30 agosto, 2026

A CAMINHO DA FESTA, COM A MEMÓRIA COLOCADA EM QUEM CANTAVA O "FUNGAGÁ DA BICHARADA"


Podia eu lá perder este... à conversa com José Barata Moura, filósofo, professor, músico, autor de canções que atravessaram gerações?

Podia lá eu dispensar falar-se sobre uma vida entre a filosofia e a música, o estudo e a criação, o pensamento e a transformação do mundo?

📍 Festa do Avante – Festa do Livro | 5 set. (sáb.) 15h30

Lembram-se desta?
 

28 agosto, 2026

A AVÓ "BOOMERANG" - II


Em 2024 já tinha acontecido mas, desta feita, a "coisa" foi diferente...  Contudo, podemos tirar a mesma conclusão... Foi assim:

Ligou-me logo de manhã, ainda no hospital, a informar
"Ontem à noite vim de urgência para aqui, passei cá a noite e, daqui a nada, vou para casa!"
Ao meu "Oh!" de espanto respondeu que lhe foi recusado o internamento e que o médico se fartou de recomendar blá, blá, blá terminando dizendo-lhe "Depois de fazer isso tudo, volte cá!"

A partir daqui a conversa tomou um rumo que, a bem do SNS, deve ser tornado público: É que a uma idosa, que vive só, num estado de grande instabilidade e num quadro clínico de enorme complexidade, devia ter outro acompanhamento por parte do SNS...







26 agosto, 2026

"DESASTRE NA FERROVIA - 35 ANOS DE LIBERALIZAÇÃO" (uma obra a não perder)

 


Estive no lançamento e, claro, comprei o livro. Se quer saber um pouco mais aconselho a que oiça/leia (aqui) a TSF... 

E, já agora, leia esta passagem de uma das intervenções:

"... nada disto é uma obsessão contra os grupos económicos, isto é a realidade já vivida e experimentada por milhares de utentes, desde logo na Linha de Cascais.

Uma linha que já foi privada e que quando foi nacionalizada estava completamente degradada e falida.

A linha foi modernizada e requalificada já depois da Revolução de Abril.

Mas os comboios foram envelhecendo e o Estado nunca deu autorização à CP para comprar material novo.

Ou melhor, deu antes das eleições de 2009 e retirou logo a seguir às eleições.

Sem comboios novos, sem as obras de alteração da tensão, a linha só podia definhar.

Mesmo com os operários das oficinas de Oeiras a fazerem milagres, aquele material não dava para mais (há literalmente partes de comboio com mais de 100 anos a circular em Cascais).

Mas agora que a CP vai finalmente ter comboios novos para colocar em Cascais, agora que a linha foi modernizada a partir de recursos públicos, o Governo quer voltar a privatizar a linha para que sejam os capitalistas a tirar o lucro do investimento público.

Os utentes de Cascais e Oeiras precisam é de comboios, precisam que o investimento público seja direccionado para o serviço e benefício público e não para que grupos económicos privados ganhem dinheiro com os comboios de todos.

Foi aliás o que aconteceu de forma trágica no Reino Unido, cujo processo de liberalização e privatização da ferrovia está bem demonstrado neste livro, num anexo bem desenvolvido.

Um desastre autêntico, que desorganizou completamente aquele que já foi apontado como o serviço ferroviário modelo e criou um buraco gigantesco nas contas públicas britânicas superior a vinte mil milhões de euros por ano.

Um processo que lá, como cá, foi desenvolvido pelos governos trabalhistas e conservadores, os mesmos que se viram forçados à renacionalização da ferrovia.

Sabendo hoje o que sabemos, precisamos mesmo de travar mais este ataque."

Extrato da intervenção de Vasco Cardoso, ontem na Estação da CP, no Rossio