11 setembro, 2026

MARIA JOÃO (POETA): BOLETIM CLÍNICO - I


Dou hoje inicio ao desenrolar de informações de uma situação muito crítica da saúde da nossa Maria João que hoje passou por um marco muito importante no sentido de se confirmar, ou não,  a existência de cancro e a sua localização no sistema digestivo.

Levei-a à Clínica Cirúrgica de Carcavelos onde se realizaram num só acto uma endoscopia e uma colonoscopia. A suportar a dor, duas ocorrências que se complementaram. Uma, indissociável do ato médico, a anestesia. Outra, de efeito observável, a presença de sua filha que veio de Inglaterra para a acompanhar neste momento, particularmente crítico.

Sobre tais ocorrências falarei depois. Por agora teremos de esperar pelos resultados das biópsias realizadas... mas... a médica não excisou dois pólipos no estômago e três no intestino, por serem "gigantes" (sic) e por  outras razões que omitiu, o que vai fazer com que todo este martírio se tenha de vir a repetir no hospital público.

Não se pode dizer que esteja bem, mas o que mais se temia... até aconteceu.

10 setembro, 2026

DUAS TESES: A DE UM CIENTISTA DIVULGADA HOJE, EM QUE ADMITE QUE A HUMANIDADE SERÁ EXTERMINADA; A MINHA, QUE ALERTA PARA O FIM DO MUNDO (E TUDO DEVIDO À IA)

"Um dos principais pesquisadores de segurança da Anthropic alertou que a inteligência artificial está avançando tão rapidamente que, na avaliação dele, há mais de 10% de chance de que a tecnologia "possa matar todos os humanos" na próxima década.

Em uma publicação no X, Evan Hubinger afirmou que o risco representado pelos modelos que existem atualmente é "baixo", mas disse estar "preocupado" com a possibilidade de a tecnologia se desenvolver e melhorar a si mesma em breve a ponto de representar um risco existencial para a humanidade.

Formado em Matemática e Ciência da Computação pelo Harvey Mudd College, Hubinger passou pelo MIRI (Machine Intelligence Research Institute) e pela OpenAI, trabalhando em pesquisa de segurança de IA.

Ele não explicou como acredita que sistemas de inteligência artificial poderiam, no futuro, levar à extinção da humanidade.

Mas os comentários são o mais recente de uma série de alertas cada vez mais contundentes sobre a IA, em um debate que vem mudando de foco: de se a tecnologia realmente representa um risco para qual seria a dimensão desse risco."

  • Tom Gerken / In BBC News (Brasil)
  • Role, 
    Repórter de tecnologia

 O meu alerta é diferente, como reza no meu conto (O Avião de Papel) que em breve será publicado...



07 setembro, 2026

E NÃO É QUE O JOSÉ BARATA MOURA PATROCINOU A VENDA DE UM LIVRO MEU...


 

Na tarde de sábado, na Festa do Livro, fizemos uma viagem «do fungagá ao materialismo dialéctico» e eu, claro, fui um atento passageiro.

Na conversa, moderada por Anabela Fino, falou-se de memória, do presente e, sobretudo, do futuro. Com o humor que lhe está na alma, Barata Moura usa o termo «feituro» explicitando que, afinal, somos nós que o fazemos.

A dada altura ele, com a empatia própria de um génio, refere que a memória mais importante que podemos ter na vida é sobre aquilo que não chegou a ser feito... 


Enquanto decorria a sessão, ao meu lado, um jovem casal inquiriu-me se sabia se ele iria ali lançar um livro. Com o meu sentido oportunista, respondi não saber mas que, se gostam muito de ler, podem levar dali (e apontei a tenda de venda) um livro meu. Ficaram curiosos. Perguntaram-me o nome da obra e o meu e logo de seguida dalí saíram deixando alguns haveres a guardar lugar. 


Passados uns largos minutos, regressaram. Ele com um livro do Barata Moura. Ela com o meu "O Melhor de Mim Somos Nós" e pediram-me que o autografasse. Nenhum de nós tinha caneta, mas ela de pronto me foi estendida por um camarada que não via há muito. E lá escrevi uma dedicatória à Beatriz...


E tudo terminou com abraços e beijos ao som da enorme ovação que dava por encerrada a sessão.


Mentalmente agradeci ao Barata Moura tão inesperado patrocínio e, também, levando na Minha Alma tudo o que, ali, ouvira dele.