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15 setembro, 2026

A "MINHA" ASSOCIAÇÃO COMPLETOU ONTEM 11 ANITOS (MAS A FESTA IRÁ SER SÓ EM OUTUBRO)

Hoje mesmo conseguimos a confirmação da participação de todos os artistas que animarão a festa de celebração do aniversário da Associação de Reformados, Pensionistas e Idosos da Freguesia de Oeiras. Quem são e que farão em palco? Lá chegará a altura de o anunciar. Para já fica esta simples referência: todos têm origem nos movimentos populares locais e exprimirão essa cultura.

O grande desafio será esgotar este enorme espaço, cedido pela Paróquia de Nova Oeiras...




 

07 setembro, 2026

E NÃO É QUE O JOSÉ BARATA MOURA PATROCINOU A VENDA DE UM LIVRO MEU...


 

Na tarde de sábado, na Festa do Livro, fizemos uma viagem «do fungagá ao materialismo dialéctico» e eu, claro, fui um atento passageiro.

Na conversa, moderada por Anabela Fino, falou-se de memória, do presente e, sobretudo, do futuro. Com o humor que lhe está na alma, Barata Moura usa o termo «feituro» explicitando que, afinal, somos nós que o fazemos.

A dada altura ele, com a empatia própria de um génio, refere que a memória mais importante que podemos ter na vida é sobre aquilo que não chegou a ser feito... 


Enquanto decorria a sessão, ao meu lado, um jovem casal inquiriu-me se sabia se ele iria ali lançar um livro. Com o meu sentido oportunista, respondi não saber mas que, se gostam muito de ler, podem levar dali (e apontei a tenda de venda) um livro meu. Ficaram curiosos. Perguntaram-me o nome da obra e o meu e logo de seguida dalí saíram deixando alguns haveres a guardar lugar. 


Passados uns largos minutos, regressaram. Ele com um livro do Barata Moura. Ela com o meu "O Melhor de Mim Somos Nós" e pediram-me que o autografasse. Nenhum de nós tinha caneta, mas ela de pronto me foi estendida por um camarada que não via há muito. E lá escrevi uma dedicatória à Beatriz...


E tudo terminou com abraços e beijos ao som da enorme ovação que dava por encerrada a sessão.


Mentalmente agradeci ao Barata Moura tão inesperado patrocínio e, também, levando na Minha Alma tudo o que, ali, ouvira dele.


31 agosto, 2026

SE AINDA VEJO TELEVISÃO? POUCO! MAS HÁ PROGRAMAS QUE NÃO PERCO...


Por exemplo, não perco o The Voice Gerações. E não perco por várias razões muito para além do que lá se canta, e o que lá se canta já mais que suficiente para me prender... Mas prendem-me também: os aspectos relacionais (entre grupos concorrentes e no seio destes); o ser uma demonstração do resultado do trabalho associativo; o ser uma oportunidade de recordar apontamentos da cultura e folclore nacional; o ser um espraiar de estilos, do popular ao clássico...

E, ao referir o estilo clássico... meu Deus este desempenho da Bohemian Rhapsody é um espanto!


30 agosto, 2026

A CAMINHO DA FESTA, COM A MEMÓRIA COLOCADA EM QUEM CANTAVA O "FUNGAGÁ DA BICHARADA"


Podia eu lá perder este... à conversa com José Barata Moura, filósofo, professor, músico, autor de canções que atravessaram gerações?

Podia lá eu dispensar falar-se sobre uma vida entre a filosofia e a música, o estudo e a criação, o pensamento e a transformação do mundo?

📍 Festa do Avante – Festa do Livro | 5 set. (sáb.) 15h30

Lembram-se desta?
 

10 agosto, 2026

"QUEM PORFIA, MATA CAÇA" OU DIZENDO DE OUTRO MODO, "DA PERSISTÊNCIA NASCE UM CONTO NOVO"

Este conto, "O AVIÃO DE PAPEL" foi publicado neste espaço, em três episódios, em Dezembro de 2021. A ideia de o ilustrar foi-se cimentando à medida que a importância do tema se instalava na Minha Alma e a consciência do agravamento das alterações climáticas se ía alargando a mais e mais gente. 

Em Dezembro de 2024, conheci uma ilustradora genial, a Yury, e desenvolvemos um projecto, mas chegámos a valores de publicação 
completamente desajustados relativamente aos preços praticados no mercado nacional livreiro.

Mas da persistência nasce um conto novo e ele aí está a caminho, como aliás já vos tinha dito. Quando vai ser lançando? depois digo!

18 julho, 2026

POEMA DATADO, MAS... UMA TROVA CADA VEZ MAIS ACTUAL


TROVA DO VENTO QUE PASSA

Pergunto ao vento que passa
notícias do meu país
e o vento cala a desgraça
o vento nada me diz.

Pergunto aos rios que levam
tanto sonho à flor das águas
e os rios não me sossegam
levam sonhos deixam mágoas.

Levam sonhos deixam mágoas
ai rios do meu país
minha pátria à flor das águas
para onde vais? Ninguém diz.

Se o verde trevo desfolhas
pede notícias e diz
ao trevo de quatro folhas
que morro por meu país.

Pergunto à gente que passa
por que vai de olhos no chão.
Silêncio -- é tudo o que tem
quem vive na servidão.

Vi florir os verdes ramos
direitos e ao céu voltados.
E a quem gosta de ter amos
vi sempre os ombros curvados.

E o vento não me diz nada
ninguém diz nada de novo.
Vi minha pátria pregada
nos braços em cruz do povo.

Vi minha pátria na margem
dos rios que vão pró mar
como quem ama a viagem
mas tem sempre de ficar.

Vi navios a partir
(minha pátria à flor das águas)
vi minha pátria florir
(verdes folhas verdes mágoas).

Há quem te queira ignorada
e fale pátria em teu nome.
Eu vi-te crucificada
nos braços negros da fome.

E o vento não me diz nada
só o silêncio persiste.
Vi minha pátria parada
à beira de um rio triste.

Ninguém diz nada de novo
se notícias vou pedindo
nas mãos vazias do povo
vi minha pátria florindo.

E a noite cresce por dentro
dos homens do meu país.
Peço notícias ao vento
e o vento nada me diz.

Quatro folhas tem o trevo
liberdade quatro sílabas.
Não sabem ler é verdade
aqueles pra quem eu escrevo.

Mas há sempre uma candeia
dentro da própria desgraça
há sempre alguém que semeia
canções no vento que passa.

Mesmo na noite mais triste
em tempo de servidão
há sempre alguém que resiste
há sempre alguém que diz não

Manuel Alegre - Praça da Canção/1965

08 julho, 2026

IMAGEM DO MEU "O AVIÃO DE PAPEL"


IMAGEM DO MEU "O AVIÃO DE PAPEL" que, se bem se lembram, é um conto do meu "Contos Para Serem Contados" que, como já vos tinha dito, está sendo ilustrado por quem sabe da poda... vai ficar liiiinnndo! 

As crianças vão adorá-lo.

Quando vai estar pronto e editado? 
Quando o souber, vos direi
!

09 junho, 2026

FOI TÃO GIRO, AQUILO... LÁ NA "FEIRA DO LIVRO"


 E no domingo, lá fui à "Feira do Livro" e fui ver o  CORO DE LEITURA EM VOZ ALTA - CLEVA OEIRAS

“O desaparecimento da leitura em voz alta é muito estranho. (…) Já não há o direito de colocar as palavras na boca antes de as meter na cabeça? Já não há ouvidos? Já não há música? Já não há saliva? As palavras já não sabem a nada? O que é que se passa? (…) Venham soprar nos nossos livros! As palavras precisam de corpo! Os nossos livros precisam de ter vida!”
Daniel Pennac in “Como um romance”
Um coro de vozes leitoras. Um coro, não para cantar mas para ler. Lemos livros a várias vozes e construimos novos universos sonoros. Lemos em voz alta em conjunto. Produzimos novos sentidos a partir de um texto utilizando um colectivo de vozes. Acentuamos ou diluímos uma emoção, destacamos ou escondemos um significado, damos um som harmonioso, polifónico, emocionante, às páginas da literatura.
Um coro para todas as idades, um coro para todos

08 junho, 2026

CADA VEZ GOSTO MAIS DO FERNANDO... PESSOA

Ora leiam:
"Desde sempre houve escritores e poetas que escreveram sobre política, desde sempre houve literatura mais ou menos empenhada politicamente, mas no século XX essa tendência aumentou, com o surgimento de escritores e poetas associados a diferentes ideais ou ideologias políticas, e com desejo de intervenção sobre as injustiças sociais, como por exemplo na Alemanha, Bertolt Brech, Ernst Jünger, em França, André Malraux, Jean-Paul Sartre, nos Estados Unidos, Ezra Pound, em Espanha, Garcia Lorca, em Portugal, José Gomes Ferreira, Ary dos Santos, José Saramago, Manuel Alegre, etc. 

Quando se trata de poetas, geralmente a sua atitude empenhada politicamente surpreende, pois existe na opinião pública a tendência para considerar os poetas como indivíduos solitários e contemplativos, pouco interessados no mundo da ação, e muito menos na ação política. No entanto, existe um conjunto bem significativo de poetas e de escritores também interessados nos problemas políticos do seu tempo, e mesmo nos problemas políticos do passado, estando atentos aos conflitos e às grandes lutas do seu tempo, mas também aos ideais políticos de sempre, como por exemplo a busca pela liberdade. 

Certamente que por vezes é difícil considerar um texto como político. Se defendermos a tese de que toda literatura tem impacto social, e que por isso toda a literatura é política, então até mesmo um poema pastoril, ou um poema sobre o amor, são políticos. Ora, há que distinguir entre textos literários com impacto político (por exemplo os poemas homeoeróticos de António Botto, que tiveram impacto político no seu tempo, ao serem proibidos pelos políticos de então), e textos literários sobre temas políticos (por exemplo sobre uma revolução). Um livro ou um texto pode ser sobre o erotismo, e não ser um livro ou um texto erótico, assim como pode ser sobre a religião, e não ser um livro ou um texto religioso. No entanto, no caso da política a situação é diferente, pois é difícil que um texto seja sobre política (por exemplo uma História das ideias políticas), e não seja também um texto político, isto é, que não contenha uma visão política do autor, sobre os problemas tratados."

 Continuar a ler aqui

04 junho, 2026

NAS FESTAS DE OEIRAS (EXIBINDO ARTES)


 E já lá vão seis dias, comigo preenchendo dois horários de escala,
e abordando a gente que passa...
(apenas vendi um livro)

18 maio, 2026

UMA OBRA COLETIVA QUE FARÁ PERDURAR A MEMÓRIA DAQUELA MADRUGADA QUE TODOS NÓS ESPERÁVAMOS ...

 


"25 de Abril de 1974. Dia já longínquo no plano histórico, próximo no significado"... "Mergulhar na memória desse dia e da sua vivência e fixá-la num breve texto foi o desafio lançado aos associados da Espaço e Memória, Associação Cultural de Oeiras. Os testemunhos recolhidos, agora reunidos em livro, diversos no modo o no sentir, expressam uma evocação colectiva aos 50 anos da Revolução de Abril" 
E assim se pode ler na abertura do livro, lançado do sábado passado (16/5) perante uma assistência bem atenta e participativa.


Se eu estava lá? Claro, podia lá eu faltar! 
Estava na sala e estou no livro... 





14 maio, 2026

COMO SABEM, NUNCA DESISTO DE UM OBJECTIVO! E VOCÊS SÃO TESTEMUNHAS DISSO! NÉ?

Sim, quando tenho um objetivo, insisto! Não deito a toalha ao chão! Falo agora do tal conto, "O Avião de Papel". Lembram-se? E lembram-se de vos ter falado em alguém, para ilustra-lo? Mas, por várias razões, esse objectivo ficou pelo caminho. 

Mas, como o tema das alterações climáticas está (dramaticamente) na ordem do dia, voltei à luta e já encontrei alguém que vai ser meu parceiro. Para se aperceberem do seu estilo, vejam só como é diverso.

Acho que ele encontrará um "Matias" digno de ser figurante e um "Senhor Inverno" com as brancas barbas bem adequadas às mensagens que dará ao mundo. Vejam bem!