04 maio, 2014

Geração sentada, conversando na esplanada - 61 (seremos a mãe que tivemos)

(ler conversa anterior) 
Estou sózinho no mar largo
Sem medo à noite cerrada
O minha mãe minha mãe
O minha mãe minha amada

José Afonso (ouvir)

Por vezes, da alma me sai  
Falando a quem quero bem
Sou mais que teu pai
Sou quase tua mãe
Rogério Pereira

Quem estava não tinha procurado a praia e fazia o que sempre ali se fazia, conversava. Conversava, de tudo e de nada até que, pela frequência com que passavam flores, o velho engenheiro, comentou o dia e o negócio que proporciona, dissertando pelo consumismo. Depois falámos de mães e de mulheres, de mulheres e de mães, a seguir de nossas filhas e das mães delas. Não falámos de nós a não ser por falarmos delas e percebemos quanto as admirávamos sem lhes endereçar um só adjectivo e ficando os elogios perdidos no que cada um ao outro contava. Antes de irmos, cada um à sua vida, deixámos quase sentenças:
- "Somos a mãe que tivemos", sentenciou ele.
- "Não é mãe quem quer, mas quem soube ser", disse, antes de me despedir.

12 comentários:

São disse...

Gostei do texto, mas não concordo com a conclusão: antes assim fosse, porque na esmagadora maioria dos casos os resultados seriam muito razoáveis.

Bom resto de domingo

Fê blue bird disse...

Ser mãe para mim é tudo!
Concordo plenamente com a conclusão.

beijinho

Ana Tapadas disse...

Será sempre a palavra mágica!

Tenho um filho maravilhoso, mas sei que a São tem razão...

Beijo

Rogerio G. V. Pereira disse...

A discordância é o caminho mais curto para a descoberta de novas verdades... Querer um filho, não tem o mesmo significado de querer ser mãe... ser mãe é sabedoria de mulher, que nem toda a mulher quer...

Sónia M. disse...

"Somos a mãe que tivemos"
Concordo. O que me leva a concordar também com a "sentença" final.

Bom inicio de semana.

Abraço.

Rosa dos Ventos disse...

Se eu fosse a mãe que tive era bem mais completa do que sou!

Abraço

Lídia Borges disse...


Em matéria de Amor, as (MÃES) são demasiado preocupadas e possessivas, dizem os filhos crescidos...

É tão bom ter de quem ser, assim, sem razões ou condições!

Um beijo

Maria João Brito de Sousa disse...

Umas vezes sim, meu amigo, outras... não...

Se eu fosse a mãe que tive, seria bem mais bonita mas não saberia escrever uma única quadra, eheheh...


O meu abraço!

jrd disse...

Quantas "Mães" há que o saberiam ser e não as deixam?!

Carlos Barbosa de Oliveira disse...

A conversa foi boa, mas acompanho a São no concernente à conclusão.

Carlos Barbosa de Oliveira disse...

A conversa foi boa, mas acompanho a São no concernente à conclusão

Majo disse...

~
~ Mãe não determina todo os carateres congénitos que definem uma índole ou personalidade.
~ Nem tudo é educação. A mesma mãe, pode educar um bem sucedido e um marginal.
~ Há mães que sofrem muitíssimo.