas? Esta visão do mundo baseada numa biologia aplicada faz uma leitura zoológica do humano e pretende a colonização dos outros povos através da guerra no que chamou uma comunidade de combate rumo a uma Europa conquistada, ocupada e explorada.
Tudo começou por leis de cidadania que recusavam a vida quotidiana aos judeus e opositores, às minorias que foram excluídas e acabaram por ser exterminadas sob o conceito de vida indigna de ser vivida. Alguns resistiram como a jovem Sophie e eram presos e mortos apenas porque não queriam pactuar. Outros, os judeus e resistentes, foram para campos de concentração, para guetos onde a sua humanidade foi eliminada, transformados em sub-homens, sujeitos a experiências médicas em nome de uma raça superior que nunca existiu.
O genocídio dos deficientes, dos judeus foi uma violência extrema para se construir um Reino e um espaço vital, sobretudo na Polónia onde deveria prosperar a raça digna. Essa sociedade baseada num conceito biológico nunca surgiu. Ficou apenas a memória daqueles que pereceram em nome de uma ideia de povo de uma Alemanha que acabou em ruínas.
Essas histórias têm de ser recuperadas para que as democracias saibam lidar com o flagelo da violência e da discriminação."


25 março, 2026

OS POETAS JÁ TÊM A PRIMAVERA, LÁ FORA, SENTADA À SUA PORTA...

 


O Luís Rodrigues tem a sorte de ter jardim. Porque se acha no outono da vida, partilhou com seus amigos (entre os quais me conto) um artístico postal, que aqui exibo em gesto de público agradecimento.

Porque só agora o faço? Ora nem queiram saber o que tive de superar para o fazer...

24 março, 2026

ENTRE O SONO E O DESPERTAR... HÁ COISAS ASSIM...

Entre o sono e o despertar acontece-me ouvir canções e, quando saio da cama, vou-os cantarolando. A maior parte das vezes, são ideias. Umas boas, outras nem tanto. Mas hoje aconteceu coisa que nunca me tinha acontecido: uma frase (que me parecia um verso) apoderou-se-me da mente. Era assim: antes fosses ceguinha! 
Cum raio, onde é que eu fui buscar isto? E depois descobri o que já sabia: o cérebro guarda coisas que nos ficaram gravadas na alma.
E era isto:

 

Jesus! Jesus! Jesus! o que aí vai de aflição!

Ó meu Amor! é para ver tantos abrolhos,
Ó flor sem eles! que tu tens tão lindos olhos!
Ah! foi para isto que te deu leite a tua ama,
Foi para ver, coitada! essa bola de lama
Que pelo espaço vai, leve como a andorinha,
A Terra!

Ó meu Amor! antes fosses ceguinha...