14 setembro, 2026

FOI HÁ SEIS ANOS QUE PARTIU... MAS MINHA ALMA NÃO A SENTE AUSENTE


 
 Fui lá e percorri todos os espaços que são memória de um "nós" que nem a morte separa. Findo o percurso, fixei longamente aquele mar enquanto as ondas sussurravam mensagens sem fim. O vento parou para que ouvisse também as pedras e as nuvens se afastaram para que o sol me beijasse. Fiquei por ali tempos sem fim...

Já regressei e à chegada a emoção abraçou minha alma resignada e ambas contiveram uma lágrima. Só eu não contive a minha... 

Não, não é dor! É saudade!


13 setembro, 2026

MARIA JOÃO (POETA): BOLETIM CLÍNICO II - Efeitos anestésicos

Como referi antes, a coisa mais dura perdura depois do acto clínico. Depois do recobro houve um acordar que seria ainda muitos doloroso não fosse um efeito anestésico suplementar:

  • a presença da filha, Moira Simões e o falar-se da família;
  • o ler-se um poema dela, prova de que "filha de peixe, sabe nadar.
Somado isto, o efeito anestésico está a fazer-se sentir...

Foto, da esquerda para a direita: a filha (42 anos); o neto (11 anos);
a neta (21 anos) e o companheiro dela, tendo ao colo a bisneta (1 ano)

 
PS: Este post foi-me inspirado pela longa conversa que tive com a filha da nossa poeta e mereceu a sua prévia autorização. Sem isso, não seria tornado público.




11 setembro, 2026

MARIA JOÃO (POETA): BOLETIM CLÍNICO - I


Dou hoje inicio ao desenrolar de informações de uma situação muito crítica da saúde da nossa Maria João que hoje passou por um marco muito importante no sentido de se confirmar, ou não,  a existência de cancro e a sua localização no sistema digestivo.

Levei-a à Clínica Cirúrgica de Carcavelos onde se realizaram num só acto uma endoscopia e uma colonoscopia. A suportar a dor, duas ocorrências que se complementaram. Uma, indissociável do ato médico, a anestesia. Outra, de efeito observável, a presença de sua filha que veio de Inglaterra para a acompanhar neste momento, particularmente crítico.

Sobre tais ocorrências falarei depois. Por agora teremos de esperar pelos resultados das biópsias realizadas... mas... a médica não excisou dois pólipos no estômago e três no intestino, por serem "gigantes" (sic) e por  outras razões que omitiu, o que vai fazer com que todo este martírio se tenha de vir a repetir no hospital público.

Não se pode dizer que esteja bem, mas o que mais se temia... até aconteceu.

10 setembro, 2026

DUAS TESES: A DE UM CIENTISTA DIVULGADA HOJE, EM QUE ADMITE QUE A HUMANIDADE SERÁ EXTERMINADA; A MINHA, QUE ALERTA PARA O FIM DO MUNDO (E TUDO DEVIDO À IA)

"Um dos principais pesquisadores de segurança da Anthropic alertou que a inteligência artificial está avançando tão rapidamente que, na avaliação dele, há mais de 10% de chance de que a tecnologia "possa matar todos os humanos" na próxima década.

Em uma publicação no X, Evan Hubinger afirmou que o risco representado pelos modelos que existem atualmente é "baixo", mas disse estar "preocupado" com a possibilidade de a tecnologia se desenvolver e melhorar a si mesma em breve a ponto de representar um risco existencial para a humanidade.

Formado em Matemática e Ciência da Computação pelo Harvey Mudd College, Hubinger passou pelo MIRI (Machine Intelligence Research Institute) e pela OpenAI, trabalhando em pesquisa de segurança de IA.

Ele não explicou como acredita que sistemas de inteligência artificial poderiam, no futuro, levar à extinção da humanidade.

Mas os comentários são o mais recente de uma série de alertas cada vez mais contundentes sobre a IA, em um debate que vem mudando de foco: de se a tecnologia realmente representa um risco para qual seria a dimensão desse risco."

  • Tom Gerken / In BBC News (Brasil)
  • Role, 
    Repórter de tecnologia

 O meu alerta é diferente, como reza no meu conto (O Avião de Papel) que em breve será publicado...