29 janeiro, 2012

Homilias dominicais (citando Saramago) - 68

HOMILIA DE HOJE

"Todos nós somos escritores. Uns escrevem, outros não"

---------------------------------------------------------José Saramago
Não é intrusão nem devassa deste espaço, que sempre foi dedicado a divulgar Saramago, colocar aqui um outro autor e a apresentação do seu primeiro livro. É que foi dito que o arrojo de este se fazer à escrita foi inspirado por essa figura de escritor e de Homem. Sentir-se o "jovem" autor um escritor que escreve, a ele o deve. Mas deve-o também a muitos, muitos amigos que apareceram e a muitos, muitos outros, cuja ausência só o foi por lhes não ver o corpo. O autor sentiu, a cada momento, que também eles estavam presentes e lhe sorriam, confiantes.
--------------------------------------------------------------------------------------------------------------Rogério Pereira 
E FOI ASSIM 


Numa sala, pejada de amigos, vizinhos, camaradas, ex-colegas e familiares, 
aconteceu o que Saramago inspirou. Mais de 100 pessoas ouviram e aplaudiram...


Joaquim Boiça, presidente da ESPAÇO E MEMÓRIA-Associação Cultural de Oeiras
 (a editora), abriu a sessão introduzindo os oradores... 


O coronel Barão da Cunha deu do livro o destaque que julgou ele dever merecer, 
quer na narrativa quer nos personagens, situando-o como singular no 
panorama da vasta produção literária sobre a guerra colonial.


Informal, irónico e poético o abraço, de um amigo, Eufrázio Filipe (Mar Arável)
Suas palavras se dividiram entre a emoção causada pelo escrito, o que o livrara da farda
 e o momento em que conheceu o... conversa avinagrada. 


Um momento onde a escrita e a voz de Jorge Castro  (Sete Mares) se juntaram. 
Não leu, disse, como só ele o sabe fazer.
 Foram ouvidas passagens, que fizeram sentir ao autor que valeu a pena escrever...


A expressão da emoção do autor, no momento de agradecer.


Seguiu-se o continuar de dedicatórias e autógrafos  
(que tinham também acontecido no inicio). 
A assinatura, trémula, se fosse colocada sobre um cheque, o banco o devolveria.


Na plateia dos afectos assinalaram presença os netos (o Diogo, a Maria e a Marta) 
mas também as filhas (a Andreia, a Maria João e a Sandra). O autor ficou feliz.

44 comentários:

intimidades disse...

parabens, e espero que muitos mais se sigam

Bjinhos
Paula

acácia rubra disse...

Uma reportagem à altura do acontecimento.

Triste por não ter lá estado, mas feliz por o saber bem, rodeado da família (linda)e dos amigos; orgulhosa de o ter como AMIGO e comentador; mais rica por ter seguido os "Caminhos do Meu Navegar" desde o princípio.

Agora, descanse.

Para enfrentar uma outra jornada. Sei que a haverá...

Beijo

Gisa disse...

Lá estive em sorrisos e pude ver toda a alegria que reinava. Foi bem como descreveste. Parabéns querido amigo e autor.
Um grande bj no teu coração

Mel de Carvalho disse...

A alma não tem assinatura reconhecida, bem sei. Mas que à alma é reconhecido o louvor por jamais ter sido fardada e ser, volvidos estes anos, testemunho e palavra, é certo. Fica o livro. A mensagem.

Parabéns, do coração, Rogério.

Lê-lo-ei com todo o respeito que este trabalho me merece. Com a admiração que me sabe.

Fraterno abraço
Mel

Anónimo disse...

Amigo Rogério!

Um passarinho me disse da felicidade estampada no teu rosto. Da emoção nos abraços aos amigos e do nervosismo habitual nestas circunstâncias.
Espero que venhas mais acima. Portugal não é só Lisboa e acredita que terás uma recepção à tua altura.
Prometo.

Beijo

folha seca disse...

"Foi bonita a festa pá"
Gostei!
Abraço

Maria disse...

A plateia mais valiosa usa (ainda) chucha! Que bom, que ternura, que delícia!
Muito sucesso, é o que te desejo.

Um abraço.

BlueShell disse...

Feliz, muito feliz por ti...
Obrigada pelo teu talento, obrigada pelo privlégio de podermos ler-te.
Te abraço com admiração.
BS

Lídia Borges disse...

Só pode ter sido um momento mágico!...

Deixo a minha admiração e um abraço.

L.B.

Mar Arável disse...

Foi um prazer

Abraço amigo

BRANCAMAR disse...

Olá Rogério,

Como me alegro com estas imagens!
Estive todo o fim de semana em Leiria, a visitar a filha. No Sábado por essa altura estava a preparar-me para festejar com uma amiga o seu aniversário de há uma semana atràs e ia pensando neste momento e sabia que hoje chegaria aqui e teria imagens e vim logo "espreitar". Gostei imenso desta mesa e desta plateia e senti-me ali, nesse grupo em que "O autor sentiu, a cada momento, que também eles estavam presentes e lhe sorriam, confiantes."

Parabéns e que muitos outros momentos desses se repitam e que também agora e de uma outra forma se multiplique a força da passagem 59 - "Eu valia mais que um pelotão", :)

Adorei ver esta página, mesmo muito e só não lhe fiz uma surpressa maior, porque o momento não me foi propício sob vários aspectos.

Beijinhos
Branca

OceanoAzul.Sonhos disse...

Um prazer ter testemunhado... Parabéns renovados!

beijinho
cvb

Graça Sampaio disse...

Muitos, muitos parabéns! Que feliz o autor e que lindas as filhas e queridos os netos! Todos felizes pelo seu pai/avô.

E que bela plateia! E que simpática mesa! Não é para todos: só para quem merece!

Agora há que começar a pensar no próximo...

Beijinhos e boa semana.

ariel disse...

Foi uma bonita sessão, o autor está de parabéns. Pela minha parte foi um gosto conhecê-lo.

Beijo.

Catarina disse...

Ah, uma plateia à altura! Parabéns!
Abraço

Jorge Castro (OrCa) disse...

Caro amigo Rogério, o prazer foi nosso... e foi pena o Saramago não poder ter estado presente, por imperativos vários, pois também ele te daria um abraço solidário de incentivo, estou certo.

Flor de Jasmim disse...

Foi um prazer estar presente...
Gostei imenso!

Beijinho e uma flor

Carlota Pires Dacosta disse...

Deve ter sido uma linda festa.
A presença da família deve-o ter "enchido" de orgulho.
beijo

Evanir disse...

Com certeza foi emocionante esse momento aqui de longe fiquei feliz e emocionada por você.
Desejo felicidades infinita com o lançamento do seu livro.
Parabéns .
Uma linda semana.
Evanir..

Filoxera disse...

O autor mereceu ficar feliz.
Gostei de assistir a este momento marcante da tua vida.
Parabéns, e que seja um sucessso.

RSM disse...

Muitos parabéns, Rogério!

Forte abraço!

Andreia disse...

Muitos parabéns! Estou a adorar ler-te e espero que este seja o primeiro de muitos! Beijo enorme!

maria joão disse...

Pai, gostei muito, e estou a adorar ler, embora que a espaços, conforme o tempo me deixa. Fico à espera do próximo (agora que começaste, é para a frente). Beijinhos.
A filha "jajão"

Traçados sobre nós disse...

Caro Rogério:

Publicar será um acto de coragem, mas pouco se um homem é corajoso! O risco da exposição é compensado pela perenidade das palavras ditas, ouvidas, gravadas...

Pelas palavras perpetua-se um homem, como pelos netos, frutos duma mesma árvore!

Muitos parabéns, Rogério!

J. Rodrigues Dias

Maria João Brito de Sousa disse...

Os meus parabéns por este "nascimento", Rogério!
Abraço grande! :)

Turista disse...

Amigo Rogério, fico muito feliz por ter um auditório tão preenchido de gentes que queria ouvir a sua palavra escrita, assim como uma mesa de ilustres apresentadores.
Gostei de ver os sorrisos de felicidade das suas filhas e a sua face plena de emoção.
Desejo-lhe muito sucesso e como sabe o seu livro já cá está, na minha mesa de trabalho, aguardando uma dedicatória sua que um dia virá.
Beijinhos. :)

Manuela Araújo disse...

Caro Rogério

Conforme lhe disse através do facebook, a distância do Minho até essas terras mais quentes do centro e um compromisso de formação em permacultura impediram-se de estar de corpo presente a testemunhar o lançamento do seu livro.

Mas acho que estive presente em espírito, porque esse, ninguém o prende :)

Muitos parabéns pelo sucesso, que era previsível, e também pelas pessoas que galvanizou à sua volta, o que testemunha a sua generosidade!

Um grande abraço e votos de muito sucesso

Jaime Ramalhete Neves disse...

Para o Rogério
Tenho o mau hábito de, quando leio um livro, me lembrar sempre de outros. Foi o que me aconteceu quando li “Almas que não foram fardadas” e partindo do princípio que todos os povos e culturas são etnocêntricos. O primeiro de que me lembrei foi “Vou lá visitar pastores”, de Ruy Duarte de Carvalho, um antropólogo/escritor, sendo esta obra citada sobre os Makubal, de Angola.
Sintomático de, na capa, a espingarda estar repousando encostada à parede enquanto escreves e de, no texto, fazeres referência ao facto de a fechares no armário, longe das fotos da tua mulher e filhas. Também a originalidade de até agora só teres escrito relatórios de trabalho e de nunca, que eu saiba, te teres aproximado da antropologia. Viveste a acção no final, muito final, de um segundo momento moribundo da expansão europeia. A expansão agora é outra, como todos nós sabemos (...). Passaram mais de quarenta anos mas a memória ficou, pela escrita. E essa memória define-te.
Não cultivaste a terra, como aqueloutro português no Zimbabwé no século XVIII e a quem o Mwene Mutapa deu o título de “mulher do Mwene Mutapa” (os homens caçavam e guerreavam, as mulheres cultivavam a terra…) mas cultivaste a amizade do “outro”, olhando para ele e para ti.
Para qualquer de nós dois (fomos obrigados a aprender isso), Capelo e Ivens, atravessaram finalmente a África depois de várias tentativas goradas ou parcelares (vide, de Maria Emília Madeira Santos, “Viagens de exploração terrestre dos Portugueses em África” – um livro a ler também, dado o rigor científico).
Foi o Prof. Ilídio do Amaral (catedrático de Geografia e membro da Academia das Ciências, de origem angolana) que divulgou a verdadeira primeira travessia de África no início do século XIX. Por dois angolanos, “pombeiros” (“A viagem dos pombeiros angolanos Pedro João Baptista e Amaro José entre Mucari (Angola) e Tete (Moçambique), em princípios do século XIX, ou a história da primeira travessia da África Central” / Ilídio do Amaral, Ana Amaral. - Lisboa : [s.n.], 1984. - p. 17-58. - Sep. Garcia de Orta, Série Geografia, 9 (1-2), 1984).
Samora Machel terá dito “Os Portugueses descobriram Moçambique? Nós é que descobrimos. Já cá estávamos.”
Mas tu descobriste muitas outras coisas.

Um abraço.
Jaime

A.Tapadinhas disse...

Amigo Rogério,

Para os amigos não é preciso justificação para deles falar bem...

No entanto, neste caso, é um prazer duplo porque há uma boa razão para o fazer: acabei de ler o teu livro, Almas que não foram fardadas!

Já tive ocasião de dizer do quanto me tocou a narrativa dos locais por onde passaste. Só faltou dizer que viste lá as minhas pegadas, porque, como sabes, estive na mesma zona dois ou três anos antes de ti.

Que tenhas o maior êxito, tanto quanto desejo para mim!

Aquele abraço,
António Tapadinhas

Fê-blue bird disse...

« O autor sentiu, a cada momento, que também eles estavam presentes e lhe sorriam, confiantes.»

Meu querido amigo:

Tinha combinado ir de mão dada com a minha querida "caminhante" mas a vida nem sempre nos proporciona os caminhos certos.
Mas o nosso sorriso esteve consigo, sei que o viu e que o sentiu.

Assistir à concepção e ao nascimento de um livro é um privilégio que não irei esquecer.
Esta sua maravilhsa "reportagem" foi o culminar de um sonho, o que reforça a minha crença que sonhar ainda é possível no nosso país.
Fico à espera de uma segunda edição, para lhe poder sorrir ao vivo.

beijinhos e muitos parabéns

Fernanda

Eduardo Miguel Pereira disse...

Os meus sinceros parabéns.
Logo, logo, tenho de adquirir a obra.

Eva Gonçalves disse...

Interrompo este meu recente silêncio na blogosfera porque a ocasião merecia e o Rogério também! Que bela reportagem Rogério. Os meus mais sinceros parabéns, pelo livro publicado, pelos amigos presentes e ausentes e pela família apoiante! Espero que o livro seja muito vendido, e acima de tudo, muito lido, inspirando também ele, outros escritores. Um beijinho muito grande

Maria João disse...

Rogério

Tal como imaginei que seria, um momento especial!

Fico feliz por isso. Parabéns!

José António Lourenço Martins Baptista disse...

Amigo Rogério,

Foi com grande interesse e emoção que estive presente na sessão de apresentação do teu livro.

O qual é um testemunho importantíssimo, fundamental e deveras útil, para compreender o período 'negro' da guerra colonial, e os destinos das almas portuguesas.
Fardadas ou sem farda, sempre actores acidentais dos ventos da História, que sopram em direcções por vezes incompreensíveis.

O teu livro é indubitavelmente uma obra grande e merecedora de figurar alto nos escaparates.

Faço votos que assim aconteça e que a obra tenha o grande êxito que merece.

Abraço,

J A Baptista

manjedoura disse...

parabéns ao Autor
e sucesso para a obra

heretico disse...

o meu abraço foi por antecipação.

e o privilegio foi meu em conhecer pessoalmente o autor e "rever-me" em muitos aspectos da obra.

abraço amigo. com votos de felicidades.

porventura em próximo lançamento possa estar presente.

assim o desejo.

Sandra disse...

Rogério
muitos parabéns!
Deve ter sido um momento ímpar e a presença dos familiares e amigos conferiu-lhe com toda a certeza a magia que marca aquilo que é único.
Deixo-lhe o meu sorriso

Graça Pereira disse...

Querido Amigo
A reportagem fotográfica fala de toda a emoção vivida e...merecida.
Um livro é parte de nós que continuará a falar de nós, para além do tempo! Parabens pelo teu "filho" mais novo. Sei que muitos outros se seguirão.
Diz-me como poderei ter acesso a este, em que livraria o poderei adquirir.
Obrigada.
Um beijo amigo.
Graça

FMF disse...

Amigo Rogério,
Parabéns pelo excelente livro, cheio de alma e emoção,e também, pelo que me apercebo - pois não estive presente - pelo momento magnífico do evento da sua apresentação.
Um grande abraço, aqui dos Açores.

PS-tenho muita, muita dificuldade em ter acesso à internet por falta de sinal por estas bandas.
Este comentário, se seguir, é a quarta tentativa.
Aproveito ainda para informar que abandonei a blogosfera definitivamente(?).
Renovo o abraço,
ff

Graza disse...

Não fiz parte daquela centena que o ouviu, mas faço parte, dos que espero sejam muitos que seguiram o link que aqui deixou. Não seria honesto se me apressasse a deixar testemunho do livro, porque confesso, entrou para a pequena resma das prioridades da mesa de cabeceira, que desta forma acaba por nunca estar acabada. Voltarei quando lá chegar. Acontece é que acabou de cair lá o Pessoa, com o “Sebastianismo e Quinto Império”! Já viu a luta?

Êxitos e saudações.

Ana Martins disse...

Rogério, boa noite!
Sei da emoção e do nervosismo, da alegria e felicidade que sentiu, é sem dúvida um dia inesquecível!

Desejo muito sucesso, parabéns!

Beijinho,
Ana Martins

Rogério Pereira disse...

Na lista com Pessoa?
Boa!

Obrigado, Graza

Obrigado a todos, carinho a rodos, simpatia e palavras que me dão asas, para outros voos.

É bom ter amigos. Já sabia, mas "isto" ( e de que forma) o confirma.

Guma Kimbanda disse...

Meu querido amigo...

Não podia deixar de aparecer, embora como sabes pela circunstância não pude ficar por mais tempo e assistir às tuas palavras e dos que com o carinho merecido estiveram do teu lado e na assistência.
Nesta fase e depois de ler sofregamente, estou relendo e viajando num tempo que também tenho como meu (de todos nós) e mesmo dos que por lá não estiveram.
Um livro que tinha de ser escrito e que acima de tudo tem de ser lido.
Estou em "viagem", raramente com acesso à net, mas aproveitando a oportunidade aqui passarei sempre para te ouvir, pois as tuas palavras têm a tua voz que agora conheço.
Em nome do kandando forte, pleno e sincero que pudemos trocar, segue outro com amizade e votos de tudo a correr bem contigo e com os teus, porque és merecedor... És um vencedor.
Inté Rogério

manuela baptista disse...

Rogério

se foi assim

foi muito bem!

uma tarde com autor feliz dentro

um abraço

manuela