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03 julho, 2026

COMO VOU A TODAS, NEM À ASSEMBLEIA FALHO. E COM UM MAL IMPROVISADO IMPROVISO, LÁ IMPROVISEI


Quando acabei e saí, 
pela forma como me olhavam
acho que não foi tão mal, assim
(só soube que podia ir falar
15 minutos antes de o ir fazer...)

28 maio, 2021

DIA E MEIO SEM REDE...


 O cabo "deu o berro" e a peça pereceu por força do tempo. Não sei se se trata de obsolescência programada ou se o período de vida útil da peça terá atingido o seu natural limite... O que é certo é que passei dia e meio sem net.  Mas passei o tempo sem lhe sentir a falta. A manhã passei-a a organizar o fim-de-semana, uma primeira iniciativa de campanha eleitoral. A tarde foi ocupada em reuniões para se definir as listas dos candidatos às eleições autárquicas (onde volto a figurar) e à noite houve Assembleia de Freguesia (onde houve elogios à minha liderança e ao desempenho da minha comunidade )...

Ah, e quem é o nosso cabeça de lista, na candidatura à Câmara? Tenho o grato prazer em vos dizer que ele já emprestou a sua voz a um texto meu. Oiçam-no:

18 janeiro, 2020

Sábado, um dia de intenso trabalho


É verdade, foi intenso este sábado. A manhã cinzenta, molhada e fria não adivinhava o sol. Pelas nove e coisa apareci pois a concentração estava marcada para as 9h30. A essa hora estávamos todos e até o sol. O programa era ambicioso: levar eleitos municipais e das freguesias a passar por todos os locais em todas as dez freguesias onde votámos contra os projectos da câmara e também, onde tendo votado contra, voltámos à carga questionando...
Começámos por Algés e fomos por aí fora.

Não é objectivo de, neste espaço, aqui e agora, entrar em detalhes. Só lhes digo que o trabalho foi intenso. Abro uma excepção. O Daniel por mais que indicasse, não conseguíamos perceber por onde passaria o viaduto. Obra com tanto de gigantesca como de agressiva e cara. Valeu a varanda que localizava a passagem por onde se prevê que passe.

28 dezembro, 2019

O meu amigo Sam e a atitude perante a vida


Num destes dias pensei em convidar o Sam para beber um copo e exemplificar-lhe como ajo perante a vida. A minha atitude, perante esta, seria fácil de ilustrar. Pediria que me servissem meio copo e, de seguida, bebia-o num trago.
Na vida é assim que faço pois não contemplo se está meio vazio ou meio cheio. Aproveito o que tenha dentro.
Como não deu para estar com o meu amigo Sam é neste espaço que lhe digo que conheço a Joana, o Jaime e o Pedro. Atravessaram comigo a Serra de Carnaxide, antes de se tornarem personagens do Planeta Azul.
É verdade! Passaram para a ficção, mas são realidade. 


ÚLTIMA HORA: Iniciativa no Parlamento, ASSINE JÁ

NOTA: se não me vêem por aí é por não ser possível com a minha habilidade estar atrás da máquina e aparecer na imagem, meter-me na montagem e...

16 novembro, 2019

José de Castro e a minha promessa

Lembram-se da minha promessa?
Claro que o que prometo cumpro! Embora não fosse lá apenas por ter prometido. Competia-me a mim o que a mim próprio me tenho vindo a impor: registar


...e, é assim, quem regista não fica registado...


...e acrescento, mais este texto (também da minha lavra)

15 novembro, 2019

José de Castro e o desconcerto do mundo


Ao desconcerto do mundo

Os bons vi sempre passar
No mundo graves tormentos;
E para mais me espantar,
Os maus vi sempre nadar
Em mar de contentamentos.
Cuidando alcançar assim
O bem tão mal ordenado,
Fui mau, mas fui castigado:
Assim que só para mim
Anda o mundo concertado.
São palavras ditas por José de Castro em 1972, retiradas de uma edição do Ministério da Educação Nacional - Instituto de Meios Audio-Visuais de Educação, e que pode ouvir na totalidade aqui.

José de Castro nasce em Paço de Arcos, no dia 16 de Novembro de 1931 e Morre no dia 6 de Outubro de 1977, com 46 anos de idade. Militante do PCP é, desde a sua morte, lembrado em romagem ao seu memorial, na vila que o viu nascer. 
Amanhã lá estarei, não apenas para o homenagear mas para me juntar ao protesto. 

23 outubro, 2019

O 6º Aniversário da minha União de Freguesias... e o "Melhor de Millôr" - (2)


E como o prometido é devido, cá vai um extracto da peça:

«Quando esta história se inicia já se passaram quinhentos anos, tal a lentidão com que ela é narrada. Estão sentadas à beira de uma estrada três tartarugas jovens, com 800 anos cada uma, uma tartaruga velha com 1.200 anos, e uma tartaruga bem pequenininha ainda, com apenas 85 anos. As cinco tartarugas estão sentadas, dizia eu. E dizia-o muito bem pois elas estão sentadas mesmo. Vinte e oito anos depois do começo desta história a tartaruga mais velha abriu a boca e disse:

- Que tal se fizéssemos alguma coisa para quebrar a monotonia dessa vida?

- Formidável - disse a tartaruguinha mais nova 12 depois - vamos fazer um pique-nique?

Vinte e cinco anos depois as tartarugas se decidiram a realizar o pique-nique. Quarenta anos depois, tendo comprado algumas dezenas de latas de sardinha e várias dúzias de refrigerante, elas partiram. Oitenta anos depois chegaram a um lugar mais ou menos aconselhável para um pique-nique.

- Ah - disse a tartaruguinha, 8 anos depois - excelente local este!

Sete anos depois todas as tartarugas tinham concordado. Quinze anos se passaram e, rapidamente elas tinham arrumado tudo para o convescote. Mas, súbito, três anos depois, elas perceberam que faltava o abridor de latas para as sardinhas.

Discutiram e, ao fim de vinte anos, chegaram à conclusão de que a tartaruga menor devia ir buscar o abridor de latas.

- Está bem - concordou a tartaruguinha três anos depois - mas só vou se vocês prometerem que não tocam em nada enquanto eu não voltar.

Dois anos depois as tartarugas concordaram imediatamente que não tocariam em nada, nem no pão nem nos doces. E a tartaruguinha partiu.

Passaram-se cinqüenta anos e a tartaruga não apareceu. As outras continuavam esperando. Mais 17 anos e nada. Mais 8 anos e nada ainda. Afinal uma das tartaruguinhas murmurou:

- Ela está demorando muito. Vamos comer alguma coisa enquanto ela não vem?

As outras concordaram, rapidamente, dois anos depois. E esperaram mais 17 anos. Aí outra tartaruga disse:

- Já estou com muita fome. Vamos comer só um pedacinho de doce que ela nem notará.

As outras tartarugas hesitaram um pouco mas, 15 anos depois, acharam que deviam esperar pela outra. E se passou mais um século nessa espera. Afinal a tartaruga mais velha não pôde mesmo e disse:

- Ora, vamos comer mesmo só uns docinhos enquanto ela não vem.

Como um raio as tartarugas caíram sobre os doces seis meses depois. E justamente quando iam morder o doce ouviram um barulho no mato por detrás delas e a tartaruguinha mais jovem apareceu:

- Ah, murmurou ela - eu sabia, eu sabia que vocês não cumpririam o prometido e por isso fiquei escondida atrás da árvore. Agora não vou buscar mais o abridor, pronto!

Fim (30 anos depois).» 
Millôr, no seu melhor

 

22 outubro, 2019

O 6º Aniversário da minha União de Freguesias... e o "Melhor de Millôr"


Pois é, isto de andar de celebração em celebração, alguma teria de ficar pelo caminho.
Àquela, na passada sexta,  dei-lhe a visibilidade merecida.
A esta, que agora me ocorreu que devia ser de assinalar, quase me passava. Não por razões já há muito explicadas, mas outras...
Porque a memória, sendo selectiva, fez com que esquecesse o hastear das bandeiras, mas não o Melhor de Millôr. 
A esse, compareci. É que o Programa incluía a peça. 
Compareci e... muito ri.  
Amanhã explico a razão do meu riso.

13 outubro, 2019

Ora vamos lá, então, falar da... abstenção - (2)

___
Falei disto não há muito. Para a Igreja vir a falar do assunto é porque o caso é mesmo sério.
Eu, desde há tempos, ainda nem tinha acontecido a percentagem que à Igreja fez saltar a tampa, já eu fervia.

E escrevi tanto, mas com tão pouco acolhimento que estive prestes a considerar, no limite, que nada havia a fazer.
Mas fiz, foi coisa pouca, mas o facto de ter tido  a unanimidade da Assembleia deu-me alento.  
E o que foi? Foi em 19 de Junho e está tudo na acta! Leia aqui, na página 23 , por aí... vá lá!
Dá muito trabalho? Então não vá, eu transcrevo:

24 julho, 2019

Celebrando Caxias (antes, as bandeiras estavam inteiras)

Mais uma vez não confirmei se estaria e fui. Julguei dever estar pois tenho defendido que Caxias devia continuar a merecer ser o que já fora, uma freguesia com identidade. Contudo, a data comemora a elevação de Caxias a Vila que ocorreu em 24 de Julho de 1997 o que, não sendo o mesmo, se presta a que eu assinale, mesmo desconhecendo o protocolo do hastear das bandeiras, que a Bandeira Nacional figura em primeiro lugar relativamente à que ostenta estrelas. Tal facto atenua o outro impacto, o do pano roto que por seu turno retrata a situação das freguesias e o "Estado do Município" como tão bem o retratou, este outro eleito 

20 julho, 2018

Um bom projecto do qual não há o menor rasto (no terreno)


De um projecto que devia ter marcado profundamente a realidade prisional do País,  há ligeiro vestígio a provar apenas que terá existido. Existiu e dele se deu brado, entre 2005 e 2007: 14 reportagens/referências televisivas;40 artigos de imprensa; 2 grandes reportagens de rádio; 4 artigos em brochuras; 16 084 visitas ao site do projecto; 116 284 páginas visitadas; 20 apresentações públicas no exterior; 4 apresentações na Alemanha, Itália e Polónia;4 apresentações a delegações estrangeiras (Roménia, Letónia, Angola e Moçambique); 73 apresentações de divulgação interna.

Tanta projecção para agora só dele se lembrar quem mal pisa uma prisão. No terreno, nos estabelecimentos prisionais, ficou talvez só o amargo de ter acreditado e, assim, a descrença. O Projecto GERIR PARA INOVAR OS SERVIÇOS PRISIONAIS foi um "flop", um grande faz-de-conta. E podia não ter sido assim. Bastava para deixar marca, ter seus objectivos atingidos e a inovação acontecer, se o Ministro da Justiça do Governo de Santana Lopes o abraçasse e o integrasse num projecto mais amplo. Se o tivesse feito, o então Director Geral dos Serviços Prisionais teria dado força, ânimo e incentivo ao trabalho. O mesmo aconteceu no Governo de Sócrates, com o seu Ministro da Justiça e o correspondente Director Geral. PSD e PS repetiram o distanciamento e descansam no mesmo argumento tão estafado quanto errado para contra-argumentar às insistentes queixas de falta de guardas prisionais: o índice do número de guardas/reclusos são dos melhores do Mundo...

Prometi a uma ex-diretora de um estabelecimento prisional enviar-lhe alguma documentação sobre o projecto e descubro que o Projecto continuou a ser propalado como sendo de grande sucesso  Pessoalmente, duvido que o tenha tido. Por uma razão, no sistema prisional para além da falta de guardas, a sobrelotação canibaliza tudo...

Uma recomendação, esqueça a página www.pgisp.info.  a tal que teve quase 17 mil visitas... 

Mas fica a memória do que pode vir a ser a retoma a uma boa ideia, nestes vídeos.

29 janeiro, 2018

Os Correios e de como as freguesias se empenham em que a entidade privada atinga os objectivos...

«Ponha aqui o seu pezinho
devagar devagarinho
se vai à Ribeira Grande
eu tenho uma carta escrita
para ti cara bonita
não tenho por quem a mande
»
O "Prós e Contras" foi para o ar sem que eu tenha chegado a tempo de lhe ouvir o enquadramento.
Imagino-me eu a fazê-lo. Se substituísse a Fátima, não deixaria de referir que os Correios são uma função que assegura a cidadania, para além da coesão territorial. Não deixaria de referir que os custos dos serviços públicos ninguém, que queira elevados dividendos, estará disposto a suportar. Não deixaria de dizer que a qualidade de serviço é uma chatice que já vem dos tempos do Cancioneiro Popular e dos da D. Maria I, e que foi por isso é que a Rainha sacou os serviços postais da alçada da atividade privada. Não deixaria de dizer que a ANAFRE, no seu congresso (que ontem terminou) bateu palmas à Rainha ao aprovar uma moção que ia no mesmo sentido...

Se fosse eu a abrir o debate, teria dito tudo isso.

E como nem sequer fui convidado nem tive a oportunidade de levar ali, o que já disse aqui e que agora sintetizo assim:
Os fregueses da minha freguesia suportam os custos de exploração do balcão, contribuem assim para os lucro dos privados, e, ainda por cima, permitirão à ANACOM confirmar que estão atingidos os objectivos da entidade privada, por não há quem se queixe de nada.
NOTA1: O Secretário de Estado, foi um dos votou não à reversão.
NOTA2: Não faço link ao Programa, pois vos tenho em elevada estima

25 janeiro, 2018

O BALCÃO DE NOVA OEIRAS GEROU 15 MIL EUROS DE PREJUÍZO, EM 2017 (porra, é muito!, para quem não tem nada a ver com o assunto)


«O balcão dos Correios de Nova Oeiras, sob a gestão da Junta da União das Freguesias de Oeiras e S. Julião da Barra, Paço de Arcos e Caxias, irá previsivelmente registar cerca de 15 mil euros de prejuízo, enquanto os CTT encaixarão um lucro de «apenas» 19 milhões de euros.» 
Assim começo um texto editado agora mesmo na página da CDU Oeiras. Mas se não quiser ter a maçada de lá dar uma saltada por ler sobre o mesmo assunto algo de recomendável. 

12 dezembro, 2017

Isaltino Morais, In-Ov? Inova, uma ova!

Não digo que o homem não queira, só que ele só não chega. Diria até que será mau que chegue, pois a democracia não se constrói com homens sós. 
E o que vem isto a propósito? Tão só por isto: um horroroso Relatório de Execução da Gestão do Executivo vencido foi aprovado (ontem) com votos do PSD, IOMAF e pelo IN-OV vencedor. Foi sim senhor. Só três contra e 15 a favor.

E o que foi tal horror? Eu explico (mesmo para aqueles que não percebam nada disto):

09 novembro, 2017

A Web Summit, as Smart e as Stupid Cities

Resultado de imagem para oeiras smart city 

Em dia da despedida do evento que arrastou multidões optei por evento caseiro. A iniciativa, promovida pelo setor da cultura da Câmara Municipal de Oeiras, no âmbito das Conversas na Aldeia Global, prometia algo estimulante, e foi. 
Foi assim:
Que cidades teremos em 2030? A crescente urbanização tornou as cidades em ecossistemas sociais complexos onde é imperativo assegurar o desenvolvimento sustentável. Por essa razão, convidamos os investigadores Miguel de Castro Neto e Luís Vicente Baptista para uma reflexão sobre as principais ideias para o futuro a caminho dos ODS “Cidades e Comunidades Sustentáveis” e “Educação de Qualidade”.
Assisti e não dei por ter perdido o meu tempo. Primeiro, porque tudo aquilo que no meu conto (reeditado) julgava se ir passar em 2090, Miguel de Castro Neto, na sua douta intervenção, diz que é já para 2030. Sem as competências de um ex-Secretário de Estado do Governo de Passos, tenho, no mínimo, direito a ter errado no meu prognóstico, o prazo.

Competiu ao Luís Vicente Baptista algum valor acrescentado e a pergunta mais incómoda: "Oeiras tem dados abertos?"

À hora a que sai da sala, a pergunta ainda estava sem resposta... 
_______________________

"Stupid City" - Cidade que vai atrás da moda com a veleidade de lhe querer passar à frente, que não tem transportes mas que sonha com um "Satu-o" e com "drones", onde a água é mais cara e, em tempo de seca, a água pluvial é derramada (pela sarjeta) no esgoto. Os cidadãos que habitam uma "stupid city" têm, sobre a realidade que os cerca, uma consciência diversa. Uns julgam-se "smarts" (são os "chico-espertos"), e dos outros, alguns, são mesmo stupids e acreditam piamente que vivem numa cidade avançada.  

04 novembro, 2017

Inês de Medeiros no seu melhor

Esta imagem é uma fotomontagem minha, a original anda por ai...

Todos nós, eleitos, fazemos tudo o que de melhor podemos e sabemos para deixar, na nossa tomada de posse, uma impressão coerente com o respeito que o eleitorado nos merece. Todos, cada um à sua maneira, procuram dar de si o seu melhor, marcar terreno, dar conta das principais linhas que orientarão o mandato, anunciar projetos e até mesmo lançar desafios.

Inês de Medeiros não foi exceção. Em cerca de 28 minutos de discurso fê-lo sorrindo e rindo, rindo muito. Parecia que o seu melhor estava bem preparado (o nervosismo que registou não conta, e pode até ser entendido como uma forma de transmitir emoção e sentido de responsabilidade).

Só que o seu melhor passou a resvalar para o mau. Logo após o 23º minuto do seu discurso (ver vídeo) Inês de Medeiros avança com iniciativas  para combater o défice de qualificação e os problemas do abandono e insucesso escolar em Almada. Da plateia vozes alertam que isso estava sendo feito. Inês interrompe para responder com um "já sei que já há" e segue lendo. O seu melhor, aqui, foi mesmo mau, pois se já havia, porque não afirmar que iria continuar? Propor ao vereador CDU eleito, ali presente, que continuasse esse trabalho ou, no mínimo, responsabiliza-lo para melhorasse processos, procedimentos, práticas...

Mais adiante, o seu melhor caiu no péssimo: Inês de Medeiros, chamava ao seu mandato uma iniciativa há muito em prática por parte da rigorosa gestão da autarquia. Diz Inês que Almada iria passar a ter um Regulamento Municipal de Apoio ao Associativismo. Vozes exclamaram, da cheia plateia, "mas isso já existe"... procurei e... existe mesmo, querem um exemplo? ver aqui, com data de 14 de Janeiro de 2014, "Candidaturas online para apoio ao Movimento Associativo"

Fosse ela, no seu melhor, ao menos razoável e os vereadores da CDU teriam aceite pelouros. Aquele ( Educação, a Cultura, o Desporto) e outros!



27 outubro, 2017

A minha "tomada de posse"


A tomada de posse só não foi igual a todas as outras porque foi a minha. Foi já na terça-feira passada e, para publicar algo, faltava-me a foto adequada. Esperei, mas não chegava. Procurei, encontrei. Foi esta, e não julguem a irei legendar negativamente (ela fala por si). Nada disso. 
A tomada de posse foi para mim o tomar de pulso sobre o que irá ser este mandato. Qual será o seu curso e desempenho.

Os que na tomada de posse nada disseram, por certo continuarão a nada dizer. Os que deram sinais de aproximação à maioria, irão aproximar-se da maioria. Os que aproveitaram a intervenção para o mero auto-elogio continuarão, certamente, a envaidecer-se. Os que detendo o poder afirmaram que o querem partilhar com condições, registei a afirmação (faltam as condições). 
Todos, todos sem exceção tiveram ovação. Até eu.

Do que disse, fica apenas um pequeno apontamento:
«(...) jamais colocaremos as pessoas no centro das discussões que pretendemos vivas e respeitadoras do diálogo democrático.

O que poremos em causa não serão as pessoas.
O que poremos em causa, sempre que acharmos nosso dever o fazer, serão a obra que não corresponda ao benefício e aos anseios das populações.
O que poremos em causa serão as trapalhadas, acaso ocorram.
O que poremos em causa serão as decisões do executivo que não se baseiem em critérios transparentes e aprovados pela Assembleia.
O que poremos em causa será a falta de rigor no cumprimento dos procedimentos que a lei determina.
O que poremos em causa será a postura subserviente perante a Câmara, ignorando ou fazendo tábua rasa das competências consagradas na lei.
O que poremos em causa serão a prepotência ou a tendência para usar uma maioria absoluta contra o diálogo democrático e contra a dignidade da Assembleia e do Poder Local Democrático.

Se lembramos tudo isso, é porque no anterior mandato tudo isso aconteceu e, como diz o nosso bom povo, “mais vale prevenir do que remediar”.

Registem que não nos limitaremos a pôr em causa tudo o que acharmos dever ser porto em causa.
É marca da CDU apoiar todas as propostas, venham de que força política vier, desde que nos pareçam oportunas e adequadas e contribuam para o bem-estar das populações. É igualmente nossa marca ter iniciativas e propostas (...)»
Sem vivas, nem vaias, fui (como todos os outros) muito aplaudido. 

23 outubro, 2017

«A terra a quem a trabalhar»

Ocupado a escrever a minha intervenção de tomada de posse, dei com esta crónica, e cá vai disto. Caso gostem, façam o favor de irem saudar o autor.

Quando Leonor voltou à terra já não era a mesma que dali partira nas raias da maioridade. Na capital deveria ter encontrado companheiro com bons abonos, emprego em boa loja ou repartição já que, aos olhos de quem a via, virara fina. Quem a vira e quem a via: óculos de sol, saltos altos, lábios e unhas pintados, permanente, colar, malinha no ante-braço, cuidada no uso da palavra com recurso a termos por ali pouco usados e, a juntar a tudo isto, conduzia ela própria um volkswagen azulinho claro.
A meio da volta das visitas a que vinha, desceu, com os cuidados que o seu calçado e o seu jeito exigiam, a rampa de acesso à taberna da rua onde nascera, entrou e, naturalmente, toda a gente se calou para a mirar e para a ouvir.
Falou, do posto da autoridade efémera que lhe concederam, não do pedaço de vida que lhe desconheciam pela ausência mas das mudanças que notava na terra e que a surpreendiam.

- Efetivamente, estou chocada, a quantidade de silvas e ruínas que vão por este lugar além! Que desmazelo o desta gente! Hoje em dia ninguém quer trabalhar!
Foi o Zé da Venda, que por sabedoria de ofício ouvia muito mais do que falava, que a pôs no seu lugar:
- Leonor, se ainda sabes distinguir uma foice dum foice, vais ali às minha alfaias e podes começar já naquilo que herdaste dos teus pais!
Meia engasgada, abreviou as despedidas, saiu porta fora e pôs-se ao volante, deixando abafadas pelo ruído do motor algumas gargalhadas. E então não é que na primeira curva por entre o casario, de má visibilidade, diga-se, espeta uma traseirada no carro de bois do Esquim Manel. A junta aliviou a canga por instantes mas os animais nem olharam para trás. Pararam à ordem do boieiro que veio à retaguarda verificar o acidente. O capot do automóvel bem amolgado e coberto de esterco que resvalou da carga, Leonor a sair irada e de voz esganiçada, os clientes da Venda e outras vizinhanças a acudirem ao local convocados pelo estrondo e pela discussão crescente.

- Efetivamente isto não se admite! Não devia ser permitido andar com gado nesta estrada!
- Já por cá andavam muito antes de teres carro!
- Ó Esquim mas tu tens de me pagar efetivamente os estragos no carro!
- Ó cachopa, eu não tenho a carta mas sempre ouvi dizer que quem enfia por trás paga!

A discussão prolongou-se, como é normal, alargou-se ao julgamento dos outros presentes, elevaram-se alguns tons mas, fosse qual fosse o argumento ou a sentença, a todos o Esquim Manel respondia:
- É muito simples, quem enfia por trás paga!

Não tendo corrido muito bem a ida de Leonor à terra, ressabiada, nunca mais voltou mas é ainda recordada por alguns com o "enfia atrás" e "efetivamente". Ou melhor, voltou hoje, já septuagenária, numa passat conduzida por um filho, depois de ter visto na televisão a sua terra em chamas. Não conseguindo localizar as sua propriedades teve de pedir ajuda a um primo residente!
- O que isto era e o que isto é! Isto tinha de acontecer! Esta gente sempre foi muito desmazelada! E depois ninguém quer trabalhar!
- Ó prima, há já aí quem diga que o pessoal que cá vive tem de se unir e fundar uma cooperativa e que as terras abandonadas irão ser propriedade de quem a trabalha!
- Efetivamente estou a ver que também tu viraste comunista! Tu, ouve bem, ai de quem tocar naquilo que os meus paizinhos me deixaram ou que ouse mexer nos meus marcos!
- Efetivamente prima, vou dizer-te uma coisa que nunca te disse: eu quero que tu te... tu te... tu te...

22 outubro, 2017

Isaltino, as inverdades e os exageros da imprensa

«O grande auditório do Núcleo Central do Taguspark, em Porto Salvo, foi pequeno para as centenas de pessoas que quiseram assistir à tomada de posse do novo presidente da Câmara de Oeiras, tendo sido colocado um ecrã gigante no exterior para os que não tiveram lugar puderem acompanhar a cerimónia.
Trinta minutos depois da hora marcada, às 18:30, Isaltino Morais entrou na sala, merecendo um longo aplauso de pé de todo o auditório»
Este texto, tão curto, contém uma inverdade e um exagero. A inverdade é que eu não fui lá para ver a tomada de posse do novo presidente da Câmara. O exagero é que nem todo o auditório o aplaudiu.  Entre muitos que não aplaudiram, um deles fui eu. E quanto ao estar de pé, já estava. É que para recolher a imagem para a produção do vídeo que se segue, sentando, ninguém consegue...

20 outubro, 2017

Os incêndios, a ANAFRE e os magustos


A ANAFRE - Associação Nacional das Freguesias anda muito bem calada sobre tudo o que se passa na imensa floresta queimada e... promove magusto... em destaque, na sua página oficial.
Porque sou eleito numa união de freguesias, onde o (quase) único pulmão natural sofre mais a ameaça do betão do que do fogo, fico surpreendido com tal silêncio pois estou convencido de duas coisas.
  1. Que às freguesias, pela proximidade, compete um papel que talvez esteja por bem definir e a ANAFRE devia ter uma palavra a dizer;
  2. Que houve tempos em que a ANAFRE se sabia situar, tomar posição e dá-la a conhecer, independentemente de ser escutada ou não.
Cabe a pergunta: o atual Presidente, já terá sido convidado... para o tal magusto?