19 março, 2016

Sábado, Dia do Pai e de balanço (18)


Se não tivesse descendência assumida ninguém me lembraria o dia. A esta hora, a entrar na derradeira que encerra o dia e a semana, olho o meu "santuário" das memórias expostas. Na primeira prateleira de cima, quieto e por detrás de um "m" de mãe, lá está: um "óscar" com a inscrição "Ao melhor pai do Mundo". Sorrio. Talvez até nem seja, mas elas me fazem sentir como se sempre o tivesse sido...  
Quanto ao balanço da semana:

Leio prazenteiro «"O Orçamento do Estado foi aprovado em votação final global com os votos contra do PSD e CDS, votos a favor do PS, do Bloco de Esquerda, do PCP e PEV e a abstenção do PAN", declarou Ferro Rodrigues. Os aplausos das bancadas que o aprovaram seguiram-se.». E recordo que depressa se acobertou e se esqueceu que houve quem votasse este orçamento com os olhos postos no futuro e com uma promessa que serei que irá ser cumprida...


O Tornado continua a ser uma das minhas fontes de informação e opinião. Lá, sobre o Brasil, escreve Carlos Fino: «Não deixa de ser significativo que um dos grandes jornais do Brasil – a Folha de São Paulo – em geral pouco simpático para com o PT e Lula – tenha escrito esta semana, em editorial, que o imperioso combate à corrupção “não pode avançar à revelia das garantias individuais e das leis em vigor no país.” Lula sacrificado na Páscoa, ainda sem processo nem contraditório, faria dele novamente um herói e poderia desencadear um processo violento de difícil controlo, trazendo para as ruas o que pode e deve ser decidido no âmbito da justiça, da política, da moral e do bom senso.»

Sobre o Brasil em brasa, outras notícias de lá, e opiniões avisadas e lúcidas de cá.
E esta ainda:


«O que sobressai nos recentes acontecimentos no Brasil não é a tentativa de combater a corrupção e um sistema político e eleitoral que a favorece, mas antes uma acção protagonizada pelos sectores mais retrógrados – eles próprios mergulhados em décadas de corrupção –, visando, por via da instrumentalização do poder judicial e da acção de órgãos de comunicação social, a criação das condições para a reversão dos avanços nas condições de vida do povo brasileiro alcançados nos últimos 13 anos.
Uma acção de desestabilização indissociável do conjunto de manobras de ingerência promovidas pelos Estados Unidos visando os processos progressistas e de afirmação soberana na América Latina.
O PCP é solidário com as forças progressistas brasileiras, com os trabalhadores e o povo brasileiro e a sua luta em defesa dos seus direitos, da democracia, da justiça e progresso social.» Tirado daqui