24 janeiro, 2026

HOJE... SINTO-ME MARX


Há quem tenha medo das palavras e chame "antigo regime" ao fascismo por (muitos de) nós vivido. Nos tempos que correm, abre-se a porta ao seu regresso seguido da ameaça de uma farsa, cujos contornos não é possível antecipar.

Sentindo-me Marx, ocorre-me inesperadamente a memória dos Congressos da Oposição Democrática de Aveiro... e faz todo o sentido pensarmos nisso! Digo-o por o ter vivido...



22 janeiro, 2026

É DESTA? SERÁ MESMO DESTA QUE UM POEMA MEU PASSARÁ A CANÇÃO?

O Júlio e eu

Creio que será mesmo desta. A porta abriu-se há exactamente dois anos, mas não se terá fechado. Sobe-o num reencontro inesperado em contexto triste (o velório de um comum amigo). Pediu-me que me sentasse com ele e, estendendo-me a aparelhagem, pediu-me que o escutasse. Assim fiz... e gostei. Gostei da sua voz. Gostei do ritmo hip-hop. Gostei do que ouvi. E depois de lho ter dito, foi a vez de ele me dizer que iria para a frente com o projecto...

Recordo então o texto que anunciava a abertura da porta:

"Lembram-se que todos vós me "empurraram" para que aceitasse o desafio? E que teríamos que iniciar um caminho, de "trabalho, a quatro mãos"?

O primeiro passo foi dado, enviando-lhe trabalho meu, um tal livrinho "O melhor de mim somos nós - e outros poemas" que o terá atingindo, em cheio, na alma. De pronto marcámos encontro, que decorreu esta manhã na "minha esplanada".  Trocámos ideias sobre os passos seguintes, depois do Júlio me dar conta da sua escolha. Disse-me ele "o poema que mexe comigo está na página 13!"

E o que antes era um poema, passou agora a ler letra. Esperemos a canção do Júlio.

PEDRA, DEPOIS PÓ

E FINALMENTE VIDA

Olhei a pedra
Fria, Estúpida, Parada

Calada

De tanto a olhar, julguei-a bela

Transformei-me nela

Frio, Estúpido, Parado

Calado

Sem destino sequer

de pedrada no charco

Sujeito à degradação do relento

e à erosão do vento

em breve serei pó

Não olhes para mim, assim
Mexe-te, ao menos
 

A pouco e pouco se mexeram
e num repente

o Mundo assistiu

ao despertar das pedras

Rogério Pereira

 

19 janeiro, 2026

PENSANDO A TRAÇO FINO - A VERDADEIRA COERÊNCIA - III (ELEIÇÕES PRESIDENCIAIS)


Não há muito (Julho 2025), sobre o tema, escrevia eu que "A verdadeira coerência está caindo em desuso. E finalizava eu tal texto "Resumindo, é coerente aquele que faz (ou vai fazendo) em concordância com o discurso produzido e com os princípios que defende, doa a quem doer!"

Cabe agora acrescentar que a coerência, a verdadeira, exige e determina que actos que repetem sejam repetidos respeitando os mesmos princípios e os mesmos elementos. Estava confuso? E dei um exemplo para ajudar:

Forças políticas fecharam acordo em Lisboa: PS, BE, Livre e PAN avançam em coligação para defrontar PSD;
Forças políticas fecharam acordo em Loures: BE, Livre e PAN avançam em coligação para defrontar o PS.
Em resumo:

A quase-esquerda, em Lisboa, achava o PS muito querido
A quase-esquerda, em Loures, achava o PS muito horrendo

Ontem, pelos resultados, o caso muda de figura: é que em termos de coerência há que mobilizar contra o mal-maior.
 Daí o meu apelo a que se vote em Seguro
... e mais, que toda a verdadeira esquerda se entenda criando uma frente unitária que defenda os princípios e valores constitucionais! 

Aceita-se o contraditório