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22 julho, 2023

HÁ 35 ANOS ATRÁS... NINGUÉM ME RECONHECEU! (nem eu)


Não fui eu que, vaidosamente, me fui procurar no tempo. Foi o Artur, elemento da minha equipa na C&L, que me enviou o vídeo para documentar uma página do livro que estou escrevendo. 

Quando publiquei isto, não sei se muita gente viu ( e foram apenas dois os comentários), aposto que ninguém me reconheceu. Passaram-se 35 anos, usava óculos da moda, gravata, fina fatiota e tinha mais peso (o corpo, não a consciência).

Se isto que aqui lembro é importante? Claro que não! Mas o contexto e o acontecimento, sim (e não os esqueço)!
 

19 julho, 2023

MINISTRO EMUDECIDO FAZ TEATRINHO COMIGO (em 1988)


Teatrinho: peça curta, em só um acto, pois o Ministro tem passo rápido.
Palco: espaço de exposições da EXPONOR com um turbilhão de gente de um lado para o outro
Figurantes: sócios da empresa que divulgava trabalho sério, alguns consultores e um grupo de gente importante que fazia parte da comitiva do Ministro.
Sobe o pano: 
Eu (em tom cerimonioso) - Por aqui, Sr. Ministro!
Ministro (mudo abanando a cabeça em sentido afirmativo)
Eu (apontando um quadro) - Este projecto vai ser um sucesso, pois vai resultar na redução do tempo de fabricação!
Ministro (mudo abanando a cabeça em sentido afirmativo)
Eu (apontando outro quadro) - Este outro projecto, nesta multinacional, irá propiciar, além da redução do tempo de fabrico, reduções muito significativas de quantidades de produtos em espera e de incorporação de mão-de-obra!
Ministro (mudo abanando a cabeça em sentido afirmativo)
Eu (aproveitando a paragem do Ministro olhando um outro quadro): Esse projecto é já um "case Study" que está a ser apresentado na Universidade!
Ministro (abanando a cabeça em sentido afirmativo) - Muito bem (e estendeu-me a mão, em gesto de despedida) 
Cai o pano!

 Mais de 30 anos depois percebi a mudez do Ministro... ela preconizava já o que veio a acontecer. Só uma pequena parte daquelas empresas sobreviveu a outra, não morreu, mataram-na!

NOTA: 1988 seria o ano em que tudo começou (ora leia na página 33 o que lá se escreve):


18 julho, 2023

"NÃO CULPEM MAIS NINGUÉM, SOU EU O CULPADO!" (o meu livro já tem guião)

Há uns dias, assumi o compromisso, escrever mais um livro. Explicava então o que me levara a isso e dizia mais:

"...sobre o meu projecto que já tem título provisório: "Não culpem mais ninguém, sou eu o culpado!" e o tema tem a ver com a desindustrialização do nosso País, pois a grande maioria das empresas por onde deixei rasto, ou fecharam ou ficaram reduzidas a quase nada ou foram vendidas a multinacionais que levaram para outros países as suas sedes e, por arrastamento, seus chorudos lucros."

Quem tramou a CIMPOR? Ora quem haveria de ser?... eu!
(claro que esta minha confissão é uma trágica ironia, ora leia)