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29 novembro, 2016

Reflexões, no dia em que o orçamento foi aprovado...

Como tudo começou.


Como tudo tem avançado.


E os riscos de ambiciosos protagonismos...


«Independentemente do modo como a questão da Caixa foi tratada - e foi reconhecidamente mal - em aspectos que, não sendo de pormenor, também não têm uma importância exagerada, a verdade é que o Bloco rompeu a solidariedade de apoio ao Governo, juntando-se à direita reacionária para supostamente resolver, de acordo com as suas inabaláveis convicções , um problema que já tinha data marcada para ser resolvido.
É um acto que não pode deixar de ter consequências por afectar seriamente o princípio da confiança.»

José Manuel Correia Pinto, in facebook

27 dezembro, 2015

Os figurões do ano: essa catrefada de comentadores, politólogos e seus homólogos

Andaram por aí na compreensão de que Marcelo teria razão com a sua máxima expressão "O que a televisão não mostra ou não fala não existe". Nos jornais e televisões, as redacções redimensionaram-se reduzindo competências e adequando processos. Assim, a notícia deixou de ser isolada de quem a seguir era chamado a comentá-la, quase sempre manipulando-a e omitindo o que achavam ser de omitir.
Os comentadores assaltaram o "quarto poder", mas... mas, como o impossível é tão só e apenas aquilo que ainda não aconteceu, o impossível aconteceu mesmo. E não foi possível esconder ou manipular tal acontecimento. O tal "arco da governação" deu o berro, pifou, crashou em 4 de Outubro.
Perante o paf estrondoso, os comentadores foram apanhados desprevenidos e desprevenidos foram apanhados os jornais e as suas redacções. Os donos da imprensa vão ter que rever toda a sua postura. É que, como vinha eu escrevendo, o que não era mostrado ia acontecendo, ao longo do tempo!

24 novembro, 2015

Adeus! Cavaquismo, nunca nunca mais!

O anúncio da morte política de Aníbal Cavaco Silva não é nitidamente exagerado. Cavaco teve hoje, dia 24 de Novembro de 2015, a poucos meses da sua saída formal e com a indigitação de António Costa como primeiro-ministro, o seu último acto de relevo enquanto agente político neste país.
Adeus!
Cavaquismo, nunca mais!
(ler tudo em "Requiem por Cavaco")

23 novembro, 2015

Consta que a carta de Costa (como resposta) tinha centenas de anexos....


Imagem (parcial) dos anexos à carta (breve) entregues hoje ao fim da tarde no Palácio de Belém. As pilhas tinham os jornais ordenados por datas, desde 4 de Outubro,
com programas, acordos, intervenções, declarações, discursos e tudo...

13 novembro, 2015

Não será fácil Cavaco pôr em prática o que a Ferreira Leite há tempos pensava, mas...

«Será que aqueles que preferem estragar ainda mais Portugal, entregando-o, meses e meses, a um governo de gestão que não pode governar nada, apenas por raiva de poder haver outro, percebem a dimensão do conflito institucional que vão criar? É que se esquecem deste pequeno problema que é o facto do Parlamento não estar em gestão e poder, com certos limites, "governar"? E que a seguir vão ter que pedir ao Presidente para exercer uma espécie de veto contínuo a tudo que venha da Assembleia?»

10 novembro, 2015

...e o Passos paf, viva o PAN!


Lá dentro ia-se passando o que se ouvia cá fora. Silêncio absoluto daquela massa compacta enquanto Ferro ia contando. Fila a fila. Na contagem, a dado momento (1min e 15seg) uma grande ovação ao voto de André Silva e só depois a euforia final: A moção de rejeição do PS ao Programa do XX Governo Constitucional foi aprovada com 123 votos favoráveis de socialistas, BE, PCP, PEV e PAN.

Passos paf, viva o PAN!

(não julguem que este post faz um comentário ordinário e a despropósito da importância do momento que alterou o paradigma da nossa Democracia. É que aquele voto pode ser sintomático de a situação criada poder vir trazer para a cidadania muitos que dela se auto-excluíam e que dela se abstinham.)

09 novembro, 2015

08 novembro, 2015

Decisão de um colectivo, que contou comigo


Quando há tempos editei essa imagem dizia, em resposta a quem me inquiria porque ficara sentado quando toda aquela juventude estava de pé e de braço levantado, respondi: «A Minha Alma estava de pé!, a sério...» E estava. E valeu a pena estar. Foi eleita nesse Congresso gente que é motor da mudança, gente de confiança...

E não fica penas a recordação rimada: "Foi o meu primeiro congresso. E não o esqueço!"

Como esquecer depois do que (agora) acabei de ler?:
Reafirmamos agora, e em definitivo, o que temos sublinhado: há na Assembleia da República uma maioria de deputados que é condição bastante para o PS formar governo, apresentar o seu programa, entrar em funções e adoptar uma política que assegure uma solução duradoura na perspectiva da legislatura.  - ler tudo aqui

07 novembro, 2015

Dia 10, o rumo será invertido!


Acontece em qualquer subida, mesmo se pouco íngreme, despender-se energia. É absurdo e contra as leis da física, que o progresso aconteça sem que resulte como uma consequência directa do esforço. Contudo, entre a consequência do esforço e um progresso real devia haver o esclarecimento da direcção e do sentido...

Dia 10, o rumo será invertido!

04 novembro, 2015

Um acordo só é válido se assinado


Data desde há muito que um acordo só é válido se assinado. Mas data desde sempre que um acordo, mesmo se assinado, nem sempre é cumprido mesmo sem que seja revogado. E quem diz acordo diz contrato, diz pacto ou até mesmo uma assinatura de tomada de posse feita sob o juramento de "cumprir e fazer cumprir a constituição". Aos incumprimentos não se ergueram os que fizeram como a avestruz perante quem assinou de cruz. Esses erguem-se agora exigindo acordo assinado. Sê-lo-á. Mas se houver palavra dada, será lealmente cumprido. E quem deve saber, sabe disso:
Estamos a fazer o acordo e ele prevê como o Governo se deve comportar em situações excepcionais. Portanto, se houver surpresas orçamentais nós queremos assumir o compromisso de que isso não vai afectar os rendimentos dos trabalhadores, dos pensionistas, que não haverá cortes nas pensões, nos salários, ou aumentos nos impostos sobre rendimentos do trabalho. Pedro Nuno Santos, hoje na entrevista ao Publico
Eu, por mim, assino quando chegar a hora de assinar!

31 outubro, 2015

Assis, um produto do "4º poder", candidato a ressuscitar o cadáver


Tenho ouvido e lido o que já esperava ouvir e ler. A frequência com que aparecia, a audição que lhe era dada, os títulos que arrancava na imprensa diária, encorajou-o ao acto inspirado por Cavaco. Mas...
«Sem o colaboracionismo de Assis ou outro que tal, o governo empossado não se aguentará com uma moção de rejeição, quanto mais com três.
Vamos crer que a democracia continue a despertar em Portugal e que um governo ilegítimo nascido morto jaz morto e arrefece. E, contudo, Assis mexe-se; ou seja, há uma conspiração em marcha para ressuscitar o cadáver.» in, "Mundo Cão"

30 outubro, 2015

«... e a questão não deixa de existir, só porque não se fala, não se vê e não se ouve...»

«... O que Jerónimo ontem disse foi o que outros, que nem ao Partido Comunista pertencem, se não têm cansado de dizer. A saber: o que está em discussão com o PS é a negociação de um programa mínimo que incide fundamentalmente sobre os rendimentos. 
A negociação e futura aplicação de um programa desta natureza tem consequências macroeconómicas que ninguém pode negar. Mas Jerónimo não acalenta ilusões...» - in POLITEIA
 «...e a questão não deixa de existir, só porque não se fala, não se vê e não se ouve...» - Jerónimo de Sousa (ver vídeo)

27 outubro, 2015

O "novo" governo é... no meio disto tudo, mais um absurdo

 
«A vida está cheia de uma infinidade de absurdos que nem sequer precisam de parecer verosímeis porque são verdadeiros.»
Luigi Pirandello

26 outubro, 2015

Nunca citei o Pacheco Pereira... calhou hoje, desta maneira

caricatura de André Carrilho

«...quer alguém que tenha jogado melhor o jogo democrático do que o PC? Quer alguém que tenha jogado melhor o jogo parlamentar do que o BE? As únicas pessoas que não jogaram o jogo constitucional nos últimos anos foram as da coligação. Quem mais jogou contra a democracia, rompendo contratos, criando um Estado de má-fé e governando contra a Constituição foi a coligação. O PC não me parece que vá para o governo defender a ditadura do proletariado que aliás abandonou formalmente em 75. Mas ninguém pense que é um acordo máximo, é o mínimo - o que não quer dizer que não funcione. E tem de implicar o grosso dos orçamentos e alguma estabilidade governativa, para mais que um orçamento. E isso tem de ficar tudo no papel para vantagem de todos". Seja como for, são tempos históricos e "nada será como dantes".» Pacheco Pereira, aqui

23 outubro, 2015

120 vs.108 = Paf (ou pumba, já está!)


Com a voz grave que o caracteriza, o recém eleito cita o Livro do Desassossego:
“Vivemos todos, neste mundo, a bordo de um navio saído de um porto que desconhecemos para um porto que ignoramos; devemos ter uns para os outros uma amabilidade de viagem.”
Tal dever, enunciando num momento crucial, dificilmente será cumprido pelos que ainda não entenderam que, sendo ignorado o porto, é certo (e novo) o rumo. A reclamada amabilidade não terá a resposta amável de quem acaba de perder uma maioria, um governo e o que resta de um presidente. Deste, sobrevive a prazo contado, a imagem parda de quem foi justamente apelidado como o "líder da seita".  Que mais fará ainda contra o seu povo? 

Quanto ao rumo a seguir, lembro um texto neste exacto ponto, há quatro anos atrás!
Oiçamos o que diziam então os faroleiros!

Catarina Martins e a aritmética difícil de fazer: quanto (nestas eleições) perdeu o 4º poder?!


Nunca fulanizei a politica e não é hoje que o farei. Se a Catarina tem energia? Tem! Se o seu discurso me parece sincero, frontal, fluente, não ziguezagueante? Parece! Se sabe pôr e recolocar as questões essenciais, apesar das tentativas de desvio da entrevistadora? Sabe! Se emparedou Cavaco e o apontou como dono da seita? Emparedou e apontou! Só que a questão não é essa! Judite de Sousa bem tentou abrir-lhe uma brecha, sem o conseguir. 
De "já vamos lá" em "já vamos lá", a entrevistadora foi a imagem da derrota do 4º poder.
Nunca fulanizei a imagem do poder da imprensa. Mas um dia lá tinha que acontecer...  
E logo calhou à Judite. Coitada.