10 janeiro, 2012

Teorias da conspiração, a parte prática dessa questão - 2

Exigindo-me a mim próprio competências para blogar e hesitante sobre saber se as tinha, submeti o meu projecto ao escrutínio de amigos que vieram a considerar que se construísse um blogue não teria que me envergonhar... Em finais de 2009, durante cerca de três meses, todas as semanas massacrei-os com textos em word, devidamente ilustrados. Sua missão era a critica... Fiquei aprovado, mas com quase unânime recomendação de que não deveria basear-me em teorias da conspiração. Não liguei e arranquei. Disse, afirmei, escrevi, busquei testemunhas que testemunhassem que o PIG existe (*)... Não era grande a novidade nos que me liam. Eles sabiam e, assim, passei, em vez de fazer disso denúncia, a publicar as omissões da imprensa: na economia, na politica e até, na educação e em outros temas. Eu próprio começava a admitir que os media, servindo embora interesses instalados, não haveria entre esses interesses um fio condutor ou algo de mais estruturado que desse uma orientação ao quarto poder. Retorno agora ao meu ponto de partida e verifico que a coisa é bem como eu inicialmente pensava. E as ramificações são imensas... Acho que estamos na mão de poderes ocultos e nem a sua denúncia lhes reduz a eficácia...

E se as redes sociais estiverem inquinadas por estas práticas?
Um ex-espião do SIS perito em guerras de informação criou centenas de contas de Twitter com nomes falsos para espalhar boatos na Net - "De uma assentada, quase 300 contas de Twitter entraram em atividade na Internet na primavera de 2011, passando a produzir tweets (frases curtas, com 140 carateres) exatamente iguais em momentos cirúrgicos e praticamente em simultâneo. O objetivo era divulgar informações favoráveis à Ongoing e espalhar boatos sobre figuras diretamente relacionadas com as lutas de poder do grupo de Nuno Vasconcellos no seio da PT e da Impresa (grupo proprietário do Expresso)..."  (ler aqui)

E se os partidos do arco-do-poder fossem meros marionetas e nós patetas?