16 janeiro, 2012

Ele mo deu. É meu...

Ele escreveu: "O que ali está é um “boneco” mal amanhado. Eu sei! Mas, arte me faltou para melhor fazer. Elaborei-o com toda a perícia de que fui capaz. Pouca ela foi, como se vê. Fi-lo, ainda assim, para o oferecer a amigas e amigos, companheiros e visitantes da minha cubata.(...) E dizendo isto, ele mo deu. Trouxe-o comigo e comparei-o a outro, semelhante, que me ocupa a estante entre outros objectos queridos e que me levam a terras distantes. O tal boneco é "O Pensador", e é só o que Angola escolheu para sua imagem nacional. Ele me deu aquilo que, estou certo, lhe anda na alma e na memória.

Obrigado Carlos Albuquerque por mo ter dado

6 comentários:

São disse...

Parabéns aos dois.

Deu-lho e com todo o merecimento.

Um abraço amigo.

Vítor Fernandes disse...

E foi uma bonita oferta. Parabéns a quem deu e a quem recebeu.

acácia rubra disse...

Rogério

Sabe como fiquei emocionada.

Vindo de um Pensador, 'o pensador'.
Não sei é se o mereço.

Se o blogue é de ouro, o nosso Carlos é de platina.

Beijo

Fê-blue bird disse...

Tão lindo ver os amigos assim unidos!
Só por isto vale a pena "andarmos" aqui.

beijinhos aos dois

Carlos Albuquerque disse...

Kalamba Kha Êtho cresceu. Deu lugar ao Pensador, que hoje já não é lunda nem Tchokué, mas pertença de toda a Nação Crioula em que os povos angolanos se estão a constituir, do Belize, no Alto Maiombe, às terras dos bosquimanos (vão a caminho), como sonharam os criadores do MPLA em que amigos meus se integraram, e eu acompanhei.
Honra-me ver o meu mal amanhado a morar neste blogue de ouro.
Abraço

BRANCAMAR disse...

Se assim foi é porque o mereces e também já visitei o teu amigo e mais uma vez me levaste a um sítio de gente sã, madura e de grande valor.

Gostei muito de ler o que aqui se escreve sobre o "Pensador" e fiquei a aprender mais um pouco, pois apesar de o ver muitas vezes no artesanato Angolano desconhecia o seu intrínseco valor cultural.

De Angola, apesar de ter tido familiares e amigos por lá, foi "Luuanda" de José Luandino Vieira, na altura ainda escrita com alguma mistura de dialecto, o que mais me ligou a esse país, foram as histórias atrozes da exploração colonial e mais recentemente os relatos de amigos que tive junto desse povo, no fogo cruzado da guerra civil, que tanto os desvastou.

É difícil não gostar de África mesmo não tendo estado lá, é difícil não nos sentirmos agarrados por laços fortes depois de tanto que passamos juntos, talvez mais eles que nós, de certeza mais vós que lá estivestes que nós, mas minimamente há uma sensibilidade que nos comove nas vivências que nos marcaram a todos. Por isso gostei também muito deste comentário aqui do Carlos Albuquerque.
Parabéns para ele pelo magnifico trabalho e a ti porque o mereceste, bem como outros amigos que lá encontrei.

Beijos