31 agosto, 2022

A PRÓXIMA APRESENTAÇÃO DO LIVRINHO? DESTA VEZ SERÁ NA FESTA, AQUELA QUE NÃO HÁ OUTRA COMO ELA!

 

A "Desenhando Sonhos", a EMACO e a nossa União de Freguesias de Oeiras, Paço de Arcos e Caxias investiram num livrinho, que tem vindo a ser apresentado em muito lado.

Desta vez será na Festa, aquela que não há outra como ela.
 
Se és jovem, vai e leva o teu irmão mais novo
Se és pai ou mãe vai e leva os teus filhos também
Se és avô, leva os netos para encanto de todos
e de lá trarão
um livrinho para recordação
 

 

30 agosto, 2022

A SAÍDA DE MARTA TEMIDO NÃO SURPREENDE, MAS FALTA RESOLVER PROBLEMAS DO SNS

«É importante que se avance, (...), que não sirva esta mudança de cara no ministério para questionar mais uma vez as medidas que são necessárias. Infelizmente há várias questões a destacar de forma negativa e todas denunciadas em bom tempo, por exemplo a ausência de diálogo, que veio ferir de morte a relação com os médicos», afirmou à Lusa o presidente da Federação Nacional dos Médicos (FNAM), Noel Carrilho.

Para Noel Carrilho, a saída de Marta Temido de ministra da Saúde não é surpreendente, mas a FNAM quer agora centrar-se nas possibilidades futuras, mantendo-se disponível para a negociação e o diálogo.

A ministra da Saúde, Marta Temido, apresentou hoje a demissão por entender que «deixou de ter condições» para exercer o cargo, demissão que foi aceite pelo primeiro-ministro, António Costa. A decisão surge numa altura em que o Serviço Nacional de Saúde (SNS) tem estado sob os holofotes da comunicação social, sendo inegáveis as consequências do subfinanciamento crónico a que tem sido votado ao longo das últimas décadas.

Este foi, de resto, um dos aspectos a determinar o chumbo do Orçamento do Estado para 2022. Apesar de o PS ter feito campanha iludindo o eleitorado com o «reforço» da capacidade do SNS em 700 milhões de euros, o valor, como constatou a redacção do AbrilAbril, não chega sequer para cobrir a dívida.

É preciso reter os profissionais de saúde

O agravamento dos problemas e perda de eficácia do SNS, ao longo dos últimos meses, tornou a comunicação da ministra pouco surpreendente, também para os enfermeiros. A incapacidade de manter em funcionamento serviços fundamentais, como os de obstetrícia e serviços de urgência pediátrica, um pouco por todo o País, prende-se com a ausência de medidas por parte do Governo de reter os profissionais de saúde, sublinhou esta manhã Guadalupe Simões, do Sindicato dos Enfermeiros Portugueses (SEP/CGTP-IN), aos microfones da Observador

Para esta dirigente, mais do que a contratação de profissionais, um dos grandes desafios passa pela retenção de trabalhadores no SNS, e são várias as questões a concorrer para a sangria. Além das condições de trabalho e das questões salariais, a redução da formação e da investigação têm tornado menos aliciante construir carreira no serviço público.    

Mais do que definir o perfil do sucessor de Marta Temido, Guadalupe Simões entende que cabe ao Governo de António Costa ser claro e admitir perante os portugueses se pretende ou não defender e aprofundar o Serviço Nacional de Saúde. Neste sentido, recorda o estatuto do SNS recém-aprovado, que aponta para a privatização dos serviços de saúde, por oposição à Lei de Bases, da anterior legislatura, que coloca o serviço público no centro dos cuidados de saúde em Portugal.

Texto integral no magazine AbrilAbril


29 agosto, 2022

A NÁUSEA

 


«Eu já disse, mas vou re­petir: / Não se re­presa um rio, / Não se en­gana a na­tu­reza, / Faça a re­presa o que quiser, / Pois o rio cedo ou tarde vai ar­ranjar um jeito de rasgar a terra, / Abrir um ca­minho, / E voltar a correr em seu leito de origem.» Estes versos de Pessoa ocor­reram-me nos úl­timos dias, qual tábua de sal­vação, face à náusea pro­vo­cada por no­tí­cias (?) ao que pa­rece con­si­de­radas per­ti­nentes para fa­zerem man­chetes e en­cherem tempo de an­tena em ho­rário nobre.

Pri­meiro foi o anúncio da cam­panha «Sake Viva!», lan­çada pela Agência Na­ci­onal de Im­postos do Japão, a pedir aos jo­vens entre os 20 e os 39 anos que apre­sentem pro­postas para ajudar a... au­mentar o seu pró­prio con­sumo de ál­cool. Isso mesmo. A ju­ven­tude está a beber menos, então ve­nham de lá ideias para que beba mais. A eco­nomia agra­dece, diz o go­verno, pre­o­cu­pado com a con­tínua queda da re­ceita tri­bu­tária sobre o ál­cool: 1,7% do total em 2020, contra três por cento em 2011 e cinco por cento em 1980. Ironia das iro­nias, con­vida-se a ví­tima a for­necer a arma do crime.

De­pois, para o caso a ordem dos fac­tores é ár­bi­trária, foi a ine­nar­rável co­ber­tura da dis­puta do ca­dáver de José Edu­ardo dos Santos, da tras­la­dação para Lu­anda do corpo do an­tigo pre­si­dente em plena cam­panha elei­toral an­go­lana, e do ale­gado apro­vei­ta­mento po­lí­tico das ce­ri­mó­nias fú­ne­bres.

Por úl­timo, mas não menos im­por­tante, a saga do co­ração de D. Pedro IV, que Rui Mo­reira foi levar a Bra­sília para par­ti­cipar (?!!) nas co­me­mo­ra­ções do bi­cen­te­nário da in­de­pen­dência do Brasil. O em­bai­xador bra­si­leiro em Lisboa, Rai­mundo Car­reiro Silva, pro­meteu que o órgão con­ser­vado em formol e de or­di­nário li­te­ral­mente guar­dado num cofre fe­chado a cinco chaves seria re­ce­bido «como se o pró­prio im­pe­rador es­ti­vesse a re­gressar ao país». A re­lí­quia, diz o pre­si­dente da Câ­mara do Porto, é um «bem cul­tural in­subs­ti­tuível» que deve ser re­gu­lar­mente ex­posto para que as novas ge­ra­ções per­cebam o seu «sig­ni­fi­cado». Qual seja não se sabe, o que se sabe, isso sim, é que o apa­rato em torno do co­ração que há 188 anos deixou de bater vai animar, a 7 de Se­tembro, a cam­panha para a re­e­leição de Bol­so­naro. «No dia 7, es­tarei pela manhã em Bra­sília, com o povo na rua, com a tropa des­fi­lando», pro­meteu o ac­tual pre­si­dente, que quer trans­formar as co­me­mo­ra­ções da in­de­pen­dência em ma­ni­fes­ta­ções de apoio ao seu go­verno.

A res­pon­sa­bi­li­dade disto não pode ser as­sa­cada à dita silly se­ason, ex­pressão in­glesa para a pre­tensa «es­tação parva», o pe­ríodo de Verão em que ale­ga­da­mente não se passa nada porque po­lí­ticos e co­men­ta­dores en­car­tados vão a ba­nhos e ficam com o ho­ri­zonte do um­bigo obs­truído com areia, porque isso foi chão que deu uvas.

Dou a mão a Pessoa: «A vida é uma grande feira e tudo são bar­racas e sal­tim­bancos...»

Anabela Fino, no Jornal  AVANTE/A Talhe de Foice

28 agosto, 2022

A GARGALHADA DO PAPA

(REEDITADO) 

O Papa

O Papa ri-se
Ri-se do quê?
De que se ri o Papa?

Ri-se de si?
Ri-se de mim?
Ri-se do Mundo?
Ou de quem tornou o Mundo assim?

"No chão do medo
Tombam os vencidos
Ouvem-se os gritos
Na noite abafada
Jazem nos fossas
Vítimas dum credo
E não se esgota
O sangue da manada"

Já não há vampiros?

Ah!, talvez seja essa a razão
da tão espontânea gargalhada
do Papa!
Rogério Pereira

27 agosto, 2022

A PROPÓSITO DE UMA NOTÍCIA PUBLICADA NO AbrilAbril

O magazine AbrilAbril publica hoje uma iniciativa bem oportuna, (Sindicato percorre o País contra destruição dos CTT). O que aconteceu em Stº Amaro de Oeiras bem o justifica. Para que se saiba, transcrevo na integra o comunicado então distribuído à população:

COMUNICADO À POPULAÇÃO DE OEIRAS

1 - Tal como já fizeram no Dafundo, em Caxias e em Nova Oeiras, a Administração dos CTT tomou agora a decisão de encerrar a Estação de Santo Amaro de Oeiras.
Por papéis afixados nas instalações foram os utentes informados de que as mesmas serão encerradas a partir de 25 de Julho, abrindo outras, a partir daquela data no Centro Comercial de Oeiras.
2 – Embora os CTT sejam hoje, por iniciativa de governos PSD, uma empresa privada, (mas sem que os do PS tenham feito algo para modificar a situação), estão obrigados por contrato com o estado a prestarem um serviço público, de proximidade e com eficiência que, de todo, não cumprem.
3 – O encerramento de mais estas instalações vem prejudicar a maioria da população de Oeiras, sobretudo os de menos meios e os mais idosos, mas também muito dos pequenos e médios empresários que funcionam nesta zona e que se servem com frequência destes serviços locais.
4 – Discordando totalmente da continuação destas medidas, a CDU? tomou a iniciativa de promover um abaixo-assinado de protesto, que apenas em dois dias recolheu cerca de 250 assinaturas, e propusemos quer à Assembleia Municipal (na Sessão de 19/7/22), quer à Câmara Municipal (na reunião pública de 20/7/22), que tomassem posição firme contrária a este encerramento.
5 – Como continuamos a dizer, e os exemplos são muitos a demonstrar que temos razão, é um imperativo nacional fazer com que sejam públicos os principais prestadores de serviços públicos.
Compete ao Governo fazer com que os CTT deixem de ser uma empresa privada e voltem a ser, como sucede em muitos países, mesmo da tal Europa dos 27, uma estrutura pública. Não deixaremos de continuar a defender as melhores soluções para a grande maioria da população.
Oeiras, de 25 Julho de 2022

26 agosto, 2022

VOLTANDO A PLAGIAR POETAS A HORAS INCERTAS

(reeditado) 


SONHO À VISTA
(a caminho da terra da Utopia)
Os mostrengos são cada vez mais numerosos
E rodeiam a nau voando
Não três, mas mil vezes, e mais raivosos
Na ré, de pé,
O mesmo homem do leme
Que depois de ter tremido, já não treme
Gritando o grito que o poeta lhe colocou na voz 
No mastro real,
Também igual,
Está o mesmo gajeiro
No ponto mais alto do navio, será o primeiro
A dar noticias, quando as houver que dar 
Naquela travessia
Decidida
Que ousaram desafiar
Se empenhando com todo o seu ser e querer
As ondas são vagas de meter medo
Se houvesse medo de lhes ter
A fome roer-lhes-iam a entranhas
Se houvesse sentir entranhas a roer
A incerteza espalhar-se-iam com os ventos
Se houvesse que a sentir nesses momentos
Tudo o que de mau, escuro e duro
Lhes diziam ir acontecer, aconteceu
Mas nem um só esmoreceu
(embora muitos ficassem pelo caminho
por tão dorido e sofrido ele ser)

As sereias, desistentes,
Mergulharam em desafinado cantar
O céu, que fora de breu, clareou
O mar, que fora alteroso, se amainou
E por fim a noticia esperada
Do alto da nau gritada
Sonho à vista
Sonho à vista, foi o grito repetido,
Por quem sofrendo ali chegou
Rogério Pereira - Maio de 2012

(A imagem foi roubada a um belo pássaro azul)

25 agosto, 2022

NADEI, NADEI, NADEI...

Estava na esplanada
Quando o vi passar
Saltei e meti-me à água
Nadei, nadei, nadei
e quando lá cheguei
já lá não estava...

 

24 agosto, 2022

AFINAL, DOMINGOS LOBO SEMPRE VAI ESTAR


 

Estive na Biblioteca Municipal Ary dos Santos, na apresentação do livro "Faz Frio do Outro Lado da Noite" de Domingos Lobo

E eu ofereci-lhe o meu.

Como paga, vai estar comigo na Festa do Avante! Boa?

23 agosto, 2022

SERÁ QUE A ANSIEDADE E A ANGÚSTIA SE AFOGARAM NA PRAIA?


Quando há dias, resolvi juntar à receita dos médicos e do psiquiatra um tratamento, da minha lavra: um mergulho na praia e ter percebido que a fria água acalma mesmo e o murmúrio das ondas sossega de verdade, hoje repeti a cena.

Contudo, antes de me fazer ao areal procurei mesa na esplanada da praia e pedi um café, de pronto servido. Ainda o estava saboreando quando as duas, a ansiedade e a angustia, se vieram sentar. Permaneceram ambas caladas, olhando-me fixamente e com ar desafiante. Resisti ao desafio, paguei o café, atravessei a praia, pousei a toalha e mergulhei, mergulhei, mergulhei...

Depois fiz o que antes tinha feito, boiando sentido a frescura da água e o borbulhar do mar. Quando saí da água o sol batendo-me no corpo deu-me consolo... conforto...

Olhei em volta, nem ansiedade, nem angústia. Segredou-me Minha Alma:

"Se calhar afogaram-se"!

20 agosto, 2022

MESMO DEPOIS DA SUA PARTIDA: FALAR DE MIM É FALAR DE NÓS...

(reeditado*)

Quem não esquece o passado e não desiste,
Com orgulho mal disfarçado, persiste
Em procurar a utopia que num sonho conheceu?
Eu!

Quem vê uma lágrima, não importa por que dor
Junta outra sua, se necessário for,
pois de ser solidário nunca se esqueceu?
Eu!

Quem em mil metamorfoses e em festa
Aceitou ser árvore escondendo em si a floresta
Para que todos os pássaros pousassem num ramo seu?
Eu!

Quem comigo fez tal caminho
Aceitando valores, defeitos e carinho
Partilhando ausências, frustrações e alegrias, por tabela?
Ela!

Mesmo depois da sua partida
Falar de mim é falar de nós...
* Este post é reedição de outros, publicados em Setembro de 2010 e depois em 11 de Agosto de 2020. Estefoi editado cerca de um mês antes da sua morte, em 14 de Setembro. Fui buscá-lo pois encerra uma verdade que tanto tenho presente. No Natal desse ano publiquei-o num livro, de distribuição quase restrita à família e que agora, na data que comemoraríamos 56 anos de casados,  torno público.

19 agosto, 2022

O REGRESSO (Olha que escrever é uma forma de terapia...)


Julguei, e julguei bem, juntar à receita dos médicos e do psiquiatra um tratamento, da minha lavra: um mergulho na praia. Foram mais... e tem vindo a resultar, pois a fria água acalma e o murmúrio das ondas sossega. 

Assim, vou seguir o conselho da Teresa, regressar à escrita. O grande problema vai ser a escolha do tema (não há um único que não seja deprimente...)

Aproveito para agradecer  as tantas palavras amigas e de incentivo. 
Um abraço, agradecido.

13 agosto, 2022

HOJE FOI UM DIA DE... TERAPIA

Hoje, o Diogo fez 13 anitos. E, como a imagem ilustra, deu um grande salto...


Se houve reunião de família, amigos, convivas, vasto repasto, cantos e sopro de velas e degustar de um bolo bem guloso? Claro!

Foi um dia de alegria que para mim funcionou... como terapia! 

Para o ano há mais....

07 agosto, 2022

ANUNCIADA AUSÊNCIA...

 Não se trata de férias, nem de entrega total ao trabalho diverso a que me entrego... Nem eu próprio sei explicar as razões pelas quais vou passar a presenças irregulares, a ausências em locais onde normalmente não falto...

Não sei quanto demorará este silêncio.... depende do Meu Ânimo e da forma como ele se porta com a Minha Angústia.

02 agosto, 2022

SIM, FUI-ME ABAIXO... (e ainda não se foi o mau tempo)


Estão certamente lembrados de ter publicado esta imagem e de como era, então, quase certa a melhoria do meu estado. Sim melhorou, mas... hoje fui consultado por um psiquiatra. Foi longa a conversa, em que entrei em detalhes desde o tempo em que a perdi, de como foi doloroso o período que antecedeu a partida e de como, logo de seguida o cancro me saltou em cima e... por aí fora.

O psiquiatra, depois de me ouvir atentamente, deu uma simples explicação: uma coisa é a ansiedade, outra, que não parecendo, é muito diferente. Trata-se da angústia.  E depois de elogiar o que vinha fazendo*, deu-lhe um acrescento com outro meio comprimido* matinal

Saí confiante. Vamos ver!...

_________

(*) detalhes a pedido das minhas filhas

01 agosto, 2022

O ESPAÇO ESCOLHIDO PARA NOVA APRESENTAÇÃO DO MEU LIVRO

Parece inóspito e inapropriado para o acto. O aspecto de abandono não abona nada... só eu me lembraria de falar, apresentar, doar o meu livrinho  naquele sítio porque "sim" e porque antes já deu provas e já lá aconteceu de  tudo um pouco... e, até, algo muito parecido... 

Voltarei a falar disto!