26 janeiro, 2012

O sucesso escolar... o amor aos livros... e o (muito) mais que adiante se verá...

Ontem desloquei-me à Assembleia Municipal do meu concelho (Oeiras). Entrei já ia a sessão adiantada e o Prof. David Justino estava no uso da palavra (*). Sentei-me, estava num tema estimado. O ex-Ministro dizia com amargura (que me parecia sincera) que uma pequena escola de um pequeno concelho e aprazível lugar, como é a vila de Contãncia, não conseguia fixar 70% dos professores. Estes, quando estavam adaptados e com a cultura da escola interiorizada, partiam. Partiam mesmo querendo ficar... Fiquei mais um pouco e logo decidi que o post seria dentro do tema... Metendo hoje as mãos nessa massa, fui ao blogue Terrear (coisa que sempre faço, quando os temas andam por onde este anda). Claro que me comoveu o que lá vi, mas não arredei um milímetro do que lá me levou e trouxe isto: 
"Há uma fórmula para o sucesso? Embora todos gostássemos muito que houvesse, o facto é que não há! Hoje, nas duas conferências sobre o mesmo tema (que aqui já referi) houve mil evidências de que não há uma fórmula. Há, certamente, uma combinatória de geometria variável que é preciso procurar, testar, monitorizar e avaliar. Há algumas certezas. Não precisamos de estar sempre a inventar a roda. Mas uma resposta de tamanho único, não há. Isso foi sempre o "sonho" do sistema burocrático e hipercentralizado. Que parece persistir (para mal dos nossos pecados)... "
O texto citado foi afirmado num fórum e lá, no Terrear, está escrito o resto (que vale a pena ir ler)... Mas o que me pergunto é porque é tudo tão complicado quando me parece tão simples se visto isto: 


Ah, o livro?... vejam como essa escola ensina a dar-lhe estima...

(*) David Justino apresentava, à Assembleia Municipal de Oeiras, as conclusões do estudo ESCXEL

18 comentários:

  1. Caro Rogério

    Não serei tão radical ao ponto de considerar que não haverá uma fórmula para o sucesso.
    Respeito, contudo, a opinião de quem tal sugere.

    É difícil? É.
    Se existisse uma coisa que se encontra em vias de extinção, a boa vontade, era muito simples. E chegávamos lá num ápice.

    E aí sim, em face da ausência de uma simples vontade, tudo parece ser muito mais complicado.

    Li o texto no blogue indicado por si.
    Gostei.

    Ví o vídeo e ... lá está. Tudo parece ser simples.

    Cumprimentos

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  2. Parece tão simples não parece... provavelmente porque é mesmo, não fossem as razões que a tornam complicada e que sabemos quais são!

    Abraço livre

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  3. Caro Rogério
    Um tema de que não sou muito entendido. Tal como me parece que quem toma decisões de certo tipo tambem o não é. De facto não é simples, por isso que se oução os entendidos e se tomem não as decisões mais simples, mas as mais correctas.

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  4. Tanto que teria a dizer!...

    Tenho algum conhecimento sobre o sistema educativo na Finlândia. A diferença mais gritante relativamente ao nosso tem a ver, essencialmente, com a seriedade que envolve a Educação e as políticas educativas. Desde a fixação do corpo docente ao respeito pelos ritmos de aprendizagens dos alunos, desde as condições dos equipamentos à reutilização dos livros, da valorização dos professores, à proximidade entre todos os agentes educativos - "Somos como uma família".Tudo se conjuga para que o ensino e a aprendizagem aconteçam num ambiente de confiança e de segurança, favorecendo indubitavelmente os índices de sucesso.


    Sobre o salário - com oito anos de serviço é ainda assim maior que o de um professor português no topo da carreira. O horário é equivalente, mas cá o professor gostava de poder dedicá-lo aos seus alunos, em vez de o desperdiçar em burocracias desgastantes e inúteis.

    L.B.

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  5. Rogério...
    Quantos alunos terá essa escola e quantos alunos terá cada turma? Quanto ao ambiente circundante, ao ar livre achei ótimo mas lembrei-me de um conto (será do Manuel da Fonseca?) em que uma personagem fala dos eucaliptos do Rossio... Do filme que inseriste há algo que transparece: a planificação. Inclusive a da sociedade. Li hoje que a UE anda muito preocupada com as gaiolas das nossas galinhas e acho que também li que até vamos ser multados. O que é que acontece com os portugueses que, como todos sabemos, são pessoas e não galinhas? Uma das professoras entrevistadas revela a serenidade de quem tem trabalho, que o Estado ou a Autarquia lhe garante. Qual a percentagem de desempregados na Finlândia e em Portugal? E falo tanto de professores como dos outros agentes educativos. Existe um velho ditado, "casa onde não há pão todos ralham e ninguém tem razão". As assimetrias sociais profundas provocam contextos de aprendizagem totalmente diferenciados,incluindo comportamentos sociais que se chocam. E não sei se fale de uma escola que exigiu o pagamento da sala a uma aluna que tinha apoio de uma terapeuta da fala(?) ou se fale da demolição de uns prédios no bairro do Aleixo (dito social...) aparentemente porque estavam degradados ou porque os terrenos ali já estavam a subir de valor. Podemos ficar maravilhados com a Finlândia mas não podemos deixar de pensar que, mais do que as galinhas (embora eu considere esse problema), as pessoas precisam de verdadeiras novas oportunidades. Não de oportunismos que anulam qualquer planificação por mais bem intencionada que ela seja.
    Abraço, Rogério.
    Jaime

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  6. Caro amigo Rogério:
    Se há exemplos, como o sistema educacional Finlandês e as escolas que o Torrear indica,que provam que é possível ter sucesso escolar, porque será que não se segue estes modelos?
    Porque será que em Portugal é tudo tão difícil?
    Nunca irei compreender...
    beijinhos

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  7. esquecemo-nos smepre que ensinar e deixar pensar e nao forcar conhecimento

    Bjinhos
    Paula

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  8. Seria realmente simples, tirando isto, claro:

    "Na América do século XXI,muitas pessoas pensadoras já testemunharam aquilo que parece ser uma reciclagem dos acontecimentos na Alemanha pré-segunda guerra mundial:a destruição de uma estrutura nacional proeminente;legislação de emergência aprovada de forma apressada;o surgir de um dispositivo secreto de segurança nacional;tentativas de registar tanto as armas ,como as pessoas,a par das agressões a países externos,impulsionadas por um nacionalismo fervoroso.
    Tudo isto pode ser uma simples concidência,um qualquer ciclo de sincronia da história.Mas trata-se também de uma plano secreto,que está a ser implementado por indivíduos que têm uma agenda bem definida.
    Na Itália fascista e na Alemanha Nazi,o estado tomou o controlo das empresas.Na América moderna,as empresas tomaram o controlo do estado.O resultado final é o mesmo.
    As políticas partidárias,os slogans e as questões sociais são usados para distrair as massas.A finalidade da elite mundial é apenas uma: - Poder.
    As políticas e as questões sociais pouco importam à elite globalista que controla o mundo e que se movimenta com agilidade, entre o mundo corporativo e os serviços governamentais.O desejo de riqueza,com o poder e controlo que lhe estão ligados,impulsiona as suas acções.É esta atenção inabalável ao comércio e à banca,que está por detrás de quase todas as ocorrência actuais do mundo.É a base para a "Nova Ordem Mundial" mencionada por Hitler e por George Bush senior."

    Jim Marrs in A Ascensão do Quarto Reich(2008)

    É claro que perante uma agenda destas e que não é conspiracionista, pois os fsctos estão à vista, a ignorância e o insucesso são e serão implementados.

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  9. Amigo,
    com 35 anos disto (desde os dezoito) vou abster-me.
    Conheço o Matias Alves e as suas fórmulas para o sucesso, como o Fénix...vem com frequência à minha escola.

    Pessoalmente falaríamos.


    Abraço

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  10. "aprender, aprender, aprender sempre!..."

    gostei de conhecer o excelente video...

    abraços

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  11. Olá, parabéns pelo seu blog.
    Te convido a conhecer o meu,
    http://carmasepalavras.blogspot.com/

    ;)

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  12. O blogue Terrear do Professor Matias Alves é do melhor que há em termos de educação. Aliás os jornais de educação que ele orientou durante anos para a Porto Editora - Rumos - e para a ASA - Correio da Educação - de que guardo grande parte dos nºs, eram EXCELENTES!

    Rogerito, amigo, deixe-me dizer-lhe algo que pode escandalizar muita gente: muita da responsabilidade dos grandes erros que se têm feito na Educação neste país, é dos professores. E olhe que eu fui professora durante 40, "fora os ameaços"... (Desculpem-me os que ficarem muito zangados comigo)

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  13. Pois Rogério a mim também me parece tudo muito mais simples do que efectivamente se pratica neste pais, porque desde o 25 de Abril não se fez a verdadeira revolução na educação e quando as campanhas de alfabetização davam os seus frutos foram travadas não se sabe muito bem porquê, ou melhor até sabemos, mas isso é uma outra vertente do ensino que no seu quotidiano regular também nunca chegou a ter os apoios que devia. Estaríamos hoje bem melhor se tivessemos começado por aí. Um bom ensino é a base de um país de sucesso, é a base de tudo e isso é muitas vezes esquecido, pouco estimulado. O nosso estado maltrata os seus servidores e tem muito maltratado os seus professores. Fico muito feliz que se vá sempre inspirar nestes temas ao "Terrear", do meu conterrâneo José Matias Alves, um "génio" nestas matérias e que conheço desde os seus primeiros passos no ensino, que foram de imediato ascendentes e fulgurantes, até chegar à Direcção da DREN e por aí fora, só agora aqui e ao fim de alguns anos, através de si vim a descobrir-lhe novos caminhos.

    Beijos e até breve.
    Branca

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  14. Cara Ana Tapadas,

    "fórmulas para o sucesso, como o Fénix.."
    Explique um pouco melhor o que pretende dizer com "fórmulas"
    Obrigada

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  15. Cara Luísa,
    «fórmula», no sentido das Ciências Sociais e Humanas: linguagem formal que subjacente.

    (Vi o comentário no meu blogue. Sobre o mesmo devo dizer-lhe, apenas, que interpretou mal o que aqui escrevi. Apenas quis dizer que, sobre educação não comento em blogues, por dever ético.
    Tenho responsabilidades de coordenação na minha escola e acompanho o Fénix - por isso conheço o projecto. Não sou céptica nem entusiasta).

    Não se preocupe, compreendo a sua reacção, pois já assisti a diversas reuniões e discussões.

    bj

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  16. Desculpa amigo usar este teu espaço para resposta...


    Abraço

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  17. Olá Rogério

    Mais uma vez parabéns pelo sucesso do lançamento das "Almas que não foram fardadas" :)

    Sobre este post, acho que vou levar o vídeo (e se calhar mais alguma coisa, se posso) para partilhar em breve.

    São sobretudo os bons exemplos que temos de partilhar e divulgar, para ajudar a que a mudança aconteça.

    É que para mudar, é preciso saber primeiro para onde.

    Um abraço :)

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