20 maio, 2026

"QUEM PORFIA, MATA CAÇA!"


Sobre o que há três anos atrás se passou com as crianças daquela escola, já disse um dia . Mas nesse dia não disse tudo. Este poema, escrito e dito por duas crianças, além de me tocar fundo, fez-me assumir um compromisso: o de fazer, no resto da minha vida, um caminho preenchido pela escrita.

Obrigado Laura! Obrigado Guilherme! Obrigado por tão ternurenta oferta. Obrigado queridos meninos, por me apontarem o caminho!

Caminho que tenho andado a percorrer e hoje foi um dia que confirma que "Quem porfia, mata caça!" 

Porque o afirmo?
Depois digo!


18 maio, 2026

UMA OBRA COLETIVA QUE FARÁ PERDURAR A MEMÓRIA DAQUELA MADRUGADA QUE TODOS NÓS ESPERÁVAMOS ...

 


"25 de Abril de 1974. Dia já longínquo no plano histórico, próximo no significado"... "Mergulhar na memória desse dia e da sua vivência e fixá-la num breve texto foi o desafio lançado aos associados da Espaço e Memória, Associação Cultural de Oeiras. Os testemunhos recolhidos, agora reunidos em livro, diversos no modo o no sentir, expressam uma evocação colectiva aos 50 anos da Revolução de Abril" 
E assim se pode ler na abertura do livro, lançado do sábado passado (16/5) perante uma assistência bem atenta e participativa.


Se eu estava lá? Claro, podia lá eu faltar! 
Estava na sala e estou no livro... 





17 maio, 2026

ACABOU O CAMPEONATO E... VIVA O BENFICA!


Em tempos idos fui Roger e já tinha sido Mourinho (com alcunha adequada ao meu sangue mouro). Hoje só sei que nada sei e abandonei a cena de dar lições aos netos... 
... mas acho que,
por este andar
a tal cena devia regressar 
pois a lição
permanece como então.

(E viva o Benfica!)
 

16 maio, 2026

FALECEU ABEL MANTA? QUEM DISSE? (OS MEUS MORTOS NÃO MORREM!)

De Abel Manta guardo esta arte, para memória futura:

--
--
PREC - Processo Revolucionário Em Curso - Algo que aconteceu e onde, ingenuamente, muitos acreditaram que tudo ia correr bem
.
-
PEC - Plano de Estabilidade e Crescimento - Algo que vai acontecendo, de lamento em lamento
. -
-
- Parte do corpo dos humanos que insistem em dar aí o conhecido tiro, nos períodos eleitorais. A estes tudo corre mal
--
--
P - Inicial da palavra Pulhas em uso desde o PREC e aos quais tudo corre, ainda hoje, pelo melhor

.
Em 1974, Abel Manta desenhou o puzzle.
Eu vou lendo as siglas, sofrendo-lhe os efeitos

14 maio, 2026

COMO SABEM, NUNCA DESISTO DE UM OBJECTIVO! E VOCÊS SÃO TESTEMUNHAS DISSO! NÉ?

Sim, quando tenho um objetivo, insisto! Não deito a toalha ao chão! Falo agora do tal conto, "O Avião de Papel". Lembram-se? E lembram-se de vos ter falado em alguém, para ilustra-lo? Mas, por várias razões, esse objectivo ficou pelo caminho. 

Mas, como o tema das alterações climáticas está (dramaticamente) na ordem do dia, voltei à luta e já encontrei alguém que vai ser meu parceiro. Para se aperceberem do seu estilo, vejam só como é diverso.

Acho que ele encontrará um "Matias" digno de ser figurante e um "Senhor Inverno" com as brancas barbas bem adequadas às mensagens que dará ao mundo. Vejam bem!






13 maio, 2026

"QUANDO A CABEÇA NÃO TEM JUÍZO... O FUTURO É QUE PAGA" (ontem foi a última representação)

Como estarão lembrados, a estreia foi um espanto. E até ontem, o sucesso foi acumulando. Sucesso indissociável do respeito pelo guião (de que sou autor) por parte de Nuno Loureiro (que foi quem encenou) sem pôr de lado, antes pelo contrário, o desempenho dos actores do Grupo de Teatro Nova Morada. Mas só fará sentido falar em sucesso pela avaliação das crianças medida pelas suas reações, comentários e ovações. Foi tão giro!!!

Que pena não vos poder proporcionar uma visão alargada disso mesmo... fica aqui o que foi possível trazer-vos. 


A MÚSICA É DO ANTÓNIO VARIAÇÕES

A LETRA É MINHA

Quando a cabeça não tem juízo
Quando te esforças
Menos do que é preciso
O futuro é que paga
O futuro é que paga
Deixa-o pagar, deixa-o pagar
Se tu estás a gostar

Quando a cabeça não se liberta
Das graçolas, imitações
Toda essa distração, que te alegra
O futuro passa a coisa incerta
Cheia de privações, ilusões

Quando a cabeça passa a ter juízo
E usas o telemóvel só quando é preciso
O futuro é que ganha
O futuro é que ganha
E se esta canção te soa a incentivo
Então diz: vamos a isso
Vamos a isso
Vamos a isso
Pois passas a ter juízo

07 maio, 2026

POEMA, TENDO AINDA AS MULHERES COMO TEMA

 


Acordai
mulheres
que dormis
embaladas
por almas
desalmadas
desenhadas
nas passarelas da vaidade
nas capas das revistas
na ausência da cidade
na omissão dos dias
na mingua dos afectos
no silêncio da fome
que nos consome 

Acordai
almas de vestes finas
de fino recorte 
de lânguida aparência
na transparência
dos gestos ausentes
dos gestos dormentes
dos gestos mansos e quietos
das mulheres que dormem
em teu regaço

Acordai
Filhas, esposas,
mães
avós
  
Acordai
acordemos, todos nós

Rogério Pereira (Maio 2024)


04 maio, 2026

AINDA SOBRE O DIA DA MÃE (ou A dramática redução da natalidade e uma mão cheia de razões para explicar porque anda arredada a cegonha de tantos jovens casais)



Nos últimos tempos, e ainda agora, o tema da redução dramática da natalidade tem andado pelas páginas dos jornais sem que por lá ande, como devia, a reflexão sobre as causas. Proponho-me a isso, mesmo que não creia que as cegonhas sejam uma espécie em extinção, razão que basta para encontrar outras razões, que não essa.

Aqui vai uma mão cheia de razões:

03 maio, 2026

EM DIA DA MÃE, REEDITO O QUE SOOU TÃO BEM!

 
Estou sozinho no mar largo
Sem medo à noite cerrada
O minha mãe minha mãe
O minha mãe minha amada


José Afonso

Por vezes, da alma me sai
Falando a quem quero bem
Sou mais que teu pai
Sou mesmo quase tua mãe

Rogério Pereira

«Quem estava não tinha procurado a praia e fazia o que sempre ali se fazia, conversava. Conversava, de tudo e de nada até que, pela frequência com que passavam flores, o velho engenheiro, comentou o dia e o negócio que proporciona, dissertando pelo consumismo. Depois falámos de mães e de mulheres, de mulheres e de mães, a seguir de nossas filhas e das mães delas. Não falámos de nós a não ser por falarmos delas e percebemos quanto as admirávamos sem lhes endereçar um só adjectivo e ficando os elogios perdidos no que cada um ao outro contava. Antes de irmos, cada um à sua vida, deixámos quase sentenças:

- "Somos a mãe que tivemos", sentenciou ele.
- "Não é boa mãe quem quer, mas quem soube e o pode ser", disse, antes de me despedir.»
reeditado com pequenos acertos, de conversas antigas


____

01 maio, 2026

MAIS UM 1º DE MAIO... SE ESTIVE LÁ? PODIA LÁ EU FALTAR!?

Foi em 1962, tinha eu 17 anos e em pleno regime fascista, que soube que o 1º de Maio existia e até o celebrei (como já aqui lembrei).

E foi tal memória que me fez "dar corda aos sapatos" e lá ir. Não, não fui ao desfile, pois o "caruncho" me impede de tal. Fui à Fonte Luminosa e fiz bem em tê-lo feito. Minha Alma, sentiu a luta e Eu  cruzei-me com muitos camaradas e amigos. Visitei o stand do MURPI - Movimento Unitário dos Reformados, Pensionistas e Idosos e fiz questão de que nos tirassem esta foto, para memória futura de uma luta.  Plantámos essa luta num vaso. De lá, todos esperamos, nascerá um cravo. Um Cravo de Abril!