| Imagem recolhida do jornal "Avante!"- Pág. 16 |
As imagens mostram isso, mas a adesão foi igualmente muito relevante noutros sectores da indústria. Quer saber mais? Então... compre o Jornal! ( o Ventura foi o que fez)
| Imagem recolhida do jornal "Avante!"- Pág. 16 |
As imagens mostram isso, mas a adesão foi igualmente muito relevante noutros sectores da indústria. Quer saber mais? Então... compre o Jornal! ( o Ventura foi o que fez)
O Lombos Klub é onde, todas as noites, pouso para beber café. Essa frequência fez criar amizade (o que já não é novidade, lembram-se?) com quem lá trabalha. Mas a surpresa foi imensa, pois fiquei a saber que faço parte de um "replay" público que envaideceu Minha Alma...
Perdoa-me, qu`rido neto
Se me abandonou a Musa:
É bem duro ser cateto
Pra quem foi hipotenusa!
*
Perdoai-me vós, amigos
Que há tanto tempo não vejo:
Sofro o pior dos castigos
E mais castigos prevejo...
*
Perder a voz sem estar rouca
Não me agrada mesmo nada:
Pra vós será coisa pouca,
Mas sou eu quem está tramada...
*
Abro agora uma excepção
Por Santo António e meu neto
E pra pedir-vos perdão
De incumprir quanto prometo..

Ora dá cá uma quadra
Que eu te dou um manjerico
Terás tua alma perfumada
E eu ficarei bem mais rico
E eu ficarei bem mais rica
E melhor acompanhada
Seremos dois passarinhos
Em conversa adocicada
Da Fê Blue-bird
Uma quadra lhe vou dar
Gostava que a achasse bonita
Seu manjerico me perfuma
Fique com o perfume da Janita.
Da Janita
Ao Rogério deixo uma quadra
e vou levar um manjerico
não levo mais nada
mas deixo um beijito!
Da Manuela
Os líricos, ai os líricos
Não quero amor imenso
Não quero imensa paixão
Quero apenas um manjericão!
Da ematejoca
Meu amigo Rogério
Quero dois manjericos
Do seu lindo e vasto império
Sem imaginar namoricos.
Da Catarina
Uma quadra é muito pouco
Para um poeta tão querido
Mas se o pedido são quatro versos
Deixo-os e levo o manjerico.
Da Gisa
Era uma vez um santinho
Que gostava de pregar.
Não lhe deram cavaquinho…
Contra a maré, foi remar.
Do Rui Pascoal
Santo António sem saber
era muito pobrezinho
Desde sempre ouviu pedir
Para si um tostãozinho
Sem nunca ver o fruto
De peditório tão antigo
Santo António está de luto
e a bem dizer... Perdido!
Da Lídia Borges (2)
Uma quadra enquadrada
num espaço que é janela
por feia e mal engendrada
acaba por ficar bela
Da Manuela Araújo
O manjerico levo, então
Vou daqui mais perfumada
A caminho do S. João
E de mais uma noitada
Da Filoxera
A minha negação para rimas
Abstém-me de participar
Desculpa lá Rogérito
Os manjericos não levar
Da Tite
Rogerito, meu amigo,
Até me pões a rimar!
Cheguei tarde e já tenho
Manjerico p'ra levar...
Da Carol
![]() |
| ESTA FOTO NÃO ESTÁ MÁ ORA ADIVINHEM QUEM LÁ ESTÁ |
“O desaparecimento da leitura em voz alta é muito estranho. (…) Já não há o direito de colocar as palavras na boca antes de as meter na cabeça? Já não há ouvidos? Já não há música? Já não há saliva? As palavras já não sabem a nada? O que é que se passa? (…) Venham soprar nos nossos livros! As palavras precisam de corpo! Os nossos livros precisam de ter vida!”Daniel Pennac in “Como um romance”Um coro de vozes leitoras. Um coro, não para cantar mas para ler. Lemos livros a várias vozes e construimos novos universos sonoros. Lemos em voz alta em conjunto. Produzimos novos sentidos a partir de um texto utilizando um colectivo de vozes. Acentuamos ou diluímos uma emoção, destacamos ou escondemos um significado, damos um som harmonioso, polifónico, emocionante, às páginas da literatura.Um coro para todas as idades, um coro para todos
"Desde sempre houve escritores e poetas que escreveram sobre política, desde sempre houve literatura mais ou menos empenhada politicamente, mas no século XX essa tendência aumentou, com o surgimento de escritores e poetas associados a diferentes ideais ou ideologias políticas, e com desejo de intervenção sobre as injustiças sociais, como por exemplo na Alemanha, Bertolt Brech, Ernst Jünger, em França, André Malraux, Jean-Paul Sartre, nos Estados Unidos, Ezra Pound, em Espanha, Garcia Lorca, em Portugal, José Gomes Ferreira, Ary dos Santos, José Saramago, Manuel Alegre, etc.Quando se trata de poetas, geralmente a sua atitude empenhada politicamente surpreende, pois existe na opinião pública a tendência para considerar os poetas como indivíduos solitários e contemplativos, pouco interessados no mundo da ação, e muito menos na ação política. No entanto, existe um conjunto bem significativo de poetas e de escritores também interessados nos problemas políticos do seu tempo, e mesmo nos problemas políticos do passado, estando atentos aos conflitos e às grandes lutas do seu tempo, mas também aos ideais políticos de sempre, como por exemplo a busca pela liberdade.Certamente que por vezes é difícil considerar um texto como político. Se defendermos a tese de que toda literatura tem impacto social, e que por isso toda a literatura é política, então até mesmo um poema pastoril, ou um poema sobre o amor, são políticos. Ora, há que distinguir entre textos literários com impacto político (por exemplo os poemas homeoeróticos de António Botto, que tiveram impacto político no seu tempo, ao serem proibidos pelos políticos de então), e textos literários sobre temas políticos (por exemplo sobre uma revolução). Um livro ou um texto pode ser sobre o erotismo, e não ser um livro ou um texto erótico, assim como pode ser sobre a religião, e não ser um livro ou um texto religioso. No entanto, no caso da política a situação é diferente, pois é difícil que um texto seja sobre política (por exemplo uma História das ideias políticas), e não seja também um texto político, isto é, que não contenha uma visão política do autor, sobre os problemas tratados."
Continuar a ler aqui