Sim, este 25 de Setembro, como a imagem mostra, foi celebrado. Para já é uma data que deveria ser mais falada. Para além das celebrações registadas, os temas deveriam estar em permanência na nossa agenda. Na nossa e na de todas as instituições, a começar pelas escolas. Não por acaso, dei pela realização de uma iniciativa em que o semanário Expresso era o promotor. Dela se dava a emissão em direto na sua página no Facebook, de duas sessões uma de manhã, outra de tarde. De facto, não foi por acaso. É que essa data chegou a estar nos objetivos relacionados com a minha escrita. Era a 25 de Setembro que eu fixara a meta para o lançamento do meu livro, um conto ilustrado, que tem por tema as alterações climáticas. Tal expectativa veio a ser traída, mas não trago agora a cena angústias paralelas com estas, que resolvi hoje trazer. Cada coisa em seu lugar...
E que temas resolvi trazer? Em primeiro lugar a tendente escassez da água quer ao nível dos sistemas hídricos quer ao nível da água para consumo humano. Em segundo lugar a crescente tendência para as construções de elevado volume incorporando materiais de gritante impacto na pegada ecológica.
Neste primeiro texto vou-me centrar no problema da água (ver aqui colocando o cursor no tempo 1h10min). Em data próxima pegarei no tema da construção.
O problema da água
Coube ao Vice-presidente do Município de Oeiras, na qualidade de Presidente do SIMAS (Oeiras e Amadora), o desenvolvimento do tema e já, publicamente, o saudei pelos alertas deixados, nomeadamente:
· O desmesurado desperdício de água nos sistemas de abastecimento público, onde a média ronda os 27%. Aqui, salientado que em Oeiras este desperdício se situa em 18%, há desperdícios que atingem os 35%;
· O recurso à captação de água nos lençois freáticos através de furos, usando água que é de todos e não investem em recolhas e tratamento de água das bacias hidrográficas.
Na sua intervenção, Francisco Rocha Gonçalves, desenvolveu outros pontos igualmente pertinentes que poderiam até fazer daquela região, Oeiras e Amadora, que serve 340 mil habitantes, um case-study de boa gestão. Contudo, atendendo ao tema, muito ficou de fora... e do muito que ficou de fora não posso deixar de assinalar os impactos resultantes dos efeitos do uso da Inteligência Artificial.
As ameaças da Inteligência Artificial
Com efeito e de acordo com relatórios do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (UNEP), o crescimento acelerado desta tecnologia traz impactos profundos aos recursos naturais. O funcionamento contínuo dos servidores gera muito calor. Para resfriar as máquinas, os centros de dados utilizam bilhões de litros de água doce, o que pode criar escassez e competir com o abastecimento humano local. Mas é a CNU – Central de Notícias UNINTER que ilustra bem as consequências do aumento da utilização da IA em dispositivos que são muito poderosos e eficientes. Esses dispositivos, como smartphones e laptops, estão consumindo cada vez mais energia, principalmente com o uso mais assíduo.
A questão é que a IA está sendo usada frequentemente para automatizar tarefas, normalmente repetitivas, que antes eram realizadas por humanos. O que se deve destacar é que isso até pode levar a uma redução do uso de energia pontualmente, entretanto, pode levar a um aumento do uso de energia em outros lugares. Os impactos negativos da IA na poluição ambiental levam a uma série de riscos como a redução da qualidade do ar e da água com o aumento das emissões de gases de efeito estufa e a poluição do ar.
Além disso, o aumento da emissão de gases de efeito estufa pode vir a acelerar as mudanças climáticas, levando a eventos climáticos extremos como tempestades, inundações e secas, que têm se demonstrado com mais constância nos últimos tempos.
Se estas notas vão muito para além das questões da água? Sim vão! Mas a sustentabilidade, ciência da esperança, só se conseguirá pela procura de equilíbrios entre a diversidade de fatores que a colocam em risco.
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