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29 junho, 2026

ONTEM, EM OEIRAS, FOI MESMO UM DIA HISTÓRICO E, PARA DEMONSTRAR ISSO, MINHA VIDA CONTINUOU A ANDAR NUM REBOLIÇO

Oeiras foi ontem palco de um dos maiores encontros de seniores do país! E eu, andei por lá a pedalar, sem parar. Como as imagens falam mais que mil palavras, apenas vos digo que as não devem perder... 

Ah! Não sabem o que é o MURPI? Então entrem aqui e fiquem a saber!

Aqui, a Presidente da nossa "Desenhando Sonhos", falando em nome da FARPIL...


Isabel Gomes, Presidente do MURPI saudando toda a gente e das lutas que se vão travando...

E como tenho uma costela de Beja, podia lá eu perder esta... e foram mais que muitos (cerca de 40 grupos de todo o País) os que animaram e trouxeram uma mensagem cultural da sua terra...
Ouvir este outro grupo deixou-me a alma orgulhosa deste nosso povo!

Assisti, tive a sorte, de neste palco ouvir gente do norte 

Nem sei quantos os milhares que por lá andaram em animadas tertúlias. Só sei que nenhuma sombra foi desperdiçada e como soube bem tão saborosa almoçarada...



21 junho, 2026

COMO SABEM, EU ESCREVO, ESCREVO, ESCREVO! VEJAM SÓ AS ADVERSIDADES QUE EU ENFRENTO!


Em próxima obra, que irá ser um conto ilustrado, poderão ler:
Por opção do autor, dá-se aqui destaque ao tema deste conto e às motivações para a sua ilustração e não à sinopse (resumo). A primeira versão do conto ocorreu em dezembro de 2021 e a sua publicação veio a acontecer com a sua inserção no livro “Contos para serem contados” cuja primeira edição viria a ocorrer em maio de 2022. Esta e a edição seguinte viriam a ser doados às crianças das escolas de ensino básico. O tema das alterações climáticas tem vindo, desde aquelas datas a ser cada vez mais preocupante pois somam-se os fatores que tendem a agravar o aquecimento global. Mas foi a perceção do forte impacto no uso da IA (inteligência artificial) o principal fator que levou à decisão da presente publicação. Entenda-se que o autor tem consciência de infraestrutura que suporta a IA consumir níveis colossais de energia e água. Segundo dados fornecidos pela própria IA, estima-se: que os centros de dados possam consumir até 3% de toda a eletricidade global; que os servidores requerem sistemas de refrigeração maciços, consumindo biliões de litros de água e criando "ilhas de calor"; que há um muito forte impacto na “Pegada da Carbono” pois uma única consulta a modelos generativos pode consumir até 10 vezes mais energia do que uma pesquisa web tradicional.
Assim, a presente obra é um alerta dirigido a um vasto público, muito para além das crianças...
Sobre o que o Júlio Machado Vaz diz sobre a IA até apetecia juntar a este alerta (ouvir, metendo o cursor a partir do minuto 35...)



 

06 junho, 2026

AÍ VEM O NOSSO "PIQUENICÃO"! VENHAM PARTICIPAR! (OU APENAS VENHAM VER COMO É)


Para terem uma ideia, nas edições nacionais do Piquenicão do MURPI - Movimento Unitário de Reformados, pensionistas e Idosos, costumam juntar-se mais de 50 grupos de cantares, corais, música e ginástica provenientes das várias associações de reformados de todo o país. Estima-se que estarão connosco, no Jardim Municipal de Oeiras, mais de 4 000 pessoas vindas de todos os distritos...

Se eu vou lá estar? Claro!, e até faço parte do grupo que está a organizar a coisa...



 

04 junho, 2026

NAS FESTAS DE OEIRAS (EXIBINDO ARTES)


 E já lá vão seis dias, comigo preenchendo dois horários de escala,
e abordando a gente que passa...
(apenas vendi um livro)

22 maio, 2026

ESTE MUNDO, SEM NÓS, TERÁ UM TRISTE DESTINO

Cito, adaptando o que está escrito, "Não guardamos os sonhos só para nós. Atiramos os nossos ao ar... deixamos que o vento os leve e que longe, muito longe, alguém os agarre e possa também sonhar."

Boletim da Desenhando Sonhos que está sendo distribuído em Oeiras

Triste, muito triste mesmo, é dar-nos conta de que neste mundo há quem nos destrua os sonhos que fazemos sonhar! Hora, vejam...


ESTE MUNDO, SEM NÓS, TERÁ UM TRISTE DESTINO



20 maio, 2026

"QUEM PORFIA, MATA CAÇA!"


Sobre o que há três anos atrás se passou com as crianças daquela escola, já disse um dia . Mas nesse dia não disse tudo. Este poema, escrito e dito por duas crianças, além de me tocar fundo, fez-me assumir um compromisso: o de fazer, no resto da minha vida, um caminho preenchido pela escrita.

Obrigado Laura! Obrigado Guilherme! Obrigado por tão ternurenta oferta. Obrigado queridos meninos, por me apontarem o caminho!

Caminho que tenho andado a percorrer e hoje foi um dia que confirma que "Quem porfia, mata caça!" 

Porque o afirmo?
Depois digo!


18 maio, 2026

UMA OBRA COLETIVA QUE FARÁ PERDURAR A MEMÓRIA DAQUELA MADRUGADA QUE TODOS NÓS ESPERÁVAMOS ...

 


"25 de Abril de 1974. Dia já longínquo no plano histórico, próximo no significado"... "Mergulhar na memória desse dia e da sua vivência e fixá-la num breve texto foi o desafio lançado aos associados da Espaço e Memória, Associação Cultural de Oeiras. Os testemunhos recolhidos, agora reunidos em livro, diversos no modo o no sentir, expressam uma evocação colectiva aos 50 anos da Revolução de Abril" 
E assim se pode ler na abertura do livro, lançado do sábado passado (16/5) perante uma assistência bem atenta e participativa.


Se eu estava lá? Claro, podia lá eu faltar! 
Estava na sala e estou no livro... 





14 maio, 2026

COMO SABEM, NUNCA DESISTO DE UM OBJECTIVO! E VOCÊS SÃO TESTEMUNHAS DISSO! NÉ?

Sim, quando tenho um objetivo, insisto! Não deito a toalha ao chão! Falo agora do tal conto, "O Avião de Papel". Lembram-se? E lembram-se de vos ter falado em alguém, para ilustra-lo? Mas, por várias razões, esse objectivo ficou pelo caminho. 

Mas, como o tema das alterações climáticas está (dramaticamente) na ordem do dia, voltei à luta e já encontrei alguém que vai ser meu parceiro. Para se aperceberem do seu estilo, vejam só como é diverso.

Acho que ele encontrará um "Matias" digno de ser figurante e um "Senhor Inverno" com as brancas barbas bem adequadas às mensagens que dará ao mundo. Vejam bem!






13 maio, 2026

"QUANDO A CABEÇA NÃO TEM JUÍZO... O FUTURO É QUE PAGA" (ontem foi a última representação)

Como estarão lembrados, a estreia foi um espanto. E até ontem, o sucesso foi acumulando. Sucesso indissociável do respeito pelo guião (de que sou autor) por parte de Nuno Loureiro (que foi quem encenou) sem pôr de lado, antes pelo contrário, o desempenho dos actores do Grupo de Teatro Nova Morada. Mas só fará sentido falar em sucesso pela avaliação das crianças medida pelas suas reações, comentários e ovações. Foi tão giro!!!

Que pena não vos poder proporcionar uma visão alargada disso mesmo... fica aqui o que foi possível trazer-vos. 


A MÚSICA É DO ANTÓNIO VARIAÇÕES

A LETRA É MINHA

Quando a cabeça não tem juízo
Quando te esforças
Menos do que é preciso
O futuro é que paga
O futuro é que paga
Deixa-o pagar, deixa-o pagar
Se tu estás a gostar

Quando a cabeça não se liberta
Das graçolas, imitações
Toda essa distração, que te alegra
O futuro passa a coisa incerta
Cheia de privações, ilusões

Quando a cabeça passa a ter juízo
E usas o telemóvel só quando é preciso
O futuro é que ganha
O futuro é que ganha
E se esta canção te soa a incentivo
Então diz: vamos a isso
Vamos a isso
Vamos a isso
Pois passas a ter juízo

01 abril, 2026

SIM!, UM LIVRINHO MEU VAI SER LANÇADO - CÁ VAI CONVITE

Leu aí, no cartaz, o que a Editora AUTOGRAFIA diz deste meu "O melhor de mim somos nós" ? Então venha ouvir o que outros poetas vão dizer.
E eles, que já confirmaram presença, são:
  • O José Fanha, de obra imensa, autor de vários livros de ficção, poesia e literatura infanto-juvenil. Mas a sua popularidade deve-se à sua participação na televisão onde além de ter participado escreveu vários programas. Quem não se lembra de "A rua sésamo", cerca de 500 episódios na RTP (1988/94) (está tudo aqui)
  • A Maria João Brito de Sousa, sonetista de "primeira água" com vasta obra publicada, muito lida  e  apreciada, recentemente homenageada pela "Associação Desenhando Sonhos" tendo sido agraciada pelo Município de Oeiras com uma medalha e um Título Honorífico, na categoria Arte e Cultura.(está tudo aqui);
  • O Jorge Castro, (que não se julga poeta, mas é) que tem acompanhado a maior parte da minha escrita, levando meus "Contos Para Serem Contados" a (quase) todas as Escolas Básicas de Oeiras. É membro da Direcção da EMACO - Espaço e Memória-Associação Cultural de Oeiras e que foi a primeira editora de um livro meu, o "Almas Que Não Foram Fardadas". (ver tudo aqui)
Não falte! Espero por si e traga alguém que me queira bem.
Até lá

 

24 março, 2026

ENTRE O SONO E O DESPERTAR... HÁ COISAS ASSIM...

Entre o sono e o despertar acontece-me ouvir canções e, quando saio da cama, vou-os cantarolando. A maior parte das vezes, são ideias. Umas boas, outras nem tanto. Mas hoje aconteceu coisa que nunca me tinha acontecido: uma frase (que me parecia um verso) apoderou-se-me da mente. Era assim: antes fosses ceguinha! 
Cum raio, onde é que eu fui buscar isto? E depois descobri o que já sabia: o cérebro guarda coisas que nos ficaram gravadas na alma.
E era isto:

 

Jesus! Jesus! Jesus! o que aí vai de aflição!

Ó meu Amor! é para ver tantos abrolhos,
Ó flor sem eles! que tu tens tão lindos olhos!
Ah! foi para isto que te deu leite a tua ama,
Foi para ver, coitada! essa bola de lama
Que pelo espaço vai, leve como a andorinha,
A Terra!

Ó meu Amor! antes fosses ceguinha...

16 março, 2026

E, SOBRE A FAMIGERADA ENTREVISTA, VOLTO À CARGA


E volto à carga porque o que está em causa é a memória que mantenho de quem tanto amei (mais do que a minha veia poética)... 
Por outro lado, não me resigno a ter tido quase duzentas visualizações e apenas e só um comentário...

 

14 março, 2026

E... CÁ ESTÁ A TAL ENTREVISTA, DIREITINHA (ao vivo e a cores)


Ultrapassadas as dificuldades técnicas, cá está. E não posso deixar de agradecer à Editora AUTOGRAFIA e, muito em particular a Renato Moreira, a quem deixo um reconhecido abraço.

Ah!, e se querem comprar já o meu livrinho, podem fazê-lo aqui.

12 março, 2026

ONTEM, NA MINHA ENTREVISTA EM DIRECTO, O QUE PODIA CORRER MAL... CORREU PIOR

 


Ontem aconteceu mais um dia histórico. O segundo consecutivo, pois na terça-feira a representação da minha peça de teatro, apresentada a mais de 90 crianças das escolas cá do meu sítio, encheu-me o ego...

Mas este dia histórico, foi-o pelas piores razões:

  • A primeira, o meu atraso na chegada à sala. Quem tiver a paciência (veja a publicação acima) de aguentar no escuro a minha espera, verá o que aconteceu, ao vivo;
  • A segunda, dá para perceber os engasgues sucessivos expressos por um rosto, meio-nervoso e de como, de facto, sou melhor na escrita do que a falar sobre ela;
  • Por último, escolhi ler (mal) um poema que não seria o mais indicado para ser lido ali. O poema que devia ter escolhido devia ser o que deu nome ao livro. Este:
O MELHOR DE MIM, SOMOS NÓS
Quem não esquece o passado e não desiste,
Com orgulho mal disfarçado, persiste
Em procurar a utopia que num sonho conheceu?
Eu!

Quem vê uma lágrima, não importa por que dor
Junta outra sua, se necessário for,
pois de ser solidário nunca se esqueceu?
Eu!

Quem em mil metamorfoses e em festa
Aceitou ser árvore escondendo em si a floresta
Para que todos os pássaros pousassem num ramo seu?
Eu!

Quem comigo fez tal caminho
Aceitando valores, defeitos e carinho
Partilhando ausências, frustrações e alegrias, por tabela?
Ela!

Falar de mim é falar de nós...

 Em breve anunciarei o lançamento do meu livro.

08 março, 2026

EU, RECONHECENDO O ERRO, RETRATEI-ME (CURIOSAMENTE, LOBO ANTUNES NUNCA O TERÁ FEITO)

 

Há três dias atrás, sobre Lobo Antunes, escrevia o que nunca devia ter escrito. Foi assim: "Nunca li nada dele, mas neste meu espaço fui escrevendo sobre o que parecia ser sua alma. Não vou, por respeito à sua partida, fazer rol de tudo aquilo que me afastava da sua escrita. Limito-me a dois apontamentos" e citei-o.  Ao afirmar que nunca lera nada dele, justamente, levei na cabeça... e, reconhecendo ter metido a minha pata na poça, prometi ir ler obra sua. Estou indo a caminho da promessa e tropeço nesta crónica publicada ontem:

"... Carlos Vaz Marques foi depois entrevistar José Saramago, para o número do mês seguinte da revista Ler, e procurou esclarecer o episódio relatado por Lobo Antunes. Começou então por perguntar ao prémio Nobel de 1998 se, ao contrário de Lobo Antunes que dizia não ler obras de Saramago, ele lia os romances do outro escritor.

Saramago disse que “ao princípio, sim”, até que os lia e, depois de um pausa, afirmou: “Pois, para quem nunca leu um romance meu, ele desdobrou-se em opiniões a meu respeito, como escritor. Tem todo o direito a não ter lido e a continuar a não ler, até ao fim da vida, uma só linha minha. Mas, em princípio, isso retira-lhe o direito de julgar”.

Saramago não se ficou por aqui na apreciação e rematou: “E há uma outra coisa, em toda esta história lamentável: eu nunca me comportei, em relação ao Lobo Antunes, como ele em relação a mim”. 

Conclusão: eu, retratei-me; Lobo Antunes, ao que parece, não!

 

05 março, 2026

IN MEMORIAM: ANTÓNIO LOBO ANTUNES ( 1942 - 2026)


 Nunca li nada dele, mas neste meu espaço fui escrevendo sobre o que parecia ser sua alma. Não vou, por respeito à sua partida, fazer rol de tudo aquilo que me afastava da sua escrita. Limito-me a dois apontamentos, citando-o:

"Na minha família os animais domésticos não eram cães nem gatos nem pássaros; na minha família os animais domésticos eram pobres. Cada uma das minhas tias tinha o seu pobre, pessoal e intransmissível, que vinha a casa dos meus avós uma vez por semana buscar, com um sorriso agradecido, a ração de roupa e comida. (...)"

«O livro do não sei o quê [Livro do Desassossego] aborrece-me até à morte. A poesia do heterónimo Álvaro de Campos é uma cópia de Walt Whitman; a de Ricardo Reis, de Virgílio. Pergunto-me se um homem que nunca fodeu pode ser um bom escritor.»

In "OBSERVADOR - Set. 2015"