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17 outubro, 2026

SÓ POR ISTO VALEU A PENA TER ESTADO NO ROSSIO...


"Pelo menos um trabalhador da empresa municipal Porto Ambiente e a sua companheira estão a viver no carro desde Setembro, enquanto o filho está na casa dos avós. Ao STAL, na Invicta, tem chegado informação de casos semelhantes, particularmente numa junta de freguesia."

Se estive lá? Sim, estive no Rossio! 
Fui num pé e vim noutro,
para não ficar mais que morto...
É que isto de ser octogenário
pesa com um raio



04 outubro, 2026

O DIA MUNDIAL DA SUSTENTABILIDADE PASSA AO LADO DA INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL - I


Sim, no passado dia 25 de Setembro, como a imagem mostra, foi celebrado o "Dia Mundial da Sustentabilidade". Para já é uma data que deveria ser mais falada. Para além das celebrações registadas, os temas deveriam estar em permanência na nossa agenda. Na nossa e na de todas as instituições, a começar pelas escolas. Não por acaso, dei pela realização de uma iniciativa em que o semanário Expresso era o promotor. Dela se dava a emissão em direto na sua página no Facebook, de duas sessões uma de manhã, outra de tarde. De facto, não foi por acaso. É que essa data chegou a estar nos objetivos relacionados com a minha escrita. Era a 25 de Setembro que eu fixara a meta para o lançamento do meu livro, um conto ilustrado, que tem por tema as alterações climáticas. Tal expectativa veio a ser traída, mas não trago agora a cena angústias paralelas com estas, que resolvi hoje trazer. Cada coisa em seu lugar... Neste primeiro texto vou-me centrar no problema da água (ver aqui colocando o cursor no tempo 1h10min). Em data próxima pegarei no tema da "Construção".

O problema da água 

Coube ao Vice-presidente do Município de Oeiras, na qualidade de Presidente do SIMAS (Oeiras e Amadora), o desenvolvimento do tema e já, publicamente, o saudei pelos alertas deixados, nomeadamente:
  •  O desmesurado desperdício de água nos sistemas de abastecimento público, onde a média ronda os 27% mas há situações em as perdas de água atingem os 35%. Aqui, salientado que em Oeiras este desperdício se situa em 18%;
  •  O recurso à captação de água nos lençois freáticos através de furos, usando água que é de todos e não investem em recolhas e tratamento de água das bacias hidrográficas.
Na sua intervenção, Francisco Rocha Gonçalves, desenvolveu outros pontos igualmente pertinentes que poderiam até fazer daquela região, Oeiras e Amadora, que serve 340 mil habitantes, um case-study de boa gestão. Contudo, atendendo ao tema, muito ficou de fora... e do muito que ficou de fora não posso deixar de assinalar os impactos resultantes dos efeitos do uso da Inteligência Artificial. 

As ameaças da Inteligência Artificial

Com efeito e de acordo com relatórios do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (UNEP), o crescimento acelerado desta tecnologia traz impactos profundos aos recursos naturais. O funcionamento contínuo dos servidores gera muito calor. Para resfriar as máquinas, os centros de dados utilizam bilhões de litros de água doce, o que pode criar escassez e competir com o abastecimento humano local. Mas é a CNU – Central de Notícias UNINTER que ilustra bem as consequências do aumento da utilização da IA em dispositivos que são muito poderosos e eficientes. Esses dispositivos, como smartphones e laptops, estão consumindo cada vez mais energia, principalmente com o uso mais assíduo.

A questão é que a IA está sendo usada frequentemente para automatizar tarefas, normalmente repetitivas, que antes eram realizadas por humanos. O que se deve destacar é que isso até pode levar a uma redução do uso de energia pontualmente, entretanto, pode levar a um aumento do uso de energia em outros lugares. Os impactos negativos da IA na poluição ambiental levam a uma série de riscos como a redução da qualidade do ar e da água com o aumento das emissões de gases de efeito estufa e a poluição do ar.

Além disso, o aumento da emissão de gases de efeito estufa pode vir a acelerar as mudanças climáticas, levando a eventos climáticos extremos como tempestades, inundações e secas, que têm se demonstrado com mais constância nos últimos tempos.

Se estas notas vão muito para além das questões da água? Sim vão! Mas a sustentabilidade, ciência da esperança, só se conseguirá pela procura de equilíbrios entre a diversidade de fatores que a colocam em risco.

02 outubro, 2026

SE "TODA" A GENTE FALA DO RONALDO... COMO POSSO EU FICAR CALADO?


Digam o que disserem, o Cris fez o que fez porque:

- Tinha um avião só seu e, assim, podia por-se a cavar sem ninguém o incomodar;

- Tem uma fortuna estimada entre 1,2 mil milhões e 1,3 mil milhões de euros (cerca de 1,4 mil milhões de dólares) e além disso tem estatuto de grande accionista, no mundo do capital;

- Tinha a percepção de já não acrescentar valor à selecção (e o desempenho da seleção, ao dar banhada à Dinamarca, prova que já não precisa dele para nada)

Quanto à mossa no prestigio de Nacional, apenas recorro a uma estafada minha máxima: 

"O FUTEBOL É, TÃO SÓ E APENAS, A COISA MAIS IMPORTANTE DE ENTRE AQUELAS QUE NÃO TÊM IMPORTÂNCIA NENHUMA"

Tenho dito!

 

06 agosto, 2026

A BOMBA SOBRE HIROXIMA MATOU, MATOU, MATOU (EXACTAMENTE NO ANO EM QUE EU VIM AO MUNDO)


 A bomba "Little Boy" ex­plodiu às 8h16­min02s, a 6 de agosto de 1945, hora de Hi­roshima. Qua­renta e três se­gundos após ter sido lan­çada do Enola Gay, a 580 me­tros acima do pátio do Hos­pital Shima, a 168 me­tros a su­do­este do alvo, a ponte Aioi, com uma po­tência equi­va­lente a 12.500 to­ne­ladas de TNT.

"Assim que olhei para o céu, houve um clarão de luz branca e o verde das plantas, sob aquela luz, pa­recia da cor de fo­lhas secas" - Me­nina de cinco anos que vivia nos su­búr­bios.

"Logo de­pois da voz da nossa pro­fes­sora, di­zendo 'Ah, ali está um B!' [B-29], nos fazer olhar para o céu, sen­timos um re­lâm­pago tre­mendo. Num ins­tante, fi­camos cegos e tudo se trans­formou num fre­nesim de de­lírio" - Uma jovem es­tu­dante uni­ver­si­tária.

"Como o calor do clarão chega num in­ter­valo de tempo tão curto, não há tempo para que ocorra qual­quer ar­re­fe­ci­mento, e a tem­pe­ra­tura da pele de uma pessoa pode subir [+50 ºC]... no pri­meiro mi­lis­se­gundo a uma dis­tância de [3,7 km]." – Es­tudo do pro­jecto Ma­nhattan (o pro­jecto de de­sen­vol­vi­mento da bomba ató­mica).

"A tem­pe­ra­tura no local da ex­plosão... atingiu os [3000 ºC]... e foram en­con­tradas le­sões tér­micas pri­má­rias pro­vo­cadas pela bomba ató­mica... na­queles ex­postos até [3,2 km] do hi­po­centro... As quei­ma­duras pri­má­rias são le­sões de na­tu­reza es­pe­cial e não são co­muns no dia-a-dia." - Es­tudo ja­ponês sobre o bom­bar­de­a­mento de Hi­roshima, 1976.

"Não acre­dito que al­guém al­guma vez tenha es­pe­rado ver uma cena como aquela. Onde dois mi­nutos antes víamos uma ci­dade clara, agora já não a con­se­guíamos ver. Po­díamos ver fumo e in­cên­dios a subir pelas en­costas das mon­ta­nhas." - Ro­bert Lewis, tri­pu­lante do B-29 Enola Gay.

"Se quiser des­crevê-la com algo fa­mi­liar, seria como uma pa­nela de óleo preto a ferver..." - Van Kirk, tri­pu­lante do B-29 Enola Gay.

“Per­guntei ao Dr. Koyama quais ti­nham sido as suas ob­ser­va­ções em do­entes com le­sões ocu­lares. ‘Aqueles que viram o avião fi­caram com a su­per­fície ocular quei­mada’, res­pondeu. ‘O clarão apa­ren­te­mente atra­vessou as pu­pilas e deixou uma área cega na porção cen­tral do campo vi­sual. A mai­oria das quei­ma­duras na su­per­fície ocular são de ter­ceiro grau, pelo que a ci­ca­tri­zação é im­pos­sível.’" - Re­la­tório do Dr. Ha­chiya.

A luz não queimou aqueles que es­tavam pro­te­gidos dentro dos edi­fí­cios, mas a onda de choque da ex­plosão en­con­trou-os:

"Aquele rapaz es­tava num quarto à beira do rio, a olhar para o rio quando a ex­plosão acon­teceu, e nesse ins­tante, quando a casa de­sabou, foi ati­rado do úl­timo quarto para o outro lado da rua, para a margem do rio, e caiu na rua abaixo. Du­rante esse per­curso, atra­vessou al­gumas ja­nelas da casa e o seu corpo ficou cheio de todos os vi­dros que con­se­guiu reter. É por isso que es­tava com­ple­ta­mente co­berto de sangue."

"A apa­rência das pes­soas era... bem, todas ti­nham a pele ene­gre­cida por quei­ma­duras... Não ti­nham ca­belo porque o ca­belo es­tava quei­mado, e à pri­meira vista não dava para saber se as es­tá­vamos a ver de frente ou de costas... Man­ti­nham os braços [à frente do corpo]... e a pele — não só das mãos, mas também do rosto e do corpo — pendia... Se ti­vesse ha­vido apenas uma ou duas pes­soas assim... talvez eu não ti­vesse tido uma im­pressão tão forte. Mas onde quer que eu an­dasse, en­con­trava essas pes­soas... Muitas delas mor­reram na es­trada — Ainda as con­sigo vi­su­a­lizar na minha mente — como fan­tasmas am­bu­lantes... Não pa­re­ciam pes­soas deste mundo... Ti­nham uma forma muito pe­cu­liar de andar — muito de­vagar... Eu pró­prio era uma delas."

Fi­camos por aqui nos re­latos dos so­bre­vi­ventes. A des­crição do horror e do so­fri­mento das ví­timas, em larga mai­oria civil, está re­gis­tada em inú­meros re­latos e ima­gens, e, em par­ti­cular, no Museu Me­mo­rial da Paz de Hi­roshima.

Dos 255.000 ha­bi­tantes de Hi­roshima à data do ataque, 70.000 foram mortos na ex­plosão ou pouco de­pois. Até ao fim desse ano o nú­mero total de mortos as­cen­derá a 140.000 (55 % da po­pu­lação ini­cial) fruto dos fe­ri­mentos e do de­sen­vol­vi­mento da então des­co­nhe­cida “do­ença das ra­di­a­ções”. A estes há que juntar as ví­timas do ataque a Na­ga­saki, três dias de­pois (no mesmo dia em que as tropas so­vié­ticas in­va­diram a Man­churia e as ilhas Sa­ca­lina), do qual re­sul­taram cerca de 74.000 mortos.

Pela pri­meira vez na his­tória do homem tinha sido usada a arma ató­mica, num bom­bar­de­a­mento in­dis­cri­mi­nado de civis. Tratou-se de mais um crime do exér­cito Ame­ri­cano e uma das pá­ginas mais ne­gras da 2.ª Guerra Mun­dial.

(...)

 in jornal "Avante"- 6/8/2026

10 junho, 2026

DIA DE PORTUGAL


GOSTEI DO DISCURSO DE SEGURO
E NÃO FUI SÓ EU... ORA VEJA AQUI
Pena é que a Tribuna tivesse mais gente do que povo presente.


 

16 abril, 2026

HOJE... ACREDITEM OU NÃO... SINTO-ME LEÃO!


 É verdade! Senti-me Leão! Senti-me o Papa, não por saudar sorrindo aquele povo africano como eu já há muito fiz, mas por deixar isto dito:

"O mundo está a ser devastado por um punhado de tiranos”

Talvez lhe ligue para lhe dizer, citando Einstein:

"O mundo não será destruído por aqueles que fazem o mal, mas por aqueles que os olham e não fazem nada" 

 

19 fevereiro, 2026

MEU DEUS AO ESTADO QU´IST CHEGOU!... REGIONALIZAÇÃO, JÁ!!!


 Ao longo do tempo, fui publicando, e publicando, e publicando mapas assim (e assado) mas sempre alarmado pelo que no País se ía passando...

Ao lado da falta de planeamento do território, de modo coincidente com a centralização dos poderes, assistia-se a tudo e mais alguma coisa...

Cerca de 28 anos depois de um referendo que recusou as regiões, com 19% a dizer que a questão não deve voltar a ser discutida, assistiu-se a novo inquérito e no estudo "O que pensam os portugueses 2025 -- Descentralização, Desconcentração e Regionalização", a que a Lusa teve acesso, revelou que 71% dos inquiridos defendem que a regionalização "deve ser discutida de novo".

Agora, com o País todo a tropeçar em inundações e abatimentos, não há outro caminho: Regionalização? É já!

Se já em 2009 se reconheciam vantagens, imagine agora!

02 fevereiro, 2026

POR QUE RAZÃO A EXTREMA-DIREITA ESTÁ A CRESCER EM PORTUGAL ?

(transcrições de um trabalho do economista Eugénio Rosa)

POR QUE RAZÃO A EXTREMA-DIREITA ESTÁ A CRESCER EM PORTUGAL ? – Os muitos ricos estão a ficar cada vez mais ricos e a maioria da população pobre está cada vez mais pobre.

Muitos portugueses, nomeadamente aqueles que têm acesso fácil aos órgãos de comunicação social e que, dessa forma, condicionam a opinião pública, espantam-se, não compreendem e insurgem-se mesmo pelo facto de tantos portugueses serem atraídos e votarem nos partidos da extrema-direita. A ascensão da extrema-direita é um facto que está a acontecer em todos os países da U.E., e em outros países como a Inglaterra e os EUA e na América Latina. Esse espanto e incompreensão resulta, a nosso ver, de se esquecerem que é o “ser que determina a consciência” , e não o contrário, ou seja, as condições materiais da vida influenciam de forma decisiva as opções da maioria dos indivíduos” . A deterioração das condições de vida da maioria da população, o aumento das desigualdades e a incerteza em relação ao seu futuro, tudo isto agravado por guerras e sanções, e agora pela corrida ao rearmamento da U.E. e os consequentes cortes nas despesas sociais (o SNS é já uma vítima), pela desagregação da globalização capitalista, pela fragmentação das cadeias de abastecimento, pela politica de Trump na tentativa de tornar os EUA, em claro declínio, “novamente grande”; tudo isto combinado com a incapacidade dos governos para inverter esta situação (as suas medidas só a têm agravado, ex. SNS, escola pública, pensões, etc.) estão a contribuir para toda esta grave crise politica e social. Neste artigo procuramos mostrar, com base em dados oficiais, como o agravamento das desigualdades e das condições de vida em Portugal constitui um contributo importante para tornar o discurso populista da extrema-direita mais apelativo, incluindo junto de jovens que não conseguem vislumbrar um futuro com perspetivas e levar muitos portugueses a votarem neles.

 AS DESIGUALDADES ENORMES NA DISTRIBUIÇÃO DA RIQUEZA EM PORTUGAL NÃO PARARAM DE AUMENTAR ENTRE 2011 E 2024: os ricos estão cada vez mais ricos (+200400 M€), e metade da população pobre continuou na pobreza (+13437 M€)

Para aceder ao estudo integral, ver aqui 


 

24 janeiro, 2026

HOJE... SINTO-ME MARX


Há quem tenha medo das palavras e chame "antigo regime" ao fascismo por (muitos de) nós vivido. Nos tempos que correm, abre-se a porta ao seu regresso seguido da ameaça de uma farsa, cujos contornos não é possível antecipar.

Sentindo-me Marx, ocorre-me inesperadamente a memória dos Congressos da Oposição Democrática de Aveiro... e faz todo o sentido pensarmos nisso! Digo-o por o ter vivido...



30 dezembro, 2025

PARA DESGOSTO MEU (EM 2025) AINDA NÃO ACONTECEU

coisas que (ainda) permanecem... estão presas por um fio... aumente-se a tensão da corda!

A proximidade do fim do ano merece um balanço, que hoje venho aqui fazer. Começo por listar o não acontecido expressando os votos de, para o ano, os ver acontecer:
Não ocorreu a ruptura com as certezas impostas. 
Não ocorreu a ruptura com a guerra.
Não ocorreu o acordar desejado, apesar de tanto ser cantado. 
Não ocorreu o susto que fará acordar quem dorme. 
Não ocorreu o povo sair desse sono enorme em que dormem tantos dos enjeitados, humilhados e ofendidos, esquecidos da humilhação e da marginalidade social para onde os continuam a empurrar. 
Não ocorreu a cidadania descer à cidade. 
Não ocorreu os poetas acertarem versos contra a adversidade.  
Não ocorreu, mas está preso por um fio o tanto que não aconteceu.  
Aumente-se a tensão sobre a corda.
E o povo acorda. 
  

19 julho, 2025

JÁ SARAMAGO MANIFESTAVA A INCERTEZA SE O PAÍS CONTINUARÁ A EXISTIR...


Não é por acaso que hoje em dia não se cita Saramago. E, quando Saramago é citado, alguém o faz travestido em Sophia. Fê-lo o Primeiro Ministro, não por incultura ou distração, mas por mera manipulação. Manipulação que se entende. Ora leia: 

"O Nobel da Literatura José Saramago defendeu hoje a necessidade de rectificar com urgência a situação dos "excluídos" na Europa, dando-lhes condições de vida dignas, para evitar, de futuro, novos confrontos como os de Paris.

 Saramago falava em Lisboa, no Teatro Nacional São Carlos, durante o lançamento de "As Intermitências da Morte", o seu novo romance.

O Prémio Nobel da Literatura de 1998 mostrou-se preocupado com a forma como o fenómeno da imigração ilegal está a ser gerido na Europa e lamentou que muitos imigrantes não possam "viver uma vida que valha a pena".

Para José Saramago, os protestos do Maio de 68 em Paris acabarão por parecer insignificantes face à gravidade que podem vir a atingir as manifestações dos que se sentem excluídos, dos que vivem à margem, sobretudo "nas periferias das grandes cidades".

Perante as cerca de 800 pessoas que se deslocaram ao São Carlos, o escritor revelou também a sua apreensão com o rumo de Portugal, dizendo não ter a certeza se o país - que vive um período de "cinzas" - continuará a existir dentro de meio século."

 

21 junho, 2025

COMO SE TRANSFORMOU O HAMAS NA ORGANIZAÇÃO QUE HOJE SE DIZ SER? E QUEM CONTRIBUIU PARA TAL? - II

Porque o anterior post continha afirmações que, como alguém chamaria a atenção, não corresponderia à realidade, fui investigar e achei mais contributos, acho que apreciados no seu conjunto teremos os dados necessários para a tese final.

De tal investigação (que pode ser consultada aqui) selecionei este testemunho:

“Hamas, para meu grande pesar, é a criação de Israel”, diz o Cohen, um judeu nascido na Tunísia que trabalhou em Gaza por mais de duas décadas. Responsável pelos assuntos religiosos na região até 1994, Cohen viu o movimento islâmico tomar forma, deixar de lado os rivais palestinos seculares e depois se transformar no que é hoje o Hamas, um grupo militante que jura a destruição de Israel.

Em vez de tentar conter os islâmicos de Gaza desde o início, diz o Cohen, Israel os tolerou por anos e, em alguns casos, encorajou-os como um contrapeso aos nacionalistas seculares da Organização para a Libertação da Palestina (OLP) e sua facção dominante, a Fatah de Yasser Arafat.
LUTA DE UMA VIDA Líder da OLP, Yasser Arafat era reconhecido como o grande líder do povo palestino e, por isso, era o alvo preferido de Israel 

 

19 junho, 2025

COMO SE TRANSFORMOU O HAMAS NA ORGANIZAÇÃO QUE HOJE SE DIZ SER? E QUEM CONTRIBUIU PARA TAL?


Um dos principais atores do conflito no Oriente Médio é o Hamas, grupo que liderou o ataque contra Israel no dia 7 de outubro, sendo considerado uma organização terrorista por países como Estados Unidos, Reino Unido, Japão e nações europeias. Para entender a guerra atual na Palestina, é preciso conhecer as origens e história dessa organização. 

O Hamas, palavra que significa “Movimento de Resistência Islâmica”, foi fundado em 1987 após o início da primeira Intifada, que foi uma ampla revolta palestina contra a ocupação israelense em seus territórios. O grupo foi criado a partir da Irmandade Mulçumana que, até então, fazia um trabalho de assistência social na Palestina.

A partir dos anos 2000, Hamas passou a disputar eleições e, em 2006, conquistou a maioria no legislativo (76 das 132 cadeiras), em um pleito considerado limpo por observadores internacionais. Porém, Israel, Estados Unidos e potências europeias não aceitaram o resultado e a disputa entre Fatah e Hamas separou o território palestino, com Fatah controlando parte da Cisjordânia e Hamas ficando com toda Faixa de Gaza. Desde então, Gaza vive um bloqueio imposto por Israel, que monitora a entrada e saída de pessoas e mercadorias. 

Para entender melhor a história desse grupo islâmico, a Agência Brasil entrevistou dois especialistas no assunto, eis alguns extratos: 

Agência Brasil: Qual o atual objetivo do Hamas? Há espaço para negociação?   

José Arbex: Ao contrário do que dizem, o Hamas quis, ao longos dos anos, entrar num processo de negociação. Quem não quer é israel. A própria OLP, por exemplo, era chamada de terrorista antes do acordo de Oslo e isso não impediu Israel de negociar.  

Rashmi Singh: Hamas sempre mostrou capacidade para negociação. Temos que separar o que é narrativa e o que é comportamento. Apesar de sempre ter existido essa narrativa de não aceitar Israel, na prática eles sempre mostraram capacidade de diálogo, diferente da Jihad Islâmica, que é bem mais radical e não tem capacidade de negociar.  

Foram muitas vezes que eles sugeriram parar de usar violência, desde que Israel aceitasse determinadas condições, mas essas condições nunca foram aceitas, como o retorno dos palestinos para suas terras. Temos que entender que Israel não aceita a solução dos dois estados.  

Nós perdemos a oportunidade de moderar o Hamas quando ele ganhou as eleições em 2006 e o resultado foi rejeitado. Foi um grave erro nessa época.  

Agência Brasil: O que aconteceu depois da vitória do Hamas em 2006? 

José Arbex: Aconteceu que Israel e os EUA não reconheceram as eleições, considerada limpa por observadores internacionais. Como não aceitaram o resultado, iniciou-se uma disputa que deu ao Hamas o controle da Faixa de Gaza, com a Cisjordânia ficando com a Autoridade Nacional Palestina (ANP) [entidade que administra parte da Cisjordânia e, até 2006, administrava Gaza].  

Mas essa foi uma crise provocada por Israel e Estados Unidos. Afinal, Benjamin Netanyahu [primeiro-ministro de Israel] achava bom o crescimento do Hamas porque isso dividia os palestinos.   

Por isso, Israel fechou os olhos para o fato de o Hamas receber verbas e dinheiro do Catar e de outras fontes sunitas. Durante todo esse período, Israel permitiu que Hamas recebesse fundos, mantendo a política terrível chamada de ceifadeira. Essa política deixava o Hamas crescer e se armar. Depois de crescer um pouco, Israel vai lá e dá uma “podada” na grama. Isso explica os ataques à Gaza de tempos em tempos.  

Rashmi Singh: O Hamas herdou uma situação de guerra e de muita violência. Havia também muita corrupção na Autoridade Nacional Palestina. O sentimento da população, depois de dez anos de Oslo, era de que a ANP não tinha capacidade de garantir a paz ou os dois estados.  

Porém, Israel, Estados Unidos e União Europeia não aceitaram o resultado da eleição democrática. Esses países começaram a apoiar a ANP para dividir o movimento palestino. Mahmoud Abbas, que perdeu as eleições, viu a chance de continuar no poder e também não aceitou a vitória do Hamas.  

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20 maio, 2025

A QUARTA AULA, FOI POR MIM DADA


                    GUIÃO QUE VIRIA A SER SEGUIDO*


19h25 – Abertura, pelo coordenador do Centro Qualifica, Prof. António Martins

19h30 – Inicio com a passagem do vídeo “Vivíamos Assim” (ver aqui) seguido da leitura, pelos alunos do Centro Qualifica, do texto de Mário de Carvalho. Este texto (ver aqui) irá ser objeto de apreciação prévia em sala de aula e de molde a poder ser lido pelos alunos, no início da sessão

20h00 – Tema: “A Guerra Colonial” – Participação de Ana Vargas abordando as questões na perspetiva humanística, fazendo anuncio do lançamento do livro “Querido Pai” que foca aspetos da separação, causada pela guerra, entre os pais e os filhos (ver aqui). Este módulo termina com um apelo “Paz, sim! Guerra, não!”

20h30 – Intervalo para jantar

21h00 – Tema: “Contributo do Movimento Associativo e Popular para a Revolução de Abril” - Augusto Flor, ex-Presidente da Direção da Confederação Portuguesa da Coletividades de Cultura, Recreio e Desporto fará exposição sobre o papel da cultura e dos movimentos e das organizações populares de base, tiveram na Revolução de Abril. A fim de poder antecipar tal abordagem e a título de mero exemplo veja-se este documento.

21h15 – Tema “Os três “dês” da Revolução de Abril” - Rogério Pereira, com base na sua experiência profissional, na qualidade de consultor industrial foca o “D” de Desenvolvimento dando conta do caminho percorrido até aos nossos dias com foco nas profundas alterações na economia (desindustrialização e cultivo intensivo na agricultura) e seu impacto nas alterações da composição social do nosso País. Inicia a sua participação com este vídeo e finaliza fazendo a ligação entre o neoliberalismo e a Paz.

21h50 – Encerramento, pela Presidente da Associação “Desenhando Sonhos”, Dr.ª Olívia Matos.

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* Como é referido no vídeo, Rogério Pereira teve que reduzir a a sua aula

29 março, 2025

VAI SENDO DITO PELO O PAPA FRANCISCO, O QUE RAIMUNDO VEM DIZENDO


Em maio de 2022, escrevia eu, citando:

"O Papa Francisco sugeriu que a NATO poderá ter motivado a invasão da Rússia à Ucrânia, numa ocasião onde voltou a reforçar a sua vontade de se encontrar com o presidente russo."

Diz ele, agora:

“Que 2025 seja um ano em que a paz cresça! Aquela paz verdadeira e duradoura, que não se detém nas querelas dos contratos ou nas mesas dos compromissos humanos. Procuremos a verdadeira paz, que é dada por Deus a um coração desarmado.”