14 março, 2016

Nicolau Breyner, a humildade é uma valor em si mesmo (e será assim que eu o lembro)

 

Quando vi "Os gatos não têm vertigens"fixei três impressões que retive desde que vi o filme: A honestidade e a actualidade do tema; o desempenho dos actores; e a humildade de ver o Nicolau aceitar um papel secundário. Hoje ao saber da sua morte ocorreu-me o final e o que podia ser premonitório.
Tivesse sido Nico isto ou aquilo. Poderá ser Nicolau o senhor Contente para toda a gente. Para mim ele é o senhor Humilde... e tal é reforçado por isto que acabo de seleccionar para o lembrar “Os gatos não têm vertigens” | Agora Nós | RTP

15 comentários:

Majo disse...

~~~
~ Eu admirava mais nele a bondade,

o «coração de ouro» que o atraiçoou...

(Ele fez por isso. Era um bom garfo.)

~~~ Um artista inesquecível. ~~~

Elvira Carvalho disse...

Não conhecia pessoalmente, mas era alguém que muito admirava. Como actor, cantor, realizador e até como homem. E mesmo sem o saber ajudou-me muito, a animar o marido quando um ano depois do Nicolau ter descoberto que tinha cancro, meu marido fez igual descoberta. O exemplo dele, as suas palavras numa entrevista que deu, foram uma injecção de esperança para o meu marido.
A notícia da sua morte foi um choque para nós.
Que descanse em Paz.
Um abraço

Agostinho disse...

Também tenho essa impressão.

Rogerio G. V. Pereira disse...

Associo-o a um filme a não esquecer...

Rogerio G. V. Pereira disse...

Talvez junte esse argumento ao meu sentimento

Que descanse em Paz

Rogerio G. V. Pereira disse...

Nicolau, pelo destaque dado à sua morte, pelas opções politicas que tomou em vida, bem podia ser por mim ignorado. Contudo, há sempre um momento em que um homem, nas sua contradições, se pode revelar e ser exemplo. Nem que seja num só momento (e estou certo de que terá tido mais, nem sei nem quantos, nem quais)

Anónimo disse...

Não o conheci pessoalmente, mas sempre o considerei um dos nossos grandes, grandes actores.

Maria João

Fê blue bird disse...

Habituei-me a vê-lo e a admirá-lo desde sempre, até sem dar por isso e ontem ao saber da sua morte foi como se perdesse alguém da minha família.
Que descanse em paz!

Um beijinho

maceta disse...

Inesperado. Chocante.

Rogerio G. V. Pereira disse...

Aproveito a resposta ao teu comentário para uma "pequena" correcção ao que escrevi no comentário anterior. Sendo verdade que Nicolau Breyner alinhou com Soares Carneiro, fez parte da campanha por Durão Barroso e foi candidato autárquico pelo CDS/PP ele teve a coragem de, nas ultimas eleições autárquicas apoiar o candidato da CDU (Beja)... seu depoimento consta de um vídeo que não deve ser esquecido

https://youtu.be/_pJxXUGkRic

Assim como não deve ser esquecida toda a sua carreira artística

Rogerio G. V. Pereira disse...

A televisão
tem esse condão

Que descanse em paz!

Rogerio G. V. Pereira disse...

A morte inesperada choca
(a que se espera também)
sobretudo quando nos leva
aqueles a quem queremos bem!

Rui Pascoal disse...

Quando soube da sua morte a primeira lembrança que me ocorreu foi precisamente a deste filme. Um grande senhor que parte, um grande homem que fica enquanto não se perder a memória...

Portuguesinha disse...

Também o seleciono por aí. Não por o achar humilde por aceitar um papel secundário - os atores vêm personagens, penso eu, não a sua celebridade. Intuí que ele fez o papel por gostar do projeto e lhe agradar interpretar uma personagem que está morta. Vou lembrar dele porque também eu gostei do projeto, da história e quando se gosta, recorda-se.

© Piedade Araújo Sol disse...

e cada vez ficamos mais pobres, mas, ele viverá para além da morte.
:(