15 junho, 2026

MARIA JOÃO, COM DIAGNÓSTICO MUITO, MUITO RESERVADO

 


Hoje, ao fim da manhã, levei-a ao Centro de Saúde para a análise semanal (o pica-no-dedo) e o resultado não podia ser mais inquietante, pelo que lhe foi de imediato marcada consulta urgente no inicio da tarde.
Vista pela médica, o diagnóstico foi o pior de ser ouvido: "não há nada a fazer pois o que devia ser feito já o foi e esperemos que resulte".
Liguei-lhe agora. Conversámos. Deu para perceber que não estava desesperada...

Ocorre-me passar para aqui as quadras que nos deixou ontem:
Perdoa-me, qu`rido neto
Se me abandonou a Musa:
É bem duro ser cateto
Pra quem foi hipotenusa!
*
Perdoai-me vós, amigos
Que há tanto tempo não vejo:
Sofro o pior dos castigos
E mais castigos prevejo...
*
Perder a voz sem estar rouca
Não me agrada mesmo nada:
Pra vós será coisa pouca,
Mas sou eu quem está tramada...
*
Abro agora uma excepção
Por Santo António e meu neto
E pra pedir-vos perdão
De incumprir quanto prometo..


13 junho, 2026

ACREDITEM, OU NÃO, SANTO ANTÓNIO VOLTOU A SER CAMPEÃO (em 2025)


A desgarrada mais bela que me foi dada 
segundo a eleição do ano passado
que aqui se repete integrando o que lhe fora acrescentado


  ENTÃO, MEU DESAFIO, FOI ASSIM
Ora dá cá uma quadra
Que eu te dou um manjerico
Terás tua alma perfumada
E eu ficarei bem mais rico 
FOI ASSIM, DESGARRADA 
E eu ficarei bem mais rica
E melhor acompanhada
Seremos dois passarinhos
Em conversa adocicada
Da Fê Blue-bird

Uma quadra lhe vou dar
Gostava que a achasse bonita
Seu manjerico me perfuma
Fique com o perfume da Janita.
Da Janita

Ao Rogério deixo uma quadra
e vou levar um manjerico
não levo mais nada
mas deixo um beijito!
Da Manuela

Os líricos, ai os líricos
Não quero amor imenso
Não quero imensa paixão
Quero apenas um manjericão!
Da ematejoca

Meu amigo Rogério
Quero dois manjericos
Do seu lindo e vasto império
Sem imaginar namoricos.
Da Catarina

Uma quadra é muito pouco
Para um poeta tão querido
Mas se o pedido são quatro versos
Deixo-os e levo o manjerico.
Da Gisa

Era uma vez um santinho
Que gostava de pregar.
Não lhe deram cavaquinho…
Contra a maré, foi remar.
Do Rui Pascoal

Santo António sem saber 
era muito pobrezinho
Desde sempre ouviu pedir
Para si um tostãozinho

Sem nunca ver o fruto
De peditório tão antigo
Santo António está de luto
e a bem dizer... Perdido!
Da Lídia Borges (2)

Uma quadra enquadrada
num espaço que é janela
por feia e mal engendrada
acaba por ficar bela
Da Manuela Araújo

O manjerico levo, então
Vou daqui mais perfumada
A caminho do S. João
E de mais uma noitada
Da Filoxera

A minha negação para rimas
Abstém-me de participar
Desculpa lá Rogérito
Os manjericos não levar
Da Tite

Rogerito, meu amigo,
Até me pões a rimar!
Cheguei tarde e já tenho
Manjerico p'ra levar...
Da Carol
... E VENHA DE LÁ MAIS UMA QUADRA,
AGORA COM OUTRO  MOTE

Cantigas de portugueses
São como barcos no mar —
Vão de uma alma para outra
Com riscos de naufragar.

E FORAM ESTAS AS RESPOSTAS AO DESAFIO EM 2025

Ontem foi o dia de Santo Antônio,
De amor e fé, ele é o irmão. 
Com o seu nome de nascença, Fernando, 
Protege a todos com coração na mão.

Com riscos de naufragar
Estou eu ficando agora
Santo António já se foi
Mas São João não demora.

O fascismo é uma minhoca
Que se infiltra na maçã
Ou vem com botas cardadas
Ou com pezinhos de lã.”

Estando os oceanos cheios
De barquinhos naufragados,
Sobem-me à alma receios
De estarmos todos lixados

Ó meu rico Santo António 
Ajudai-me, p'las alminhas
Nem com o som do harmónio 
Eu consigo umas riminhas.

Vem compor quadras comigo, 
Santo António de Lisboa!
Cabe sempre um novo amigo
Nas quadras que a gente entoa.

Nas quadras que a gente entoa
Se o Santo António ajudar
Lisboa ficará mais bela
E nas Marchas irei brilhar.

"Nas marchas irei brilhar"
Ainda que de andarilho...
O meu tem rodas pr`andar
E dar à marcha algum brilho 😊

Pregou Santo António ao peixes
E os peixes deram-lhe ouvidos...
Tem paciência e não te queixes:
Não houve mortos nem feridos.... 

Pregou Santo António aos peixes
E os peixes deram-lhe ouvidos...
O cardume suplicou que te queixes
Pois há milhares de mortos e feridos


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Se quiserem saber a autoria de cada quadra terão que ir ver os comentários de então
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12 junho, 2026

VÉSPERA DE STº ANTÓNIO EM CHEIO E MAIS NÃO DIGO (AMANHÃ HÁ MANJERICO!)

ESTA FOTO NÃO ESTÁ MÁ
ORA ADIVINHEM QUEM LÁ ESTÁ

Lá no bairro onde mora a Minha Mai Nova, houve música de palco, grelhada mista, sardinhada e... muita sangria. 
Minha cunhada (irmã da "não-ausente") foi a presença surpresa, bem surpreendente. Com ela ia toda a sua família, que não é surpresa nenhuma se vos disser que a adoptei como minha.

10 junho, 2026

DIA DE PORTUGAL


GOSTEI DO DISCURSO DE SEGURO
E NÃO FUI SÓ EU... ORA VEJA AQUI
Pena é que a Tribuna tivesse mais gente do que povo presente.


 

09 junho, 2026

FOI TÃO GIRO, AQUILO... LÁ NA "FEIRA DO LIVRO"


 E no domingo, lá fui à "Feira do Livro" e fui ver o  CORO DE LEITURA EM VOZ ALTA - CLEVA OEIRAS

“O desaparecimento da leitura em voz alta é muito estranho. (…) Já não há o direito de colocar as palavras na boca antes de as meter na cabeça? Já não há ouvidos? Já não há música? Já não há saliva? As palavras já não sabem a nada? O que é que se passa? (…) Venham soprar nos nossos livros! As palavras precisam de corpo! Os nossos livros precisam de ter vida!”
Daniel Pennac in “Como um romance”
Um coro de vozes leitoras. Um coro, não para cantar mas para ler. Lemos livros a várias vozes e construimos novos universos sonoros. Lemos em voz alta em conjunto. Produzimos novos sentidos a partir de um texto utilizando um colectivo de vozes. Acentuamos ou diluímos uma emoção, destacamos ou escondemos um significado, damos um som harmonioso, polifónico, emocionante, às páginas da literatura.
Um coro para todas as idades, um coro para todos

08 junho, 2026

CADA VEZ GOSTO MAIS DO FERNANDO... PESSOA

Ora leiam:
"Desde sempre houve escritores e poetas que escreveram sobre política, desde sempre houve literatura mais ou menos empenhada politicamente, mas no século XX essa tendência aumentou, com o surgimento de escritores e poetas associados a diferentes ideais ou ideologias políticas, e com desejo de intervenção sobre as injustiças sociais, como por exemplo na Alemanha, Bertolt Brech, Ernst Jünger, em França, André Malraux, Jean-Paul Sartre, nos Estados Unidos, Ezra Pound, em Espanha, Garcia Lorca, em Portugal, José Gomes Ferreira, Ary dos Santos, José Saramago, Manuel Alegre, etc. 

Quando se trata de poetas, geralmente a sua atitude empenhada politicamente surpreende, pois existe na opinião pública a tendência para considerar os poetas como indivíduos solitários e contemplativos, pouco interessados no mundo da ação, e muito menos na ação política. No entanto, existe um conjunto bem significativo de poetas e de escritores também interessados nos problemas políticos do seu tempo, e mesmo nos problemas políticos do passado, estando atentos aos conflitos e às grandes lutas do seu tempo, mas também aos ideais políticos de sempre, como por exemplo a busca pela liberdade. 

Certamente que por vezes é difícil considerar um texto como político. Se defendermos a tese de que toda literatura tem impacto social, e que por isso toda a literatura é política, então até mesmo um poema pastoril, ou um poema sobre o amor, são políticos. Ora, há que distinguir entre textos literários com impacto político (por exemplo os poemas homeoeróticos de António Botto, que tiveram impacto político no seu tempo, ao serem proibidos pelos políticos de então), e textos literários sobre temas políticos (por exemplo sobre uma revolução). Um livro ou um texto pode ser sobre o erotismo, e não ser um livro ou um texto erótico, assim como pode ser sobre a religião, e não ser um livro ou um texto religioso. No entanto, no caso da política a situação é diferente, pois é difícil que um texto seja sobre política (por exemplo uma História das ideias políticas), e não seja também um texto político, isto é, que não contenha uma visão política do autor, sobre os problemas tratados."

 Continuar a ler aqui

06 junho, 2026

AÍ VEM O NOSSO "PIQUENICÃO"! VENHAM PARTICIPAR! (OU APENAS VENHAM VER COMO É)


Para terem uma ideia, nas edições nacionais do Piquenicão do MURPI - Movimento Unitário de Reformados, pensionistas e Idosos, costumam juntar-se mais de 50 grupos de cantares, corais, música e ginástica provenientes das várias associações de reformados de todo o país. Estima-se que estarão connosco, no Jardim Municipal de Oeiras, mais de 4 000 pessoas vindas de todos os distritos...

Se eu vou lá estar? Claro!, e até faço parte do grupo que está a organizar a coisa...



 

04 junho, 2026

NAS FESTAS DE OEIRAS (EXIBINDO ARTES)


 E já lá vão seis dias, comigo preenchendo dois horários de escala,
e abordando a gente que passa...
(apenas vendi um livro)

01 junho, 2026

REDAÇÕES DO ROGERITO - 63 (DIA MUNDIAL DA CRIANÇA)

Eu gosto muito do Dia Mundial da Criança pois se não houvesse este dia seria porque o Mundo já não teria crianças e porque o que há de melhor no Mundo são as crianças e sem crianças o Mundo nem devia existir mas até nem sei se um dia isso não venha a acontecer e o Mundo já sem crianças venha a desaparecer.
Tenho esse medo pois todo o mundo comemora o dia mas cada país à sua maneira e sendo em datas diferentes eu só me sentiria seguro e feliz se partisse de mala aviada e fosse festejar essa data numa só viagem passeando pelo Irão por Israel e chegasse aos Estados (des)Unidos para dizer ao senhor Trump que por ali não havia mais guerra e as crianças estavam em festa .
Na impossibilidade de fazer tal viagem e porque não posso impor uma data comum fica assim arrumada a tal carta da ONU onde se inscrevem os direitos todos sem que esteja assegurado direito algum.

AFINAL... MONTENEGRO FOI REELEITO POR UMA GRITANTE ABSTENÇÃO DO PSD! E A IMPRENSA DISFARÇA...


... a mim, bastou-me sete segundos para caçar o facto a que a imprensa passa ao lado! Oiçam e façam lá as contas! Vá!

 

27 maio, 2026

SE ELES ESTÃO COM CUBA, POSSO LÁ EU FICAR DE FORA?!


"A canção usa o sonho com cobras como uma metáfora para os problemas, as opressões ou os inimigos quotidianos que tentam silenciar as transformações sociais. O ponto mais célebre da música é a inclusão de um poema do dramaturgo alemão Bertolt Brecht, recitado ou cantado na faixa"
Sacado de um comentário da Ematejoca

24 maio, 2026

EU REFORMADO? (NUNCA TRABALHEI TANTO NA VIDA)


A minha Associação foi convidada por esta outra. E fui em sua representação! E julgam que fiquei sentado, a ouvir extasiado o som maravilhoso que emanava daqueles instrumentos, do violino à guitarra? Nem pensem!
Dei-me ao trabalho!
E vejam o resultado!

22 maio, 2026

ESTE MUNDO, SEM NÓS, TERÁ UM TRISTE DESTINO

Cito, adaptando o que está escrito, "Não guardamos os sonhos só para nós. Atiramos os nossos ao ar... deixamos que o vento os leve e que longe, muito longe, alguém os agarre e possa também sonhar."

Boletim da Desenhando Sonhos que está sendo distribuído em Oeiras

Triste, muito triste mesmo, é dar-nos conta de que neste mundo há quem nos destrua os sonhos que fazemos sonhar! Hora, vejam...


ESTE MUNDO, SEM NÓS, TERÁ UM TRISTE DESTINO



20 maio, 2026

"QUEM PORFIA, MATA CAÇA!"


Sobre o que há três anos atrás se passou com as crianças daquela escola, já disse um dia . Mas nesse dia não disse tudo. Este poema, escrito e dito por duas crianças, além de me tocar fundo, fez-me assumir um compromisso: o de fazer, no resto da minha vida, um caminho preenchido pela escrita.

Obrigado Laura! Obrigado Guilherme! Obrigado por tão ternurenta oferta. Obrigado queridos meninos, por me apontarem o caminho!

Caminho que tenho andado a percorrer e hoje foi um dia que confirma que "Quem porfia, mata caça!" 

Porque o afirmo?
Depois digo!


18 maio, 2026

UMA OBRA COLETIVA QUE FARÁ PERDURAR A MEMÓRIA DAQUELA MADRUGADA QUE TODOS NÓS ESPERÁVAMOS ...

 


"25 de Abril de 1974. Dia já longínquo no plano histórico, próximo no significado"... "Mergulhar na memória desse dia e da sua vivência e fixá-la num breve texto foi o desafio lançado aos associados da Espaço e Memória, Associação Cultural de Oeiras. Os testemunhos recolhidos, agora reunidos em livro, diversos no modo o no sentir, expressam uma evocação colectiva aos 50 anos da Revolução de Abril" 
E assim se pode ler na abertura do livro, lançado do sábado passado (16/5) perante uma assistência bem atenta e participativa.


Se eu estava lá? Claro, podia lá eu faltar! 
Estava na sala e estou no livro... 





17 maio, 2026

ACABOU O CAMPEONATO E... VIVA O BENFICA!


Em tempos idos fui Roger e já tinha sido Mourinho (com alcunha adequada ao meu sangue mouro). Hoje só sei que nada sei e abandonei a cena de dar lições aos netos... 
... mas acho que,
por este andar
a tal cena devia regressar 
pois a lição
permanece como então.

(E viva o Benfica!)
 

16 maio, 2026

FALECEU ABEL MANTA? QUEM DISSE? (OS MEUS MORTOS NÃO MORREM!)

De Abel Manta guardo esta arte, para memória futura:

--
--
PREC - Processo Revolucionário Em Curso - Algo que aconteceu e onde, ingenuamente, muitos acreditaram que tudo ia correr bem
.
-
PEC - Plano de Estabilidade e Crescimento - Algo que vai acontecendo, de lamento em lamento
. -
-
- Parte do corpo dos humanos que insistem em dar aí o conhecido tiro, nos períodos eleitorais. A estes tudo corre mal
--
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P - Inicial da palavra Pulhas em uso desde o PREC e aos quais tudo corre, ainda hoje, pelo melhor

.
Em 1974, Abel Manta desenhou o puzzle.
Eu vou lendo as siglas, sofrendo-lhe os efeitos

14 maio, 2026

COMO SABEM, NUNCA DESISTO DE UM OBJECTIVO! E VOCÊS SÃO TESTEMUNHAS DISSO! NÉ?

Sim, quando tenho um objetivo, insisto! Não deito a toalha ao chão! Falo agora do tal conto, "O Avião de Papel". Lembram-se? E lembram-se de vos ter falado em alguém, para ilustra-lo? Mas, por várias razões, esse objectivo ficou pelo caminho. 

Mas, como o tema das alterações climáticas está (dramaticamente) na ordem do dia, voltei à luta e já encontrei alguém que vai ser meu parceiro. Para se aperceberem do seu estilo, vejam só como é diverso.

Acho que ele encontrará um "Matias" digno de ser figurante e um "Senhor Inverno" com as brancas barbas bem adequadas às mensagens que dará ao mundo. Vejam bem!






13 maio, 2026

"QUANDO A CABEÇA NÃO TEM JUÍZO... O FUTURO É QUE PAGA" (ontem foi a última representação)

Como estarão lembrados, a estreia foi um espanto. E até ontem, o sucesso foi acumulando. Sucesso indissociável do respeito pelo guião (de que sou autor) por parte de Nuno Loureiro (que foi quem encenou) sem pôr de lado, antes pelo contrário, o desempenho dos actores do Grupo de Teatro Nova Morada. Mas só fará sentido falar em sucesso pela avaliação das crianças medida pelas suas reações, comentários e ovações. Foi tão giro!!!

Que pena não vos poder proporcionar uma visão alargada disso mesmo... fica aqui o que foi possível trazer-vos. 


A MÚSICA É DO ANTÓNIO VARIAÇÕES

A LETRA É MINHA

Quando a cabeça não tem juízo
Quando te esforças
Menos do que é preciso
O futuro é que paga
O futuro é que paga
Deixa-o pagar, deixa-o pagar
Se tu estás a gostar

Quando a cabeça não se liberta
Das graçolas, imitações
Toda essa distração, que te alegra
O futuro passa a coisa incerta
Cheia de privações, ilusões

Quando a cabeça passa a ter juízo
E usas o telemóvel só quando é preciso
O futuro é que ganha
O futuro é que ganha
E se esta canção te soa a incentivo
Então diz: vamos a isso
Vamos a isso
Vamos a isso
Pois passas a ter juízo

07 maio, 2026

POEMA, TENDO AINDA AS MULHERES COMO TEMA

 


Acordai
mulheres
que dormis
embaladas
por almas
desalmadas
desenhadas
nas passarelas da vaidade
nas capas das revistas
na ausência da cidade
na omissão dos dias
na mingua dos afectos
no silêncio da fome
que nos consome 

Acordai
almas de vestes finas
de fino recorte 
de lânguida aparência
na transparência
dos gestos ausentes
dos gestos dormentes
dos gestos mansos e quietos
das mulheres que dormem
em teu regaço

Acordai
Filhas, esposas,
mães
avós
  
Acordai
acordemos, todos nós

Rogério Pereira (Maio 2024)


04 maio, 2026

AINDA SOBRE O DIA DA MÃE (ou A dramática redução da natalidade e uma mão cheia de razões para explicar porque anda arredada a cegonha de tantos jovens casais)



Nos últimos tempos, e ainda agora, o tema da redução dramática da natalidade tem andado pelas páginas dos jornais sem que por lá ande, como devia, a reflexão sobre as causas. Proponho-me a isso, mesmo que não creia que as cegonhas sejam uma espécie em extinção, razão que basta para encontrar outras razões, que não essa.

Aqui vai uma mão cheia de razões:

03 maio, 2026

EM DIA DA MÃE, REEDITO O QUE SOOU TÃO BEM!

 
Estou sozinho no mar largo
Sem medo à noite cerrada
O minha mãe minha mãe
O minha mãe minha amada


José Afonso

Por vezes, da alma me sai
Falando a quem quero bem
Sou mais que teu pai
Sou mesmo quase tua mãe

Rogério Pereira

«Quem estava não tinha procurado a praia e fazia o que sempre ali se fazia, conversava. Conversava, de tudo e de nada até que, pela frequência com que passavam flores, o velho engenheiro, comentou o dia e o negócio que proporciona, dissertando pelo consumismo. Depois falámos de mães e de mulheres, de mulheres e de mães, a seguir de nossas filhas e das mães delas. Não falámos de nós a não ser por falarmos delas e percebemos quanto as admirávamos sem lhes endereçar um só adjectivo e ficando os elogios perdidos no que cada um ao outro contava. Antes de irmos, cada um à sua vida, deixámos quase sentenças:

- "Somos a mãe que tivemos", sentenciou ele.
- "Não é boa mãe quem quer, mas quem soube e o pode ser", disse, antes de me despedir.»
reeditado com pequenos acertos, de conversas antigas


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01 maio, 2026

MAIS UM 1º DE MAIO... SE ESTIVE LÁ? PODIA LÁ EU FALTAR!?

Foi em 1962, tinha eu 17 anos e em pleno regime fascista, que soube que o 1º de Maio existia e até o celebrei (como já aqui lembrei).

E foi tal memória que me fez "dar corda aos sapatos" e lá ir. Não, não fui ao desfile, pois o "caruncho" me impede de tal. Fui à Fonte Luminosa e fiz bem em tê-lo feito. Minha Alma, sentiu a luta e Eu  cruzei-me com muitos camaradas e amigos. Visitei o stand do MURPI - Movimento Unitário dos Reformados, Pensionistas e Idosos e fiz questão de que nos tirassem esta foto, para memória futura de uma luta.  Plantámos essa luta num vaso. De lá, todos esperamos, nascerá um cravo. Um Cravo de Abril!






30 abril, 2026

O MEU LIVRO ESGOTOU? OU SERÁ QUE AINDA HÁ, LÁ ONDE O DEIXEI À VENDA?



Nas Galerias do Alto da Barra, há uma livraria e uma tabacaria. O livro esgotou na livraria e na tabacaria, hoje de manhã, restavam  três exemplares.
Ou vai a correr, amanhã de manhã, e ainda tem oportunidade de agarrar um ou terá que esperar pelas Festas de Oeiras... 
 

29 abril, 2026

CARTA-ABERTA AO MUNDO


CARTA ABERTA AO MUNDO

(autora: Ykay Romay, cubana, 2026)

“À humanidade inteira, às mães do mundo, aos médicos sem fronteiras, aos jornalistas com dignidade, aos governos que ainda acreditam na justiça:

O meu nome é milhões. Não tenho apelidos conhecidos nem acusações relevantes. Sou uma cubana comum. Uma filha, uma irmã, uma patriota. E escrevo isto com a alma rasgada e as mãos a tremer, porque o que o meu povo vive hoje não é uma crise. É um assassinato lento, calculado e friamente executado a partir de Washington.

E o mundo olha para o outro lado.

DENÚNCIA PELOS MEUS AVÓS:

Denuncio que, em Cuba, há idosos que morrem prematuramente porque o bloqueio impede a chegada de medicamentos para o coração, para a tensão arterial, para a diabetes. Não é falta de recursos. É uma proibição deliberada. Empresas que querem vender a Cuba são multadas, perseguidas, ameaçadas. Os seus governos permanecem em silêncio. E, enquanto isso, um avô cubano aperta o peito e espera. A morte não avisa. O bloqueio, sim.

DENÚNCIA PELOS MEUS FILHOS:

Denuncio que há incubadoras em Cuba que tiveram de ser desligadas por falta de combustível. Que há recém-nascidos a lutar pela vida enquanto o governo dos EUA decide quais países nos podem vender petróleo e quais não podem. Que há mães cubanas que veem a vida dos seus filhos ameaçada porque uma ordem assinada num escritório em Washington vale mais do que o choro de um bebé a 90 milhas da sua costa.

Onde está a comunidade internacional? Onde estão as organizações que tanto defendem a infância? Ou será que as crianças cubanas não merecem viver?

DENÚNCIA POR FOME INTENCIONAL:

Denuncio que o bloqueio é fome programada. Não é que falte comida — é que nos impedem de a comprar. É que navios com alimentos são perseguidos. As transações bancárias são bloqueadas. As empresas que nos vendem cereais, frango ou leite são sancionadas.

A fome em Cuba não é um acidente. É uma política de Estado do governo dos EUA, refinada ao longo de 60 anos, atualizada por cada administração, reforçada por Donald Trump e executada com zelo por Marco Rubio.

Eles chamam a isto “pressão económica”. Eu chamo-lhe terrorismo pela fome.

DENÚNCIA PELOS MEUS MÉDICOS:

Denuncio que os nossos médicos — os mesmos que salvaram vidas durante a pandemia enquanto o mundo inteiro colapsava — hoje não têm seringas, nem anestesia, nem equipamento de raio-X. Não porque não saibamos produzi-los. Não porque não tenhamos talento. Mas porque o bloqueio nos impede de aceder a insumos, peças e tecnologia.

Os nossos cientistas criaram cinco vacinas contra a COVID-19. Cinco. Sem ajuda de ninguém. Contra tudo e contra todos. Contra o bloqueio e contra a desinformação. E, ainda assim, o império castiga-nos por termos conseguido.

AO MUNDO DIGO:

Cuba não pede esmola.

Cuba não pede soldados.

Cuba não pede que a amem.

Cuba pede justiça. Nada mais. Nada menos.

Peço que deixem de normalizar o sofrimento do meu povo.

Peço que chamem o bloqueio pelo nome: CRIME DE LESA-HUMANIDADE.

Peço-vos que não se deixem enganar pelo discurso do “diálogo” e da “democracia” enquanto nos apertam o pescoço.

Não queremos caridade. Queremos que nos deixem viver.

Aos governos cúmplices que se calam:

A história irá julgá-los.

À comunicação social que mente:

A verdade encontra sempre caminho.

Aos que assinam sanções:

O povo cubano não esquece nem perdoa.

Aos que ainda têm humanidade no peito:

Olhem para Cuba. Vejam o que lhe estão a fazer. E perguntem a si próprios: de que lado da história quero estar?

Desta pequena ilha, com uma dignidade gigante,

Uma cubana que se recusa a render-se.

 

SE ESTE TEXTO TE TOCOU, PARTILHA.


 

27 abril, 2026

SE EU UM DIA VOU PARAR? CLARO! NINGUÉM É ETERNO!


A cena reporta-se a mais uma sessão comemorativa do 25 de Abril. Foi ontem, na Quinta da Atalaia e o momento ilustra o meu agradecimento ao GREECAM (que organizou) e ao Coronel Baptista Alves pelo seu bem documentado testemunho de como um golpe militar virou revolução. 

Seremos sempre, a memória que temos!

25 abril, 2026

19 abril, 2026

DIÁLOGOS AO DOMINGO - 1 (uma visita a hora imprópria)

 


Alguém (batendo à porta) - Truz! Truz!

Meu Contrário (em tom de gozo) - Batem leve! Levemente! Como quem chama por mim...

Minha Alma (interrompendo em voz aflita) - Conheço o toque! Não abras! É a solidão a querer invadir-te!

Eu ( em tom tranquilo) - Tenham calma! Vou abrir! Talvez a solidão precise da nossa companhia...

16 abril, 2026

HOJE... ACREDITEM OU NÃO... SINTO-ME LEÃO!


 É verdade! Senti-me Leão! Senti-me o Papa, não por saudar sorrindo aquele povo africano como eu já há muito fiz, mas por deixar isto dito:

"O mundo está a ser devastado por um punhado de tiranos”

Talvez lhe ligue para lhe dizer, citando Einstein:

"O mundo não será destruído por aqueles que fazem o mal, mas por aqueles que os olham e não fazem nada" 

 

09 abril, 2026

... E, COM O LANÇAMENTO DO MEU LIVRINHO, TRAGO SURPRESA!

 Começo por lembrar que é já no próximo domingo, dia 12 e à mesma hora. 

A grande novidade é que... ora veja, 


É mais que um prémio!
Não falte e traga 
consigo
também
mais alguém
que me queira bem

Até lá