17 agosto, 2026

ONTEM E HOJE, ENTRE ABRAÇOS E LÁGRIMAS, A DESPEDIDA... (AQUI FICA, PARA QUE A MEMÓRIA NÃO SE PERCA)


Previa eu que a família se juntaria e tal aconteceu. E até houve quem viesse de muito longe (de Inglaterra, a irmã Paula e sua família próxima). Poucos seguiram a oração de Santo Agostinho e foram muitos os que entre abraços e lágrimas dele se despediram. 


As minhas lágrimas, essas, eram redobradas e a razão disso está presente num dos últimos momentos em que os dois irmãos estiveram juntos. Ela (a minha companheira de toda a vida que partiu em Setembro de 2020) e ele (o meu cunhado, de quem hoje nos despedimos) figuram nesta imagem recolhida de um vídeo que dá testemunho de terem deixado uma herança de amor e de unidade que sempre juntou uma família imensa, onde predomina uma relação de amor e amizade. Ora vejam: 

15 agosto, 2026

AMANHÃ, DOMINGO, É MUITO PROVÁVEL QUE ESTA IMENSA FAMÍLIA SE ENCONTRE E CHORE A PERDA


A foto é do nosso Natal passado. Amanhã os sorrisos são trocados pelas lágrimas. Eu, perdi meu cunhado (irmão da minha companheira de toda a vida, também já há muito perdida). A Luísa perdeu seu marido. Seus filhos perderam o pai. Minhas filhas perderam o seu tio. E nossos netos perderam seu avô. E tantos outros laços também assinalarão a perda. 

Tinha 87 anos e uma vida vivida intensamente, com a verticalidade do seu carácter e amor ao próximo.

Certo que nos ficará para sempre na memória, neste meu espaço lhe presto a última homenagem: "até sempre, Alberto!"

13 agosto, 2026

FESTEJAMOS HOJE OS 17 ANOS DO MEU NETO, MAS AS CERVEJAS CHEGARAM TARDE À FESTA


A marca MARTA fez, se bem se lembram, na semana passada 30 anos.  Mas por inexplicáveis razões, as minis não chegaram a tempo para animar a festa do meu Diogo. Nem foi preciso, pois foi bem animado o almoço... tinha feito um vídeo, mas baralhei tudo ao produzi-lo. Fica a foto do moço...




 

10 agosto, 2026

"QUEM PORFIA, MATA CAÇA" OU DIZENDO DE OUTRO MODO, "DA PERSISTÊNCIA NASCE UM CONTO NOVO"

Este conto, "O AVIÃO DE PAPEL" foi publicado neste espaço, em três episódios, em Dezembro de 2021. A ideia de o ilustrar foi-se cimentando à medida que a importância do tema se instalava na Minha Alma e a consciência do agravamento das alterações climáticas se ía alargando a mais e mais gente. 

Em Dezembro de 2024, conheci uma ilustradora genial, a Yury, e desenvolvemos um projecto, mas chegámos a valores de publicação 
completamente desajustados relativamente aos preços praticados no mercado nacional livreiro.

Mas da persistência nasce um conto novo e ele aí está a caminho, como aliás já vos tinha dito. Quando vai ser lançando? depois digo!

08 agosto, 2026

A FAMÍLIA CELEBROU HOJE 0 30º ANIVERSÁRIO DA MINHA NETA (E FOI UM DIA EM CHEIO)


A Marta, fez 30 anitos bem bonitos, figura ao lado do coração do seu avô e, à sua direita, a neta Maria. Ao lado da Marta, a Minha Mai Nova. Ao lado da Maria, a Minha Mai Velha a que se segue a Minha Do Meio. 
Foi mesmo um dia em cheio. 
Foi um dia em cheio pelos sorrisos, pelas conversas puxando memórias, pelas piadas e gargalhadas e, também, por algumas incontidas lágrimas lembrando ausências. 

É TÃO GIRO TER UMA FAMÍLIA UNIDA


 

06 agosto, 2026

A BOMBA SOBRE HIROXIMA MATOU, MATOU, MATOU (EXACTAMENTE NO ANO EM QUE EU VIM AO MUNDO)


 A bomba "Little Boy" ex­plodiu às 8h16­min02s, a 6 de agosto de 1945, hora de Hi­roshima. Qua­renta e três se­gundos após ter sido lan­çada do Enola Gay, a 580 me­tros acima do pátio do Hos­pital Shima, a 168 me­tros a su­do­este do alvo, a ponte Aioi, com uma po­tência equi­va­lente a 12.500 to­ne­ladas de TNT.

"Assim que olhei para o céu, houve um clarão de luz branca e o verde das plantas, sob aquela luz, pa­recia da cor de fo­lhas secas" - Me­nina de cinco anos que vivia nos su­búr­bios.

"Logo de­pois da voz da nossa pro­fes­sora, di­zendo 'Ah, ali está um B!' [B-29], nos fazer olhar para o céu, sen­timos um re­lâm­pago tre­mendo. Num ins­tante, fi­camos cegos e tudo se trans­formou num fre­nesim de de­lírio" - Uma jovem es­tu­dante uni­ver­si­tária.

"Como o calor do clarão chega num in­ter­valo de tempo tão curto, não há tempo para que ocorra qual­quer ar­re­fe­ci­mento, e a tem­pe­ra­tura da pele de uma pessoa pode subir [+50 ºC]... no pri­meiro mi­lis­se­gundo a uma dis­tância de [3,7 km]." – Es­tudo do pro­jecto Ma­nhattan (o pro­jecto de de­sen­vol­vi­mento da bomba ató­mica).

"A tem­pe­ra­tura no local da ex­plosão... atingiu os [3000 ºC]... e foram en­con­tradas le­sões tér­micas pri­má­rias pro­vo­cadas pela bomba ató­mica... na­queles ex­postos até [3,2 km] do hi­po­centro... As quei­ma­duras pri­má­rias são le­sões de na­tu­reza es­pe­cial e não são co­muns no dia-a-dia." - Es­tudo ja­ponês sobre o bom­bar­de­a­mento de Hi­roshima, 1976.

"Não acre­dito que al­guém al­guma vez tenha es­pe­rado ver uma cena como aquela. Onde dois mi­nutos antes víamos uma ci­dade clara, agora já não a con­se­guíamos ver. Po­díamos ver fumo e in­cên­dios a subir pelas en­costas das mon­ta­nhas." - Ro­bert Lewis, tri­pu­lante do B-29 Enola Gay.

"Se quiser des­crevê-la com algo fa­mi­liar, seria como uma pa­nela de óleo preto a ferver..." - Van Kirk, tri­pu­lante do B-29 Enola Gay.

Per­guntei ao Dr. Koyama quais ti­nham sido as suas ob­ser­va­ções em do­entes com le­sões ocu­lares. ‘Aqueles que viram o avião fi­caram com a su­per­fície ocular quei­mada’, res­pondeu. ‘O clarão apa­ren­te­mente atra­vessou as pu­pilas e deixou uma área cega na porção cen­tral do campo vi­sual. A mai­oria das quei­ma­duras na su­per­fície ocular são de ter­ceiro grau, pelo que a ci­ca­tri­zação é im­pos­sível.’" - Re­la­tório do Dr. Ha­chiya.

A luz não queimou aqueles que es­tavam pro­te­gidos dentro dos edi­fí­cios, mas a onda de choque da ex­plosão en­con­trou-os:

"Aquele rapaz es­tava num quarto à beira do rio, a olhar para o rio quando a ex­plosão acon­teceu, e nesse ins­tante, quando a casa de­sabou, foi ati­rado do úl­timo quarto para o outro lado da rua, para a margem do rio, e caiu na rua abaixo. Du­rante esse per­curso, atra­vessou al­gumas ja­nelas da casa e o seu corpo ficou cheio de todos os vi­dros que con­se­guiu reter. É por isso que es­tava com­ple­ta­mente co­berto de sangue."

"A apa­rência das pes­soas era... bem, todas ti­nham a pele ene­gre­cida por quei­ma­duras... Não ti­nham ca­belo porque o ca­belo es­tava quei­mado, e à pri­meira vista não dava para saber se as es­tá­vamos a ver de frente ou de costas... Man­ti­nham os braços [à frente do corpo]... e a pele — não só das mãos, mas também do rosto e do corpo — pendia... Se ti­vesse ha­vido apenas uma ou duas pes­soas assim... talvez eu não ti­vesse tido uma im­pressão tão forte. Mas onde quer que eu an­dasse, en­con­trava essas pes­soas... Muitas delas mor­reram na es­trada — Ainda as con­sigo vi­su­a­lizar na minha mente — como fan­tasmas am­bu­lantes... Não pa­re­ciam pes­soas deste mundo... Ti­nham uma forma muito pe­cu­liar de andar — muito de­vagar... Eu pró­prio era uma delas."

Fi­camos por aqui nos re­latos dos so­bre­vi­ventes. A des­crição do horror e do so­fri­mento das ví­timas, em larga mai­oria civil, está re­gis­tada em inú­meros re­latos e ima­gens, e, em par­ti­cular, no Museu Me­mo­rial da Paz de Hi­roshima.

Dos 255.000 ha­bi­tantes de Hi­roshima à data do ataque, 70.000 foram mortos na ex­plosão ou pouco de­pois. Até ao fim desse ano o nú­mero total de mortos as­cen­derá a 140.000 (55 % da po­pu­lação ini­cial) fruto dos fe­ri­mentos e do de­sen­vol­vi­mento da então des­co­nhe­cida “do­ença das ra­di­a­ções”. A estes há que juntar as ví­timas do ataque a Na­ga­saki, três dias de­pois (no mesmo dia em que as tropas so­vié­ticas in­va­diram a Man­churia e as ilhas Sa­ca­lina), do qual re­sul­taram cerca de 74.000 mortos.

Pela pri­meira vez na his­tória do homem tinha sido usada a arma ató­mica, num bom­bar­de­a­mento in­dis­cri­mi­nado de civis. Tratou-se de mais um crime do exér­cito Ame­ri­cano e uma das pá­ginas mais ne­gras da 2.ª Guerra Mun­dial.

(...)

 in jornal "Avante"- 6/8/2026

04 agosto, 2026

O HOSPITAL FEZ-ME UM MINUCIOSO CHECK-UP E EU O MESMO FIZ AO HOSPITAL.


Ontem, segunda-feira, o melhor que me podia acontecer, aconteceu. Paguei não em "el contado", mas em tempo de espera. Entrei nas urgências do Hospital de São Francisco Xavier, cerca das 10h e saí de lá muito perto das 23h. Mas valeu a pena. pois acumulando a experiência de sábado a esta ontem tida, fiquei com o retrato perfeito das razões da saída de um responsável, director daquele hospital, com mais de 20 anos de serviço no SNS.

Básicamente são processos administrativos e falta de recursos (não é por acaso que não houve urgência no sábado).

Quanto ao meu estado e diagnóstico feito às minhas quase-quedas e insistentes desequilíbrios: nada a assinalar e a alta foi-me atribuída. 

Exames feitos por encaminhamento do médico de otorrino que nada me encontrou, aquando dos seus laboriosos testes: 
      • Sangue
      • Urina
      • RX
      • ECG
      • TAC
Tenho saúde para e vender (graças ao BETASER, fiquem a saber).
A falta de saúde está é... no SNS!

02 agosto, 2026

SNS? ESQUECE! MAS... O PRIVADO TAMBÉM É PARA ESQUECER...

Documentos que são prova da narrativa...


Ontem, sábado, o pior que me podia acontecer... aconteceu. Levantei-me passava um pouco das 9h. Dei dois passos e ia-me espalhando. Nos passos seguintes, o susto repetiu-se. O desequilíbrio veio para ficar como já tinha acontecido há uns anitos. E porque o susto, nessa altura, foi muito mal tratado no privado, liguei para a SAUDE 24 e repetiu-se a cena conhecida: uma triagem louca e uma espera maluca.

Encurtando a discrição de cenas, faço aqui breve resumo:
  • O atendimento da SNS24, encaminhou-me para o Centro de Saúde;
  • No Centro de Saúde, a médica que me atendeu, passou-me o papelito e recomendou-me, sem me encaminhar, o Hospital de S. José;
  • No Hospital de S. José, a triagem, fechou-me a porta pois a otorrino não fazia urgência e recomendou-me o Hospital de Santa Maria;
  • No Hospital de Santa Maria, a triagem, fechou-me a porta e mandou-me para casa. Consulta só quarta-feira...
Saldo disto: milhares de desequilíbrios (centenas em risco de queda); 7 horas de esperas e desandas; mais de setenta euros gastos em transportes; melhoria significante por ter acedido a doação de medicamento adequado por parte de quem esse mal tinha já passado.

Conclusão: isto vai tudo de mal a pior, e este Governo ajuda!

 

31 julho, 2026

SOBRE A NOSSA SONETISTA, SOBRE O SEU ESTADO, QUEM ADIVINHA?

 


Esta foto da Maria João (a minha avó) foi tirada na passada quarta-feira, depois de termos ido às análises de rotina, cujo resultado implicou uma espera para ser atendida em consulta-do-dia (urgência em centro de saúde) e depois disso termos de ir fazer mais análises para serem analisadas pela sua médica de família numa consulta que foi naquele mesmo dia marcada. Antes da foto, ainda passámos pela farmácia pois na consulta-do-dia a médica receitou-lhe mais um medicamento a juntar àqueles que já toma...

Apesar do estado dela e de a queda (ocorrida há mais de seis semanas) ter vindo a complicar e muito a sua já débil saúde, aparentemente "está ali para as curvas". Tal aparência lançou em mim a ideia de deixar apenas duas perguntas com três respostas cada uma, sendo que, dessas três apenas uma está certa:
  • Nos primeiros 15 dias, após a queda, quantas horas/noite (em média) ela dormiu?
      1. 4 horas
      2. 3 horas
      3. 1 hora
  • Quantos medicamentos ela tem que ministrar diariamente?
      1. 17
      2. 37
Quem acerta?

28 julho, 2026

SALAZARENTOS DESTINOS... COM O POVO AO FUNDO (reeditado)

"Rosa dos Ventos" - Sagres (imagem da net)
OS TEMPOS 
Apagaram as Rosas dos Ventos
Destruíram mapas dos mares
Sextantes antigos, modernos radares
E outros apetrechos mareantes
 
Hoje, e esse hoje tem muitos ontens,
Diz-se haver um só caminho
E que fora dele o desastre é certo
Como se não fosse certo o desastre dentro dele

Com a mesma certeza com que se dizia haver
Um só caminho (a defesa do Império) a percorrer
A nossa  presença na Europa não se discute, como um dia
A nossa presença em África não se discutia
Negociar com os credores, soava a fuga à honra
Negociar com os os movimentos de libertação
Soava a rendição...

Na história
Há afinidades sem glória

O estranho é que seja a Rosa dos Ventos
A interrogar se outras direcções são possíveis
Talvez esquecida, como os demais
Dos seus própríos pontos cardeais
Rogério Pereira

Nota: Este post é resposta a uma pergunta que me foi posta, pela Rosa dos Ventos (outubro-2012)

26 julho, 2026

REDAÇÕES DO ROGERITO - 64 (DIA DOS MEUS AVÓS)


O Dia dos Meus Avós celebra-se este domingo 26 de julho e a stora disse que em Portugal e também em vários outros países este dia também é para homenagear em todo o Mundo o papel dos avós na família e ela também disse que a escolha do dia está ligada à tradição cristã pois nesta data, a Igreja Católica homenageia São Joaquim e Santa Ana e que estes são pais de Maria e avós de Jesus.

Só que a stora se enganou no nome da avó pois a minha avó chamava-se Mariana e não Ana e nem se referiu ao nome da minha outra avó que dá pelo nome de Maria João mas porque me sinto Jesus desde já lhe dou perdão e assim a stora fica dispensada de ir para o inferno pese embora a verdade que o ficar por cá também é imerecido castigo.

Meus avós passaram as passas do Algarve mas eu sempre os ajudei a minimizar o sofrimento quer da minha avó Mariana quer agora da minha avó Maria João até porque esta caiu e cair sendo já tão idosa pode ser coisa horrorosa tal como foi com o meu avô Jaquim tendo caído sem o ter empurrado teve de ficar acamado até ao fim dos seus dias.

Nesta minha redação não posso acabar sem fazer um apelo para que todos os netos do mundo me sigam o meu exemplo e que tratem bem vossos avós pois sem avós o mundo fica sem netos e tratar bem também significa lutar pelo SNS pois sem SNS a velhice vai embora muito antes de lhe chegar a hora.

Quando eu for avô não me deixem só!

Me assino Rogerito

Avô Jaquim e avó Mariana

Avó Maria João


25 julho, 2026

23 julho, 2026

OLHEM SÓ O MEU "PUTO"! ESSE SORRISO JÁ DIZ TUDO!


"O antigo presidente do Júri Nacional de Exames assume que não passou informações ao Governo sobre o projeto-piloto de digitalização da prova de Filosofia que terá corrido mal no ano passado." Li e reli isto. E mais, se o antigo presidente do Júri não passou informações, na verdade, também ninguém lhas pediu. E isto, só por si, explica tudo...

Quanto ao sorriso do meu neto, também ele explica tudo: nas suas provas do 11º ano, o Diogo superou as suas próprias expectativas e já deu alguns mergulhos pelo seu avô. Boa?



 

19 julho, 2026

TERMINOU O MUNDIAL, AGORA PODEMOS REGRESSAR ÀS COISAS IMPORTANTES...


A propósito do Mundial ocorreu-me a lição que me foi dada pelo meu neto, há uns anitos. Dizia o meu puto: "Vô jogar, é jogar. É perder! É ganhar"... É bem verdade e veio-me à mente coisas que nunca deixarei de dizer. Veja aí!


Ah!, e outra coisa:

«O que há de característico e fundamental no desporto é, justamente, o que define e caracteriza a sociedade em que ele se realiza»

Prof. José Esteves,
in "O Desporto e as Estruturas Sociais" - 1967,

18 julho, 2026

POEMA DATADO, MAS... UMA TROVA CADA VEZ MAIS ACTUAL


TROVA DO VENTO QUE PASSA

Pergunto ao vento que passa
notícias do meu país
e o vento cala a desgraça
o vento nada me diz.

Pergunto aos rios que levam
tanto sonho à flor das águas
e os rios não me sossegam
levam sonhos deixam mágoas.

Levam sonhos deixam mágoas
ai rios do meu país
minha pátria à flor das águas
para onde vais? Ninguém diz.

Se o verde trevo desfolhas
pede notícias e diz
ao trevo de quatro folhas
que morro por meu país.

Pergunto à gente que passa
por que vai de olhos no chão.
Silêncio -- é tudo o que tem
quem vive na servidão.

Vi florir os verdes ramos
direitos e ao céu voltados.
E a quem gosta de ter amos
vi sempre os ombros curvados.

E o vento não me diz nada
ninguém diz nada de novo.
Vi minha pátria pregada
nos braços em cruz do povo.

Vi minha pátria na margem
dos rios que vão pró mar
como quem ama a viagem
mas tem sempre de ficar.

Vi navios a partir
(minha pátria à flor das águas)
vi minha pátria florir
(verdes folhas verdes mágoas).

Há quem te queira ignorada
e fale pátria em teu nome.
Eu vi-te crucificada
nos braços negros da fome.

E o vento não me diz nada
só o silêncio persiste.
Vi minha pátria parada
à beira de um rio triste.

Ninguém diz nada de novo
se notícias vou pedindo
nas mãos vazias do povo
vi minha pátria florindo.

E a noite cresce por dentro
dos homens do meu país.
Peço notícias ao vento
e o vento nada me diz.

Quatro folhas tem o trevo
liberdade quatro sílabas.
Não sabem ler é verdade
aqueles pra quem eu escrevo.

Mas há sempre uma candeia
dentro da própria desgraça
há sempre alguém que semeia
canções no vento que passa.

Mesmo na noite mais triste
em tempo de servidão
há sempre alguém que resiste
há sempre alguém que diz não

Manuel Alegre - Praça da Canção/1965

17 julho, 2026

EXAMES NACIONAIS, ÚLTIMA HORA


 Fernando Alexandre chumbou na prova (oral)!

 Mas talvez se safe pois o sistema "deu o berro" e a culpa foi da IA! 


  • 15 julho, 2026

    DEIXEI DE ANDAR DE CARRO, AGORA PEDALO, PEDALO E VOU A TODO O LADO!


    PEDALEI DE OEIRAS A SINTRA
    A CASA DA TI JANITA
    PARA ME FAZER UNS CALÇÕES
    MAS A POBRE CRIATURA
    ESQUECEU-SE DA ABERTURA
    PARA AS MINHAS PRECISÕES 

    Podia se verdade mas por acaso não é

     

    12 julho, 2026

    QUIS COMENTAR ISTO, MAS "AQUELA MÃO ESTRANHA" NÃO DEIXOU!

    "O investimento na educação foi efectivamente uma força motriz da transformação de Cabo Verde.

    Funcionou como elevador social.  Pessoas que ascenderam rapidamente na hierarquia de prestígio social graças à democratização do acesso ao ensino.

    Filhos de um ministro, de um pescador, de um carpinteiro, de um pedreiro, estudavam na mesma escola pública. Podiam fazer um curso de Medicina, Direito ou Arquitectura nos Estados Unidos, em França , em Lisboa, em São Paulo.

    Foi uma mudança extraordinária."

    Este era o texto que estava no post da São Banza e vejam só o que me fizeram: