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26 setembro, 2026

E AS ABELHESPAS (VESPAS MASCARADAS DE ABELHAS) CONTINUAM POR AÍ (reeditado)


Parte I (15.Jan.2013)

- Que está a pensar com esse olhar tão fixo?
- Espero que a abelha saia dali e me liberte o material para eu poder pensar no que está a acontecer...
- Não percebo!, diga-me isso de outra maneira para que eu possa perceber!
- Estou à espera de poder usar o arame e reconstruir este momento que estamos vivendo...
- Com o arame constrói o pensamento para poder ter a visão do momento?... Olhe, a abelha já voou... Não se importa de eu ficar a ver como constrói a realidade trabalhando o arame?
- Fique. Veja só: pega-se assim, firmemente. Depois vai-se fazendo um pequeno arco, lentamente... mas com força. Repete-se o procedimento e surge aqui à frente outro arco quase igual. Repete-se, e assim sucessivamente, vamos desenvolvendo ciclos e ciclos com o arame...
- Faz muita força de dedos nessa manipulação?
- Neste ponto, já não... e é isso mesmo o que queria perceber... ao principio, para fazer cada ciclo, foi preciso, agora o próprio arame vai-se pondo a jeito... parece estar viciado e isso favorece a forma que lhe vou dando...
- Percebo! A partir de um dado momento os ciclos desenvolvem-se com o vício da forma inicial que foi dando...
- Isso mesmo! O arame, depois de bem manipulado, quase que automaticamente assume a forma pretendida... é uma espiral... parece uma mola, só que não impulsiona nada. Fica como a vê aqui, parada.
- Olhe, está-se a acabar o arame!...
- Vou passar a fazer círculos de diâmetro mais reduzido. Acho que chegámos ao ponto em que estamos agora...
- Mas... está a voltar atrás?
- Passámos os ciclos viciosos e, à falta de arame... digamos que temos que voltar atrás e reduzir os ciclos que tinham sido maiores. Passo a fazer ciclos recessivos... e, à frente, a fazer ciclos mais reduzidos...
- ...que vão parar?
- Quando não houver mais arame!
- O fim está à vista... foi excelente este exercício! Mas como é que saímos disto?
- Neste momento vamos a tempo... É sair destes ciclos e endireitar o arame... mas com o vício...
- Com o vício?... 
- Só à martelada!
- Acho que é uma boa solução. Procuremos o martelo, então.
(saíram os dois, procurando o martelo)

Parte II (17.Jan.2013)
- Olhe ela voltou!, mas pousou neste outro lado... vai esperar que ela vá embora e voltar a trabalhar no arame?
- Trabalhar no arame naquele momento foi uma decisão errada. Uma metáfora para resultar tem que ser bem trabalhada e usar-se nela o material adequado...
- Escolher o arame foi uma opção errada?
- Não!, errado foi ter metido lá o martelo... em vez de se ter entendido que ele era usado para desfazer os círculos viciosos, todos leram que o que era preciso era desatar à martelada...
-  Os sinais dos tempos sobrepõem-se às intenções edificantes... então e agora?... noto que está a olhar para o belo insecto com o mesmo olhar fixo...
- Estou a tentar discernir se o insecto é abelha ou vespa... Há uma grande confusão à vista desarmada... o que mais se parece com uma vespa é uma abelha, o que mais se parece com uma abelha é uma vespa...
- Tem razão, eu próprio as confundo. Dizem das abelhas que são trabalhadoras e calmas e que as vespas são carnívoras e bravas...
- As abelhas têm uma organização social invejável mas vulnerável... as vespas atacam as abelhas, invadem-lhes os favos e devoram-lhes as larvas. As vespas maiores, mais vorazes, até as comem... 
- Não sabia... agora reconheço a importância de ficar aqui a olhar... mas... como vamos perceber a diferença?
- Primeiro olhamos para reter a imagem, a forma das patas, o abdómen, o tórax... Depois aproximamo-nos. Se nos atacarem, são vespas..
- Aproximemo-nos então!... Olhe, voou e pousou naquela flor...
- Era abelha!
- Era abelha! Podemos recapitular o observado ainda agora?
- Não consigo, tenho um problema de memória...
- E eu de observação... estamos então condenados à confusão... a só perceber quando nos vierem morder...
- Nem mais! O nosso drama é continuarmos sem memória!
- E de observação! Há um vespeiro reunido e muitos ainda julgam tratar-se de uma colmeia!!!

 Parte III (18.Jan.2013)

Os Zzzz´s próprios dos vespeiros eram inteiros e os olhares dos vespas se perdiam pela ornamentação dourada da bela sala, olhando as abóbadas do tecto, como que a inquirir a resposta: "e como fazer, sem que as abelhas acordem e se revoltem?"  Do lado direito, da fila primeira, logo da primeira cadeira, se levantou um vespa. Levava na mão uma pen que inseriu para mostrar um vídeo para ilustrar a palestra. Elevando a voz para que fosse ouvido de modo entendido, disse antes das imagens passarem: 
"Evitemos esta imagem voraz. Evitemos mostrar o que não deve ser mostrado, como hoje soubemos não deixar escutar o que foi dito. Alimente-mo-nos das abelhas de forma menos evasiva, mais...persuasiva. Não esqueçam que temos a vantagem de sermos confundidos e tomados por salvadores e amigos... de estar a cumprir um desígnio...  de este sacrifício ser um imperativo e desse imperativo ter um único sentido: o do extermínio!"

 (findo o vídeo, o orador foi muito aplaudido e depois disso os vespas foram saindo)

Parte IV (inédito)

O favo era amplo, largo. No centro uma mesa igual a tantas existentes no ninho-colmeia, que também pode ser considerado vespeiro. Pousados frente a frente dois abelhespas sorriam-se reciprocamente perante o ar neutro de um outro indistinto insecto. Pareciam ambos pacíficos até deixarem de o ser e a cada um o sorriso desaparecer. Sobre os golpes desferidos não importa a descrição sendo certo e sabido que um vai ser comido. 
Começou a voragem dos abelhespas por eles próprios. 
Cá fora, ouvem-se comentários das abelhas: "Que se devorem uns aos outros. Será a salvação da colmeia."

02 abril, 2026

QUINTA-FEIRA SANTA - Serviço é serviço e beijos são beijos... a propósito de trinta dinheiros e da falta que nos faz o tal Papa

(repescado de post publicado o ano passado)

 
Judas devolvendo os trinta dinheiros - Quadro de Mattia Preti Ver aqui)
 

Ao longo da nossa existência racional, que como sabemos é inferior à nossa idade biológica, sempre me interroguei sobre o porquê de uma traição ser apresentada sobre a forma e a expressão de um afecto. Judas beija Jesus, como sinal de que o traiu e de que traiu um colectivo. Nem mais, nem menos: um beijo. Nada de mais afectuoso.

Tivesse a história (e as escrituras) colocado o focos do odioso na transacção, nos trinta dinheiros e talvez o Mundo fosse diferente...
“Atrás de Judas estavam os que lhe deram dinheiro, para que Jesus fosse preso e atrás deste gesto estão os que fabricam e traficam armas, que querem o sangue e não a paz, querem a guerra e não a fraternidade”
“Aquele que comanda, para ser um bom chefe, esteja onde estiver, deve servir.”
Papa Francisco, durante durante outra quinta-feira santa

17 abril, 2025

QUINTA-FEIRA SANTA (Serviço é serviço e beijos são beijos... a propósito de trinta dinheiros)

(repescado de post publicado o ano passado)

 
Judas devolvendo os trinta dinheiros - Quadro de Mattia Preti Ver aqui)
 

Ao longo da nossa existência racional, que como sabemos é inferior à nossa idade biológica, sempre me interroguei sobre o porquê de uma traição ser apresentada sobre a forma e a expressão de um afecto. Judas beija Jesus, como sinal de que o traiu e de que traiu um colectivo. Nem mais, nem menos: um beijo. Nada de mais afectuoso.

Tivesse a história (e as escrituras) colocado o focos do odioso na transacção, nos trinta dinheiros e talvez o Mundo fosse diferente...
“Atrás de Judas estavam os que lhe deram dinheiro, para que Jesus fosse preso e atrás deste gesto estão os que fabricam e traficam armas, que querem o sangue e não a paz, querem a guerra e não a fraternidade”
“Aquele que comanda, para ser um bom chefe, esteja onde estiver, deve servir.”
Papa Francisco, durante durante outra quinta-feira santa

23 agosto, 2024

SERÁ QUE A MADEIRA PRECISA... DE UMA BRAQUITERAPIA?


Ficámos a saber, como a ministra deu a conhecer, que o problema da Madeira é no âmbito da urologia. De facto o cancro está diagnosticado... mas será que vai ser necessária uma braquiterapia? 

(Não se ria, o assunto é mesmo, mesmo, mesmo... muito sério!)

vídeo cedido pelo Cid Simões

28 março, 2024

QUINTA-FEIRA SANTA (Serviço é serviço e beijos são beijos... a propósito de trinta dinheiros)

(repescado de post há muito publicado)
 

Ao longo da nossa existência racional, que como sabemos é inferior à nossa idade biológica, sempre me interroguei sobre o porquê de uma traição ser apresentada sobre a forma e a expressão de um afecto. Judas beija Jesus, como sinal de que o traiu e de que traiu um colectivo. Nem mais, nem menos: um beijo. Nada de mais afectuoso.

Tivesse a história (e as escrituras) colocado o focos do odioso na transacção, nos trinta dinheiros e talvez o Mundo fosse diferente...
“Atrás de Judas estavam os que lhe deram dinheiro, para que Jesus fosse preso e atrás deste gesto estão os que fabricam e traficam armas, que querem o sangue e não a paz, querem a guerra e não a fraternidade”
“Aquele que comanda, para ser um bom chefe, esteja onde estiver, deve servir.”
Papa Francisco, durante durante outra quinta-feira santa

03 outubro, 2023

DIÁLOGO COM UMA POBRE BARATA


Íamos para a reunião à hora exacta
Quero ir também pediu à socapa
Mas... o Presidente só ouve gente cara
Morreu de desgosto, pobre barata 

 Diálogo à porta do Município, ou seja, "em casa de ferreiro, o espeto é de pau" pelo que a praga lhe chega até casa...


10 setembro, 2023

O IMPOSSÍVEL É, TÃO SÓ E APENAS, AQUILO QUE AINDA NÃO ACONTECEU!



Caro RAP,

Envio o convite para que foi convidado. 
Como pode confirmar, tenho tudo preparado para que não apareça...
(a menos que o faça de surpresa, o que seria surpreendente!)

Evito enviar-lhe um apertado abraço
pois posso magoá-lo 

Rogério Pereira

(O Melhor Escritor do Mundo) 

09 setembro, 2023

MANDEI-LHE UM CONVITE A GOZAR COM QUEM TRABALHA

Caro Sr. Ricardo, que também é Araújo e ainda, como eu, é Pereira,

Venho convidá-lo. 

Antes do "para quê?" deixe-me dizer-lhe que, alguém que ambos estimamos, terá escrito que "Somos todos escritores, só que uns escrevem e outros não". Eu escrevo! Entre os livros editados (todos esgotados) está o meu último "Contos Para Serem Contados" o qual, por imperativos do financiador, vai (esta 2ª edição) ser doada às crianças que frequentam o 4º ano do ensino de todas as escolas básicas sediadas no Município de Oeiras. 

Para ajuizar da importância que o pelouro da educação da CMO atribui ao meu livrinho vai a sua apresentação ser dirigida, por convite, aos Directores das ditas cujas EBs. E, como nada é inocente em tudo que abraço, vamos chatear o juízo a tão responsável plateia, projetando um vídeo. E como preciso de quem me melhore a prosa futura, estará presente um reputado crítico literário. E como preciso de alguém que saiba gozar com quem trabalha, venho convidá-lo a si.

A data/hora, ainda a confirmar, será a tempo comunicada, assim como o local.

Sobre a obra obrada, dou-lhe conta de um balanço feito às jornadas da 1ª edição bem como a reportagem de uma sessão memorável.

Se achar que a sua decisão fica ainda pendente da leitura de tal escrita, mande uma morada para onde remeter a dita. Caso não, mande na mesma.

Sem mais, pois que já é muito, termino com um,

Expectante abraço, deste seu admirador,

Rogério Pereira

05 agosto, 2023

SERÁ QUE D. MANUEL CLEMENTE REPETE O TAL GESTO OBSCENO?


Mais que certo que D. Manuel Clemente, ao ver o que publiquei, será mais contido e não irá repetir o obsceno gesto. Ele conta com o algoritmo para me limitar o diálogo e o convívio. Ele conta com a capacidade do blogger em me impedir que possa comentar ou responder a quem me comenta... a CAPTCHA não falha...
(ultimamente é o que me tem acontecido, 
quero comentar e não consigo)


 

23 julho, 2023

O PRESIDENTE MARCELO (o que eu escreveria sobre ele se eu soubesse assim escrever...)


Este texto até nem é meu, embora por vezes até pareça, mas... de seu a seu dono:
"ele é omnipresente: onde houver desgraça ele leva um abraço, onde houver festa ele leva um foguete, onde houver escuridão ele leva holofotes, onde houver assunto ele leva opinião e nunca declina.

ele é o único ator desta novela: faz de amante, de amado, de herói e de vítima, faz de conta, chora e ri, fala como se fosse autêntico e também declara.

ele é o único artista deste circo: anda no trapézio, seguro por redes e cordas, preso por cordões transparentes faz equilíbrio,  é palhaço, é macaco, é dromedário e também declama.

ele é doutor: nunca sujou as mãos e está sempre a lavá-las, lava também o corpo e o seu passado todos os dias, nasceu de barriga para o ar e de barriga para o ar há de morrer e nunca defeca.

o espetador escolheu-o e gosta dele quando já enjoa, faz que acredita nele quando sabe que mente, vê-o sempre branco mesmo que troque as tintas, bate-lhe palmas quando não lhe acha graça e vai em sua defesa.

só nos faltava este, nascido e criado pela Outra Senhora, nunca foi esquecido nem se deixou esquecer, ei-lo em toda a parte, ei-lo ator, artista, professor doutor.
- senhor espetador apresento-vos ao vivo, por cabo, por antena e internet: Carmona, Craveiro, Tomás, Spínola, Costa, Gomes, Eanes, Soares, Sampaio, Cavaco, Silva num só, o omnipresente e impotente presidente... do conselho - Marcelo!

in O Rei dos Leittões 



 

03 junho, 2023

ADEUS Ó VAI-TE EMBORA (peça curta, em um só ato)


Som (a bater à porta) - Truz, truz, truz

Eu (perguntando) - Quem é?

Alzheimer (em voz segredada) - Sou eu! Abra, temos que falar!

Eu (abrindo) - Então diga lá, mas não me tome muito tempo!

Alzheimer (com vós rápida, martelada) - Chegou-me aos ouvidos que meu amigo, vai daqui ali e esquece-se, pelo caminho, daquilo que ia lá fazer! Que se esquece de fazer a toma, volta não volta e fica indeciso se já foi tomado ou não o comprimido! Quando vai à retrete esquece-se de puxar o autoclismo! E pior que isso, no outro dia nem sabia onde ficava aquilo onde vai todos os dias...

Eu (interrompendo) - Basta! Chega! Ponha-se já na alheta e saiba, que sou cauteloso com o que como! Carne vermelha, nem vê-la e sigo a dieta mediterrânea! Saiba que uso a cabeça a toda a hora! Saiba que todos os dias escrevo de modo criativo! Que diariamente faço exercício, até em esforço! (e, dizendo isto, bateu-lhe com a porta na tromba)

Minha Alma (sem ser vista e com voz calma) - Mas olha que o gajo tem razão, tens que te por a pau com o Teu Juízo. Fala-lhe nisso!

CAI O PANO

13 maio, 2023

BOLETIM CLÍNICO... (2º acto do Teatrinho)


ÂNUS (antes do pano subir) - É pá, despacha lá o Microlax 
(nesta altura, sobe o pano mostrando personagens até aqui ausentes) 
INTESTINO DELGADO (em tom arrastado) - Tem calma caro Ânus, imagino a dor que sentas ao levar esse clister, pelo cu acima. Menos calma devia ter eu por há tantos dias não cagares e estar para aqui mais que enfardado.
VESÍCULA BÍLIAR (como que a cantar) - Ó intestino, devias é estar agradecido por estares sem nada fazer. Dias e dias à boa-vida. Vê se trabalhas, calão!
INTESTINO DELGADO (sentindo-se provocado) - Qual quê? Sofro quando não cumpro a função e ainda por cima sangro, porque arrancaram um pulipo já grandinho... mas no meio disto só vos digo que ninguém percebe nada da humana tripalhada. Ninguém sabe nada de anatomia humana...
TODOS (em coro)- Porque dizes isso, ó Intestino?
INTESTINO DELGADO (em resposta pronta) - Ora porque o Baço, na primeira parte, só para o insultar a Ele, chamando-lhe nomes veio para aqui enganar toda a gente, assumindo o protagonismo e situando nele, exclusivamente, a origem de todo o mal quando na realidade todo o mal se situa no Pâncreas, que está para aqui calado... calado que nem um rato!
PÂNCREAS (em tom pesaroso) - E julgam, porventura, que me agrada falar de mim? Estou com uma pancreatite crónica, pois como Baço ontem dizia ele bebe cerveja todo o dia e quando, à noite, se agarra ao uísque, não pára!
INTESTINO DELGADO (aos gritos) - É agora! É agora! O clister está a fazer efeito!

PASSADOS UNS SEGUNDOS OUVIU-SE UM SONORO PEIDO!

... E CAI  O PANO



12 maio, 2023

BOLETIM CLÍNICO... (Sob a forma de teatrinho)


BAÇO (com voz alterada e no olho uma lágrima) - Esse desregrado, cabeça-de-vento, viciado, alcóolico inveterado deixa-me a mim neste estado, feito num oito!
ESTÔMAGO (com voz calma) - É pá, baixa a bola! Pareces o Chega, tem calma e diz o que se passa!
BAÇO (um pouco mais calmo) - Esse energúmeno fez com que caísse numa doença incurável. Era uísque atrás de uísque, cerveja a qualquer hora e agora... agora olha...
PRÓSTATA (sussurrando, atrás dos bastidores) - Olha baço é ele que está sofrendo... mas o seu ânimo dá conta de tudo. A mim, fez com que um cancro fosse embora, bateu a bota. Hoje na consulta de urologia, foi anunciado o sucesso, agora é só vigiar a cada três meses o PSA.
FÍGADO (também fora de cena) - Eu ouvi tudo na consulta de gastro. Ouvi o médico dizer, também hoje, nada de preocupações pois o pior não aconteceu nem vai acontecer. E saiu medicado e só mandado regressar lá para o fim do ano! Boa?
EU (pondo a mão na barriga) - Que grande confusão aqui vai!... (passado algum tempo) Olha... já passou. Boa!

CAI O PANO

 

07 abril, 2023

"ELI, ELI, LAMA AZAVTTANI?"


"Eli, Eli, lama azavtani?"- A frase faz parte da Bíblia. Parece, mais que um lamento, um grito nesta sexta-feira Santa em que se celebra o momento em que Jesus passou a ser Cristo e o Mundo perdeu a fé que tinha nas pedras, até elas, abandonadas pelo Pai.

14 março, 2023

DA REAFIRMAÇÃO DE UM NOVO HUMANÍSMO AO GESTO OBSCENO

ONTEM, O ANIVERSÁRIO 
«Dez anos se passaram desde 13 de março de 2013, dia em que Jorge Mario Bergoglio foi eleito à Cátedra de Pedro. O seu pontificado é marcado pela paixão pela evangelização e pelo constante caminho de reforma da Igreja em sentido missionário. Uma década em que o tempo assumiu duas dimensões diferentes: a progressiva, para iniciar processos, e a circular, para ir ao encontro do outro e voltar enriquecidos no pensamento e no coração.»

In "Notícias do Vaticano"

"Este Papa, o seu discurso e a sua conduta parecem desejar outro modo de ser Igreja, recuperando a expressão "revolucionário" para o trânsito das ideias comuns, como necessidade e como urgência. E di-lo e fá-lo com a simplicidade de quem ainda acredita na força de um humanismo redentor. Devo dizer aos meus Dilectos que este Francisco redespertou-me ressonâncias antigas, como as da reflexão colectiva e da releitura daqueles, como Bertrand Russell (Por Que não Sou Cristão), cujo ateísmo ou agnosticismo não dificultou a pesquisa do sagrado para o reencontro com a própria condição..."
Escrito, citando Baptista Bastos, em Julho 2013
O GESTO OBSCENO

"Mas dói ver a Igreja (que rejeita estar limitada à sacristia) remetida à missão de ir colando os cacos da alma que este regime vai destroçando."
Um texto meu, de Fevereiro de 2013

20 fevereiro, 2023

NÃO, NÃO VENHO FALAR DA UCRÂNIA ... MAS DO CRÂNIO... O MEU

Lembram-se do tal relatório? Foi hoje desmontado na consulta tida de manhãzinha... por conclusão saí com receituário com ênfase nas pastilhas de vitaminas..

De entre o relatório e o ouvido, pelo neurologista de serviço, "não batendo a bota com a perdigota" tenho mesmo que ir ao desempata....

Se estivesse a falar, não no meu crânio, mas na invasão da Ucrânia há uma certa semelhança...