22 setembro, 2026

UM DIA... SENTI-ME PALMA... HOJE VOLTO A RECORDAR ESSE DIA (pois, assim, assinalo a memória de outra partida )


Pelos ternos afectos
De filhas, genros
Compadres e netos
Sinto-me Palma

Pelos sorrisos
E doces mimos
Ofertas de vizinhos
Sinto-me Palma

Porque onde me abasteço
Da padaria ao supermercado
Me ofertam sorriso rasgado
Sinto-me Palma

Porque no meu partido
Em cada camarada
Tenho um solidário amigo
Sinto-me Palma

Porque em frente da minha janela
Se ergue uma árvore
Respeitada por toda a comunidade
Sinto-me Palma

É verdade, sim
Hoje me senti assim
Depois de me sentir
Frágil

Encosta-te a mim!
Faz-me sentir como o Jorge!
Rogério Pereira 
- Dezembro de 2020

20 setembro, 2026

A MINHA NETA NUNCA NEGA UMA COISA QUE EU LHE PEÇA!


A Maria fez 16 anitos na semana já passada
e hoje reuniu-se a família para celebrar a data
Família assim... já é coisa rara

PS: falhei o vídeo onde o bolo estava
e a nossa malta cantava

 

18 setembro, 2026

MARIA JOÃO (POETA): BOLETIM CLÍNICO - V (só depois de 23/9 se saberá a real gravidade do seu estado...)

A filha continua com ela e hoje passou todo o dia no hospital. Eu só passei lá, a dar alento às duas.
As análises de hoje assustaram, mas o diagnóstico definitivo só será feito após eu ir levantar os resultados dos exames realizados no passado dia 11 na Clínica Cirúrgica de Carcavelos (Joaquim Chaves Saúde) o que só ocorrerá na próxima quarta-feira... Entretanto, estou pensando em fazer de tudo isto um "Case Study" com dois temas de análise: 
  • A verdadeira capacidade de resposta do SNS perante situações como a da nossa poeta. Esta análise envolverá as várias vertentes, desde o transporte de doentes em situação de diversas debilidades (desde a física à financeira) até ao funcionamento das estruturas de saúde...
  • Como pode uma situação, como a da Maria João, contribuir para agregar uma família dividida e ultrapassar rupturas relacionais entre mãe e filhas.
Este é um grande desafio que terei de enfrentar...



 

17 setembro, 2026

MARIA JOÃO (POETA): BOLETIM CLÍNICO - IV (... e a filha voltou no primeiro avião)

Nas Urgências, da Sala de Observação onde dera entrada, transitou para a Sala de Cuidados Intensivos.  Ligou-nos, a mim e à filha, dando a notícia. E ambos lá fomos, com arrepios de pele, ansiedade na alma e com o coração batendo acelerado. De onde eu estava até lá, foi num ápice. De Londres a Algés, largas horas.

Enquanto a filha não chegava, fui lhe dando conforto, falando com as enfermeiras e com o médico. A conversa com o clínico introduziu calma e esperança: nada confirmava os receios de que o diagnóstico seria o de tumor cancerígeno (hipótese ainda não totalmente afastada). Diagnóstico, esse sim, confirmado a de uma pancreatite aguda. O médico disse-me ser previsível resolver a crise em três ou quatro dias.

Entretanto, Moira Simões (a filha), chegou. Da sala, eu saí e entrou ela. Nem imagino como emotivo terá sido esse reencontro...