24 agosto, 2026

ESTA CRÓNICA É DO MEC? É SIM... E RESOLVI TRAZE-LA AQUI!

Ia escrever sobre  o MEC quando tropeço num texto assim:

 "Miguel Esteves Cardoso (MEC) é o que se convencionaria chamar, aqui há uns anos, um intelectual de direita. Com raízes políticas monárquicas, MEC mora porém na filosofia, como diria Caetano Veloso. Ou seja, está para além dos sargaços que enturvam a água na espuma dos dias e está para além das palas ideológicas do senso-comum cheio de artroses mentais e maus-fígados gerais do nacional-jornalistariato-comentariato, entretido e autoenvenenado com os seus próprios sound-bytes e "efeitos especiais".

Não é suficientemente novo para confundir a sua pueril idade com a idade do mundo, como os neófitos parvenus que vão nascendo nos estúdios como cogumelos de ilustração de qualquer mau livro infantil. E não tem arrependimentos doutrinários que o obriguem a ser mais anti-tudo-o-que-foi do que o foram os que o eram, desígnio missionário que constitui o drama acintoso de todos os "convertidos". Ou seja, não precisa de ser um cristão-novo dos evangelistas dos mercados demo-liberais e humanitários quando os mortos não são "os outros", para compensar com os seus novos "estalinismos e maoísmos de direita" os seus velhos "maoísmos e estalinismos de esquerda".
Assim, MEC aprendeu que, desde que se estude e aprenda muito, é possível pensar com simplicidade (sobre) coisas muito complexas. E, actualmente, em crónicas como esta, de hoje mesmo (23.08.2026) no Público, sobre a grande Cuba, exprimindo-se com a escrita singular da sua erudita personalidade intelectual, MEC está em condições de ensinar aquilo que aprendeu.
Pena que tenha tão poucos aprendizes. Mas em terras como a nossa, de sábios e sabões, de proselitistas com sandálias de marca, em que quem tem um olho é logo rei em vez de ser apenas zarolho, quem tem algo a aprender?
Por outras palavras, como se pode ultrapassar os efeitos da ignorância opinante que, ignorando-se a si mesma, galopa, como Átila no seu cavalo, sobre a terra onde a erva jamais voltará a nascer?"

 Rui Pereira, in FaceBook

1 comentário:

  1. O Miguel Esteves Cardoso é um mestre absoluto da crónica. O seu estilo combina uma ironia finíssima, uma aparente simplicidade e uma erudição que nunca pesa. É perfeitamente natural admirar a sua escrita, independentemente das convicções políticas, pois a grande literatura transcende qualquer ideologia.

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