31 janeiro, 2012

Sete-sóis e o mar


Sete, são sete os sois / céu e mar / Sete-sóis erguidos / perdidos / E a vela? / que olha? / É fixo o seu olhar / É firme o seu ir / Directo é seu navegar / Vai à bolina, / sem vento nem corrente, / parecendo infinita a rota... / Mas que importa / se o rumo é o do coração?
Havemos de chegar / Sem que me desenhem o destino / sei-o adivinhar: / algures em qualquer porto, / na transparência das marés / de todos os mares.
Rogério Pereira