31 agosto, 2026
SE AINDA VEJO TELEVISÃO? POUCO! MAS HÁ PROGRAMAS QUE NÃO PERCO...
30 agosto, 2026
A CAMINHO DA FESTA, COM A MEMÓRIA COLOCADA EM QUEM CANTAVA O "FUNGAGÁ DA BICHARADA"
Podia lá eu dispensar falar-se sobre uma vida entre a filosofia e a música, o estudo e a criação, o pensamento e a transformação do mundo?
28 agosto, 2026
A AVÓ "BOOMERANG" - II
26 agosto, 2026
"DESASTRE NA FERROVIA - 35 ANOS DE LIBERALIZAÇÃO" (uma obra a não perder)
Estive no lançamento e, claro, comprei o livro. Se quer saber um pouco mais aconselho a que oiça/leia (aqui) a TSF...
E, já agora, leia esta passagem de uma das intervenções:
"... nada disto é uma obsessão contra os grupos económicos, isto é a realidade já vivida e experimentada por milhares de utentes, desde logo na Linha de Cascais.
Uma linha que já foi privada e que quando foi nacionalizada estava completamente degradada e falida.
A linha foi modernizada e requalificada já depois da Revolução de Abril.
Mas os comboios foram envelhecendo e o Estado nunca deu autorização à CP para comprar material novo.
Ou melhor, deu antes das eleições de 2009 e retirou logo a seguir às eleições.
Sem comboios novos, sem as obras de alteração da tensão, a linha só podia definhar.
Mesmo com os operários das oficinas de Oeiras a fazerem milagres, aquele material não dava para mais (há literalmente partes de comboio com mais de 100 anos a circular em Cascais).
Mas agora que a CP vai finalmente ter comboios novos para colocar em Cascais, agora que a linha foi modernizada a partir de recursos públicos, o Governo quer voltar a privatizar a linha para que sejam os capitalistas a tirar o lucro do investimento público.
Os utentes de Cascais e Oeiras precisam é de comboios, precisam que o investimento público seja direccionado para o serviço e benefício público e não para que grupos económicos privados ganhem dinheiro com os comboios de todos.
Foi aliás o que aconteceu de forma trágica no Reino Unido, cujo processo de liberalização e privatização da ferrovia está bem demonstrado neste livro, num anexo bem desenvolvido.
Um desastre autêntico, que desorganizou completamente aquele que já foi apontado como o serviço ferroviário modelo e criou um buraco gigantesco nas contas públicas britânicas superior a vinte mil milhões de euros por ano.
Um processo que lá, como cá, foi desenvolvido pelos governos trabalhistas e conservadores, os mesmos que se viram forçados à renacionalização da ferrovia.
Sabendo hoje o que sabemos, precisamos mesmo de travar mais este ataque."
Extrato da intervenção de Vasco Cardoso, ontem na Estação da CP, no Rossio
24 agosto, 2026
EU NÃO SOU AQUILO QUE DIGO! EU NÃO SOU AQUILO QUE PENSO! EU SOU AQUILO QUE FAÇO E MAIS O COMPORTAMENTO QUE TENHO...
ESTA CRÓNICA É DO MEC? É SIM... E RESOLVI TRAZE-LA AQUI!
Ia escrever sobre o MEC quando tropeço num texto assim:
"Miguel Esteves Cardoso (MEC) é o que se convencionaria chamar, aqui há uns anos, um intelectual de direita. Com raízes políticas monárquicas, MEC mora porém na filosofia, como diria Caetano Veloso. Ou seja, está para além dos sargaços que enturvam a água na espuma dos dias e está para além das palas ideológicas do senso-comum cheio de artroses mentais e maus-fígados gerais do nacional-jornalistariato-comentariato, entretido e autoenvenenado com os seus próprios sound-bytes e "efeitos especiais".
Não é suficientemente novo para confundir a sua pueril idade com a idade do mundo, como os neófitos parvenus que vão nascendo nos estúdios como cogumelos de ilustração de qualquer mau livro infantil. E não tem arrependimentos doutrinários que o obriguem a ser mais anti-tudo-o-que-foi do que o foram os que o eram, desígnio missionário que constitui o drama acintoso de todos os "convertidos". Ou seja, não precisa de ser um cristão-novo dos evangelistas dos mercados demo-liberais e humanitários quando os mortos não são "os outros", para compensar com os seus novos "estalinismos e maoísmos de direita" os seus velhos "maoísmos e estalinismos de esquerda".Assim, MEC aprendeu que, desde que se estude e aprenda muito, é possível pensar com simplicidade (sobre) coisas muito complexas. E, actualmente, em crónicas como esta, de hoje mesmo (23.08.2026) no Público, sobre a grande Cuba, exprimindo-se com a escrita singular da sua erudita personalidade intelectual, MEC está em condições de ensinar aquilo que aprendeu.Pena que tenha tão poucos aprendizes. Mas em terras como a nossa, de sábios e sabões, de proselitistas com sandálias de marca, em que quem tem um olho é logo rei em vez de ser apenas zarolho, quem tem algo a aprender?Por outras palavras, como se pode ultrapassar os efeitos da ignorância opinante que, ignorando-se a si mesma, galopa, como Átila no seu cavalo, sobre a terra onde a erva jamais voltará a nascer?"
Rui Pereira, in FaceBook
21 agosto, 2026
FERNANDO PESSOA LEU A NOTÍCIA NO JORNAL DA CASA. SEGUNDO ELE, PASSEI A SER UM POETA DA ARCADA
Sim, todas as manhãs tenho estado na Arcada dos Poetas e por vezes até almoço lá. Pela empatia do atendimento e pela qualidade do que lá consumo, ofereci obra minha à gerência da casa.
Deus quizEu sonheiE a obra nasceu!
20 agosto, 2026
SE POR CÁ ESTIVESSE... FARÍAMOS 60 ANOS DE CASADOS
19 agosto, 2026
O "PEQUENO SOM - SONETO" DEU CABO DA META CENTRO (MARIA JOÃO)
"Ó Rogério, meu neto, avisa lá os nossos seguidores e amigos que não me será possível visita-los e ainda menos comenta-los. Ontem fiz um esforço tremendo para escrever aquela coroa de sonetos e fiquei neste triste estado"
E a terapeuta confirmou o pior, pois deu-lhe conta de ter havido regressão do seu estado numa altura em que eram relevantes as melhoras... A ver vamos!
17 agosto, 2026
ONTEM E HOJE, ENTRE ABRAÇOS E LÁGRIMAS, A DESPEDIDA... (AQUI FICA, PARA QUE A MEMÓRIA NÃO SE PERCA)
15 agosto, 2026
AMANHÃ, DOMINGO, É MUITO PROVÁVEL QUE ESTA IMENSA FAMÍLIA SE ENCONTRE E CHORE A PERDA
Tinha 87 anos e uma vida vivida intensamente, com a verticalidade do seu carácter e amor ao próximo.
Certo que nos ficará para sempre na memória, neste meu espaço lhe presto a última homenagem: "até sempre, Alberto!"
13 agosto, 2026
FESTEJAMOS HOJE OS 17 ANOS DO MEU NETO, MAS AS CERVEJAS CHEGARAM TARDE À FESTA
12 agosto, 2026
EM DIA DE ECLIPSE, SERÁ QUE ALGUÈM OUVIRÁ O QUE O SOL PERGUNTOU À LUA?
10 agosto, 2026
"QUEM PORFIA, MATA CAÇA" OU DIZENDO DE OUTRO MODO, "DA PERSISTÊNCIA NASCE UM CONTO NOVO"
Mas da persistência nasce um conto novo e ele aí está a caminho, como aliás já vos tinha dito. Quando vai ser lançando? depois digo!
09 agosto, 2026
08 agosto, 2026
A FAMÍLIA CELEBROU HOJE 0 30º ANIVERSÁRIO DA MINHA NETA (E FOI UM DIA EM CHEIO)
06 agosto, 2026
A BOMBA SOBRE HIROXIMA MATOU, MATOU, MATOU (EXACTAMENTE NO ANO EM QUE EU VIM AO MUNDO)
A bomba "Little Boy" explodiu às 8h16min02s, a 6 de agosto de 1945, hora de Hiroshima. Quarenta e três segundos após ter sido lançada do Enola Gay, a 580 metros acima do pátio do Hospital Shima, a 168 metros a sudoeste do alvo, a ponte Aioi, com uma potência equivalente a 12.500 toneladas de TNT.
"Assim que olhei para o céu, houve um clarão de luz branca e o verde das plantas, sob aquela luz, parecia da cor de folhas secas" - Menina de cinco anos que vivia nos subúrbios.
"Logo depois da voz da nossa professora, dizendo 'Ah, ali está um B!' [B-29], nos fazer olhar para o céu, sentimos um relâmpago tremendo. Num instante, ficamos cegos e tudo se transformou num frenesim de delírio" - Uma jovem estudante universitária.
"Como o calor do clarão chega num intervalo de tempo tão curto, não há tempo para que ocorra qualquer arrefecimento, e a temperatura da pele de uma pessoa pode subir [+50 ºC]... no primeiro milissegundo a uma distância de [3,7 km]." – Estudo do projecto Manhattan (o projecto de desenvolvimento da bomba atómica).
"A temperatura no local da explosão... atingiu os [3000 ºC]... e foram encontradas lesões térmicas primárias provocadas pela bomba atómica... naqueles expostos até [3,2 km] do hipocentro... As queimaduras primárias são lesões de natureza especial e não são comuns no dia-a-dia." - Estudo japonês sobre o bombardeamento de Hiroshima, 1976.
"Não acredito que alguém alguma vez tenha esperado ver uma cena como aquela. Onde dois minutos antes víamos uma cidade clara, agora já não a conseguíamos ver. Podíamos ver fumo e incêndios a subir pelas encostas das montanhas." - Robert Lewis, tripulante do B-29 Enola Gay.
"Se quiser descrevê-la com algo familiar, seria como uma panela de óleo preto a ferver..." - Van Kirk, tripulante do B-29 Enola Gay.
“Perguntei ao Dr. Koyama quais tinham sido as suas observações em doentes com lesões oculares. ‘Aqueles que viram o avião ficaram com a superfície ocular queimada’, respondeu. ‘O clarão aparentemente atravessou as pupilas e deixou uma área cega na porção central do campo visual. A maioria das queimaduras na superfície ocular são de terceiro grau, pelo que a cicatrização é impossível.’" - Relatório do Dr. Hachiya.
A luz não queimou aqueles que estavam protegidos dentro dos edifícios, mas a onda de choque da explosão encontrou-os:
"Aquele rapaz estava num quarto à beira do rio, a olhar para o rio quando a explosão aconteceu, e nesse instante, quando a casa desabou, foi atirado do último quarto para o outro lado da rua, para a margem do rio, e caiu na rua abaixo. Durante esse percurso, atravessou algumas janelas da casa e o seu corpo ficou cheio de todos os vidros que conseguiu reter. É por isso que estava completamente coberto de sangue."
"A aparência das pessoas era... bem, todas tinham a pele enegrecida por queimaduras... Não tinham cabelo porque o cabelo estava queimado, e à primeira vista não dava para saber se as estávamos a ver de frente ou de costas... Mantinham os braços [à frente do corpo]... e a pele — não só das mãos, mas também do rosto e do corpo — pendia... Se tivesse havido apenas uma ou duas pessoas assim... talvez eu não tivesse tido uma impressão tão forte. Mas onde quer que eu andasse, encontrava essas pessoas... Muitas delas morreram na estrada — Ainda as consigo visualizar na minha mente — como fantasmas ambulantes... Não pareciam pessoas deste mundo... Tinham uma forma muito peculiar de andar — muito devagar... Eu próprio era uma delas."
Ficamos por aqui nos relatos dos sobreviventes. A descrição do horror e do sofrimento das vítimas, em larga maioria civil, está registada em inúmeros relatos e imagens, e, em particular, no Museu Memorial da Paz de Hiroshima.
Dos 255.000 habitantes de Hiroshima à data do ataque, 70.000 foram mortos na explosão ou pouco depois. Até ao fim desse ano o número total de mortos ascenderá a 140.000 (55 % da população inicial) fruto dos ferimentos e do desenvolvimento da então desconhecida “doença das radiações”. A estes há que juntar as vítimas do ataque a Nagasaki, três dias depois (no mesmo dia em que as tropas soviéticas invadiram a Manchuria e as ilhas Sacalina), do qual resultaram cerca de 74.000 mortos.
Pela primeira vez na história do homem tinha sido usada a arma atómica, num bombardeamento indiscriminado de civis. Tratou-se de mais um crime do exército Americano e uma das páginas mais negras da 2.ª Guerra Mundial.
in jornal "Avante"- 6/8/2026
05 agosto, 2026
DEPOIS DE OUVIR SARAMAGO, PERGUNTO: O QUE É QUE EU FAÇO?
SE NÃO SOU LIDO...
VALE A PENA ESCREVER MAIS UM LIVRO?
04 agosto, 2026
O HOSPITAL FEZ-ME UM MINUCIOSO CHECK-UP E EU O MESMO FIZ AO HOSPITAL.
Exames feitos por encaminhamento do médico de otorrino que nada me encontrou, aquando dos seus laboriosos testes:
- Sangue
- Urina
- RX
- ECG
- TAC
02 agosto, 2026
SNS? ESQUECE! MAS... O PRIVADO TAMBÉM É PARA ESQUECER...
| Documentos que são prova da narrativa... |
- O atendimento da SNS24, encaminhou-me para o Centro de Saúde;
- No Centro de Saúde, a médica que me atendeu, passou-me o papelito e recomendou-me, sem me encaminhar, o Hospital de S. José;
- No Hospital de S. José, a triagem, fechou-me a porta pois a otorrino não fazia urgência e recomendou-me o Hospital de Santa Maria;
- No Hospital de Santa Maria, a triagem, fechou-me a porta e mandou-me para casa. Consulta só quarta-feira...