08 setembro, 2014

Avante! E que a partir de agora esta onda se agigante!


Quando tememos estar sós, eis senão quando uma onda se junta. Muita gente jovem, muita. E eleva-se a esperança de que não terá razão o meu poeta, que dedicou as suas memórias aos seus tetranetos desacreditando, assim, nas próximas gerações. Eu próprio me vi envolvido nessa descrença e pessimismo, mas a Festa contraria isso...  Convido-vos a fazer uma digressão comigo. Vamos lá!

Certamente porque a onda cresce a imprensa a esconde. E das palavras certas ditas, dão delas os jornais apagada e distorcidas citações, enxertos desenquadrados para as descredibilizar. Colocam a tónica no que mais lhes importa e "esquecem" que, para estes tempos "tão negros", foram apresentadas linhas orientadoras e avançado um programa:
"(...) Portugal tem de se libertar de três constrangimentos que entravam a recuperação económica e justificam o processo de retrocesso social – a dimensão insustentável da dívida pública e da dívida externa, a integração monetária no Euro e a dominação financeira da banca privada.
O PCP assume as suas responsabilidades de grande Partido da Soberania e Independência Nacional, anunciando um programa integrado de acção política para renegociar a dívida, preparar o País para a saída do Euro, retomar o controlo público do sector financeiro, aspectos que constituem um imperativo nacional e uma exigência patriótica.
Um programa que se desenvolverá de imediato com:
A realização da iniciativa de abertura da acção “A força do Povo por um Portugal com futuro” no próximo dia 28 de Setembro centrada na Dívida, no Euro e nos interesses nacionais onde se afirmarão e apresentarão elementos essenciais que conduzam à libertação de Portugal dos constrangimentos a que está sujeito e recupere para o País alavancas essenciais para o seu desenvolvimento;
A apresentação na AR no início da sessão legislativa de um projecto de resolução que estabeleça um programa para resgatar o País da dependência e do declínio que vise fixar os calendários, condições e opções da política nacional com vista: a renegociar a dívida compatibilizando-a com o direito ao desenvolvimento; à criação de estruturas nos órgãos de soberania que estudem e preparem o País para a saída do Euro conduzida para a salvaguarda dos interesses e condições de vida dos trabalhadores e do povo; adoptar as decisões que conduzam a um efectivo controlo público do sector financeiro colocando-o ao serviço do interesse do País e dos portugueses e não da especulação.
O desenvolvimento pelo Estado Português de propostas fundamentadas para a realização de uma Conferência Intergovernamental para a revogação e suspensão imediata do Tratado Orçamental, a revogação da União Bancária, medidas visando o papel do BCE, a abordagem do processo de dissolução da União Económica e Monetária e a extinção do Pacto de Estabilidade e a criação de um programa de apoio aos países cuja permanência no Euro se tenha revelado insustentável bem como a rejeição do Tratado Transatlântico de Comércio e Investimentos UE/EUA, acções já anunciadas pelos deputados do PCP no Parlamento Europeu.
O PCP anuncia assim a acção em todas as frentes na defesa da soberania e da independência, na defesa dos interesses nacionais.
Uma acção que se articula com o lançamento e apresentação de outro conjunto de propostas dirigidas à imediata elevação do poder de compra dos trabalhadores, dos reformados, dos desempregados e de reposição dos rendimentos e direitos roubados. Propostas de valorização dos salários e pensões, nomeadamente a do inadiável aumento do salário mínimo nacional que deveria ter sido já actualizado, em Junho, para 515 Euros, bem como o estabelecimento de um calendário que garanta no curto prazo a sua elevação para 600 Euros!"(...)
Jerónimo de Sousa, ontem, no Comício da Festa do Avante

Avante! E que a partir de agora a onda se agigante! Lutando, lutando sempre.