20 setembro, 2026

A MINHA NETA NUNCA NEGA UMA COISA QUE EU LHE PEÇA!


A Maria fez 16 anitos na semana passada 
e hoje reuniu-se a família para celebrar a data
Família assim... já é coisa rara

PS: falhei o vídeo onde o bolo estava
e a nossa malta cantava

 

18 setembro, 2026

MARIA JOÃO (POETA): BOLETIM CLÍNICO - V (só depois de 23/9 se saberá a real gravidade do seu estado...)

A filha continua com ela e hoje passou todo o dia no hospital. Eu só passei lá, a dar alento às duas.
As análises de hoje assustaram, mas o diagnóstico definitivo só será feito após eu ir levantar os resultados dos exames realizados no passado dia 11 na Clínica Cirúrgica de Carcavelos (Joaquim Chaves Saúde) o que só ocorrerá na próxima quarta-feira... Entretanto, estou pensando em fazer de tudo isto um "Case Study" com dois temas de análise: 
  • A verdadeira capacidade de resposta do SNS perante situações como a da nossa poeta. Esta análise envolverá as várias vertentes, desde o transporte de doentes em situação de diversas debilidades (desde a física à financeira) até ao funcionamento das estruturas de saúde...
  • Como pode uma situação, como a da Maria João, contribuir para agregar uma família dividida e ultrapassar rupturas relacionais entre mãe e filhas.
Este é um grande desafio que terei de enfrentar...



 

17 setembro, 2026

MARIA JOÃO (POETA): BOLETIM CLÍNICO - IV (... e a filha voltou no primeiro avião)

Nas Urgências, da Sala de Observação onde dera entrada, transitou para a Sala de Cuidados Intensivos.  Ligou-nos, a mim e à filha, dando a notícia. E ambos lá fomos, com arrepios de pele, ansiedade na alma e com o coração batendo acelerado. De onde eu estava até lá, foi num ápice. De Londres a Algés, largas horas.

Enquanto a filha não chegava, fui lhe dando conforto, falando com as enfermeiras e com o médico. A conversa com o clínico introduziu calma e esperança: nada confirmava os receios de que o diagnóstico seria o de tumor cancerígeno (hipótese ainda não totalmente afastada). Diagnóstico, esse sim, confirmado a de uma pancreatite aguda. O médico disse-me ser previsível resolver a crise em três ou quatro dias.

Entretanto, Moira Simões (a filha), chegou. Da sala, eu saí e entrou ela. Nem imagino como emotivo terá sido esse reencontro...


16 setembro, 2026

MARIA JOÃO (POETA): BOLETIM CLÍNICO - III (SE ESTÁ MUITO MAL? AINDA NÃO SABE!)


Seu rosto inspira poema! Em descanso, tranquilo, descansa da tremenda tormenta por que passa. 
De  manhã, bem cedo, recebo uma chamada sua informando, com voz sumida, ter sido levada para as urgências do Hospital de São Francisco de Xavier. Resolvido um compromisso inadiável para lá fui, tendo-me sido concedidos alguns minutos para estar com ela, na Sala de Observações...

Falei com a médica e esta reforçou o pedido que a Maria João me tinha feito: ir amanhã ao Centro de Saúde buscar os exames mais recentes, pois não disponíveis no sistema e ir lá entrega-los. 

Se está muito mal? Ainda não sabemos.