26 agosto, 2026

"DESASTRE NA FERROVIA - 35 ANOS DE LIBERALIZAÇÃO" (uma obra a não perder)

 


Estive no lançamento e, claro, comprei o livro. Se quer saber um pouco mais aconselho a que oiça/leia (aqui) a TSF... 

E, já agora, leia esta passagem de uma das intervenções:

"... nada disto é uma obsessão contra os grupos económicos, isto é a realidade já vivida e experimentada por milhares de utentes, desde logo na Linha de Cascais.

Uma linha que já foi privada e que quando foi nacionalizada estava completamente degradada e falida.

A linha foi modernizada e requalificada já depois da Revolução de Abril.

Mas os comboios foram envelhecendo e o Estado nunca deu autorização à CP para comprar material novo.

Ou melhor, deu antes das eleições de 2009 e retirou logo a seguir às eleições.

Sem comboios novos, sem as obras de alteração da tensão, a linha só podia definhar.

Mesmo com os operários das oficinas de Oeiras a fazerem milagres, aquele material não dava para mais (há literalmente partes de comboio com mais de 100 anos a circular em Cascais).

Mas agora que a CP vai finalmente ter comboios novos para colocar em Cascais, agora que a linha foi modernizada a partir de recursos públicos, o Governo quer voltar a privatizar a linha para que sejam os capitalistas a tirar o lucro do investimento público.

Os utentes de Cascais e Oeiras precisam é de comboios, precisam que o investimento público seja direccionado para o serviço e benefício público e não para que grupos económicos privados ganhem dinheiro com os comboios de todos.

Foi aliás o que aconteceu de forma trágica no Reino Unido, cujo processo de liberalização e privatização da ferrovia está bem demonstrado neste livro, num anexo bem desenvolvido.

Um desastre autêntico, que desorganizou completamente aquele que já foi apontado como o serviço ferroviário modelo e criou um buraco gigantesco nas contas públicas britânicas superior a vinte mil milhões de euros por ano.

Um processo que lá, como cá, foi desenvolvido pelos governos trabalhistas e conservadores, os mesmos que se viram forçados à renacionalização da ferrovia.

Sabendo hoje o que sabemos, precisamos mesmo de travar mais este ataque."

Extrato da intervenção de Vasco Cardoso, ontem na Estação da CP, no Rossio

24 agosto, 2026

EU NÃO SOU AQUILO QUE DIGO! EU NÃO SOU AQUILO QUE PENSO! EU SOU AQUILO QUE FAÇO E MAIS O COMPORTAMENTO QUE TENHO...

 


... e o comportamento que vou tendo
tem aqui uma forma de reconhecimento!
(quando cheguei àquela mesa, nem imaginam a minha cara)

ESTA CRÓNICA É DO MEC? É SIM... E RESOLVI TRAZE-LA AQUI!

Ia escrever sobre  o MEC quando tropeço num texto assim:

 "Miguel Esteves Cardoso (MEC) é o que se convencionaria chamar, aqui há uns anos, um intelectual de direita. Com raízes políticas monárquicas, MEC mora porém na filosofia, como diria Caetano Veloso. Ou seja, está para além dos sargaços que enturvam a água na espuma dos dias e está para além das palas ideológicas do senso-comum cheio de artroses mentais e maus-fígados gerais do nacional-jornalistariato-comentariato, entretido e autoenvenenado com os seus próprios sound-bytes e "efeitos especiais".

Não é suficientemente novo para confundir a sua pueril idade com a idade do mundo, como os neófitos parvenus que vão nascendo nos estúdios como cogumelos de ilustração de qualquer mau livro infantil. E não tem arrependimentos doutrinários que o obriguem a ser mais anti-tudo-o-que-foi do que o foram os que o eram, desígnio missionário que constitui o drama acintoso de todos os "convertidos". Ou seja, não precisa de ser um cristão-novo dos evangelistas dos mercados demo-liberais e humanitários quando os mortos não são "os outros", para compensar com os seus novos "estalinismos e maoísmos de direita" os seus velhos "maoísmos e estalinismos de esquerda".
Assim, MEC aprendeu que, desde que se estude e aprenda muito, é possível pensar com simplicidade (sobre) coisas muito complexas. E, actualmente, em crónicas como esta, de hoje mesmo (23.08.2026) no Público, sobre a grande Cuba, exprimindo-se com a escrita singular da sua erudita personalidade intelectual, MEC está em condições de ensinar aquilo que aprendeu.
Pena que tenha tão poucos aprendizes. Mas em terras como a nossa, de sábios e sabões, de proselitistas com sandálias de marca, em que quem tem um olho é logo rei em vez de ser apenas zarolho, quem tem algo a aprender?
Por outras palavras, como se pode ultrapassar os efeitos da ignorância opinante que, ignorando-se a si mesma, galopa, como Átila no seu cavalo, sobre a terra onde a erva jamais voltará a nascer?"

 Rui Pereira, in FaceBook

21 agosto, 2026

FERNANDO PESSOA LEU A NOTÍCIA NO JORNAL DA CASA. SEGUNDO ELE, PASSEI A SER UM POETA DA ARCADA


Sim, todas as manhãs tenho estado na Arcada dos Poetas e por vezes até almoço lá. Pela empatia do atendimento e pela qualidade do que lá consumo, ofereci obra minha à gerência da casa.

E tudo isto porque
Deus quiz
Eu sonhei
E a obra nasceu!