01 maio, 2026

MAIS UM 1º DE MAIO... SE ESTIVE LÁ? PODIA LÁ EU FALTAR!?

Foi em 1962, tinha eu 17 anos e em pleno regime fascista, que soube que o 1º de Maio existia e até o celebrei (como já aqui lembrei).

E foi tal memória que me fez "dar corda aos sapatos" e lá ir. Não, não fui ao desfile, pois o "caruncho" me impede de tal. Fui à Fonte Luminosa e fiz bem em tê-lo feito. Minha Alma, sentiu a luta e Eu  cruzei-me com muitos camaradas e amigos. Visitei o stand do MURPI - Movimento Unitário dos Reformados, Pensionistas e Idosos e fiz questão de que nos tirassem esta foto, para memória futura de uma luta.  Plantámos essa luta num vaso. De lá, todos esperamos, nascerá um cravo. Um Cravo de Abril!






30 abril, 2026

O MEU LIVRO ESGOTOU? OU SERÁ QUE AINDA HÁ, LÁ ONDE O DEIXEI À VENDA?



Nas Galerias do Alto da Barra, há uma livraria e uma tabacaria. O livro esgotou na livraria e na tabacaria, hoje de manhã, restavam  três exemplares.
Ou vai a correr, amanhã de manhã, e ainda tem oportunidade de agarrar um ou terá que esperar pelas Festas de Oeiras... 
 

29 abril, 2026

CARTA-ABERTA AO MUNDO


CARTA ABERTA AO MUNDO

(autora: Ykay Romay, cubana, 2026)

“À humanidade inteira, às mães do mundo, aos médicos sem fronteiras, aos jornalistas com dignidade, aos governos que ainda acreditam na justiça:

O meu nome é milhões. Não tenho apelidos conhecidos nem acusações relevantes. Sou uma cubana comum. Uma filha, uma irmã, uma patriota. E escrevo isto com a alma rasgada e as mãos a tremer, porque o que o meu povo vive hoje não é uma crise. É um assassinato lento, calculado e friamente executado a partir de Washington.

E o mundo olha para o outro lado.

DENÚNCIA PELOS MEUS AVÓS:

Denuncio que, em Cuba, há idosos que morrem prematuramente porque o bloqueio impede a chegada de medicamentos para o coração, para a tensão arterial, para a diabetes. Não é falta de recursos. É uma proibição deliberada. Empresas que querem vender a Cuba são multadas, perseguidas, ameaçadas. Os seus governos permanecem em silêncio. E, enquanto isso, um avô cubano aperta o peito e espera. A morte não avisa. O bloqueio, sim.

DENÚNCIA PELOS MEUS FILHOS:

Denuncio que há incubadoras em Cuba que tiveram de ser desligadas por falta de combustível. Que há recém-nascidos a lutar pela vida enquanto o governo dos EUA decide quais países nos podem vender petróleo e quais não podem. Que há mães cubanas que veem a vida dos seus filhos ameaçada porque uma ordem assinada num escritório em Washington vale mais do que o choro de um bebé a 90 milhas da sua costa.

Onde está a comunidade internacional? Onde estão as organizações que tanto defendem a infância? Ou será que as crianças cubanas não merecem viver?

DENÚNCIA POR FOME INTENCIONAL:

Denuncio que o bloqueio é fome programada. Não é que falte comida — é que nos impedem de a comprar. É que navios com alimentos são perseguidos. As transações bancárias são bloqueadas. As empresas que nos vendem cereais, frango ou leite são sancionadas.

A fome em Cuba não é um acidente. É uma política de Estado do governo dos EUA, refinada ao longo de 60 anos, atualizada por cada administração, reforçada por Donald Trump e executada com zelo por Marco Rubio.

Eles chamam a isto “pressão económica”. Eu chamo-lhe terrorismo pela fome.

DENÚNCIA PELOS MEUS MÉDICOS:

Denuncio que os nossos médicos — os mesmos que salvaram vidas durante a pandemia enquanto o mundo inteiro colapsava — hoje não têm seringas, nem anestesia, nem equipamento de raio-X. Não porque não saibamos produzi-los. Não porque não tenhamos talento. Mas porque o bloqueio nos impede de aceder a insumos, peças e tecnologia.

Os nossos cientistas criaram cinco vacinas contra a COVID-19. Cinco. Sem ajuda de ninguém. Contra tudo e contra todos. Contra o bloqueio e contra a desinformação. E, ainda assim, o império castiga-nos por termos conseguido.

AO MUNDO DIGO:

Cuba não pede esmola.

Cuba não pede soldados.

Cuba não pede que a amem.

Cuba pede justiça. Nada mais. Nada menos.

Peço que deixem de normalizar o sofrimento do meu povo.

Peço que chamem o bloqueio pelo nome: CRIME DE LESA-HUMANIDADE.

Peço-vos que não se deixem enganar pelo discurso do “diálogo” e da “democracia” enquanto nos apertam o pescoço.

Não queremos caridade. Queremos que nos deixem viver.

Aos governos cúmplices que se calam:

A história irá julgá-los.

À comunicação social que mente:

A verdade encontra sempre caminho.

Aos que assinam sanções:

O povo cubano não esquece nem perdoa.

Aos que ainda têm humanidade no peito:

Olhem para Cuba. Vejam o que lhe estão a fazer. E perguntem a si próprios: de que lado da história quero estar?

Desta pequena ilha, com uma dignidade gigante,

Uma cubana que se recusa a render-se.

 

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27 abril, 2026

SE EU UM DIA VOU PARAR? CLARO! NINGUÉM É ETERNO!


A cena reporta-se a mais uma sessão comemorativa do 25 de Abril. Foi ontem, na Quinta da Atalaia e o momento ilustra o meu agradecimento ao GREECAM (que organizou) e ao Coronel Baptista Alves pelo seu bem documentado testemunho de como um golpe militar virou revolução. 

Seremos sempre, a memória que temos!