04 maio, 2026
AINDA SOBRE O DIA DA MÃE (ou A dramática redução da natalidade e uma mão cheia de razões para explicar porque anda arredada a cegonha de tantos jovens casais)
03 maio, 2026
EM DIA DA MÃE, REEDITO O QUE SOOU TÃO BEM!
Estou sozinho no mar largo
Sem medo à noite cerrada
O minha mãe minha mãe
O minha mãe minha amada
José Afonso
Por vezes, da alma me sai
Falando a quem quero bem
Sou mais que teu pai
Sou mesmo quase tua mãe
Rogério Pereira
«Quem estava não tinha procurado a praia e fazia o que sempre ali se fazia, conversava. Conversava, de tudo e de nada até que, pela frequência com que passavam flores, o velho engenheiro, comentou o dia e o negócio que proporciona, dissertando pelo consumismo. Depois falámos de mães e de mulheres, de mulheres e de mães, a seguir de nossas filhas e das mães delas. Não falámos de nós a não ser por falarmos delas e percebemos quanto as admirávamos sem lhes endereçar um só adjectivo e ficando os elogios perdidos no que cada um ao outro contava. Antes de irmos, cada um à sua vida, deixámos quase sentenças:
- "Somos a mãe que tivemos", sentenciou ele.- "Não é boa mãe quem quer, mas quem soube e o pode ser", disse, antes de me despedir.»
reeditado com pequenos acertos, de conversas antigas
01 maio, 2026
MAIS UM 1º DE MAIO... SE ESTIVE LÁ? PODIA LÁ EU FALTAR!?
Foi em 1962, tinha eu 17 anos e em pleno regime fascista, que soube que o 1º de Maio existia e até o celebrei (como já aqui lembrei).
E foi tal memória que me fez "dar corda aos sapatos" e lá ir. Não, não fui ao desfile, pois o "caruncho" me impede de tal. Fui à Fonte Luminosa e fiz bem em tê-lo feito. Minha Alma, sentiu a luta e Eu cruzei-me com muitos camaradas e amigos. Visitei o stand do MURPI - Movimento Unitário dos Reformados, Pensionistas e Idosos e fiz questão de que nos tirassem esta foto, para memória futura de uma luta. Plantámos essa luta num vaso. De lá, todos esperamos, nascerá um cravo. Um Cravo de Abril!
30 abril, 2026
O MEU LIVRO ESGOTOU? OU SERÁ QUE AINDA HÁ, LÁ ONDE O DEIXEI À VENDA?
29 abril, 2026
CARTA-ABERTA AO MUNDO
CARTA ABERTA AO MUNDO
(autora: Ykay Romay, cubana, 2026)
“À humanidade inteira, às mães do mundo, aos médicos sem fronteiras, aos jornalistas com dignidade, aos governos que ainda acreditam na justiça:
O meu nome é milhões. Não tenho apelidos conhecidos nem acusações relevantes. Sou uma cubana comum. Uma filha, uma irmã, uma patriota. E escrevo isto com a alma rasgada e as mãos a tremer, porque o que o meu povo vive hoje não é uma crise. É um assassinato lento, calculado e friamente executado a partir de Washington.
E o mundo olha para o outro lado.
DENÚNCIA PELOS MEUS AVÓS:
Denuncio que, em Cuba, há idosos que morrem prematuramente porque o bloqueio impede a chegada de medicamentos para o coração, para a tensão arterial, para a diabetes. Não é falta de recursos. É uma proibição deliberada. Empresas que querem vender a Cuba são multadas, perseguidas, ameaçadas. Os seus governos permanecem em silêncio. E, enquanto isso, um avô cubano aperta o peito e espera. A morte não avisa. O bloqueio, sim.
DENÚNCIA PELOS MEUS FILHOS:
Denuncio que há incubadoras em Cuba que tiveram de ser desligadas por falta de combustível. Que há recém-nascidos a lutar pela vida enquanto o governo dos EUA decide quais países nos podem vender petróleo e quais não podem. Que há mães cubanas que veem a vida dos seus filhos ameaçada porque uma ordem assinada num escritório em Washington vale mais do que o choro de um bebé a 90 milhas da sua costa.
Onde está a comunidade internacional? Onde estão as organizações que tanto defendem a infância? Ou será que as crianças cubanas não merecem viver?
DENÚNCIA POR FOME INTENCIONAL:
Denuncio que o bloqueio é fome programada. Não é que falte comida — é que nos impedem de a comprar. É que navios com alimentos são perseguidos. As transações bancárias são bloqueadas. As empresas que nos vendem cereais, frango ou leite são sancionadas.
A fome em Cuba não é um acidente. É uma política de Estado do governo dos EUA, refinada ao longo de 60 anos, atualizada por cada administração, reforçada por Donald Trump e executada com zelo por Marco Rubio.
Eles chamam a isto “pressão económica”. Eu chamo-lhe terrorismo pela fome.
DENÚNCIA PELOS MEUS MÉDICOS:
Denuncio que os nossos médicos — os mesmos que salvaram vidas durante a pandemia enquanto o mundo inteiro colapsava — hoje não têm seringas, nem anestesia, nem equipamento de raio-X. Não porque não saibamos produzi-los. Não porque não tenhamos talento. Mas porque o bloqueio nos impede de aceder a insumos, peças e tecnologia.
Os nossos cientistas criaram cinco vacinas contra a COVID-19. Cinco. Sem ajuda de ninguém. Contra tudo e contra todos. Contra o bloqueio e contra a desinformação. E, ainda assim, o império castiga-nos por termos conseguido.
AO MUNDO DIGO:
Cuba não pede esmola.
Cuba não pede soldados.
Cuba não pede que a amem.
Cuba pede justiça. Nada mais. Nada menos.
Peço que deixem de normalizar o sofrimento do meu povo.
Peço que chamem o bloqueio pelo nome: CRIME DE LESA-HUMANIDADE.
Peço-vos que não se deixem enganar pelo discurso do “diálogo” e da “democracia” enquanto nos apertam o pescoço.
Não queremos caridade. Queremos que nos deixem viver.
Aos governos cúmplices que se calam:
A história irá julgá-los.
À comunicação social que mente:
A verdade encontra sempre caminho.
Aos que assinam sanções:
O povo cubano não esquece nem perdoa.
Aos que ainda têm humanidade no peito:
Olhem para Cuba. Vejam o que lhe estão a fazer. E perguntem a si próprios: de que lado da história quero estar?
Desta pequena ilha, com uma dignidade gigante,
Uma cubana que se recusa a render-se.
SE ESTE TEXTO TE TOCOU, PARTILHA.
27 abril, 2026
SE EU UM DIA VOU PARAR? CLARO! NINGUÉM É ETERNO!
Seremos sempre, a memória que temos!
25 abril, 2026
O 25 DE ABRIL FOI CELEBRADO DE FORMA MUITO VIVA, MAS...
... MAS, NA VERDADE, O QUE ESTÁ POR AÍ FAZ TREMER IMAGENS, VOZES E CANTOS QUE TRAZEMOS NA MEMÓRIA E NA ALMA
21 abril, 2026
UFA! O QUE EU ANDEI PARA AQUI CHEGAR!!! MAS... O LANÇAMENTO DO MEU LIVRINHO CORREU ASSIM! ORA VEJAM
... e os livrinhosestãoquase todos vendidos
19 abril, 2026
DIÁLOGOS AO DOMINGO - 1 (uma visita a hora imprópria)
Alguém (batendo à porta) - Truz! Truz!
Meu Contrário (em tom de gozo) - Batem leve! Levemente! Como quem chama por mim...
Minha Alma (interrompendo em voz aflita) - Conheço o toque! Não abras! É a solidão a querer invadir-te!
Eu ( em tom tranquilo) - Tenham calma! Vou abrir! Talvez a solidão precise da nossa companhia...
17 abril, 2026
O FRANKY ESTEVE NO LANÇAMENTO DO MEU LIVRO... E TAMBÉM EU FIQUEI COMOVIDO!
16 abril, 2026
HOJE... ACREDITEM OU NÃO... SINTO-ME LEÃO!
É verdade! Senti-me Leão! Senti-me o Papa, não por saudar sorrindo aquele povo africano como eu já há muito fiz, mas por deixar isto dito:
"O mundo está a ser devastado por um punhado de tiranos”
Talvez lhe ligue para lhe dizer, citando Einstein:
"O mundo não será destruído por aqueles que fazem o mal, mas por aqueles que os olham e não fazem nada"
13 abril, 2026
11 abril, 2026
E A SALA JÁ TÁ PREPARADA... FICOU ASSIM, COMO MOSTRO AQUI
09 abril, 2026
... E, COM O LANÇAMENTO DO MEU LIVRINHO, TRAGO SURPRESA!
Começo por lembrar que é já no próximo domingo, dia 12 e à mesma hora.
É mais que um prémio!Não falte e tragaconsigotambémmais alguémque me queira bemAté lá
06 abril, 2026
E FOI MESMO DESTA QUE UM MEU POEMA PASSOU A CANÇÃO!
Lembram-se desta conversa? E sim, foi desta! O Julinho recomendou-me que não a divulgasse já pois ainda havia a fazer ajustes à produção. Dei-a a ouvir às minhas filhas e elas ficaram entusiasmadas. 05 abril, 2026
BOA PÁSCOA E NÃO ESQUEÇA...ALWAYS LOOK ON THE BRIGHT SIDE OF LIFE
Tenho, desde sempre e hoje mais uma vez, assinalado este dia pela parte que a muitos esquece. Mas tal insistência, embora já canse, não desisto dela. Cá vai:
Se Israel vai dizimando a população de Gaza impedindo-a visitar Jerusalém mesmo nesta Páscoa, não ligue a nada.
always look on the bright side of life
Se agora, mesmo sem os EUA, a NATO está em vias de conseguir melhorar a rapidez e a capacidade letal reforçando a ameaça de poder vir ter a guerra à porta, que importa?
always look on the bright side of life
Se este mês, tal como no passado, recebeu magro salário, e ainda assim não tem emprego assegurado, deixá-lo.
always look on the bright side of life
Se ontem, tal como no outro dia, soube de gente faminta, siga.
always look on the bright side of life
Se neste ano, tal como no ano passado, centenas de bombas terão rebentado, passe ao lado.
always look on the bright side of life
Se cada vez mais menos se liga no Direito Internacional, qual o mal?
always look on the bright side of life
Se há está instalado o medo de tudo e de nada, do pequeno comércio à venda de estrada e você vê reduzir o seu pé-de-meia, esqueça talvez nada aconteça
always look on the bright side of life
Se há milhões de crucificados neste dia...
Diga aquela frase cínica "É a vida"...
... e olhe sempre pelo lado bom que ela tem ainda.
Rogério Pereira
E a finalizar, tope os "comentadeiros" televisivos como alegremente comentam tal
04 abril, 2026
PARA JÁ, LEIAM O PREFÁCIO (da autoria da "madrinha" da minha escrita)
Nesta Antologia, o autor coloca-nos diante da sua visão do
mundo, marcada por um forte sentido crítico relativamente às
maiores questões que hoje se colocam ao homem, numa ótica
da falta de consciencialização, ética e ação, face às mesmas. É
um conjunto de textos que resulta da experiência vivencial, ob-
servação e interpretação pessoal do mundo com o qual, o poe-
ta se sente em desalinho. É a expressão maturada do encontro
consigo mesmo, provocado pelo exercício de liberdade poéti-
ca que pretende reafirmar, perante familiares e amigos. Mas é
também o desejo/intenção de homenagear a sua companheira
de vida. É para ela, a quem carinhosamente trata por menina, o
primeiro poema (que dá título ao livro). O texto em causa ter-
mina com o verso - Falar de mim é falar de nós, deixando pairar
no ar a ideia de que o sujeito, por si só, não será capaz de rea-
lizar os sonhos e alcançar a felicidade. O pronome nós, não se
limita ao eu e tu do casal, claramente, mas a um universo bem
mais amplo e complexo. Esta é uma constatação patente, desde
logo, na epígrafe/dedicatória que se vai tomando mais visível, à
medida que se avança na leitura.
Há, no trabalho em presença, uma nítida tendência para a
objetividade, com raízes no neorrealismo (reconhecida e assu-
mida pelo autor) uma intenção declarada de eleger o coletivo
em detrimento do individual, conforme se intui no poema “Au-
to-Retrato” onde se lê: Diz nada decidir / sem convocar o coletivo
seu Eu,/ sua Alma e seu Contrário/ ao qual apelida de Juízo, porém
não deixa de revelar, a individualidade (o Eu é a voz da maioria
dos textos) e a impulsividade a que a Arte não se pode furtar.
À conceção da escrita comprometida, o autor parece querer
associar a ideia de um humanismo outro, capaz de minorar ou
até solucionar os muitos conflitos que, por todos os cantos do
mundo, assolam os povos. Puramente utópico - dirão muitos
de nós, leitores. A isso responderá Rogério Pereira com uma
afirmação que costuma repetir frequentemente e surge inscri-
ta no poema acima citado - Diz ser fácil mudar o mundo/só que
leva é tempo.
Uma genuína preocupação relativamente aos problemas de
carácter político-social transparece dos textos e julgo ser essa
mesma preocupação a despertar no autor a pulsão da escrita, a
necessidade de grafar o seu entendimento das coisas do mun-
do e da vida e a partilhá-lo com outros.
De registar, aqui e ali, um pendor acentuadamente irónico
relativo àquilo que, na perspetiva do autor, é frivolidade, desin-
teresse e dispersão e como tal, merece ser criticado, parecendo
querer tomar a seu cargo a função de orientador/mestre.
Vejamos, no poema “Crisálida” ... entregou ao silêncio/ as for-
ças resignadas/ e sentou-se, ansiosa/ à espera/ da hora/ da telenovela.
Ou em “Pele” - A pele, escrita/ A pele, poema/ A pele, prosa/ A
pele,/ a pele,/ a pele/ E ela? /Apenas uma mensagem: /”…porque
noutros lados// também há flores e barcos … e uma vida/ que é
muito mais a minha!”
Ou ainda em – “A primavera das mulheres pueris”. Na última
estrofe pode ler-se:[ ...] Então um ser que não olha o céu, / que não
tem assunto/ que não liga ao mundo/ que virada a cada momento/
só para dentro/ […]
Ah, mulheres/ temos que um dia falar/ olhos nos olhos...
Um reparo, apenas, no sentido de que a frivolidade não
pode ser entendida como apanágio de género. Ela existe, sim,
mas não diz respeito exclusivamente às mulheres. A frivolida-
de, por mais que possa parecer ridícula, a alguns, é transversal
a toda a sociedade, podendo ser encontrada onde menos se
espera. Contudo, não apenas de ironia e crítica social se faz
este livro, faz-se também:
- de Sonho - O impossível é tão só e apenas aquilo que ainda não aconteceu;
- de Utopia - Quem antes via apenas a árvore / pode agora ver / através de mim / a floresta;
- de Esperança - Havemos de emendar o rumo errado.
E, então, a Poesia…
Lídia Borges (*)
2025/08/09
(*) Lídia Borges é o pseudónimo literário de Olívia Maria Bar-
bosa Guimarães Marques, natural de Braga. Professora do Ensino
Básico, sempre teve a Literatura como suporte imprescindível à
compreensão do Mundo e do Homem. Possui o grau de mestra-
do em Teoria da Literatura, na área de especialização de Estudos
Lusófonos, pela Universidade do Minho.
Tem obra publicada nos géneros de conto, crónica e poesia. Assina
vários títulos, alguns dos quais distinguidos em Prémios Literários.
É membro da Associação Portuguesa de Escritores.
03 abril, 2026
SEXTA-FEIRA SANTA "ELI, ELI, LAMA AZAVTANI' (Meu Deus, Meu Deus, por que me abandonaste?)
É sem dúvida a Bíblia um manual de maus costumes, como me lembram as palavras de Saramago (e que eu oiço aqui). A Biblia diz que Jesus terá dito "Perdoai-lhes Pai, pois não sabem o que fazem". Tal não é expressão de cristão digna de um cristo que com seu gesto violento expulsa os vendilhões do templo. Eles sabem sempre o que fazem...
Contradições? Sim, daquelas que levam os povos à resignação. Bem fizeram os escravos e plebeus que não ligaram ao então dito, mas ao feito, ao se terem revoltado e três séculos depois terem imposto o fim do esclavagismo e a queda do Império Romano. De Cristo, prefiro recordar as últimas palavras, as humanas: "Meu Deus, porque me abandonaste?", sabendo que eu, enquanto parte do meu povo, não tenho perdão se aceitar os vendilhões do templo...
(reeditado, do ano de 2012, sem que nada tenha mudado)Agora, que nos crucificam o país, teremos que esperar também séculos até à libertação? Talvez mais de três, pois estes sabem o que fazem enquanto nos entretemos com uma doce amêndoa... Não temos emenda.
02 abril, 2026
QUINTA-FEIRA SANTA - Serviço é serviço e beijos são beijos... a propósito de trinta dinheiros e da falta que nos faz o tal Papa
![]() |
| Judas devolvendo os trinta dinheiros - Quadro de Mattia Preti Ver aqui) |
Tivesse a história (e as escrituras) colocado o focos do odioso na transacção, nos trinta dinheiros e talvez o Mundo fosse diferente...
“Atrás de Judas estavam os que lhe deram dinheiro, para que Jesus fosse preso e atrás deste gesto estão os que fabricam e traficam armas, que querem o sangue e não a paz, querem a guerra e não a fraternidade”Papa Francisco, durante uma quinta-feira santa
“Aquele que comanda, para ser um bom chefe, esteja onde estiver, deve servir.”
Papa Francisco, durante durante outra quinta-feira santa
01 abril, 2026
SIM!, UM LIVRINHO MEU VAI SER LANÇADO - CÁ VAI CONVITE
- O José Fanha, de obra imensa, autor de vários livros de ficção, poesia e literatura infanto-juvenil. Mas a sua popularidade deve-se à sua participação na televisão onde além de ter participado escreveu vários programas. Quem não se lembra de "A rua sésamo", cerca de 500 episódios na RTP (1988/94) (está tudo aqui)
- A Maria João Brito de Sousa, sonetista de "primeira água" com vasta obra publicada, muito lida e apreciada, recentemente homenageada pela "Associação Desenhando Sonhos" tendo sido agraciada pelo Município de Oeiras com uma medalha e um Título Honorífico, na categoria Arte e Cultura.(está tudo aqui);
- O Jorge Castro, (que não se julga poeta, mas é) que tem acompanhado a maior parte da minha escrita, levando meus "Contos Para Serem Contados" a (quase) todas as Escolas Básicas de Oeiras. É membro da Direcção da EMACO - Espaço e Memória-Associação Cultural de Oeiras e que foi a primeira editora de um livro meu, o "Almas Que Não Foram Fardadas". (ver tudo aqui)
31 março, 2026
A OBRA DE SARAMAGO DEIXOU DE SER DE LEITURA OBRIGATÓRIA NA ESCOLA... ASSIM, EI-NOS EMPURRADOS PARA A CAVERNA!
28 março, 2026
"PROVA DE FOGO PARA A CÂMARA DE OEIRAS - O CASO FUNDIÇÃO"
| Imagem da sessão de apresentação do Projecto, a cargo dos serviços técnicos da Câmara |
As comunidades locais andam arrepiadas com a ameaça de uma nova urbanização, que trará consequências tremendas nas condições da vida, na mobilidade e com preocupantes impactos nos serviços públicos.
À megalómana dimensão de tal urbanização, dedicou o Arq.º José Manuel Fernandes a sua esclarecida atenção, escrevendo um artigo no "OBSERVADOR". Escreveu ele, ao que titulou ser "Prova de fogo para a Câmara de Oeiras - O caso Fundição". Leia aqui, caso possa.
Caso não, subscreva a petição!
27 março, 2026
PORQUE SOMOS A MEMÓRIA QUE TEMOS, HOJE VOU AO TEATRO
"Auschwitz é o símbolo de uma barbárie na Europa. É preciso que não se repita. O nazismo foi uma utopia racial, a ideia de construção de uma comunidade nacional que excluía determinados grupos étnicos, sobretudo judeus, porque não tinham o bom sangue, como eles diziam. Como pôde acontecer que um projeto de sociedade perfeita conduzisse a um genocídio que ceifou milhões de vidas? Esta visão do mundo baseada numa biologia aplicada faz uma leitura zoológica do humano e pretende a colonização dos outros povos através da guerra no que chamou uma comunidade de combate rumo a uma Europa conquistada, ocupada e explorada.Tudo começou por leis de cidadania que recusavam a vida quotidiana aos judeus e opositores, às minorias que foram excluídas e acabaram por ser exterminadas sob o conceito de vida indigna de ser vivida. Alguns resistiram como a jovem Sophie e eram presos e mortos apenas porque não queriam pactuar. Outros, os judeus e resistentes, foram para campos de concentração, para guetos onde a sua humanidade foi eliminada, transformados em sub-homens, sujeitos a experiências médicas em nome de uma raça superior que nunca existiu.O genocídio dos deficientes, dos judeus foi uma violência extrema para se construir um Reino e um espaço vital, sobretudo na Polónia onde deveria prosperar a raça digna. Essa sociedade baseada num conceito biológico nunca surgiu. Ficou apenas a memória daqueles que pereceram em nome de uma ideia de povo de uma Alemanha que acabou em ruínas.Essas histórias têm de ser recuperadas para que as democracias saibam lidar com o flagelo da violência e da discriminação."
25 março, 2026
OS POETAS JÁ TÊM A PRIMAVERA, LÁ FORA, SENTADA À SUA PORTA...
O Luís Rodrigues tem a sorte de ter jardim. Porque se acha no outono da vida, partilhou com seus amigos (entre os quais me conto) um artístico postal, que aqui exibo em gesto de público agradecimento.
Porque só agora o faço? Ora nem queiram saber o que tive de superar para o fazer...
24 março, 2026
ENTRE O SONO E O DESPERTAR... HÁ COISAS ASSIM...
Jesus! Jesus! Jesus! o que aí vai de aflição!Ó meu Amor! é para ver tantos abrolhos,Ó flor sem eles! que tu tens tão lindos olhos!Ah! foi para isto que te deu leite a tua ama,Foi para ver, coitada! essa bola de lamaQue pelo espaço vai, leve como a andorinha,A Terra!Ó meu Amor! antes fosses ceguinha...in Vida
António Nobre, 1891














