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19 janeiro, 2026

PENSANDO A TRAÇO FINO - A VERDADEIRA COERÊNCIA - III (ELEIÇÕES PRESIDENCIAIS)


Não há muito (Julho 2025), sobre o tema, escrevia eu que "A verdadeira coerência está caindo em desuso. E finalizava eu tal texto "Resumindo, é coerente aquele que faz (ou vai fazendo) em concordância com o discurso produzido e com os princípios que defende, doa a quem doer!"

Cabe agora acrescentar que a coerência, a verdadeira, exige e determina que actos que repetem sejam repetidos respeitando os mesmos princípios e os mesmos elementos. Estava confuso? E dei um exemplo para ajudar:

Forças políticas fecharam acordo em Lisboa: PS, BE, Livre e PAN avançam em coligação para defrontar PSD;
Forças políticas fecharam acordo em Loures: BE, Livre e PAN avançam em coligação para defrontar o PS.
Em resumo:

A quase-esquerda, em Lisboa, achava o PS muito querido
A quase-esquerda, em Loures, achava o PS muito horrendo

Ontem, pelos resultados, o caso muda de figura: é que em termos de coerência há que mobilizar contra o mal-maior.
 Daí o meu apelo a que se vote em Seguro
... e mais, que toda a verdadeira esquerda se entenda criando uma frente unitária que defenda os princípios e valores constitucionais! 

Aceita-se o contraditório 

14 outubro, 2025

A VERDADEIRA DIFERENÇA ENTRE MORTE-LENTA E SOBREVIVÊNCIA


 A propósito de uma célebre frase de Mark Twain ("As notícias sobre a minha morte são manifestamente exageradas") e porque ele estava bem vivo, ocorreu-me reflectir sobre a(s) diferença(s) entre morte-lenta e sobrevivência.

Morte-lenta é um estado consentido ou, se quiserem, um diagnóstico de situação irreversível. 

Sobrevivência é um estado em que se luta pela vida ou, se quiserem, um diagnóstico de situação com potencial de regresso à inter-acção com tudo o que mexe.

Nos dias que correm há quem esteja confuso pois superabundam os que espalham a confusão 

30 julho, 2025

PENSANDO A TRAÇO FINO... A VERDADEIRA COERÊNCIA - II


Não há muito, sobre o tema, escrevia eu que "A verdadeira coerência está caindo em desuso. E finalizava eu tal texto "Resumindo, é coerente aquele que faz (ou vai fazendo) em concordância com o discurso produzido e com os princípios que defende, doa a quem doer!"

Cabe agora acrescentar que a coerência, a verdadeira, exige e determina que actos que repetem sejam repetidos respeitando os mesmos princípios e os mesmos elementos. Está confuso? Talvez um exemplo ajude:

Forças políticas fecham acordo em Lisboa: PS, BE, Livre e PAN avançam em coligação para defrontar PSD;
Forças políticas fecham acordo em Loures: BE, Livre e PAN avançam em coligação para defrontar o PS.
Aceito o contraditório!

17 maio, 2025

PENSANDO A TRAÇO FINO... A VERDADEIRA REFLEXÃO


Em dia de reflexão vejamos o que é verdadeiramente isso!
Impõe-se que se faça uso do juízo!
Pense sobre tudo o que o incomoda e atormenta em termos de causa-
-efeito ou seja: 
  • se os ventos não lhe estão de feição... de onde lhe foram sopradas as más rajadas?
  • se sua vida parou no tempo, que relógio a fez parar?
  • se seu bem-estar entrou em queda, o que aconteceu para a empurrar?
Pense, pense em tudo e no seu contrário sem ideias feitas e sem esquecer o que tem vindo a ignorar. 
Pense sem fulanizar!
 

16 abril, 2025

CONTRIBUTOS PARA A BOA COMPREENSÃO DO QUE É UMA VERDADEIRA ESPERANÇA (reeditado, com alterações)

Por vezes a melhor maneira de definir o quer que seja é dar a ideia do seu contrário. Vejamos então o que é uma esperança falsa, dando exemplo do que seja:

  • É uma falsa esperança esperar que a floresta não arda, quando se sabe que a floresta não é ordenada, nem limpa, nem tratada;
  • É uma falsa esperança esperar que o índice de pobreza se reduza e que o nível de vida melhor, quando se verifica o desmesurado aumento da riqueza de uns poucos;
  • É uma falsa esperança esperar que a guerra acabe, quando se sabe que a industria do armamento está florescente;
  • É uma falsa esperança esperar que o aquecimento global seja contido, quando se sabe que nossos hábitos e comportamentos tendem até para o aumentar. 
Por estes exemplos podemos perceber que a verdadeira esperança tem sempre associada um fazer acontecer ou uma probabilidade alta de acontecer. Ou seja, quando se diz de uma mulher grávida "está de esperanças" é porque (na sabedoria popular) se espera que após nove meses há a probabilidade que a criança nasça, que nasça saudável, que a mãe fique bem. E se tal não acontecer há a esperança de o acto médico ponha tudo em seu lugar...
 
E quando se canta "E o sol brilhará para todos nós!" canta-se uma falsa esperança? Claro que sim, se não se lutar para que assim seja!


03 março, 2025

PENSANDO A TRAÇO FINO... A VERDADEIRA COERÊNCIA


A verdadeira coerência está caindo em desuso. A verdadeira coerência está cada vez mais a ser confundida  com a linha alinhada com a palavra discursada. Se o dito de hoje bate alinhado com os princípios definidos. Tal é importante que aconteça. Mas tal não deve ser confundido com a verdadeira coerência pois esta assenta, para além do dito, com o feito. Resumindo, é coerente aquele que faz (ou vai fazendo) em concordância com o discurso produzido e com os princípios que defende, doa a quem doer!

E aqui está um exemplo disso!

 

30 janeiro, 2025

PERCEPÇÃO VS REALIDADE


Hoje, a manipulação, faz tardar os factos e promove narrativas indutoras da percepção. Quando finalmente a realidade é mostrada, já poucos lhe ligam. É por isso, que as redações se despem de recursos enquanto superabundam os comentadores especializados 

10 novembro, 2024

PENSANDO A TRAÇO FINO ... NAQUILO QUE DIGO E FAÇO

Nem sempre fazemos aquilo que pensamos. É até frequente pensarmos uma coisa e fazermos outra, ou julgando tê-la feito bem acabámos por fazer a coisa errada. E porque não medimos, ou avaliamos, ou confirmamos sobre o que foi feito, vamos falar dele com a ideia com que ficámos. 

É pouco compreensível o raciocino? Dou um exemplo, com uma breve história:

Ia uma velhinha muito trôpega,  andando e arfando, à beira do passeio, quando por ela passa um jovem, de uniforme. A este assiste pensamento caridoso, altruísta e voluntário. Pegou na velhinha por um braço e ajudou-a a atravessar a rua. Depois do feito, encheu orgulhoso o peito e juntou-se ao grupo, falando do assunto. De pronto foi seu gesto eleito como o mais belo do dia. Ninguém soube que a velhota aquilo que menos queria era atravessar a rua e por lá ficou até que um familiar a levou...

Podia ter referido algo mas simples limitando-me a dizer que a verdade é o que acontece ou se faz acontecer... do que se pensa, não reza a memória... de ninguém, nem da nossa.

15 outubro, 2024

PENSANDO A TRAÇO FINO - O VERDADEIRO HUMOR

Há gente em que rir é frequente. Riem por duas razões: por tudo e por nada. A esses, nada interessa este meu pensamento mesmo sem ter a certeza de a todos os outros tal juízo possa interessar. Ultrapasso a dúvida e passo a dissertar pondo em confronto o verdadeiro com o falso:

  • Ironizar ou ridicularizar uma pessoa, é humor falso (o verdadeiro, incide sobre o que a pessoa fez acontecer)
  • Construir uma piada ou fazer rir para fazer alguém feliz, é humor falso (o verdadeiro faz alguém pensar)
  • O humor falso distrai da realidade, o verdadeiro concentra-se nela.
Aceita-se o contraditório e desafia-se a dar exemplos de um (o falso) e de outro (o verdadeiro).

30 agosto, 2024

PENSANDO A TRAÇO FINO: O VERDADEIRO EGOCENTRISMO

 

O egocentrismo não é tão só e apenas pedantismo, presunção, egoísmo, vaidade, egolatria, empáfia, jactância, impostura, bazófia. Isso, são comportamentos excessivos de um egocêntrico. O normal, o verdadeiro egocentrismo, é todo o ser que julga o mundo de uma maneira fechada à sua própria visão. O ser egocêntrico vive fechado numa bolha, é incapaz de se sentir com a pele do outro e, num limite, é incapaz de se associar a causas, a movimentos, de "estar em família"...

... e o drama que estamos vivendo resulta, em larga medida, da tendência crescente da incapacidade de se olhar e sentir o outro!

Repito o tema depois de há muito lhe ter dado a forma de poema:

Saudação aos umbigos da nação
Passa-lhe tudo ao lado
Nada tem a ver consigo
Está louco e encantado
Com o seu próprio umbigo

Tornou-me assexuado
Basta-lhe o amor recebido
Está louco e encantado
Com o seu próprio umbigo

Canta, declama, fala e é escutado
Pelo seu mais velho amigo
Está louco e encantado
Com o meu próprio umbigo

Desdenha ou comenta com enfado
Os porquês dos caminhos que sigo
Está louco e encantado
Com o seu  próprio umbigo

Faz poemas e num verso bem alinhado
Com ele próprio parecido
Ficou mais que enfeitiçado
Com o seu próprio umbigo

Um dia, depois de por momentos se ter perdido
Reencontro-se. Era ele. O próprio umbigo

Rogério Pereira/Abril 2012


03 agosto, 2024

ESTOU ESPERANDO...


Estou esperando, há tanto. Mas recusei a mim mesmo falar em desespero. E peguei nesta máxima da Giovana e faço dela minha. Na verdade, se nada tivesse feito, que podia eu esperar? Desesperaria se não esperasse nada... nada em concreto!

17 junho, 2024

A VERDEIRA PAZ


 A verdadeira paz não se confunde com a ausência de guerra, sobretudo quando se observa o reforço dos meios militares e a chamada "corrida ao armamento". Quando a guerra é uma realidade dura, que passa diariamente sob os nossos olhos e são referidos milhares e milhares de mortos, será inevitável falar-se de paz. Falar da paz não é, por si só, garantia de quere-la... 

Há algumas condições de se chegar à verdadeira paz:
  • antes de mais, nem falando de razões, importa analisar e perceber motivos e factos que originam o conflito armado. Sem tal entendimento, quem estiver a tentar juntar à mesa as partes, com objectivo de resolver o conflito, jamais terá sucesso pois nem todos os pontos a negociar estarão em cima da mesa;
  • não é possível resolver a guerra, usando a escalada militar como forma dissuasora, na procura da rendição da outra parte;
  • falar em cimeira que não seja, é falácia que em vez de fazer avançar, atrasa e... deixa a paz a marcar passo.
NOTA: Tratando-se de disputas territoriais é estranho que não se oiça falar em plebiscito 

13 abril, 2024

A VERDADEIRA OCIOSIDADE


Diz-se que a ociosidade se liga a quem nada faz, se liga à preguiça, se liga a quem não trabalha ou, se trabalha, não faz nada de útil. De facto liga-se a tudo isso, mas a verdadeira ociosidade, não contradizendo o atrás dito, é mais que isso. A verdadeira ociosidade não é um momento, é uma opção, uma entrega. Mas é uma entrega provocada. Provocada por uma sociedade que afasta as pessoas da cultura e as empurra para a distração, que afasta as pessoas da solidariedade e as empurra para a caridade, que afasta as pessoas da participação cívica e as empurra para o individualismo.

Em larga medida, somos uma sociedade de ociosos...

07 fevereiro, 2024

A VERDADEIRA MEMÓRIA DAS COISAS DA VIDA


Tenho usado e abusado de algumas frases feitas, tais como "a memória é selectiva" e "somos a memória que temos". Não as contradizendo, é preciso que se diga que elas não traduzem, ou até mesmo esquecem, que a verdadeira memória das coisas constrói-se a partir de elementos tão simples como uma fotografia, um odor, um poema há muito escrito... 
E diria mais, puxar pela memória é um exercício recomendável para quem queira dar sentido à vida.

12 dezembro, 2023

A VERDADEIRA VISÃO DAS COISAS


A verdadeira visão não transforma em grandes, as coisas menores. Nem reduz as enormes coisas a pequenas, insignificantes ou desprezíveis coisas. 
A verdadeira visão espelha a real dimensão de tudo onde pousa o olhar.
 

18 novembro, 2023

A VERDADEIRA MUDANÇA POLÍTICA


Uma mudança política, que se anuncia, raramente se confirma e é uma forma de manipulação, frequentemente uma mentira.

 A verdadeira mudança sente-se. Sente-se em muitas vertentes, a começar pela pobre carteira...


19 junho, 2023

O VERDADEIRO HISTORIADOR


 O verdadeiro Historiador coleciona factos e, após fundamentar a sua real ocorrência, dá-lhes o devido enquadramento histórico. Só depois é livre de emitir opinião sobre os factos selecionados e descritos, com a perspectiva que tiver do processo histórico.

Vem este pensamento a propósito de uma tertúlia para que fui convidado, por um coronel das Forças Armadas, já reformado e em que foi convidado um General, figura com elevada responsabilidade na instituição Militar actual, para apresentação de uma colectânea de numerosos autores, todos militares. Presente também o militar de elevada patente que reuniu extratos das obras reunidas. O tema era a guerra colonial para uns, guerra do ultramar para outros ou, simplesmente, guerra em África...

O que pretensamente seria uma seleção de obras de historiadores não passava de avaliações opinativas sobre factos narrados de forma condicionada pela visão de cada um. E, quanto a enquadramento, nem uma palavra sobre a descolonização de toda a África por parte dos diferentes países europeus sempre em consequência de guerras de guerrilha desencadeadas pelos povos colonizados.

Apesar de sentir que estava ali rodeado de um certo saudosismo não deixei de oferecer ao ilustre convidado as minhas memórias de tempos de afectos, angústias e medos, cuja reedição, pela Associação 25 de Abril, está na forja.

09 junho, 2023

A VERDADEIRA VERDADE


A verdadeira verdade é toda a realidade que é ou omitida ou mal contada. A imprensa trata disso e as chefias de redação asseguram que a sua orientação seja cumprida. O contrário da verdade é a mentira a qual, como há muito sabemos, o que disso já dizia o poeta António Aleixo, que faz quadras a traço fino:
Para a mentira ser segura
e atingir profundidade,
tem que trazer à mistura
qualquer coisa de verdade.

Mentiu com habilidade,
fez quantas mentiras quis;
agora fala verdade
ninguém crê no que ele diz.

Gosto do preto no branco,
como costumam dizer:
antes perder por ser franco
que ganhar por não ser.

Julgando um dever cumprir,
Sem descer no meu critério,
- Digo verdades a rir
Aos que me mentem a sério

05 fevereiro, 2023

O FUTURO A DEUS PERTENCE?

Em meu entendimento, a popular expressão, não só é errada como, também, é perigosa.

É errada pois torna-nos convencidos de que é o determinismo divino que comanda a vida e que de pouco nos serve lutar ou fazer o quer que seja para mudar o que nos rodeia. E que é inglório o esforço para ir traçando o nosso próprio destino.

E é perigosa, por isso mesmo.