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21 março, 2025

SONDAGENS: FIZ (OUTRA VEZ) UMA SONDAGEM AOS SONDADOS!

Antes de ir à sessão em que foi homenageada a "minha avó", fiz uma sondagem aos sondados. Os da classe alta estão encantados. Os outros andam a ler toda a ficha técnica a ver se entendem esta merda.

". Ficha técnica 

Amostra: 802 entrevistas, telefónicas.

Amostragem: Seleção aleatória de números fixos e de números móveis de forma proporcional à distribuição por prefixos no território e por operadoras, respetivamente. Respondentes selecionados através do método de quotas, com base numa matriz que cruza as variáveis Sexo, Idade (3 grupos), Instrução (3 grupos) e Região (9 Regiões NUTS II 2024).

Ora leiam também https://sondagens-ics-ul.iscte-iul.pt/wp-content/uploads/2025/03/Relatorio-Final-Completo-Mar%C3%A7o-2025.pdf

 

21 maio, 2019

A minha sondagem, depois do último debate...

A Católica é reputada em estudos de... mercado. O mercado da opinião não lhe é excepção. A imprensa é cliente importante e atenta. Quando determinada tendência cresce, pimba!, a imprensa encomenda. Encomenda para saber orientar o que deve meter em primeira página, como deve criar sobressaltos e casos ou produzir omissões. É assim que tem acontecido. E tem assim funcionado.
Desde cedo percebi que tinha que concorrer com as minhas sondagens e fui-as fazendo utilizando sempre a mesma base e o mesmo modelo de dimensionamento das classes sociais que a Marktest segue e, assim, fui a correr para a rua a saber qual o sentido de voto, depois do debate de ontem...
I
Vejamos os resultados e a sua análise:
  1. As classes A e B, cerca de 17,5% do eleitorado, estão mais radiantes que antes. Confiam piamente na capacidade dos politólogos, comentadores e outros estupores.
  2. A classe C (C1, 24,9% + C2, 31%) andam numa roda vida e, tal como nas sondagens anteriores, a coisa anda distribuída entre os mesmos de sempre. Lêem programas, declarações, insultos, promessas e sermões e não perdem uma só cena do wrestling que passa nas televisões. Passam o tempo em aritmética, não na da economia nacional nem sequer na caseira. Embora tivessem abanado com o desafio do João Ferreira
  3. A classe D, 26,7% continua à rasca mas é firme em não aceitar esta situação. Uns até falam na necessidade do tal susto de que falava Saramago... mas bem podiam ir votar na CDU

15 maio, 2019

Sondagens e o destino dos indecisos

 
São poucas as sondagens que separam os indecisos dos que não quiseram responder. 
Mas há (pelo) uma  que o faz, e são XX%. 
"Alto aí", diz-me Minha Alma, e continua: "supõe tu que a grande parte destas indecisões são ténues desencontros de pássaros? Nesse caso é ainda muito incerto o resultado, e tudo pode acontecer!"

Não respondi a Minha Alma, limitei-me a mandar as sondagens à merda
E que bem que fiz...

28 fevereiro, 2017

Que acha do texto manipulador do Público? Significativo o facto de a resposta ser conforme a bolsa...

No Público, jornal de hoje, sobre uma sondagem realizada há quase seis meses atrás, faz pergunta sobre a confiança no Governo: 
«Mais de metade confiam pouco (21,6%) ou nada (29%, a percentagem mais alta nesta pergunta), e perto ficam também os que não confiam nem muito nem pouco (28,2%). Só 11,7% dizem confiar muito e apenas 36 inquiridos (5,7%) confiam totalmente»
Entretanto a imprensa toda vai nos dando  conta de que o índice de confiança dos consumidores portugueses regista o valor mais alto dos últimos dezassete anos.
Este indicador avalia a expectativa dos portugueses face à situação do país e, de acordo com o Instituto Nacional de Estatística, a descida do desemprego e o crescimento económico foram os principais factores que relançaram o optimismo em Portugal.
Percebe-se que o Público, ao dar o destaque de duas páginas inteiras a uma sondagem realizada em Setembro do ano passado, a que ninguém na altura ligou tem, uma intenção...

Eu, grande especialista nesta matéria de sondagens, lanço mais esta, com uma única pergunta: Que acha do texto manipulador do Público?
Significativo o facto de a resposta ser conforme a bolsa... 


A classe C1 diz que me responde depois, pois não está lembrada do que respondeu à Intercampus.

21 janeiro, 2016

Sondagens e o destino dos indecisos

 
São poucas as sondagens que separam os indecisos dos que não quiseram responder. 
Mas há (pelo) uma  que o faz, e são 15%. 
"Alto aí", diz-me Minha Alma, e continua: "supõe tu que a grande parte destas indecisões são ténues desencontros de pássaros? Nesse caso é ainda muito incerto o resultado, e tudo pode acontecer!"

Não respondi a Minha Alma, limitei-me a mandar as sondagens à merda

10 julho, 2015

Sondagens? Só as minhas!

As sondagens de opinião e os estudos de mercado não diferem muito. Umas servem para promover uma opinião outras um produto. Ambas trabalham com as expectativas e com as tendências... Usam ferramentas e metodologias experimentadas, já há muito testadas e são publicadas acompanhadas de fichas técnicas, a fim lhes dar credibilidade cientifica. Infalível. Infalível? Deus nos livre, como é demonstrado em exemplo recente. Deste, fica-me a impressão: são um excelente meio de manipulação! Umas vezes resulta. Outras não!
Sondagens? Só as minhas!

19 junho, 2015

Mais uma minha sondagem errada (ou a pergunta que eu devia ter inquirido)

A Católica é reputada em estudos de... mercado. O mercado da opinião não lhe é excepção. A imprensa é cliente importante e atenta. Quando determinada tendência cresce, pimba!, a imprensa encomenda. Encomenda para saber orientar o que deve meter em primeira página, como deve criar sobressaltos e casos ou produzir omissões. É assim que tem acontecido. E tem assim funcionado.
Desde cedo percebi que tinha que concorrer com as minhas sondagens e fui-as fazendo utilizando sempre a mesma base e o mesmo modelo de dimensionamento das classes sociais que a Marktest segue. Essa orientação que vinha seguindo está prestes a ser desaconselhada por errada. Está de facto ultrapassada, mas para o efeito o erro até dá jeito.
Diz-me a Lei de Pareto: 20% vivem à custa da insatisfação, dor e empobrecimento de 80% da população. Assim, na minha sondagem de hoje há algo errado. Contudo, ela confirma o outro resultado publicado...
 
Imagens do estado de espírito de cada classe quanto à decisão sobre a sua votação (as classes que alguns querem no "centrão" andam, aflitas, com os programas do PS e PSD/CDS na mão)
Ainda pensei em sondar uma questão concreta, tipo "Se o bolo é maior, porque é que a sua fatia é mais pequena?", mas temi que os inquiridos por entendimento deficitário respondessem que sim e também com os seu contrário. Optei então pela pergunta básica:  Qual o sentido de voto? 
Vejamos os resultados e a sua análise:
  1. As classes A e B, cerca de 17,5% do eleitorado, estão mais radiantes que antes. Nem leram qualquer programa partidário, pois os partidos que assinaram o Tratado Orçamental agora apoiam a criação do FME, agora não iriam propor ou defender o contrário. Estão radiantes pois os paraísos fiscais ficam como eram antes. A quase totalidade tende para votar na coligação PSD/CDS, porque... merece.
  2. A classe C (C1, 24,9% + C2, 31%) andam numa roda vida e, tal como nas sondagens anteriores, a coisa anda distribuída entre o Passos e o Sócrates  Costa, com este a ser ultrapassado. Lêem programas, declarações, insultos, promessas e sermões e não perdem uma só cena do wrestling que passa nas televisões. Passam o tempo em aritmética, não na da economia nacional nem sequer na caseira. Fazem contas e previsões aos resultados e ao número de deputados. Quanto a alternativas, nem pensar pois essa coisa de reestruturar a dívida era logo para doer e, assim, vá se lá saber. Pelo menos até ao fim de 2011 2015, não acontece nada e cada um diz ter a data de férias já marcada...
  3. A classes D, 20,7% continua à rasca mas é firme em não aceitar esta situação. Uns até falam na necessidade do tal susto de que falava Saramago...
    ____________________________________________
    Ficha Técnica (esta): Foram inquiridos 9 milhões de portugueses, via telemóvel. Os desempregados viram as suas respostas anuladas para não dar um tom demasiado pessimista aos resultados globais. Foi aplicada uma metodologia assente nos critérios usados pela Marketest no que se refere ao dimensionamento das classes sociais. A análise de resultados segue metodologia própria designada por Marketista. Não tem nada de marxista embora, em sonância, o faça lembrar... curioso, nesta sondagem a taxa de resposta foi de 100%. 
A PERGUNTA QUE DEVERIA TER INQUIRIDO

11 dezembro, 2013

Uma sondagem que pré-anuncia um momento de viragem e a Lei de Pareto

A Marktest é reputada em estudos de... mercado. O mercado da opinião não lhe é excepção. A imprensa é cliente importante e atenta. Quando determinada tendência cresce, pimba!, a imprensa encomenda. Encomenda para saber orientar o que deve meter em primeira página, como deve criar sobressaltos e casos ou produzir omissões. É assim que tem acontecido. E tem assim funcionado.
Desde cedo percebi que tinha que concorrer com as minhas sondagens e fui-as fazendo utilizando a base e o mesmo modelo de dimensionamento das classes sociais que a Marktest segue. Essa orientação que vinha seguindo está prestes a ser desaconselhada por errada. Está de facto ultrapassada. Diz-me a Lei de Pareto:

20% vivem à custa da insatisfação, dor e empobrecimento de 80% da população

Segundo a minha sondagem de hoje, há algo errado


Com a concentração da riqueza, devem ser 20 e não 17,4% os satisfeitos com este orçamento (A e B). E as classes média (C1) e média baixa (C2) já deviam estar claramente esclarecidas sobre o que vai acontecer às suas vidas... Devem ser menos os que ainda comparam a lei do orçamento com a constituição sem saberem para onde se virar. 26,7% é a dimensão dos acordados em vias de chegarem a actos? Devem ser muitos mais... O modelo está marado!





Não compreendeu nada do que leu? Nem sabe interpretar o que diz Pareto? 
Não faz mal. Acredite em mim, é assim: 

Olhe o gráfico ao lado e pense um bocado. Basta que a CDU cresça mais um pouco e atinja os 20% para que 80% fiquem a pensar que as coisas vão, de facto, mudar!

Boa?

07 janeiro, 2013

Sondagem... (enquanto tal susto não chega, é este o sentimento dos sondados)

Passaram-se várias coisas desde a última sondagem. A imprensa, eficaz e eficiente mente, aguentou possíveis veleidades de alteração da opinião e, assim, permanecem as hesitações nas classes média e média baixa quer quanto à situação quer quanto ao sentido da sua votação. Outras sondagens vão-se sucedendo como forma de controlar a eficácia da mensagem dos fazedores de opinião. Ao menor desvio à esquerda, pimba: mixórdia  para cima...
Assim, a outra sondagem que anda para aí a correr, não vale nada. Cá para mim, foi inventada...

-Imagens do estado de espírito de cada classe quanto às consequências do integral cumprimento daquilo a que continuam a chamar pacto. As classes que alguns querem no "centrão" andam, aflitas, de orçamento  na mão, a ver se safam ou não.

Como resposta à única questão sondada: Qual o sentido de voto, se as eleições fossem hoje:
  1. As classes A e B, cerca de 17,5% do eleitorado estão tão radiantes que votarão como votaram antes. 
  2. A classe C (C1, 24,9% + C2, 31%) andam numa roda viva e, tal como na sondagem anterior, a coisa anda distribuída entre os partidos troikanos. Acontece que uns troikanos levam alguma vantagem sobre os outros... troikanos. Lêem o orçamento, declarações, mensagens, apelos e sermões. Olham para o Tribunal Constitucional como quem olha para o Pai de Natal. Quanto a alternativas, nem pensar pois essa coisa de reestruturar a dívida era logo para doer e, assim, vá se lá saber. 
  3. A classe D, 20,7% continua à rasca mas é firme em não aceitar esta situação e votam onde acham que devem votar. Uns até falam na necessidade de nova revolução ou de um susto que acorde quem se julga ainda na classe média...
    ____________________________________________
    Ficha Técnica: Foram inquiridos 9 milhões de portugueses, via telemóvel. Os desempregados viram as suas respostas anuladas para não dar um tom demasiado pessimista aos resultados globais. Foi aplicada uma metodologia assente nos critérios usados pela Marketest no que se refere ao dimensionamento das classes sociais. A análise de resultados segue metodologia própria que designada por Marketestista. Não tem nada de marxista embora, em sonância, o faça lembrar, apesar de fazer arranhar muito mais o aparelho auditivo.

14 setembro, 2012

Sondagem: Qualquer ligação entre o texto e a imagem... é mera especulação. (A esta hora o pessoal está a ver a "Gabriela" na televisão)

Excelente oportunidade para o "coiso" brilhar, depois de (com cuidado) ouvir o Conselho de Estado...
PÁTRIA 
“Um povo imbecilizado e resignado, humilde e macambúzio, fatalista e sonâmbulo, burro de carga, besta de nora, aguentando pauladas, sacos de vergonhas, feixes de misérias, sem uma rebelião, um mostrar de dentes, a energia dum coice, pois que nem já com as orelhas é capaz de sacudir as moscas; um povo em catalepsia ambulante, não se lembrando nem donde vem, nem onde está, nem para onde vai; um povo, enfim, que eu adoro, porque sofre e é bom, e guarda ainda na noite da sua inconsciência como que um lampejo misterioso da alma nacional, reflexo de astro em silêncio escuro de lagoa morta. [.]

Uma burguesia, cívica e politicamente corrupta até à medula, não descriminando já o bem do mal, sem palavras, sem vergonha, sem carácter, havendo homens que, honrados na vida íntima, descambam na vida pública em pantomineiros e sevandijas, capazes de toda a veniaga e toda a infâmia, da mentira a falsificação, da violência ao roubo, donde provem que na política portuguesa sucedam, entre a indiferença geral, escândalos monstruosos, absolutamente inverosímeis no Limoeiro. Um poder legislativo, esfregão de cozinha do executivo; este criado de quarto do moderador; e este, finalmente, tornado absoluto pela abdicação unânime do País.

A justiça ao arbítrio da Política, torcendo-lhe a vara ao ponto de fazer dela saca-rolhas.

Dois partidos sem ideias, sem planos, sem convicções, incapazes, vivendo ambos do mesmo utilitarismo céptico e pervertido, análogos nas palavras, idênticos nos actos, iguais um ao outro como duas metades do mesmo zero, e não se malgando e fundindo, apesar disso, pela razão que alguém deu no parlamento, de não caberem todos duma vez na mesma sala de jantar.”

Guerra Junqueiro, “Pátria”, 1896.

16 maio, 2011

Nova sondagem, para congelar as dúvidas e o pensar. Tudo muito próximo do resultado anterior, mudando um pouco o teor...

Passaram-se várias coisas desde a última sondagem. A imprensa, eficaz e eficiente, aguentou possíveis veleidades de alteração da opinião e, assim, permanecem as hesitações nas classes média e média baixa quer quanto à situação quer quanto ao sentido da sua votação. Outras sondagens vão-se sucedendo como forma de controlar a eficácia da mensagem dos fazedores de opinião. Ao menor desvio à esquerda, pimba. Nevoeiro para cima...

-Imagens do estado de espírito de cada classe quanto à decisão sobre a sua votação (as classes que alguns querem no "centrão" andam, aflitas, com os programas do PS e PSD na mão)

Como resposta à única questão sondada: Qual o sentido de voto, vejamos os resultados e a sua análise:
  1. As classes A e B, cerca de 17,5% do eleitorado estão mais radiantes que antes. Nem leram qualquer programa partidário, pois os partidos que assinaram o acordo, agora não iriam propor o contrário. Estão radiantes pois os paraísos fiscais ficam como antes. A troika também não prevê mecanismos de combate à corrupção nas reformas do sector público e da Justiça e o Movimento Transparência e Integridade está contente, tal como essa gente . A maioria tende para votar no CDS, porque... merece.
  2. A classe C (C1, 24,9% + C2, 31%) andam numa roda vida e, tal como na sondagem anterior, a coisa anda distribuída entre o Passos e o Sócrates. Em votação andam quase iguais, pouco afastados ou praticamente empatados. Lêem programas, declarações, insultos, promessas e sermões. Passam o tempo em aritmética, não na da economia nacional nem sequer na caseira. Fazem contas e previsões aos resultados e ao número de deputados. Quanto a alternativas, nem pensar pois essa coisa de reestruturar a dívida era logo para doer e, assim, vá se lá saber. Pelo menos até ao fim de 2011, não acontece nada e cada um diz ter a data de férias já marcada...
  3. A classes D, 20,7% continua à rasca mas é firme em não aceitar esta situação. Uns até falam na necessidade de nova revolução...
    ____________________________________________
    Ficha Técnica: Foram inquiridos 9 milhões de portugueses, via telemóvel. Os desempregados viram as suas respostas anuladas para não dar um tom demasiado pessimista aos resultados globais. Foi aplicada uma metodologia assente nos critérios usados pela Marketest no que se refere ao dimensionamento das classes sociais. A análise de resultados segue metodologia própria que designada por Marketestista. Não tem nada de marxista embora, em sonância, o faça lembrar, apesar de fazer arranhar muito mais o aparelho auditivo.

23 abril, 2011

Enquanto Jesus sai da cruz e jaz no sepulcro e muitos desistem de viajar para Acapulco, eu aproveito para publicar a minha sondagem...

Passou pouco mais de um ano sobre a publicação da minha última sondagem. Desde então muito se passou sem que nada de fundamental se tivesse alterado, até que, de repente, tudo ficou (aparentemente) diferente: Caiu o Governo; Veio o FMI e seus parceiros de negócio, resgatar a divida do País; A algazarra não se alterou, apenas subiu de tom. Pequenas coisas sem interesse nem novidade acontecem, trago-as aqui apenas para o caso de me enganar e elas poderem vir a ter real importância: uma o editorial do The New York Times a dizer que a Comunidade Europeia meteu, em Portugal, a Democracia na gaveta; outra, as declarações do Jerónimo a dizer que que as negociações são uma farsa, isto é, são da treta. Há, assim, razão para uma nova sondagem de opinião. A sondagem incluiu duas perguntas apenas: Como encara o futuro e qual o seu sentido de voto. O gráfico abaixo mostra expressivamente o estado de espírito dominante como resposta à primeira questão, por parte da maioria das classes inquiridas. A excepção situa-se nas classe C que anda às voltas com a leitura de imenso material (desde listas de deputados até aos manifestos publicados) para decidirem se estão tristes ou contentes, pois a situação não dá para serem indiferentes:

----------------------Imagens do estado de espírito de cada classe quanto ao futuro

---------------(as classes que alguns querem no "centrão" andam, aflitas, de jornais e papeis na mão)

Quanto à segunda questão: Qual o sentido de voto, vejamos os resultados e a sua análise:

  1. A classe A, cerca de 5,5%, isto é, todos, afirmam que não há nada que os rale, que os partidos principais se vão unir e o sentido da sua votação logo se verá na ocasião. Tendem para votar no CDS, porque... merece.
  2. A classe B, dos 11,9 %, a maioria está com Pedro Passos Coelho e o restante com Sócrates. Todos estão na maior pois não lhes passa pela cabeça que o Compromisso Nacional entre os principais partidos os deixe prejudicados (leia-se prejudicados com efe grande, até para rimar). São os grandes animadores daquela petição.
  3. A classe C (C1, 24,9% + C2, 31%) andam numa roda vida e mal distribuída entre o Passos e o Sócrates. Em votação andam quase iguais, pouco afastados ou praticamente empatados. Lêem papeis e mais papeis. É que para atrapalhar a petição do tal Compromisso Nacional, chegaram mais duas e, ainda por cima Abril anda nas ruas. Uns dizem que a "Petição convergência nacional em torno do emprego e da coesão social" não vale a pena assinar porque dá azar. Outros dizem que assinam esta e a outra porque é tudo igual. E como não há duas sem três, aparecem agora os precários, esses ordinários, a dizer em manifesto que o "inevitável é inviável". Dói-lhes a cabeça de tanto pensar e nunca se sabe ao certo em quem irão votar...
  4. A classes D, 20,7% está mesmo à rasca. Já leu o que tinha a ler e não tem muito que saber. Maioritariamente votam à esquerda e o resto fica em casa. Mas estão todos em brasa. Por isso vão para a rua. Dizem que vão gritar: "A luta continua"

    Ficha Técnica: Foram inquiridos 9 milhões de portugueses, via telemóvel. Os desempregados viram as suas respostas anuladas para não dar um tom demasiado pessimista aos resultados globais. Foi aplicada uma metodologia assente nos critérios usados pela Marketest no que se refere ao dimensionamento das classes sociais. A análise de resultados segue metodologia própria que designada por Marketestista. Não tem nada de marxista embora, em sonância, o faça lembrar, apesar de fazer arranhar muito mais o aparelho auditivo.

09 janeiro, 2011

Homilias dominicais (citando Saramago) - 23

A minha Homilia Dominical de hoje, dia do "inicio" da campanha eleitoral, não ignora o próximo acto e divulga uma sondagem. A ficha técnica é clara quer quanto aos critérios seguidos quer quanto à elevada fiabilidade. Perguntei apenas aos inquiridos em quem iriam votar. Os resultados não são de espantar...


Imagem do estado de espirito dominante nos eleitores, em cada classe social (ver aqui dimensão das classes sociais Marktest)

Quanto à questão, vejamos os resultados e a sua análise:

  1. A classe A, cerca de 5,5%, isto é, todos, afirmam que não há nada que os rale, que o sistema democrático está a funcionar, as instituições também, recebem prémios e dividendos. Porquê mudar. Todos em Cavaco vão votar
  2. A classe B, 11,9 %, isto é, também todos, afirmam que Cavaco Silva é sério - pouco se ri - ele é a garantia de Pedro Passos Coelho poder mudar a Constituição que consideram quanto ao desenvolvimento o principal travão. Acham que Cavaco está práticamente eleito e votam nele pois lhes dá muito jeito...
  3. A classe C1, 24,9% de mortais, encontra-se dividida e não sabe o que fazer da vida. Andam a ler o "Ensaio sobre a lucidez" mas para entender aquilo faltam-lhe bases do português. Grande parte acha que vai votar em branco pois custam a admitir aquela história lá do banco.
  4. As classes C2 e D, que somadas dão 57,7% da malta toda, criaram-me problemas de tratamento dos dados que não consegui ultrapassar: Listei 724 acontecimentos recentes que os preocupa. Grande parte desses problemas aparecem incessantemente nos semanários que as classes A, B e C1 andam lendo. Como síntese poderei resumir: “Isto tudo está uma valente merda” e enquanto a classe C2 se limita a mostrar o desânimo por ser essa a situação a D está visivelmente zangada. Esta está em evidente minoria e só ela sabe em quem votaria. Uns por militância e outros por alegria...

    Ficha Técnica: Foram inquiridos 9 milhões de portugueses, via telemóvel. Os desempregados viram as suas respostas anuladas para não dar um tom demasiado pessimista aos resultados globais. Foi aplicada uma metodologia assente nos critérios usados pela Marktest no que se refere ao dimensionamento das classes sociais. A análise de resultados segue metodologia própria designada por Marktestista. Não tem nada de marxista embora, em sonância, o faça lembrar (apesar de fazer arranhar muito mais o aparelho auditivo).

HOMILIA DE HOJE

"...em toda a verdade humana há sempre algo de angustioso, de aflito, nós somos, e não estou a referir-me simplesmente à fragilidade da vida, somos uma pequena e trêmula chama que a cada instante ameaça apagar-se, e temos medo, acima de tudo temos medo."

José Saramago in "Ensaio sobre a lucidez", retirado daqui

09 abril, 2010

Hoje há resultados da minha sondagem

Passou mais de um mês sobre a publicação da minha última sondagem que, se bem se lembram, foi no dia 4 de Fevereiro. Desde então muito se passou sem que nada se tivesse alterado. Sócrates continua a levar porrada que se diz oriunda daqueles mesmos lados que lhe facilitam a passagem primeiro do orçamento e depois do PEC. O PSD fez eleger um novo líder, o qual foi muito aclamado enquanto era comparado em múltiplos aspectos ao mais maltratado Sócrates. Vários acontecimentos foram acontecendo sem que a maioria dos portugueses perceba que esteja a acontecer, de facto, qualquer coisa. Progredindo assim, a opinião pública carece que se disponibilize mais uma das minhas sondagens. A sondagem incluiu duas perguntas apenas. Como encara o futuro e qual o acontecimento recente que mais o preocupa.
O gráfico abaixo mostra expressivamente o estado de espírito dominante como resposta à primeira questão, por parte da maioria das classes inquiridas. A excepção situa-se na classe C1 que anda às voltas com a leitura dos últimos semanários a ver que consegue entender o que se está a passar:

Imagens do estado de espírito de cada classe face à actual situação

Quanto à segunda questão: Qual o acontecimento recente que mais o preocupa? Levei com todos os estilhaços de ter feito uma pergunta aberta. Vejamos os resultados e a sua análise:

  1. A classe A, cerca de 5,5%, isto é, todos, afirmam que não há nada que os rale, que o sistema democrático está a funcionar e as instituições também…
  2. A classe B, 11,9 %, isto é, também todos, afirmam que até à eleição de Pedro Passos Coelho a sua grande preocupação era a falta de uma oposição credível a Sócrates. Agora estão na maior e no restante pronunciaram-se na mesma linha da classe A…
  3. A classe C1, 24,9% de mortais, encontra-se dividida. Metade não conseguiu dar qualquer resposta e afirma, unanimemente, que ainda não percebeu o que lhe vai acontecer com a implementação PEC, estando ainda a ler as medidas aí contidas. A outra metade alinha pelo optimismo da classe B, acrescentado que o PEC não vai ser cumprido porque o PSD não vai deixar…
  4. As classes C2 e D, que somadas dão 57,7% da malta toda, criaram-me problemas de tratamento dos dados que não consegui ultrapassar: Listei 724 acontecimentos recentes que os preocupa. Grande parte desses problemas nem sequer aparecem nos semanários que a classe C1 anda lendo. Como síntese poderei resumir: “Isto tudo está uma valente merda” e enquanto a classe C2 se limita a mostrar o desânimo por ser essa a situação a D está visivelmente zangada. Ainda bem que esta está em evidente minoria.

    Ficha Técnica: Foram inquiridos 9 milhões de portugueses, via telemóvel. Os desempregados viram as suas respostas anuladas para não dar um tom demasiado pessimista aos resultados globais. Foi aplicada uma metodologia assente nos critérios usados pela Marketest no que se refere ao dimensionamento das classes sociais. A análise de resultados segue metodologia própria que designada por Marketestista. Não tem nada de marxista embora, em sonância, o faça lembrar, apesar de fazer arranhar muito mais o aparelho auditivo.

04 março, 2010

Distrações inocentes de jornalistas...competentes

Escrevi neste sítio, há alguns dias, que as imagens contam nas mensagens subliminares que se pretendem fazer passar. Dava exemplos colhidos do Expresso. Eram rostos, expressões de olhar e eram mãos, muitas mãos, espalhadas pelo semanário.

Hoje, no jornal i, dei-me conta de uma cadeira, estupidamente vazia no meio dos três candidatos. Depressa me lembrei daquela outra foto, no Expresso, a ilustrar a entrevista que Fernando Nobre concedeu àquele semanário e onde uma moldura, por sinal bem bonita, emoldurava coisa nenhuma.

Certo que jornalistas e repórteres são profissões atentas aos detalhes e mensagens indirectas, arrisco a hipótese de, quer a cadeira quer o quadro, serem mensagens meio escondidas... São, quase de certeza. O que significam? Boa questão. Para encontrar resposta fiz duas sondagens.

Ajudem-me a decifrar estes enigmas respondendo às sodagens que figuram na minha coluna à direita. Nem todas as perguntas que elenquei são inocentes...tal como as distrações dos jornalistas o não são. Participe!

04 fevereiro, 2010

As minhas sondagens "marketesticas" (era mais fácil dizer marxistas, só que não são)

As emoções expressas pelas classes sociais perante a composição do Conselho de Estado e pelo apelo ao entendimento e cooperação, feito por Cavaco Silva (segundo a minha sondagem de hoje)

O Público on-line já começou a ouvir reacções e edita a seguinte notícia: “Vários politólogos são unânimes em considerar que a convocação do Conselho de Estado por parte do Presidente da República e o apelo feito ao entendimento entre os partidos representam "sinais" de que Cavaco Silva quer o entendimento político”.

Para perceber entre quem pretende Cavaco Silva criar entendimento, fiz uma sondagem. Os resultados assentam curiosamente com os comportamentos das classes sociais, tal como a Marketest as dimensiona. Outra curiosidade, as emoções seguem alinhadas com as que foram declaradas, por cada uma das classes, quanto à satisfação pelo orçamento aprovado. Vejam bem:

  • A classe A, cerca de 5,5% de afortunados, está satisfeita com a composição do Conselho de Estado. Até fazem pirraça e deitam a língua de fora ao BE e ao PCP não terem aí “cabidela”. Claro que concordam com o apelo ao entendimento.
  • A classe B, 11,9 % da população que consome bem, partilha da mesma satisfação, embora olhe com alguma suspeita a presença de alguns conselheiros. O que não se explica. Claro que batem palmas ao entendimento.

  • A classe C1, 24,9% de mortais, ainda não percebem para que serve o CE e consultam apressadamente a Constituição e voltam a ler os programas partidários para lembrarem o que dizem sobre o bloco central.

  • As classes C2 e D, que somadas dão 57,7% da malta toda, já perceberam que aqueles gajos lá do conselho não estão em condições de aconselhar coisa nenhuma, nem o Presidente necessita daqueles conselhos. Bastaria que lesse a imprensa para saber o que pensam. Também acham que deveria lá estar gente do “mundo sindical”. Ninguém percebe a ausência do Carvalho da Silva, coitados julgam que fazem parte do Estado. Quanto ao entendimento, não compreendem. Mas eles já não se entenderam sobre quem é que paga a crise? Embora em sintonia, tem emoções distintas: enquanto a C2 se limita a mostrar o desânimo por essa ser a situação a D está visivelmente zangada. Na anterior sondagem diziam que precisavam de outro orçamento. Nesta, que precisavam de outro CE. Não há como contentar esta gente.

Os semanários e o Conselho de Estado

Citei o Público. Poderia citar o DN e outros jornais comentando a reunião do Conselho de Estado. Não posso citar nenhum dos semanários. Até à hora em que escrevo, não dizem peva sobre o que se terá dito em tanta hora de reunião. Estarão a investigar? Andarão às compras? Vamos ver ...

Nota: Este post está quase de acordo com o §2 da minha declaração de princípios: "Trarei para a minha agenda discursos ou posições partidárias sempre que a imprensa semanal deles faça omissão ou distorção". Só não está totalmente porque não previa que viesse a fazr sondagens!

30 janeiro, 2010

O Expresso esconde emoções causadas pelo Orçamento


Em 21 de Novembro passado, escrevia eu “Não só os títulos e textos são escolhidos para causar depressão, insegurança e outras emoções aos leitores. Na imprensa, a ilustração e a expressão dos rostos são formas complementares, mais indirectas e subliminares, para causarem uma sensação ou fazer passar mensagens. Veja-se, na imagem de baixo (Expresso de 5 de Dezembro), quanto é forte a impressão que fica de que Cavaco estará a passar severa reprimenda a Sócrates. Veja-se o reforço, feito com a paginação, ao se colocar um título que, não tendo nada a ver com a foto, sugere-se como sendo a sua legenda. Chega a ser genial, esta forma de “estruturar a opinião pública”.

Curiosamente, o Expresso de hoje, escondendo a cara a Teixeira dos Santos, tapa-lhe as emoções e dá prioridade às mãos. Mãos deste, daquele e da outra. Os rostos que aparecem, porque o Expresso também os publica, são de um modo geral, calmos ou em reflexão. Na verdade, temos que aceitar este orçamento… Na verdade, não temos que aumentar a raiva ou o desânimo dos que vão ter de pagar o défice, pondo caras sorridentes ou a deitar a lingua de fora... (ver o meu post de ontem),