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16 outubro, 2019

"A geringonça morreu. Viva a geringonça"


Chegar tarde, mas cumprir com o que jurei a mim próprio: primeiro, não passar um só dia em branco; segundo, não citar tão só e apenas os que merecem ser citados; terceiro, todo o juízo com juízo, é como se fosse eu próprio a produzi-lo. 
E é assim que aqui vai (escrito pelo Ricardo):

13 outubro, 2019

Ora vamos lá, então, falar da... abstenção - (2)

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Falei disto não há muito. Para a Igreja vir a falar do assunto é porque o caso é mesmo sério.
Eu, desde há tempos, ainda nem tinha acontecido a percentagem que à Igreja fez saltar a tampa, já eu fervia.

E escrevi tanto, mas com tão pouco acolhimento que estive prestes a considerar, no limite, que nada havia a fazer.
Mas fiz, foi coisa pouca, mas o facto de ter tido  a unanimidade da Assembleia deu-me alento.  
E o que foi? Foi em 19 de Junho e está tudo na acta! Leia aqui, na página 23 , por aí... vá lá!
Dá muito trabalho? Então não vá, eu transcrevo:

09 outubro, 2019

Sim, este post destina-se a mim...


ISTO NÃO É PROPAGANDA:
«Para quem é simpatizante do PCP, os resultados eleitorais foram amargos. Este vídeo* é uma resposta política pronta e que adoça um pouco. Contrasta com o estilo de propaganda durante a campanha e indica, com genuinidade e proximidade, como o grau de enraizamento social, de classe, é, para lá de questões de identidade, o elemento central da maior ou menor força do partido, tendo em conta, por exemplo, que comunista praticamente não entra na comunicação social. 

Este enraizamento é associativismo, movimento sindical, poder local democrático, intelectual colectivo, hegemonia. É organização confiante dos subalternos, quando hoje quase tudo conspira para a sua desorganização desconfiada, para a sua invisibilização.

Este enraizamento é análise do capitalismo semi-periférico em Portugal e das suas contradições específicas, é proposta pragmática, capaz de dar os toques de política com impactos estratégicos neste contexto histórico, mas também é slogan apropriado e propaganda eficaz por essas velhas e novas redes afora; é imaginação de um outro país, de uma ideia de comunidade soberana, capaz de fazer mover gente comum. É cultura no sentido mais amplo e profundo da palavra.

E é, claro, avaliação da relação de forças em cada momento, filosofia da conjuntura, para usar uma expressão famosa. É autonomia estratégica, o que não se confunde com auto-suficiência. É recusa de geringonças, de modismos, respeitando as palavras e os seus significados. Mas também é capacidade de identificar novas forças, temas, contradições, sendo fiel a uma certa ideia de unidade democrática que mergulha na história e que tem de ser permanentemente reinventada: MUD, CDE, governo de esquerda.

É talvez disto, que é complexo e logo é mais do que adição, que se há-de fazer o partido mais forte. E haverá mais. Como estou convencido que o PCP é condição necessária para qualquer alternativa digna desse nome para este país, espero que consigam definir a melhor estratégia para estes tempos. A história por cá não terminou, até porque o PCP também não.»


* é este o vídeo referido

07 outubro, 2019

Ora vamos lá, então, falar da... abstenção - (1)

  • Estas eleições marcaram a maior taxa de abstenção de sempre em Democracia em eleições legislativas, fixando-se nos 45.5% para os residentes em Portugal (votos no estrangeiro ainda não foram contados, mas irão certamente aumentar a taxa).
  • A abstenção em Legislativas tem vindo gradualmente a subir desde as eleições para a Constituinte em 75. Curiosamente, desde 75 até agora nunca votaram menos de 5 milhões de eleitores. O problema é que o número de recenseados aumentou exponencialmente de 6.220.784 em 1975 para 9.682.552 em 2015.
Ler tudo noutro lado, mas de seguida fica...
o risco da "merda frita"

Acordar, mesmo que o sono vos tenha sido profundo, nunca é tarde... pois não é o fim do Mundo



Acordai!

Acordai
Acordai
Homens que dormis
A embalar a dor
Dos silêncios vis
Vinde no clamor
Das almas viris
Arrancar a flor
Que dorme na raíz

Acordai
Acordai
Raios e tufões
Que dormis no ar
E nas multidões
Vinde incendiar
De astros e canções
As pedras do mar
O mundo e os corações

Acordai
Acendei
De almas e de sóis
Este mar sem cais
Nem luz de faróis
E acordai depois
Das lutas finais
Os nossos heróis
Que dormem nos covais
Acordai!
José Gomes Ferreira 

Acordar, mesmo que o sono vos tenha sido profundo,
 nunca é tarde... pois não é o fim do Mundo

04 outubro, 2019

Freitas, as exéquias e a memória...


Morreu Freitas de Amaral. Facto que, se bem que esperado, não tinha data anunciada. Aconteceu em final de campanha e não tendo a certeza de que poderá influenciar quem quer que seja, não posso deixar de lembrar que foi uma figura que vem trazer à memória de como terá, no seu percurso, fornecido a todos os partidos (do até aqui chamado arco da governação) razões para sentidas homenagens. 

Curiosamente, Francisco Louçã junta-se às exéquias

Eu, por meu lado, sobre Freitas, terei neste espaço escrito pouco. Mas do pouco escrito, registo esta passagem extraída de um voto de pesar, aprovado na AR, em Junho de 2018:
«De todos os momentos da carreira de Frank Carlucci é à frente do posto em Lisboa que viria a revelar-se politicamente mais determinante. Firme na ideia de que o processo de transição e consolidação democrática não estava perdido, contrariamente à opinião de membros da própria Administração norte-americana, Carlucci bateu-se pela restauração da normalidade do processo democrático em Portugal, ao lado dos principais protagonistas políticos da resistência, Mário Soares, de quem era amigo pessoal, Francisco Sá Carneiro e Diogo Freitas do Amaral.»
Votação do voto de pesar, de onde é extraído este elogio fúnebre
apresentado pelo CDS
Favor – PSD, PS e CDS - PP
Contra – BE, PCP e PEV 
Abstenção – PAN e 8 Deputados do PS

Ah, e convém não esquecer:

03 outubro, 2019

Uma "arruada" como nunca houvera existido... foi forte, foi lindo


Da "arruada" dou apenas a entrada, um cheirinho. Pode-se ver a multidão, a festa de estar na luta em prol do reforço eleitoral de quem luta pelo povo.
Disse a mim próprio, "É pá, mais de quatro minutos ninguém vê, mesmo que a seguir não tenha nem mais para ver, nem mais que fazer"... e se o bem disse, melhor o fiz.
Mas se quiser continuar, é só aqui  clicar.
Ou se preferir ouvir o que o Jerónimo lá disse, oiça-o.

02 outubro, 2019

Ainda sobre o avanço dos transportes públicos

Aquando da "Greve Climática" assinalava eu não ter havido um único protesto, reclamação, proposta, alerta ou lamento sobre o impacto dos transportes na pegada ecológica. Ou dizendo de outro modo, ninguém se referiu ao impacto do uso do carro no clima. E dizia que tal impacto é tremendo. Para o ilustrar, fiz então referência à Pegada da Mobilidade e Transportes e apresentava este quadro.


Admito que o quadro seja de leitura difícil. Mas já se torna fácil se olharmos apenas para a proporção da "pegada" entre um autocarro e um carro, tomando por referência a mobilidade a duas rodas.  

Posto isto passemos do não acontecido na tal greve mediática para falar num caminho aberto recentemente e que vai no sentido de continuar a lutar,  levando mais longe o avanço avançado, a bem do clima e... da economia doméstica!

01 outubro, 2019

Sondagem em 1 de Outubro... de 2015

Exactamente na mesma data de hoje, mas em 2015, realizou-se uma sondagem. As imagens abaixo são print screens de páginas publicadas no mesmo jornal, nesse mesmo dia. Puxe  pela memória, compare à sondagem de hoje e, de seguida, responda às questões que ponho:


Viu as imagens? Viu com olhos de ver? E os textos que as enquadrou, deu para ler? Sim, deu? 
Porreiro! Agora cá vão as questões:
  1. Em 2015, os media metralharam leitores e telespectadores com os resultados. 10 dias, 32 horas. Agora, nos dias que restam quanto tempo irão usar. Mais? Menos? O mesmo? 
  2. Independentemente da resposta à questão anterior, isso irá condicionar  o eleitor?
  3. A sondagem dava em 2015 mais ou menos o mesmo mas agora com o PS a receber mais ou menos o mesmo que o PSD registava então. Estamos perante uma variante da bipolarização?
  4. Cavaco teria pintado "n" cenários mas nem sonhava que houvesse quem aparecesse a lançar o desafio e dissesse "o PS só não forma Governo se não quiser!". Lembrado disso, Marcelo, mesmo se Rio perder pode chamá-lo a formar Governo? Se sim, em que condições? E estas podem ocorrer?
NOTA: está dispensado de responder,
as questões postas servem, tão só e apenas
para por os neurónios a mexer

30 setembro, 2019

Sobre o "caso Tancos"


Essa aí é Alma Rivera, segunda da lista da CDU candidata por Lisboa. A seu lado estou eu e um pouco mais atrás está o Guerreiro. Estamos no mercado, uns quatro. Lá fora, mais dezena e meia. Na manhã de sábado, dia 28, falámos com milhentas pessoas sobre milhentos assuntos, temas e problemas. Sobre Tancos, nada.
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Dois dias antes,  «a Procuradoria Geral da República difundiu uma discreta nota à comunicação social.

No mesmo dia – ou talvez antes – o texto da acusação foi divulgado junto das redações e de jornalistas, em termos adequados a permitir o desenvolvimento de uma campanha capaz de anular ou reduzir de forma brutal a liberdade de propaganda dos candidatos às eleições. 

Estamos, inquestionavelmente, perante uma brutal ingerência no processo político das eleições à Assembleia da República, perante uma manipulação do processo eleitoral, em termos que têm alguns pontos que são inovadores, por relação ao que tem acontecido em outros países. » 
...de seu a seu dono, 
não fui eu quem escreveu isto
_______________
«Operação de bandeira falsa (False flag, em inglês) são operações conduzidas por governos, corporações, indivíduos ou organizações que aparentam ser realizadas pelo inimigo, de modo a tirar partido das consequências resultantes. O nome deriva do conceito militar de utilizar bandeiras do inimigo. Operações de bandeira falsa foram e são realizadas tanto em tempo de guerra como de paz.

Uma das operações de bandeira falsa mais conhecidas é a do incêndio do Reichstag, em 1933, supostamente por um ativista comunista chamado Marinus van der Lubbe. Hitler usou o incêndio como pretexto para aprovar a Lei de Concessão de Plenos Poderes. Sabe-se hoje que foram os nazis os responsáveis pelo incêndio, para criarem um motivo que justificasse a eliminação dos seus opositores e a tomada do poder.

Em Portugal a operação de falsa bandeira mais conhecida é a do processo dos Távoras. O primeiro-ministro, Sebastião de Carvalho e Melo, futuro marquês de Pombal, encenou um atentando contra o rei José I para acusar e eliminar as famílias mais importantes e que lhe faziam frente.

A PIDE utilizou as suas milícias “Flechas” na guerra colonial para realizar ações contra missões protestantes em Angola, como se fossem de guerrilheiros, para forçar os missionários a abandonar as regiões onde estavam instalados.

A questão das armas de Tancos tem muitas das caraterísticas das operações de bandeira falsa.»
...de seu a seu dono,  também
não fui eu quem escreveu isto
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Amanhã vou estar na Estação de Oeiras a distribuir um documento, o último da campanha. Iremos falar com milhentas pessoas sobre milhentos assuntos, temas e problemas. Sobre Tancos, nada. E se alguém perguntar, já sei que resposta lhe dar...

28 setembro, 2019

A greve climática e a disposição de milhares, e milhares, e milhares em fazer aquilo que ainda não foi feito! - I I


A imagem publicada ontem tinha mais cartazes que esta. Ela e esta não tem uma único protesto, reclamação, proposta, alerta, lamento sobre o impacto dos transportes na pegada ecológica.   E este impacto é tremendo.

Para ilustrar a Pegada da Mobilidade e Transportes, compara-se a área de Planeta necessária para percorrer diariamente 10 km (distância casa-escola-casa) de bicicleta, de autocarro ou em carro individual, durante os 230 dias úteis do ano. E, assim, teremos:


Para responder ao apelo do cartaz que aparece no canto inferior direito, proponho que se faça greve ao uso do carro do papá, que se reclame por carreiras e horários adequados.
É complicado?
Mas temos que começar por qualquer lado. Ainda por cima o passe agora passou a ser gratuito  (ainda que haja dificuldades ou entraves).

O uso do transporte individual está no topo do que podemos parar a tempo...

27 setembro, 2019

A greve climática e a disposição de milhares, e milhares, e milhares em fazer aquilo que ainda não foi feito! - I


De entre as milhentas imagens escolhi esta aqui. É a que tem mais palavras de ordem por centímetro quadrado. Adiro a todas, mas sublinho algumas:
"NÓS DECIDIMOS O FUTURO"; BLA BLA BLA ACT NOW"; "ESTÃO A FICAR SEM DESCULPAS E NÓS SEM TEMPO"; "RESPEITAR O AMBIENTE É RESPEITAR A VIDA".
A greve climática mostrou(-me) a disposição de milhares, e milhares, e milhares em fazer aquilo que ainda não foi feito! 

Fazer, por exemplo, o que consta num programa partidário, página 53, e onde inscreve "O combate à obsolescência programada, utilizada em grande escala pelas multinacionais, contrariando a redução do período da vida útil de bens e equipamentos".  
Mas fazer exatamente o quê? 
Tão simples quanto isto: 
1) escrever ao Pai de Natal a exigir, nada de telemóveis/smartphones pois o que tenho chega
2) escrever à Worten a exigir, reduzam a gama, caramba. 72 modelos é um crime de lesa planeta.
Mas então...
Então o quê? É ver... é ver...
e os jovens precisam de saber!

26 setembro, 2019

O hercúleo esforço para ressuscitar o "centrão"


Depois das TV´s, de todos os canais abertos, terem imposto um debate entre os dois, nunca mais os títulos dos jornais e telejornais desertaram do duelo, como se tudo dependesse da eleição de um ou do outro. O sobe e baixa nas sondagens fabricadas passa a servir para comentar tudo, a começar pelos seus próprios resultados.
O voto não seria o mesmo com outra imprensa. Mas temos esta. 
E teremos os resultados que, em larga medida, a imprensa queira que sejam.
Ou talvez não.

Contudo, os dados sobre as audiências nos debates estão aí, para vossa reflexão:
Dia 2 – António Costa/Jerónimo de Sousa – 1,1 milhão
Dia 3 – Assunção Cristas/Catarina Martins – 165 mil
Dia 5 – Rui Rio/Assunção Cristas – 927 mil
Dia 6 – António Costa/Catarina Martins – 683 mil
Dia 7 – Catarina Martins/André Silva – 68 mil
Dia 9 – Rui Rio/André Silva – 697 mil
Dia 11 – António Costa/André Silva – 1 milhão
Dia 12 – Rui Rio/Jerónimo de Sousa – 742 mil
Dia 13 – António Costa/Assunção Cristas – 935 mil
Dia 14 – Assunção Cristas/André Silva – 197 mil
Dia 15 – Rui Rio/Catarina Martins – 793 mil
Dia 16 – António Costa/Rui Rio – 2,7 milhões
Dito de outra forma
e com outros alertas à mistura...
oiça-se quem sabe da poda

24 setembro, 2019

Estive lá. Foi em Valejas (Oeiras)


Estive lá. Ouvi. E enquanto ia ouvido ia pensando como a sinceridade lhe fica espelhada na expressão, no gesto, na palavra. O improviso dá mais força a isso. As posições são claras e a denúncias são alinhadas pelo raciocínio lógico, pelo apontar de trajectos e não sustentadas por uma ideia que não seja a da sua própria coerência. 
Não sou só eu a ajuizar isso, até os nossos próprios adversários o reconhecem...
_____
Nota: A intervenção foi interrompida? Foi. Se não fosse, a consideraria demasiado longa. Se quiser pode vê-la toda, e poderá segui-la integralmente aqui.

17 setembro, 2019

Rio Vs Costa (wrestling, puro)



Os adversários em presença conhecem-se de ginjeira. Ainda um esboça o golpe, já o outro se coloca em pose. E vice-versa. Não parecia um duelo combinado, mas era.

Parece excessivo a minha comparação entre o debate e a luta? Não, vejam só, este estilo:
«...A julgar pelas análises políticas, o aguardado duelo de ontem entre António Costa e Rui Rio acabou sem vencedores claros nem derrotados óbvios. Há quem considere que houve um empate, quem ache que António Costa não ganhou mas também não perdeu, e quem não tenha dúvidas de que o líder social-democrata dominou em várias frentes. Da interceção destas três opiniões, Rui Rio pode até ter-se saído ligeiramente melhor, mas sem fôlego para abalar o favoritismo do PS e perturbar o curso da campanha (na dúvida, tire as teimas e ajuíze por si).»
Todos os links vão dar ao Expresso, o campeão de promoção do "centrão" e um "insuspeito" conselheiro para que cada uma ajuíze por si ( mas só dentro dos parâmetros que oferece ao nosso juízo)

16 setembro, 2019

Em directo, um recurso contra uma decisão que introduz batota e apouca o processo democrático

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Logo, às 21h, estarei aqui em directo, neste espaço, tentando contrariar a batota que apouca o processo eleitoral, que distorce a requerida oferta de oportunidades em fazer passar a mensagem. As televisões, em peso, juntam-se para promover o regresso do "centrão".

Entretanto, três canais estarão, em simultãneo, a difundir um debate que até essa hora, não se cansarão de o promover, de o divulgar, de fazer apelos de audiência, que a figura ao lado aponta ir ser elevado. 

Logo, às 21h, estarei aqui. Esteja também!

14 setembro, 2019

O Macacão

(Post reeditado, com pequenas achegas)

O macacão é um bicho bem sucedido, e não esconde isso.
Serve-se do wrestling político e dos que acrescentam ruído ao ruído, inundando o espaço televisivo.
Faz ainda mais: omite quem quer, nesse espaço e nos jornais; inspira discursos quase iguais; dá recados às redacções.
A razão da sua satisfação é imensa: consegue essa obra de arte de colocar uma pequena quadrilha, que nem sequer vai a votos, a influenciar todos os governos, os que tivemos, o que temos e o que vamos ter. Mas a grande, grande satisfação do macacão é diabólica e, também, resulta de sua obra: colocar o poder nas mãos daqueles que nem se expõem ao voto e conduzir um caminho que desde que foi iniciado nunca foi votado.
Ele é o verdadeiro dono desta democracia apoucada.
Ele é o verdadeiro dono da conduta da abstenção.
Acho mesmo que o macacão se confunde com a própria abstenção.
Há quem diga que ele é filho dela, só existe porque a abstenção o permite.
Sou mais da opinião que a abstenção é obra do macacão. 
Que fazer?

13 setembro, 2019

Rui Rio Vs Jerónimo de Sousa


Os comentadeiros costumeiros, na ânsia de poderem comentar luta livre, wrestling, pugilato, galhofa, porque lhes parece isso aquilo que o nosso povo merece, não escondem o desencanto.  
Ficam desarmados quando existe confronto calmo entre contrários. 
Houve até aquele jornal a considerar ter sido um debate apagado, consternado por não o ter conseguido apagar, omitir...
A verdade é que aconteceu esclarecimento.
Jerónimo, lá foi lembrando que... e que... e que... e Rui Rio voltando a lembrar que, ele vir a ser um parlamentar?, nem pensar! Rui desvaloriza o Parlamento. Jerónimo dá-lhe valor, e lembra que a solução avançada, na hora própria, pelo PCP fez com que a solução governativa actual surgisse por força de uma maioria parlamentar. 

Se não assistiu a tudo, assista agora. Se não lhe calha, deixo este curto apontamento:

12 setembro, 2019

André Silva Vs António Costa


O debate, dizem analistas e comentadores, foi cordato. Um ou outro desencontro, uma ou outra discordância sem grande importância...
Mas... ao Ministro (meses antes) saltou-lhe a tampa!

10 setembro, 2019

Rui Rio Vs André Silva

 

Hoje não falemos de caras nem de almas, pois uma imagem vale mais que mil palavras. 

Do que se diz por aí, o "Público" quase afirma que aquilo correu ao ritmo de um confronto de wrestling. Não estou de acordo. Em tal desporto existem (como já antes visto) golpes combinados. 

É perceptível  que o que estaria pré-acordado seriam apenas os temas que não deveriam ser tocados, tais como: salários; precariedade no trabalho; segurança social; educação; SNS; dependência externa; produção nacional; etc...

Rio, que ao que consta não está nada interessado em ser um parlamentar, mostrou, no debate, ser um sofrível tribuno. André pelo contrário, dá prova de ser um convincente fala-barato.