SE NÃO SOU LIDO...
VALE A PENA ESCREVER MAIS UM LIVRO?
SE NÃO SOU LIDO...
VALE A PENA ESCREVER MAIS UM LIVRO?
Oeiras foi ontem palco de um dos maiores encontros de seniores do país! E eu, andei por lá a pedalar, sem parar. Como as imagens falam mais que mil palavras, apenas vos digo que as não devem perder...
Ah! Não sabem o que é o MURPI? Então entrem aqui e fiquem a saber!
| Aqui, a Presidente da nossa "Desenhando Sonhos", falando em nome da FARPIL... |
| Isabel Gomes, Presidente do MURPI saudando toda a gente e das lutas que se vão travando... |
| E como tenho uma costela de Beja, podia lá eu perder esta... e foram mais que muitos (cerca de 40 grupos de todo o País) os que animaram e trouxeram uma mensagem cultural da sua terra... |
| Ouvir este outro grupo deixou-me a alma orgulhosa deste nosso povo! |
| Nem sei quantos os milhares que por lá andaram em animadas tertúlias. Só sei que nenhuma sombra foi desperdiçada e como soube bem tão saborosa almoçarada... |
Por opção do autor, dá-se aqui destaque ao tema deste conto e às motivações para a sua ilustração e não à sinopse (resumo). A primeira versão do conto ocorreu em dezembro de 2021 e a sua publicação veio a acontecer com a sua inserção no livro “Contos para serem contados” cuja primeira edição viria a ocorrer em maio de 2022. Esta e a edição seguinte viriam a ser doados às crianças das escolas de ensino básico. O tema das alterações climáticas tem vindo, desde aquelas datas a ser cada vez mais preocupante pois somam-se os fatores que tendem a agravar o aquecimento global. Mas foi a perceção do forte impacto no uso da IA (inteligência artificial) o principal fator que levou à decisão da presente publicação. Entenda-se que o autor tem consciência de infraestrutura que suporta a IA consumir níveis colossais de energia e água. Segundo dados fornecidos pela própria IA, estima-se: que os centros de dados possam consumir até 3% de toda a eletricidade global; que os servidores requerem sistemas de refrigeração maciços, consumindo biliões de litros de água e criando "ilhas de calor"; que há um muito forte impacto na “Pegada da Carbono” pois uma única consulta a modelos generativos pode consumir até 10 vezes mais energia do que uma pesquisa web tradicional.Assim, a presente obra é um alerta dirigido a um vasto público, muito para além das crianças...
Cito, adaptando o que está escrito, "Não guardamos os sonhos só para nós. Atiramos os nossos ao ar... deixamos que o vento os leve e que longe, muito longe, alguém os agarre e possa também sonhar."
| Boletim da Desenhando Sonhos que está sendo distribuído em Oeiras |
Sim, quando tenho um objetivo, insisto! Não deito a toalha ao chão! Falo agora do tal conto, "O Avião de Papel". Lembram-se? E lembram-se de vos ter falado em alguém, para ilustra-lo? Mas, por várias razões, esse objectivo ficou pelo caminho.
Mas, como o tema das alterações climáticas está (dramaticamente) na ordem do dia, voltei à luta e já encontrei alguém que vai ser meu parceiro. Para se aperceberem do seu estilo, vejam só como é diverso.
Acho que ele encontrará um "Matias" digno de ser figurante e um "Senhor Inverno" com as brancas barbas bem adequadas às mensagens que dará ao mundo. Vejam bem!
A MÚSICA É DO ANTÓNIO VARIAÇÕES
A LETRA É MINHA
Jesus! Jesus! Jesus! o que aí vai de aflição!Ó meu Amor! é para ver tantos abrolhos,Ó flor sem eles! que tu tens tão lindos olhos!Ah! foi para isto que te deu leite a tua ama,Foi para ver, coitada! essa bola de lamaQue pelo espaço vai, leve como a andorinha,A Terra!Ó meu Amor! antes fosses ceguinha...in Vida
António Nobre, 1891
Ontem aconteceu mais um dia histórico. O segundo consecutivo, pois na terça-feira a representação da minha peça de teatro, apresentada a mais de 90 crianças das escolas cá do meu sítio, encheu-me o ego...
Mas este dia histórico, foi-o pelas piores razões:
Quem não esquece o passado e não desiste,
Com orgulho mal disfarçado, persiste
Em procurar a utopia que num sonho conheceu?
Eu!
Quem vê uma lágrima, não importa por que dor
Junta outra sua, se necessário for,
pois de ser solidário nunca se esqueceu?
Eu!
Quem em mil metamorfoses e em festa
Aceitou ser árvore escondendo em si a floresta
Para que todos os pássaros pousassem num ramo seu?
Eu!
Quem comigo fez tal caminho
Aceitando valores, defeitos e carinho
Partilhando ausências, frustrações e alegrias, por tabela?
Ela!
Falar de mim é falar de nós...
Em breve anunciarei o lançamento do meu livro.
"... Carlos Vaz Marques foi depois entrevistar José Saramago, para o número do mês seguinte da revista Ler, e procurou esclarecer o episódio relatado por Lobo Antunes. Começou então por perguntar ao prémio Nobel de 1998 se, ao contrário de Lobo Antunes que dizia não ler obras de Saramago, ele lia os romances do outro escritor.
Saramago disse que “ao princípio, sim”, até que os lia e, depois de um pausa, afirmou: “Pois, para quem nunca leu um romance meu, ele desdobrou-se em opiniões a meu respeito, como escritor. Tem todo o direito a não ter lido e a continuar a não ler, até ao fim da vida, uma só linha minha. Mas, em princípio, isso retira-lhe o direito de julgar”.
Saramago não se ficou por aqui na apreciação e rematou: “E há uma outra coisa, em toda esta história lamentável: eu nunca me comportei, em relação ao Lobo Antunes, como ele em relação a mim”.
Conclusão: eu, retratei-me; Lobo Antunes, ao que parece, não!
"Na minha família os animais domésticos não eram cães nem gatos nem pássaros; na minha família os animais domésticos eram pobres. Cada uma das minhas tias tinha o seu pobre, pessoal e intransmissível, que vinha a casa dos meus avós uma vez por semana buscar, com um sorriso agradecido, a ração de roupa e comida. (...)"
Extrato de "OS POBREZINHOS "
«O livro do não sei o quê [Livro do Desassossego] aborrece-me até à morte. A poesia do heterónimo Álvaro de Campos é uma cópia de Walt Whitman; a de Ricardo Reis, de Virgílio. Pergunto-me se um homem que nunca fodeu pode ser um bom escritor.»
In "OBSERVADOR - Set. 2015"