Exames feitos por encaminhamento do médico de otorrino que nada me encontrou, aquando dos seus laboriosos testes:
- Sangue
- Urina
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- ECG
- TAC
Exames feitos por encaminhamento do médico de otorrino que nada me encontrou, aquando dos seus laboriosos testes:
| Documentos que são prova da narrativa... |
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| A nossa Maria João |
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| A nossa Maria João na sala de espera de um Centro de Saúde |
________________ outroPara: ULSLO | Lisboa Ocidental Oeiras | USF Conde de Oeiras <usf.coeiras@ulslo.min-saude.pt>
Assunto: ENDOSCOPIA ALTAÀ atenção da Dra. Xxxx Vvvv- urgenteBoa tarde, Dra. XxxxAcabo de chegar da Clínica Cirúrgica Dr. Joaquim Chaves - Carcavelos, onde fui marcar a endoscopia alta. Fá-la-ei a sangue frio, uma vez que o Estado não comparticipa a sedação e eu não posso dispor dos setenta e cinco euros que ela me custaria. Mas o que importa agora é que todos os exames invasivos impõem regras aos doentes hipocoagulados e eu, tendo o procedimento marcado para a próxima quarta-feira às 19 h, pararei ainda hoje as tomas de Varfine que substituirei por Enoxaparina 6000 injectável. Ainda tenho duas caixas que me sobraram das múltiplas cirurgias dentárias, mas vou precisar de mais umas três ou quatro porque a prática foi-me ensinando que, embora possa retomar o Varfine após o procedimento, o meu INR leva sempre uns largos dias até voltar ao seu normal e eu poder deixar de tomar a Enoxa e o Varfine, em simultâneo. Venho, portanto, chateá-la mais uma vez para lhe pedir as receitas de Lovenox 6000 (60mg)/0,6ml.Um beijinho da mais chata das suas utentesMaria JoãoAos funcionários administrativos da USF Conde de Oeiras - muito urgente
Boa tardeNo próximo dia 29 terei de fazer uma endoscopia alta que exige que pare ainda hoje as tomas de Varfarina sódica e que as substitua por Enoxparina injectável. Estando a Dra. Xxxx Vvvv ausente e o não cumprimento da substituição da Varfarina por Enoxaparina pode custar-me a vida, peço-vos encarecidamente que reencaminhem o meu email para qualquer médico que me possa passar as receitas de Lovenox 6000 (60mg)/0,6ml.
Antecipadamente grata,Maria João Bazílio Brito de SousaUtente nº 369413397___________ agora segue esta mensagemViva, neto meu
Os dois SMS que te reencaminhei correspondem respectivamente à receita "mal passada" pela médica que hoje nos atendeu em Paço de Arcos e à credencial para endoscopia alta passada pela médica que me atendeu no ACES Oeiras na "consulta do dia" no dia 22.Abaixo segue o email que ontem enviei para a minha médica de família que, conforme vim a saber, só voltará a estar disponível no dia 28.Vou agora ver se encontro o email que a USF conde de Oeiras me enviou e já to envio.
Visitei-a ontem no São Francisco Xavier, estava a soro numa pequena sala pejada de gente, na sua maioria idosa, a ser assistida pela equipa que faz o seguimento das urgências. Médicos e enfermeiros atenciosos e prestáveis em contraste com os cadeirões pouco cómodos e sem préstimo. Fomos conversando e fiquei a saber que quem a levara não tinha sido o 112 mas sim os bombeiros que cobraram 40 € pelo transporte. A saber fiz uma careta bem expressiva de tão inesperada notícia. Procurei a médica que a estava assistindo e conversámos um pouco sobre a sua situação, tentando tranquilizar-me sobre o seu estado e informando-me que já lhe tinha passado a "nota de alta". Esperei e, quatro horas depois, transportei-a a casa. Estava dorida mas calma, embora apreensiva. Horas depois, do hospital, ligaram-me dizendo que a Maria João se esquecera do telemóvel. Fui e vim, num tiro. Subi ao seu quarto andar, e juntos fumamos mais um cigarro...
Hoje levei-a à farmácia e fomos falando. Do que ela disse, fixei o diagnóstico e o seu pessimismo:
"Rogério ter tido insuficiência cardíaca, descompensada por infecção respiratória e com liquido nos pulmões, não é coisa que passe assim... Se tivesse mais animo não teria aceite a alta!"
Mas... porque ela perdeu o sorriso e eu tento dar-lhe alento? A razão não se traduz em grande novidade: a Maria João está mal. Esta manhã levei-a à consulta. Juntou à sua volta três médicos que, após trocarem impressões entre si, decidiram passar-lhe carta de internamento hospitalar. Um vírus resistente carece de especiais cuidados médicos... A situação, contudo, não é grave.
Vamos ver... e eu vou dando conta!
"Em 2022 existiam 243 hospitais em Portugal, dos quais 112 públicos e 131 privados. O crescimento dos privados começou após a chegada do PS ao poder."
Ler tudo em AbrilAbril
E onde fomos? Ao Hospital Egas Moniz a uma consulta. A nossa sonetista deu uma lição à médica, pois ela tem mais experiência que à licenciada em medicina. Autentico "vade-mécum" ia dando contra indicações ao receituário para as muitas mazelas, umas confirmadas outras carecidas de mil exames e análises... Contudo, a Maria João não se livrou de uma dose de cortisona em cada receitada toma.
De regresso, trazia eu a quadra que antes me tinha dedicado...
Não faz quadra sobre SMART
Quem o não saiba guiar...
Fico então posta de parte:
Rogério, estás-me a tramar! ;)
Ia eu a exclamar "Hirra!, és pobre e mal agradecida" quando ela me deu um agradecido beijo de despedida.
Tenho andando, contra o meu hábito, arredado deste meu espaço. Em geral, passo pela blogosfera em modo apressado sem me deter nem a ler nem a escrever... Isto porque meti ombros à tarefa quixotesca de criar um movimento visando o impossível, ou seja, fazer parar um projecto megalómano de que aqui já deixei rasto...
Mas o pior nem é isso. O pior mesmo é a minha saúde que põe em perigo o poder estar onde queria tanto estar (e só uma vez faltei)
Ah, esta maldita dor... Temo que o milagre não chegue a tempo!
"Passados 44 anos sobre aquele momento fundador em que o PSD votou contra o SNS, o projecto de reforma do SNS apresentado pelo PSD de Montenegro omite informação sobre o seu passado político.
O PSD de Pinto Balsemão tentou rebentar com o SNS ao aprovar do decreto-lei nº254/82 que pretendia esvaziar de tal forma o SNS, que este desapareceria. Este episódio é contado num dos programas da série da RTP comemorativa da existência do Tribunal Constitucional. O então presidente da República, Ramalho Eanes, remeteu o diploma para apreciação da sua constitucionalidade e ... o TC chumbou-o! Porquê? Por pôr em causa o SNS constitucionalmente garantido. Ver aqui.O PSD de Cavaco Silva, com as suas duas maiorias absolutas no Parlamento, aprovou uma Lei de Bases da Saúde que colocou o SNS em concorrência com o sector privado da Saúde e obrigou o Estado - paradoxalmente - a ter como missão incentivar precisamente esse sector privado, em detrimento e prejuízo do SNS público. Ou seja, o velho projecto do PSD e dos donos do sector privado.
Pior do que isso: a política económica seguida - primeiro com vista à adesão à moeda única e depois já sob as suas regras institucionais, aliás partilhadas com o PS, com efeitos de afastamento entre a periferia e o centro europeu - justificou desde os anos 90 uma política orçamental restritiva, que curiosamente se traduziu num subfinanciamento crónico do SNS, o qual foi desincentivando a permanência de pessoal, desarticulou serviços, reduziu a capacidade do serviço público cujos efeitos cumulativos hoje são visíveis.
O PSD de Pedro Passos Coelho acentuou esta deriva ao adoptar o programa da troika - hoje tão criticado pelo próprio PSD, como obra do Governo Sócrates - para aplicar o seu programa neoliberal. Reduziu-se, cortou-se, drásticamente o investimento público, nomeadamente no SNS.
O projecto do PSD de Montenegro critica a gestão orçamental do PS, mas omite a que foi realizada por Passos Coelho. O único gráfico com dados estatísticos desde 2011 refere-se a... pagamento a fornecedores e a contratação de serviços médicos. Curiosamente, neste último caso, os dados fornecidos passam de 2010 para 2015, omitindo-se o mandato de Passos Coelho.
A julgar pelo seu projecto, o PSD de Montenegro está - mais uma vez! - mais preocupado com o sector privado do que com a saúde do SNS público. Por isso, as propostas são genéricas e implicam um sobrefinanciamento - não estimado! - na contratação do sector privado.
O problema do PSD - juntamente com toda a direita e a direita do PS - é que, apesar de elogiar sem peias o SNS, na realidade ou militam contra ele ou não têm a coragem de afrontar os poderosos interesses deste sector que, como alguém já disse, é dos mais rentáveis, a seguir ao negócio das armas.
POSTADO POR JOÃO RAMOS DE ALMEIDA em 6.7.23, in Ladrões de bicicletas
... E CAI O PANO