15 setembro, 2014

SNS: “Ó Arnaut, então vais publicar uma coisa destas? Já fizeste as contas ao que vai custar?”


"Ó Arnaut, então vais publicar uma coisa destas? Já fizeste as contas ao que vai custar?" desde esta reveladora pergunta que as contas feitas são sempre a subtrair, para aparecerem a somar do lado do privado, usando o lema de "menos Estado". Dir-se-ia que o SNS veio a ser atacado dia-a-dia, desde que aquela pergunta foi feita. Atacado numa persistente erosão, numa morte lenta, assistida e planeada pela calada. E se a Constituição consignava o direito à saúde como um direito universal e gratuito e, em conformidade, a sua criação (1979) o consignou, não foi preciso esperar muito para se avançar com o rombo: com a II Revisão Constitucional (1989) o SNS passou a ser "tendencialmente" gratuito. Irónico  eufemismo para qualificar a prática do tendencialmente pago. O resto é o que se sabe (e o que se esconde para que não se saiba).
Ah!, e não há quem deva ser apontado ou considerado guardião ou provedor dessa Conquista de Abril. Guardiões e provedores são o povo e os trabalhadores. Ai do SNS se assim não for. 
Mas assim será!