Mostrar mensagens com a etiqueta Sábado. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Sábado. Mostrar todas as mensagens

01 fevereiro, 2025

SÁBADO... FOI ASSIM, A SEMANA QUE HOJE FINDA (23)

Há semanas que correm e nada se passa. Há semanas que vão correndo e algumas coisas vão acontecendo. Ultimamente tem acontecido e é perturbador o frenesim e a avalancha de situações que ameaçam tudo e todos. Mas foi esta semana que aconteceram situações que, em última análise, são rastilho para... vamos lá saber para quê...

Mas e por outro lado, há coisas que sendo menores podem-se tornar grandes pelo alento que nos dá.


Sobre as ocorrências-rastilho, nem as referirei pois uma imagem vale mais que mil palavras e são milhentas as palavras ditas e repetidas em extensos telejornais. E, essas, bastam para nos arrepiarem a pele e me fazer perguntar a mim próprio: "Que posso eu fazer, para mudar o Mundo?" 

Sobre as tais coisas menores que (me) poderão dar alento, é cedo para falar delas. Foram várias, mas é cedo para falar delas! Talvez no próximo sábado, quem sabe?

Até lá, entretenham-se, pois há comentadores a quem importa dar espaço...

31 agosto, 2024

SÁBADO... FOI ASSIM A SEMANA QUE HOJE FINDA



O que o vídeo exprime dá bem ideia de um horror que não pára. Esta semana aconteceu a matança em Gaza ir-se estender à Cisjordânia e ao Líbano. Mau demais para ser humano... 

Referir o que de bom, correu para mim, só o faço como forma de encontrar ânimo.
E a primeira coisa boa a registar, também tem a ver com a guerra, pois esse meu tal livro serve para celebrar a paz. Foi confirmada a autorização para a venda dos últimos exemplares na Festa do AVANTE. 
E como uma boa notícia nunca vem só, houve esta semana notícia de estar praticamente assegurada a segunda edição...




 

10 agosto, 2024

SÁBADO... FOI ASSIM, A SEMANA QUE HOJE FINDA (22)



Se a vida é para ser vivida, então que se lhe dê a intensidade devida. Não me limito a enunciar a formula, aplico-a. A semana que hoje finda, é disso paradigma e como só corre mal o que mal acaba, não me queixo: 
  • o boletim da "Desenhando Sonhos" ficou pronto, para a tipografia;
  • artistas, músicos, poetas, todos aceitaram participar na celebração do 9º aniversário da nossa Associação e até ficou garantido um pequeno sketch tendo por tema a minha peça; 
  • em reunião sobre o que se passa com os horrores e impactos medonhos de projectadas urbanizações em Oeiras, demos um importante passo em frente no sentido de levar à imprensa a luta das comunidades ameaçadas. 
Mas, a chamada "cereja no topo do bolo" foi mesmo a chegada do prefácio ao livro que se encontra em destaque, na imagem. A "madrinha da minha escrita" disse dessa minha antologia poética palavras que me bateram no fundo da alma.

O Luís aceitou tratar da capa e a reedição está assegurada!

15 junho, 2024

SÁBADO... FOI ASSIM, A SEMANA QUE HOJE FINDA (21)

Há semanas que correm e nada se passa. Há semanas que vão correndo e algumas coisas vão acontecendo. Ultimamente tem acontecido e é perturbador o frenesim e a avalancha de situações que ameaçam tudo e todos. Mas foi esta semana que aconteceram situações que, em última análise, são rastilho para... vamos lá saber para quê...

Ora vejam só:

"A Arábia Saudita e outros produtores de petróleo estão a diversificar gradualmente o seu comércio de energia, afastando-se do dólar americano, um movimento que pode acabar por destronar o "petrodólar" e minar o sistema financeiro dos EUA, disseram analistas políticos e económicos internacionais à Sputnik.(...)Entretanto, o chamado "acordo dos petrodólares", concluído entre os EUA e a Arábia Saudita em 1974, terá expirado a 9 de junho de 2024. Até à data, nem Washington nem Riade confirmaram os rumores. Estes desenvolvimentos são vistos como prenúncios de um possível desaparecimento do dólar no comércio mundial de petróleo."

Ler tudo aqui


Os quatro maiores partidos da esquerda francesa apresentaram nesta sexta-feira (14), em Paris, um programa comum para as eleições legislativas antecipadas dos dias 30 de junho e 7 de julho. A Nova Frente Popular promete barrar a extrema direita e uma ruptura total com o governo do presidente Emmanuel Macron.… 

Ler tudo aqui

10 outubro, 2020

30 novembro, 2019

Sábado... Foi assim, a semana que hoje finda (20)

Esta semana não deixa saudades, mas deixa marcas;
Na segunda, surge um grito de alerta; na terça, o ensurdecedor silêncio do Estado português; na quarta, o "apagão mediático"; na quinta, outro alerta indispensável perante uma insistente campanha global; na sexta, mostra-se uma imprensa de sargeta. 
Hoje, sábado, coube a Maria deixar cor numa semana negra.
A Maria ofereceu à avó um quadro bonito, prenda antecipada, trabalho com a marca do seu atelier inaugurado há uns anitos atrás.
Se pensarmos que tal oferenda
é uma mensagem de esperança,
que faremos nós em troca? 

Maria Pereira Lopes, 30 de Novembro de 2019

23 novembro, 2019

Sábado... Foi assim, a semana que hoje finda (19)


A semana, tal como a outra e aquela antes dela, foi de lástima. Este Mundo, não tendo emenda, não se recomenda. Mas vá lá, registe-se uma notícia de esperança, esta:  
A cimeira dos BRICS – Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul – realizada em Brasília revelou que o grupo está vivo, apesar das mudanças no Brasil e do enfeudamento total do país aos Estados Unidos. O pragmatismo russo e chinês, aproveitando as oportunidades para continuar a abrir espaços económicos onde a crise neoliberal deixa o seu rasto, sobrepõe-se à desafinação política e consegue convergências de interesses aparentemente improváveis. (ler tudo n´O Lado Oculto)
 De resto...

09 novembro, 2019

Sábado... Foi assim, a semana que hoje finda (18)

____
Num Março há muito passado, deixei de fazer balanços semanais. Regresso, pois temo que continuamos, distraidamente, a caminhar
para o buraco.

Domingo foi dia de sermão. Disse a Greta Thunberg, «se as soluções dentro do sistema são tão impossíveis de encontrar, talvez tenhamos de mudar o próprio sistema.» Disse a Rita, « é mais fácil imaginar o fim do mundo que o fim do capitalismo. Convido todos vocês para irmos na contra-mão, e pensarmos um jeito de destruir esse modelo que está destruindo o planeta.»

Segunda-feira foi o dia da abertura da Web Summit e durante três dias nada se disse da notícia «O Partido Comunista Português (PCP) quer dez anos de garantia para dispositivos electrónicos» (...) pois «Actualmente, o tempo de vida útil de um smartphone é de três anos. Os custos ambientais e económicos desta discrepância são gigantescos e incomportáveis»

Na terça-feira fiquei sem palavras e na quarta lembrei o centenário de Sophia e o bem que ela escrevia
«Os ricos nunca perdem a jogada
Nunca fazem um erro. Espiam
E esperam os erros dos outros»
Li na sexta-feira, lá na barbearia, assim «Portugal, País chave da revolução tecnológica onde anónimos sem-abrigo são heróis na descoberta de recém-nascidos em contentores do lixo - em boa hora salvos e de boa saúde – na realidade virtual das horas da chave, abraçados e beijados e provavelmente nomeados para futuros comendadores, com a promessa de que a revolução tecnológica – e a outra – se venham a cumprir. 

Hoje, sábado, surge a interrogação:«Porquê esta obsessão sobre o muro de há trinta anos? (...) Depois da queda do Muro de Berlim, restavam apenas 11 no mundo. Actualmente, a cifra subiu para 70 »



09 abril, 2016

Sábado, esta foi uma semana "do carágo"


Um meu amigo e camarada colocou em destaque esta chapada, referido-se a um desfecho: "a cultura agradece". O acontecimento inundou as páginas de todos os jornais, a abertura de todos os noticiários e telejornais. Não fora isso nem teria considerado o caso a não ser para referir que nem um imberbe adolescente cairia na esparrela de ressuscitar o interesse pelos comentadeiros "atingidos"... 

Antes dessa avalancha de notícias, numa outra, escrevia um jornal com destaque de primeira página, que "Prisioneiros angolanos dependem da chuva para beber água e tomar banho". Acredito! Acredito que nas prisões angolanas as condições sejam dramáticas pois cá também são muito fracas. As cantinas também vendem muito acima do preço, a sobrelotação causa impressão e se o Luaty Beirão tivesse sido preso, por cá, há meia dúzia de anos atrás teria toda a probabilidade de levar com o "balde higiénico" em cima (passo a expressão). Depois de ter lido isto, não me ocorre mais nada dizer sobre os activistas...

Mário Draghi não sei quantas horas ocupou, primeiro com um discurso conselheiro e depois como autoridade convidada a responder às questões colocadas. Percebemos, pelo que referem os jornais, que o Presidente Marcelo terá atingido o seu objectivo... Julgamos saber que Draghi não terá comentado matéria referida no artigo do "Tornado" nem dado qualquer conselho relativamente ao que fazer aos "paraísos fiscais"... Ignoro se  Mário Draghi voltará a ser convidado ou se venha a ser mesmo um membro do Conselho de Estado (como ele sugeriu alterações na Constituição, tudo pode acontecer)... 

Outra avalanche de noticias foi sobre os "papeis do Panamá". Tenho uma fresquinha, fresquinha, que diz assim:
«Até ao momento, os grandes magnatas e multinacionais escapam ao escrutínio. Isto apesar de, no passado mês de Janeiro, a Oxfam ter revelado que 62 pessoas detêm tanta riqueza como metade da população mundial, e que mais de metade destes super-ricos são norte-americanos, justamente com o património em paraísos fiscais, acusou a ONG britânica.» (ler aqui)
E pronto! Agora não se diga que foi só o F.C. do Porto que bateu no fundo. Foi todo o Mundo, "carágo!"

26 março, 2016

Sábado, dia em que se fica a saber: que Deus também é avô, que a JSD tem anjinhos e como a Europa se tornou num inferno


Recordo hoje aquele outro sábado santo em que me interroguei se seria mesmo verdade que Deus teria um neto, já que Jesus lhe teria dado um filho. E foi com essa interrogação sobre a descendência da família divina que iniciei a minha reflexão sobre a semana que hoje finda:

A Juventude Social-Democrata (JSD) pediu à Universidade de Coimbra (UC) a anulação do grau doutor 'Honoris Causa' atribuído em 2011 ao ex-Presidente do Brasil Lula da Silva. 
Enquanto isso, a Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (CEPAL) encaminhava uma mensagem à presidenta Dilma Rousseff, manifestando preocupação com os “acontecimentos políticos e judiciais que convulsionaram o Brasil nas últimas semanas”.
Na mensagem, reconhece os avanços sociais e políticos que o país conseguiu na última década e demonstra preocupação com os fatos recentes: “Nos alarma ver a estabilidade democrática de sua pátria ameaçada. A soberania popular, fonte única de legitimidade na democracia, entregou antes a Lula e depois a você, Presidenta Rousseff, um mandato constitucional que se traduz em governos comprometidos com a justiça e a igualdade”, diz a mensagem, acrescentando que nunca na história do país tantas pessoas saíram da situação de fome, pobreza e desigualdade. 
A JSD não comentou esta missiva nem dela deve ter conhecimento pois suponho que não leia o Jornal Tornado

Viriato Soromenho-Marques, que de vez em quando é "atacado" por momentos de lucidez, escreve (no Jornal Tornado) coisa que acho me ter (mais ou menos) plagiado quando afirma ser  fundamental tentar compreender a causalidade que levou ao aparecimento do Estado Islâmico. Diz ele:
“Vivemos uma situação complexa mas não incompreensível”
Recorda que o Estado Islâmico surge justamente após a invasão do Iraque pelos EUA e pela coligação que o apoiava, em 2003. O Estado islâmico é um fenómeno com características muito próprias e que seria impossível de ocorrer sem perceber três episódios fundamentais em que o Ocidente “teve uma responsabilidade estratégica indeclinável e que os eleitores dos países europeus e dos EUA não podem esquecer na altura em que tomam decisões políticas”.
  • Episódio número 1. Por um lado, a Invasão do Iraque e o derrube do Governo de Saddam Hussein. “A desastrosa administração americana no período do presidente Bush, com a liquidação do exército iraquiano que se tornou numa das principais fontes do terrorismo”.
  • Episódio número 2. Em 2011, a destruição na Líbia, com o apoio da França, Grã-Bretanha e com os aviões da Nato que “derrubam não só um ditador mas um Estado”. “A Líbia, é hoje, um Oeste selvagem sem lei nem ordem, uma espécie de federalismo do deserto com grupos terroristas rivais”.
  • Episódio número 3. “E a cereja no topo no bolo” foi a guerra civil na Síria.” Neste momento, o ISIS só não controla completamente a Síria porque existe ainda o regime do Assad, e este só existe porque em Setembro de 2013 o parlamento britânico votou contra uma proposta de um político irresponsável chamado David Cameron que queria fazer com o regime de Bashar al-Assad aquilo que tinha sido feito com o regime de Kadhafi na Líbia, ou seja, a NATO a bombardear durante meses a fio as estruturas militares e de comando do regime de Assad, abrindo caminho ao único grupo que tinha condições para prevalecer – o Estado Islâmico.

19 março, 2016

Sábado, Dia do Pai e de balanço (18)


Se não tivesse descendência assumida ninguém me lembraria o dia. A esta hora, a entrar na derradeira que encerra o dia e a semana, olho o meu "santuário" das memórias expostas. Na primeira prateleira de cima, quieto e por detrás de um "m" de mãe, lá está: um "óscar" com a inscrição "Ao melhor pai do Mundo". Sorrio. Talvez até nem seja, mas elas me fazem sentir como se sempre o tivesse sido...  
Quanto ao balanço da semana:

Leio prazenteiro «"O Orçamento do Estado foi aprovado em votação final global com os votos contra do PSD e CDS, votos a favor do PS, do Bloco de Esquerda, do PCP e PEV e a abstenção do PAN", declarou Ferro Rodrigues. Os aplausos das bancadas que o aprovaram seguiram-se.». E recordo que depressa se acobertou e se esqueceu que houve quem votasse este orçamento com os olhos postos no futuro e com uma promessa que serei que irá ser cumprida...


O Tornado continua a ser uma das minhas fontes de informação e opinião. Lá, sobre o Brasil, escreve Carlos Fino: «Não deixa de ser significativo que um dos grandes jornais do Brasil – a Folha de São Paulo – em geral pouco simpático para com o PT e Lula – tenha escrito esta semana, em editorial, que o imperioso combate à corrupção “não pode avançar à revelia das garantias individuais e das leis em vigor no país.” Lula sacrificado na Páscoa, ainda sem processo nem contraditório, faria dele novamente um herói e poderia desencadear um processo violento de difícil controlo, trazendo para as ruas o que pode e deve ser decidido no âmbito da justiça, da política, da moral e do bom senso.»

Sobre o Brasil em brasa, outras notícias de lá, e opiniões avisadas e lúcidas de cá.
E esta ainda:


«O que sobressai nos recentes acontecimentos no Brasil não é a tentativa de combater a corrupção e um sistema político e eleitoral que a favorece, mas antes uma acção protagonizada pelos sectores mais retrógrados – eles próprios mergulhados em décadas de corrupção –, visando, por via da instrumentalização do poder judicial e da acção de órgãos de comunicação social, a criação das condições para a reversão dos avanços nas condições de vida do povo brasileiro alcançados nos últimos 13 anos.
Uma acção de desestabilização indissociável do conjunto de manobras de ingerência promovidas pelos Estados Unidos visando os processos progressistas e de afirmação soberana na América Latina.
O PCP é solidário com as forças progressistas brasileiras, com os trabalhadores e o povo brasileiro e a sua luta em defesa dos seus direitos, da democracia, da justiça e progresso social.» Tirado daqui

12 março, 2016

Sábado... Foi assim, a semana que hoje finda (17)


Segunda-feira: foi o dia em que me convenci que o "buraco" que tinha há muito editado (Março de 2012) já não tinha razão para figurar eternamente neste meu espaço. Retirei-o hoje. Não porque ache que tamanho buraco esteja totalmente tapado, nem que tenha deixado de, ainda, muita gente lá ir parar. 
Ainda vão, mas mais devagar. E outros, muitos, já estarão a sair de lá...

De terça a quinta-feira (e por aí fora) - Dos últimos dias de Cavaco aos primeiros de Marcelo de pouco mais se terá falado. Diria até que a tomada de posse e os dias que lhe seguiram Marcelo converteu o espaço apertado da TVI num enorme estúdio e quase transformou telespectadores em povo ao vivo. Depois de anos de treino o espectáculo tem resultado. Perfeito. Perfeito e ao seu jeito. "fascismo cultural doce"? Não estranharia se o fosse!


Sexta-feira - O Diogo teve carinha verde, cor que lhe tem andado arredada mas que parece ter regressado, com alertas e avisos à necessidade de concentração. Ontem,  na sala de aula, terão falado de plantas e à saída da escola propôs à avó caminho alternativo chegando a casa com inúmeros ramos de flores. Flores de todas as qualidades e cores, carinhosamente colocadas em quatro jarras por quem, cá em casa, tem esse carinho e cuidado. 
Ao almoço, contava-nos a mãe ter feito uma pergunta sem que lhe tivesse encontrado resposta: "Mãe, o que preferes? Que seja mal comportado, ou que tenha maus resultados?"
(Eis uma pergunta cuja resposta daria "pano para mangas")

05 março, 2016

Sábado... Foi assim, a semana que hoje finda (16)



Segunda-feira foi um dia em que percebi que tinha mesmo de cumprir um compromisso há já algum tempo assumido. Escrever um livro, que, aliás já tem título: "O Caracol Mole e o Escaravelho Seu Conselheiro". Essa percepção surgiu enquanto intervalava o que se passava no Auditório da Biblioteca Municipal do Barreiro e me desloquei ali ao lado, a beber um cafezito. Enquanto o sorvia ia olhando em volta. Ali, alguém folheava  o jornal do dia. Acolá, um jovem tomava apontamentos com vários livros abertos. Lá ao fundo, lá estavam eles, de bicos de pés a procurar um livro que ainda não está escrito...

Terça e quarta-feira (e, depois, durante a semana inteira) toda a imprensa carregava as tintas da disputa de protagonismos, transformando as diferenças em guerras e em discórdias insanáveis. Em duas entrevistas, eles colocaram as coisas no lugar em que as coisas marginais devem ser arrumadas: 
«Eu compreendo que essa componente de encenação na política se tenha tornado uma coisa tão marcante que as pessoas já não consigam viver sem ela, mas nós prescindimos da encenação toda em favor da substância das coisas».(João Oliveira)
«É engraçado ver como no início, em Novembro, cada vez que Bloco, PCP, Os Verdes, ou o PS diziam alguma coisa divergente, havia logo um nervosismo imenso, “ai, ai, ai que isto vai tudo cair, porque é tão instável”. Hoje em dia começa a haver a percepção que este acordo é estável, sólido e, independentemente de haver diferentes posições, não está sempre tudo em causa, a cada momento, mesmo que pensemos de forma diferente.» (Mariana Mortágua

Quinta e sexta-feira, prolongaram os "actos de cidadania" a que me obrigo (folgas, nem ao domingo)  mas que (por enquanto) me dispenso de os trazer aqui.

Hoje, sábado, estava calmamente a ler o jornal, quando um pequeno escaravelho me veio interpelar sobre o meu compromisso. "Quero ser eu a personagem do teu livro". Depois de o tranquilizar e de o pôr a salvo de qualquer gesto incauto, retornei ao artigo do dia, onde o Pacheco Pereira escrevia, sob aquele cabeçalho (onde o escaravelho antes tinha estado) com título significativo: «Quem veja nestes dias um noticiário da televisão sem som parece que o tempo andou para trás. Passos Coelho passeia-se por feiras e encontros de empresários, “inaugura” escolas em autarquias do PSD, tratado como primeiro-ministro, com a postura oficial de um primeiro-ministro, com a bandeira da lapela usada pelos membros do seu Governo e que continua a usar para não deixar dúvidas que se considera ele próprio o primeiro-ministro com direito ao cargo, que outros usurparam numa espécie de golpe de Estado.» (continuar a ler

Não há dúvida que é esta imprensa que suporta e aguenta este “primeiro-ministro no exílio”. E para a semana há mais...

27 fevereiro, 2016

Sábado... Foi assim, a semana que hoje finda (15)


Segunda-feira (e durante a semana inteira) -  Lembrando um poema "Até que o Sol nos apareça"
Até que o Sol nos apareça

Uns dizem palavras de desalento
Outros que esperam ter esperança em Maio
A maior parte, não fala e quando saio
Oiço queixas veementes de tão mau tempo

Resguardo-me dos estados de alma
E do silêncio resignado e mudo
Avanço chuva adentro, que não se acalma
Sem esperar que lave os males deste mundo

Meu irmão falou-me de relâmpagos, na escarpa
A nuvem falou-me de trovões e do vento
Um raio que parta tudo isto, ouvi neste momento
Desabafo da impotência que daquela voz se escapa

Avancemos, chuva adentro
Chuva adentro
Até que o Sol nos apareça, e brilhe
como se fosse Abril

Rogério Pereira 
 Terça-feira

Como se fosse Abril de novo, naquela noite de 4 de Outubro, fez-se a esperança. Tinha, o segundo mais votado, posto a esperança de lado. O terceiro festejava por ter obtido farta votação sem retirar, do todo, a conclusão. Veio pela voz "inesperada" a esperança: "O PS só não será Governo se não quiser".
E quis. Seguiram-se negociações, compromissos, pressões. E o desfecho aconteceu, histórico. Sabe a pouco? Mas neste caso o pouco é tanto!


Quarta-feira 

Foi um dia em que o sol  espreitou e a família apareceu, embora nem toda pois parte querida está distante. Aqui, neste espaço, tal foi festejado e ofereceram-me Ary. Seu poema começava assim:
«Meu Camarada e Amigo
Revejo tudo e redigo
meu camarada e amigo.
Meu irmão suando pão
sem casa mas com razão.
Revejo e redigo
meu camarada e amigo»
De pé, senti-me grande e com alma de menino.


Quinta-feira

"Já cá tô" foi o sms que lhe enviei. Dali a pouco chegava ela. Percebera que fazia o esforço de chegar e que desde o último nosso encontro era visível que a vida se lhe tinha tornado um constante desafio, um apelo à sobrevivência. Sentou-nos e falámos sobre tudo o que nos ocorria até falarmos do que ali me trazia. Estendeu-me a pen e fez-me algumas veementes recomendações. Em casa, li todos os sonetos e fiquei com uma certeza...


Sexta-feira

Com textos diversos (e alguns avessos) os jornais falavam do Congresso. Um pelo referido deixava prever o desfecho. Escrevia:
«“Na generalidade acho que [Arménio Carlos] respondeu bem”, resume Carlos Trindade, porta-voz da tendência socialista, acrescentando que o mandato do líder da central ficou marcado por um momento político que exigia “muita união e expressão pública”. (...) Também Francisco Alves, dirigente sindical com ligações ao Bloco de Esquerda, realça que, nos últimos quatro anos, o trabalho “foi muito exigente”, mas a CGTP e o seu líder “esteve à altura do desafio”.»

Sábado - É hoje e amanhã é o primeiro dia do resto das nossas vidas!

21 junho, 2014

Sábado... Foi assim, a semana que hoje finda (14)


Não tinha Saramago que estar preocupado, eram os minutos iniciais de uma manifestação com a determinação conhecida por parte de quem sabe que nada que não deve durar durará sempre. E o desfile foi aquilo que se viu, dali até até ao Rossio (ah, como me é gostosa esta minha rima...)

A semana teve muito que se assinale: desde o tal banco a ficar manco até outras desavenças, contradições e manipulações. E a correlação de forças, inevitavelmente, vai mudando, embora imperceptivelmente, por enquanto. Do que sublinho e registo, vou buscar palavras de quem, normalmente, não está comigo:
«... o respeito pela legalidade, pelo formalismo e pelo institucionalismo de Estado é uma questão de honra no PCP – e de sobrevivência até, já que ao mesmo tempo protege-se de ser institucionalmente desrespeitado ou posto em causa como partido do sistema. Foi assim desde a legalização do PCP após o 25 de Abril e é esse formalismo e e institucionalismo que nunca permitiu que fosse sequer aflorada a possibilidade de questionar a sua legitimidade dentro do sistema democrático.
... o PCP fez na segunda-feira o que tinha de fazer. Agiu em consonância com os seus compromissos perante os seus apoiantes e no respeito estrito do formalismo institucional do sistema político português. Foi ao Palácio de Belém, dirigindo-se ao mais alto órgão de soberania da hierarquia do Estado, o Presidente da República, para transmitir aquilo em que se especializou e com que o seu eleitorado se identifica, a saber, que este Governo e esta política não servem.Assim, cumpriu a sua missão política no presente e marcou o território para o futuro.»
São José Almeida, in Público

«... dando outra vez nomes aos bois (salvo seja...): António Costa pode encher dez Tivolis, e ter cem vezes mais jeito e melhores características para ser secretário-geral do PS, mas isso não chega. Manterá o seu partido encostado à direita, e alinhará fatalmente com esta, se apenas propuser acções de maquilhagem para o Tratado Orçamental. E os que esperam dele a libertação deste governo austeritário sairão uma vez mais frustrados.»
Joana Lopes, in "Entre as brumas da memória"

12 abril, 2014

Sábado... Foi assim, a semana que hoje finda (13)

O tempo passa lento se lhe metemos pouca coisa dentro. O dia-a-dia é uma distracção, quer se faça algo quer não. É frequente, só muito depois nos apercebermos, olhando o calendário passado, se houve notícias sólidas da nossa passagem pela vida, se foi bem ou mal preenchida, se houve marcos, se nos indignámos e, nesse caso, o que fizemos a seguir à indignação. Exactamente para não ser apanhado desprevenido no futuro, naqueles balanços que descem até nós inquietando-nos os dias, regresso à retrospectiva dos dias, fazendo juízos, corrigindo o que me alertarem dever ser corrigido. Semanalmente.

Meu Contrário - É o ponto alto da semana. Teve todo o mérito em ver confirmada a leitura e análise sobre o destino da "galinha dos ovos de ouro". Provas? Tantas, mais que muitas: as agências de notação financeira fazem promessas de feição lisonjeira; os juros da dívida baixam na praça e os donos do casino fazem discursos de elogio; a governança marada reduz os cortes que ameaçava e diz-se disponível para o que, antes, era impossível. Haverá uma acalmia como há muito não havia.

Minha Alma - Teve pontos altos e baixos. Os pontos altos situam-se nos afectos domésticos, onde deu alento e fez festejo. Minha Alma provou que a alma não se limita a ser o meu interior. O que tenho dentro, fez o que era necessário para o equilíbrio familiar. Não foi fácil. Não vai ser fácil, mas deu confiança. Conseguiu isso em prejuízo de amigos. Foi um ponto baixo, um ponto fraco. Deve fazer profunda reflexão... 

Eu - Andou mal, muito mal. Perante a chegada de amigos manteve-se ausente. Nem agradeceu. Nem fez o que lhe era habitual,  desapareceu. Perante alguns equívocos, não correu a desfaze-los.  Um Eu nunca deve desguarnecer uma relação privilegiando outra. Se o Meu Contrário esteve bem, a verdade é que tal, ao Eu, apenas ocupou o pensamento e não o tempo. Eu deveria ter levado a palavra de Meu Contrário a todos os amigos.

20 outubro, 2012

Sábado... foi assim a semana que hoje finda (11)

Minha Alma está de parabéns. É o ponto alto da semana. Quer pelas imagens escolhidas a baterem certas com a espuma dos dias e com os ventos que nos assolam, quer pelo poema que editou. A lembrar "A nossa presença na Europa não se discute, como um dia / A nossa presença em África não se discutia / Negociar com os credores, soa a fuga à honra / Negociar com os os movimentos de libertação / Soava a rendição..." Bem esgalhado!

Meu Contrário errou quando julgou que a razão é suficiente para merecer interesse. Quem anda pela blogosfera passa a correr e seu texto denso quase fazia perigar a  mensagem que queria passar. Valeu o tema escolhido. Escrever sobre a Islândia é, não só necessário, mas urgente. Safou-se, à tangente...

Eu, foi um desastre. Assuntos sérios deviam ser entregues a gente mais competente do que a destemperadas vizinhas do prédio do Rogérito. É certo que vale a pena salientar o facto de, agora, já todos falarem em renegociar a dívida, mas escolher o Cadilhe para o ilustrar, foi escolha que não lembra ao diabo. Terá que voltar ao tema. Vale a pena... com gente que valha a pena...

18 fevereiro, 2012

Sábado... foi assim a semana que hoje finda (10)

O meu livro - Foi uma semana de comentários de vizinhos e amigos, mas também de surpresas e noticias. Falando destas: Tenho o livro aceite para ser vendido na rede da FNAC (lá mais para o fim do mês estará disponível em todos os pontos de venda). A Associação 25 de Abril acolheu positivamente a minha proposta para que a obra seja apresentada em Lisboa, na sede dos "militares de Abril".

A troika - Vão estar por cá e vão ter uma sessão na Assembleia na terça feira de Carnaval, o que está bem de ver que ninguém, do chamado "arco do poder", vai levar a mal.  Não se esperam surpresas sobre a avaliação que farão sobre o desempenho do governo. Não sei se pronunciarão sobre o desastre que se adivinha, sobre os 14% de desemprego ou sobre uma coisa de que ninguém fala: o crescente crescimento da dívida [Apesar de o programa de ajustamento da troika já estar em campo e o défice português estar a cair, a dívida pública portuguesa continua a engordar. Segundo as estimativas, do FMI, em 2012, a dívida ainda irá aumentar para 116,3% do PIB e, em 2014, para 118,1%. 2014 será o primeiro ano de descida, caindo para 116%. Em 2016 continuará acima de 100% do PIB (111,7%)].

Como se chegou a este estado - A presença do primeiro ministro na Assembleia da Republica foi, mais uma vez, pretexto para troca de acusações entre o governo e o PS. Não repito algumas coisas que já referi mas reforço-as com a constatação de que foram as politicas seguidas que deram origem  ao desaparecimento dos sectores produtivos e empurraram a economia para uma situação insustentável e para o endividamento [Entre 2000 e 2010, o crédito à habitação aumentou em 156%; o crédito ao consumo subiu em 137%; mas o crédito à actividade produtiva (agricultura, pescas e industria transformadora) cresceu apenas em 41%.] 

O Sevinate e o Pingo Doce - Hoje, no Expresso, o ex-ministro da Agricultura escreve, em coluna de opinião, que o que se diz por aí de mal deste sector é dito por masoquismo ou falta de informação. O artigo é longo mas dá uma excelente e bem documentada imagem do progresso e de quão errada é a opinião contrária. Pouco depois desta leitura entrei numa loja do Pingo Doce e o efeito da leitura foi-se: os morangos, os tomates, os pepinos, os pimentos e os brócolos, eram espanhóis; o feijão verde, marroquino!! Parei, e nem fui espreitar as batatas e as cebolas, com receio de serem das mesmas, francesas, como as que comprei a semana passada. É que fiquei a pensar: irá ser destino do Alqueva o de um grande tanque de águas... residuais? 

Sábado... reflexões marginais


A arte, por vezes, nos diz o que não esperamos que seja dito de forma tão perfeita. É a arte coisa efémera? Dura mais que quiséramos ou esperávamos? Que importa? Que importa que morra, se dissolva ao sabor da impiedosa natureza ou lhe sobreviva aos ventos e se torne eterna?... é no momento que se cria que é útil. Ou porque nos dá alento. Ou porque nos denuncia que algo de medonho se aproxima e é preciso agir. Se seu desígnio é imprimir coragem, então a usemos para contrariar tudo o que requeira actos corajosos. Se for um desafio à acção, então que algo se faça. A arte também pode assumir mensagem de esperança, mas para que a quero eu se esperança passa por esperar e, como diz o poeta: "esperar não é saber/quem sabe faz a hora/ não espera acontecer". Esgotou-se o tempo onde cabia a esperança. Agora é a hora de luta, ainda que nos limitemos a resistir... 

Mas é a arte também um devaneio, um doce enleio, um olhar o umbigo da alma em êxtase ou depressão? Que pena o ser... só retarda o que teremos que fazer.

24 setembro, 2011

Sábado... Foi assim, a semana que hoje finda (9)

Aconteceram coisas importantes na semana? Sim, claro...  destaco que aprendi à minha custa que não devo comentar com a razão o que foi escrito com palavras de paixão... O resto? O Sérgio conta:



A vida é (mesmo) feita de pequenos nadas?