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01 abril, 2025

HOJE DEVIA SER O DIA DA PÓS-VERDADE (O "dia das mentiras" faz parte do passado...)

Hoje é um dia, ele próprio, mentiroso. Dizer que este dia continua a ser o dia das mentiras é a "peta" do dia. Tal dia faz parte do passado, faz parte dos tempos em que era necessário respeitar as receitas de Goebbels, repetir mil vezes a mentira para que ela fosse tomada como verdade. Eram também tempos em que se reconhecia ser "mais fácil apanhar um mentiroso que um coxo", em que a mentira era socialmente recriminada e era honroso honrar a palavra.
 


Hoje vivemos tempos da pós-verdade. E esta veio para ficar, pois criou raízes na imprensa, consta dos verificadores ortográficos e em todos os dicionários. A mentira cedeu lugar à pós-verdade:
«circunstância ou contexto, geralmente de ordem cultural ou política, em que a opinião pública e o modo como esta se comporta, se fundamentam mais em apelos emocionais falaciosos e na afirmação de convicções pessoais avulsas do que em factos objectivos e observáveis tempo em que se verifica a desvalorização da verdade objectiva, atestada pelos factos e colectivamente estabelecida, e se toma por certo qualquer enunciado contraditório, de origem arbitrária, subjectiva e falaz»


«Informação que se divulga ou aceita como facto verdadeiro devido à forma como é apresentada e repetida, mas que não tem fundamento real (ex.: estas pós-verdades negam anos de evidências científicas).
Que atribui mais importância a notícias falsas ou não fundamentadas do que à verdade objectiva (ex.: era pós-verdade; política pós-verdade).»

30 junho, 2024

E A PURGA CONTINUA!...


Ontem, a Teresa num seu comentário escrevia "As pessoas actualmente não querem salvar o mundo. A imprensa sabe disso e desfaz-se de jornalistas que ainda não compreenderam isso. Carmo Afonso não foi a única a ser despedida." 
Mesmo, que em rigor, não se trate de jornalistas, ela escreve certo, pois a purga continua.
Mas exactamente por isso, também tem de continuar a luta. 
E a propósito...  transcrevo de um sítio onde sempre vou e leio:

"Eles, até há pouco tempo, pareciam querer simular pluralismo, livre opinião, diversidade. Assim, aceitavam, quais cisnes num lago de jacarés, jornalistas, comentadores e colaboradores, aqui e ali, em doses espartanas, mas ainda assim visíveis. Carmo Afonso no Público, Bernardino Soares na CNN – para referir os mais recentes excluídos -, e uns poucos mais, publicados, lidos, vistos e ouvidos em doses homeopáticas.

No geral, o que abunda pelos órgãos de comunicação social são os obedientes à voz do dono. Que, muitas vezes, à custa da sua vontade de obedecer a quem lhes dá corda – por puro interesse ou por entusiástica convicção – são tão servis que os seus textos, comentários, intervenções em painéis sortidos, não só se empobrecem intelectualmente como se tornam desinteressantes e pouco úteis aos que pensam fazer o favor.  A sua pouca adesão à verdade e aos factos torna-os inúteis. Mas eles perseveram e continua a haver quem, apesar do acentuada decadência dos jornais com pretensões de “referência” – e sucesso dos tabloides – parece valer-lhes a pena. Com prejuízos e tudo.

A situação convoca uma premissa incontornável: a maioria dos leitores de jornais a sério tem o defeito de ser exigente. Logo, perante a perda de qualidade – e de decência, sejamos claros – de que padece a maioria, se não a totalidade, dos jornais portugueses, os leitores afastam-se deles. 

Depois, ouvimos as queixas e as perguntas como que dirigidas à divindade: “porquê, leitores, porque nos abandonastes”? Eu respondo: cada vez há menos razões para se comprar jornais – de papel ou online. E agora, com a exclusão – gostaram do eufemismo? – de Carmo Afonso, menos razões há, no caso do Público.

Todos nós conhecemos a experiência de, ao longo dos anos – estou a falar, sobretudo, a gente de uma “certa idade” – estimar especialmente esta ou aquela página, coluna, colaborador dos jornais que comprava. Tal chegava a determinar o modo como geríamos a sua leitura. Ora lendo imediatamente os nossos preferidos, ora deixando-os para o fim como uma apetecida sobremesa. Por mim, não mais. A indigência do que enche as páginas dos jornais, a compreensão das meias verdades -que são sempre uma mentira completa -, a manipulação e os truques subliminares mais básicos, deixam-nos a sensação de que nos desrespeitam, que nos ofendem a inteligência sem pudor e sem consciência - penduraram a consciência.

29 junho, 2024

O JORNALISMO, QUE JÁ NÃO ERA AQUILO QUE JÁ FOI, AGORA VAI DE MAL A PIOR...


A notícia foi dada pela própria, na hora da despedida... 

Reconhecida que esteja a influência que o alarido da imprensa provoca nas políticas, doloroso foi saber que quem vai além das percepções vai deixando de ocupar as páginas dos jornais (já para não falar nos écrans e telejornais).

Era seguidor de Carmo Afonso, como o provo aqui. Mas estou certo de que ela irá a continuar por aí...

21 janeiro, 2024

CONGRESSO DOS JORNALISTAS - II


Resolução final do 5º Congresso dos Jornalistas

“O atual estado de emergência do jornalismo nacional convoca todos.” Foi assim que foi apresentada a resolução final do 5º Congresso dos Jornalistas Portugueses. A resolução votada esta tarde no cinema S. Jorge foi aprovada e aclamada por unanimidade pelos congressistas.

Esta resolução surge das comunicações e moções apresentadas ao longo dos últimos quatro dias e pode ser ouvida na íntegra aqui.



 

19 janeiro, 2024

CONGRESSO DOS JORNALISTAS - I

Tendo estado no S. Jorge na passada segunda-feira, não consigo reunir condições para lá regressar. Assim, resta-me seguir (e partilhar) exactamente as sessões que gostaria de acompanhar ao vivo e a cores. Por exemplo, hoje, andaria a saltar de sala em sala para "morder o ambiente" e, a dado passo, não perder esta entrevista. Neste site, salte de um para outro lado e, de seguida, não perca as respostas do entrevistado...


Stephen Ward: O jornalismo tem um dever global para com a humanidade e a democracia

Na sua opinião, quais são os temas que um congresso de jornalistas como este deveria abordar?

Como sou especialista em ética, diria que temos de começar a concetualizar o jornalismo como um dever global para com a humanidade e a democracia. Sei que isto parece muito grandioso, mas isto não significa que não amem o vosso país ou que não escrevam sobre notícias locais. Significa apenas que, em caso de conflito, o nacionalismo e a estreiteza de perspetiva não se sobreponham a uma visão mais alargada. Isto significa também aprender a relatar questões globais. Porque os jornalistas vão andar por esse mundo, vão ter de escrever a partir de diferentes culturas e não vão compreender o que estão a relatar. Tive esse problema terrível quando era diretor em Vancouver, onde estávamos rodeados de minorias que tinham vindo para o país: asiáticos, vietnamitas, indianos… Na redação, éramos todos brancos e homens e isso era um problema. Por isso, tive de começar a enviar os meus repórteres para a universidade, para frequentarem cursos sobre a cultura e a língua desses povos. Depois, tentámos recrutar pessoas, mas, às vezes, elas ficavam um pouco nervosas com a cultura dominante: viam-nos, a nós media, como “os brancos”. Mas fizemos alguns progressos. 

A segunda coisa mais importante, para a qual não tenho respostas – o que me está a deixar louco –, é aquilo a que chamo de ecologia social dos jornalistas. Como vão ser as redações para os jornalistas? Vão poder ter alguma palavra a dizer sobre a ética e sobre as histórias que fazem? Será que vão conseguir um emprego? E, se for o caso, será no ambiente ético que se pretende? Suspeito que, em muitos casos, não será. Mas não quero ser totalmente negativo. Ainda existem por aí organizações muito boas. Mas também há cortes no jornalismo e muita coisa negativa. E parece-me que a única forma de mudar isso é os próprios jornalistas organizarem-se, tornarem-se ativistas e criarem os seus próprios meios de comunicação. 

Uma última questão é a desinformação e o terrível declínio da democracia, da comunidade democrática e do espírito democrático. Temos de aprender, enquanto jornalistas, como noticiar sobre pessoas que têm visões extremas e sobre o que consideramos de extremo. Como é que vamos noticiar os demagogos que promovem conspirações e o ódio? É preciso ser crítico e comprometido. Por isso, não sou um grande fã da neutralidade. Há alguns pontos no jornalismo relativamente aos quais se deve ser neutro. Mas acho que os jornalistas têm de encontrar uma forma de aliar os seus valores ao que esperam que a sociedade faça do mundo. No entanto, devem seguir uma boa metodologia, para que as histórias sejam tão exatas quanto possível. Mas se só se preocupam com a metodologia, falta-lhes o coração. Para ser um bom repórter, é preciso ter duas coisas. É preciso ter um desejo ardente de levar boas histórias às pessoas. É preciso querer fazê-lo, porque nos vamos encontrar em muitas situações difíceis. E também é necessário ter um outro lado, que é o de permitir que as histórias sejam postas à prova dos factos, da lógica e das perspectivas de outras pessoas. 


13 janeiro, 2024

SERÁ QUE O JORNALISMO TEME OS JORNALISTAS? - II


O Congresso, que a alguém inspira medo, começa mais cedo. O dito, cujo dia 18 tem inicio, na verdade começa já na segunda-feira e não vou perder, vou lá estar (como podia eu faltar)?

E o que é que tanto me atrai? 

A Noite
Ensaio aberto da adaptação da peça de teatro da autoria de José Saramago pelo Grupo de Teatro dos Jornalistas do Norte, seguida de debate.
21h, Cinema São Jorge, sala 1.

 

12 janeiro, 2024

SERÁ QUE O JORNALISMO TEME OS JORNALISTAS?


Não, o titulo dado não é, de maneira nenhuma, um jogo de palavras... Dê-se ao trabalho de reflectir sobre o que lhe ocorre, sem deixar de ligar tal título à imagem... e diga de sua justiça!
Sim, está para muito breve a realização do 5º Congresso dos Jornalistas, pois a primeira sessão está agendada para o próximo dia 18 (ver programa integral)

Porque "ninguém" fala disto, havendo até sessões abertas ao público?

Recordando o que eu escrevi sobre o 4º Congresso, já tenho ocupação para a próxima semana.

07 outubro, 2023

DA NOTÍCIA ESCLARECIDA AO GRITO DO FOTOJORNALISMO ESCLARECIDO

DA NOTÍCIA ESCLARECIDA, SÃO POUCOS OS QUE A ESTARÃO A DAR... 

... mas eu vou busca-la lembrado de um rosto há muito visto (2021, no Parque dos Poetas)

WORLD PRESS PHOTO, OU O GRITO DO FOTOJORNALISMO ESCLARECIDO

Esta mulher palestina, foto exposta, traz no olhar tudo o que a exposição documenta ou, se quiserem, a tradução de uma realidade que só agora nos chega

Longe da exploração das belezas das cidades, das serras, das árvores, das praias, florestas ou do céu, do nascer e do por-do-sol, os fotojornalistas expostos não se perderam nas imensas potencialidades da tecnologia explorando a luz e a sombra em imagens mais ou menos poéticas plenas de metafóricas mensagens para deleite da alma. Antes se focaram no grito ou na denúncia do que atenta contra a humanidade, do que esmaga os povos ou até mesmo ilustrando situações de exploração do homem pelo homem, numa estética que, diria, próxima do neo-realismo.

Sem me afastar da celebração do 5 de Outubro (2021), visitei a exposição integrado num pequeno grupo da "minha" Associação, onde figurava a jovem Cristininha. Entre as minhas chalaças, graças e tristes ironias disse o que lhe disse. E ela... riu-se.

Não perca a exposição. Caso não tenha podido ir ao Parque dos Poetas, veja-a aqui ou então, neste outro lado, com melhor resolução


18 maio, 2023

"TEMPO DE ANTENA ATÉ DIZER CHEGA"

Do blog "Ladrões de Bicicletas" transcrevo:

"Para lá do tempo de antena até dizer chega, onde comunista não entra, não se esqueçam, entre muitos outros sinais de declínio editorial nas televisões, da poluição ideológica dominical, do internacional entregue aos guerreiros de sofá ou do programa todo: os economistas que não acertam uma. 

A coisa está de tal ordem que, num programa chamado É ou não É – É, É, É, É seria um nome melhor –, a jornalista Ana Lourenço usou a maldita palavra “colaborador” e teve de ser corrigida por um gestor de topo: “não há colaboradores, mas sim trabalhadores”. 

Num registo perigosamente radical e fora do plano, o tal gestor também garantiu que seria prudente aumentar os salários, no caso de faltarem trabalhadores, para lá de dar uma breve lição sobre quem é que cria tudo o que tem valor, algo que sabemos pelo menos desde Adam Smith..."

 

22 fevereiro, 2023

NÃO, NÃO VENHO FALAR DO MEU CRÂNEO... MAS DA UCRÂNIA ...


No outro dia, falando do meu crânio, deixei implícita a necessidade de ouvir uma terceira opinião e colocava a necessidade de ter igual procedimento se viesse a falar da Ucrânia. Ora cá vai: 

«Acusar todos os que acham que não há uma solução militar para a guerra da Ucrânia e que uma solução de paz negociada deve ser encontrada o mais cedo possível de estar a favor de Putin nunca fez sentido, mas à medida que o tempo passa, a narrativa de que é preciso continuar a guerra até que a Ucrânia alcance uma vitória militar vai ficando cada vez mais insustentável.

Na verdade, à medida que o tempo passa, as peças da narrativa política e mediática imposta à opinião pública pelos Estados Unidos e pelos seus mais fiéis acólitos europeus, baseada na ideia de que a guerra tem de prosseguir até ao último ucraniano, vão caindo como um castelo de cartas.

Desde logo, a partir do momento em que há cerca de um ano atrás a guerra entrou numa nova fase com a ofensiva russa sobre o território ucraniano, era evidente, tendo em conta a desproporção de forças existente, que a solução que melhor serviria os interesses do povo ucraniano seria trabalhar para um cessar fogo imediato e para a abertura de negociações que permitissem uma coexistência pacífica entre a Rússia e a Ucrânia que salvaguardasse a segurança de todos, incluindo do povo do Donbass.»

Ler tudo aqui


14 outubro, 2022

COMENTANDO OS COMENTADEIROS DE SERVIÇO - II

Eu sei que o tempo é escasso e o vídeo demora.... mas a opção quanto à necessidade de se ter consciência da máquina manipuladora e de como atua...  essa opção, é sua!

E, a despropósito, lembro um texto meu que mantém toda a atualidade, apesar de ser antigo.

17 maio, 2022

O PONTA-DE-LANÇA ROGEIRO (não confundir com Rogério, eu jogo à defesa pois é tempo de resistir)


«Os tempos que vivemos são os do triunfo, em toda a linha, do jornalismo de merda. Todos os meios de comunicação se disputam, até à abjecção, por servir uma informação acanalhada, truncada, parcial, simplificada, peneirada, paternalista, adocicada e sentimental. Sem escrúpulos nem pudor.»

Ler tudo, aqui, onde merece ser lido


 

17 agosto, 2021

E EIS SENÃO QUANDO... O BLOCO ENTRA NO PÓDIO

  

Já vos tinha dito que recebo, volta não volta, notícias do Grupo Marktest. Hoje chegou-me mais uma sobre os protagonistas que preenchem as notícias. Em análise, estão os programas: Jornal da Tarde, TeleJornal e Portugal em Directo (RTP1); 24: Sumário (RTP2); Primeiro Jornal e Jornal da Noite (SIC); Jornal das 8 e Jornal da Uma (TVI).  

Não há detalhe, canal a canal, mas suspeito que a ordem do ranking é igual, assim como é comum a omissão.  Afinam todos pelo mesmo diapasão... 

Desta vez há uma novidade: o Bloco entra no pódio

10 junho, 2021

HOJE, ATENDENDO À DATA E PORQUE FUI MANDADO, FUI FALAR COM O CAMÕES...


Hoje, como sempre acontece num feriado, regressei à esplanada onde ontem tinha estado. Ia ouvindo rádio e na Antena 1 estava dando um programa sobre a comunidade madeirense que está saindo da Venezuela, porque o regime assim, porque o regime assado e o que se ia dizendo da vida que lá se vive arrepiaria caso eu não entendesse a campanha e o cerco que está sendo feito àquele país latino-americano. Comentei com quem estava ao meu lado. A pessoa, olhou-me de alto abaixo, e disse-me o que se diz a quem não se quer ouvir nem mais uma palavra, "Eh pá, vá falar com o Camões!".

Achei boa ideia, e fui falar com o poeta que por acaso estava a ler o Diário de Notícias da Madeira. Contei-lhe o que ouvira sobre o êxodo de lusodescendentes de regresso à Pátria. Ele sorriu, piscou-me o único olho disponível para manifestar cumplicidades e disse-me: "Aqui no jornal dá-se notícia do que se passa ao contrário, das dezenas e dezenas de madeirenses que estão retornando à Venezuela". Li o artigo, de fio a pavio e fiquei comentando com ele que o Mundo está em cima de um muro. "Vamos lá a vêr para que lado cai", disse Camões antes de se despedir e ir...

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ARTIGOS RELACIONADOS

09 abril, 2021

SÓCRATES DESMENTE O QUE HÁ 10 ANOS PARECE TER ADMITIDO...

Esta a confissão que Sócrates terá apresentado à Comissão Parlamentar de Inquérito, não por forma escrita ou presencial, mas em vídeo (que já gravou e se encontra disponível no YouTube)
A notícia é antiga, está datada 
mas esta é a notícia actualizada 

11 fevereiro, 2021

EM DIA DE COMEMORAÇÃO, O PRÉ-ANUNCIO DO MEU NOVO PROJETO

Em dia de comemoração, o pré-anuncio do meu novo projecto.

Falemos primeiro do que estou comemorando. Faz hoje, dia 11, exactamente 11 anos, que ofereci um jantar de agradecimento aos meus assessores, o Pedro, o Arnaldo, o Luís e o Mário, por se terem prestado a ser os meus conselheiros, críticos e juízes. 

O jantar tinha por objectivo, além do convívio, agradecer-lhes a paciente tarefa a que se prestarem durante 6 semanas, em finais de 2009, a lerem textos meus que lhes enviava em word, via e-mail, e que cada um deles comentava e pontuava, de 1 a 5. 

Os textos, eram textos em que eu, escrutinando o Semanário Expresso, pretendia fazer prova de a redacção do jornal estar a ser manipulada por forças ocultas, que então designei por PiG (Partido da Informação Golpista). 

Chegados ao fim daquela maratona, coube-me fazer um balanço geral sobre se considerava, então, ter conseguido (ou não) obter o músculo necessário para imergir na blogosfera, ir à luta, denunciar a imprensa golpista e os seus artigos e reportagens. 

Na altura, não consegui provar a existência do PiG, mas recebi forte incentivo para enveredar pela carreira de blogger.

Em dia de comemoração estava marcado, para hoje, novo jantar. Aqui, já não faria sentido avaliar se, passados todos estes anos, o meu trabalho aturado tinha finalmente provado que a imprensa é (está) ou não condicionada por mão pesada (ao ler isto, eu fiquei sem dúvida alguma). A agenda era outra, dar-lhes a conhecer o meu novo projecto para este espaço.

O jantar, naturalmente, foi adiado mas não o pré-anuncio. 

Dele falarei amanhã, já com algumas mudanças. Boa?