Nem sempre fazemos aquilo que pensamos. É até frequente pensarmos uma coisa e fazermos outra, ou julgando tê-la feito bem acabámos por fazer a coisa errada. E porque não medimos, ou avaliamos, ou confirmamos sobre o que foi feito, vamos falar dele com a ideia com que ficámos.
É pouco compreensível o raciocino? Dou um exemplo, com uma breve história:
Ia uma velhinha muito trôpega, andando e arfando, à beira do passeio, quando por ela passa um jovem, de uniforme. A este assiste pensamento caridoso, altruísta e voluntário. Pegou na velhinha por um braço e ajudou-a a atravessar a rua. Depois do feito, encheu orgulhoso o peito e juntou-se ao grupo, falando do assunto. De pronto foi seu gesto eleito como o mais belo do dia. Ninguém soube que a velhota aquilo que menos queria era atravessar a rua e por lá ficou até que um familiar a levou...
Podia ter referido algo mas simples limitando-me a dizer que a verdade é o que acontece ou se faz acontecer... do que se pensa, não reza a memória... de ninguém, nem da nossa.