18 fevereiro, 2012

Sábado... foi assim a semana que hoje finda (10)

O meu livro - Foi uma semana de comentários de vizinhos e amigos, mas também de surpresas e noticias. Falando destas: Tenho o livro aceite para ser vendido na rede da FNAC (lá mais para o fim do mês estará disponível em todos os pontos de venda). A Associação 25 de Abril acolheu positivamente a minha proposta para que a obra seja apresentada em Lisboa, na sede dos "militares de Abril".

A troika - Vão estar por cá e vão ter uma sessão na Assembleia na terça feira de Carnaval, o que está bem de ver que ninguém, do chamado "arco do poder", vai levar a mal.  Não se esperam surpresas sobre a avaliação que farão sobre o desempenho do governo. Não sei se pronunciarão sobre o desastre que se adivinha, sobre os 14% de desemprego ou sobre uma coisa de que ninguém fala: o crescente crescimento da dívida [Apesar de o programa de ajustamento da troika já estar em campo e o défice português estar a cair, a dívida pública portuguesa continua a engordar. Segundo as estimativas, do FMI, em 2012, a dívida ainda irá aumentar para 116,3% do PIB e, em 2014, para 118,1%. 2014 será o primeiro ano de descida, caindo para 116%. Em 2016 continuará acima de 100% do PIB (111,7%)].

Como se chegou a este estado - A presença do primeiro ministro na Assembleia da Republica foi, mais uma vez, pretexto para troca de acusações entre o governo e o PS. Não repito algumas coisas que já referi mas reforço-as com a constatação de que foram as politicas seguidas que deram origem  ao desaparecimento dos sectores produtivos e empurraram a economia para uma situação insustentável e para o endividamento [Entre 2000 e 2010, o crédito à habitação aumentou em 156%; o crédito ao consumo subiu em 137%; mas o crédito à actividade produtiva (agricultura, pescas e industria transformadora) cresceu apenas em 41%.] 

O Sevinate e o Pingo Doce - Hoje, no Expresso, o ex-ministro da Agricultura escreve, em coluna de opinião, que o que se diz por aí de mal deste sector é dito por masoquismo ou falta de informação. O artigo é longo mas dá uma excelente e bem documentada imagem do progresso e de quão errada é a opinião contrária. Pouco depois desta leitura entrei numa loja do Pingo Doce e o efeito da leitura foi-se: os morangos, os tomates, os pepinos, os pimentos e os brócolos, eram espanhóis; o feijão verde, marroquino!! Parei, e nem fui espreitar as batatas e as cebolas, com receio de serem das mesmas, francesas, como as que comprei a semana passada. É que fiquei a pensar: irá ser destino do Alqueva o de um grande tanque de águas... residuais? 

13 comentários:

  1. Rogério,
    Boas novas são, sem dúvida, as referentes ao seu livro. Quanto ao resto, é mais do mesmo. Infelizmente.

    Abraço

    ResponderEliminar
  2. Não, não é mais do mesmo... é mais do pior. A divida continua a crescer... sem se ver.

    ResponderEliminar
  3. O teu livro na associação 25 de Abril

    faz todo o sentido

    Abraço

    ResponderEliminar
  4. Parabéns Rogérioa pelos caminhos do seu livro, eu sabia que o ia conseguir.

    Quanto ao resto, parece-me que a grande maioria ainda não tomou verdeira consciência da dimensão da coisa.

    Pegando no tema do seu anterior post,a arte pode ser a vanguarda da luta. Quantas vezes durante a nossa história foi através dela, em tertúlias de cafés, que germinaram as grandes mudanças.

    Usemo-la pois como uma arma, mas é também preciso agir de todas as formas, nenhuma pode ficar esquecida, o tempo urge.

    Beijinhos
    Branca

    ResponderEliminar
  5. As notícias do livro são maravilhosas. Minha alma já sabia...
    :)
    Bjs.

    ResponderEliminar
  6. Caro Rogério
    Ao ler o primeiro assunto tratado neste post. Fiquei emocionado. Sempre senti que o "O almas que não foram fardadas" teria o merecido reconhecimento. Fico feliz por si e com uma pontinha de vaidade pela vigula que lá meti.
    Abraço

    ResponderEliminar
  7. Rogério

    Já nem me importo agora com a troika ou com os troikanos.

    Estou muito satisfeita pelo sucesso do seu livro. Isso para mim é que se torna vida e progresso. A outra, que nos impõem, vamo-la levando com mais ou menos palavrão, cerrando cada vez mais os dentes até que um dia a revolta incontida no-los leve a mordê-los... para não dizer mais.

    Beijo

    ResponderEliminar
  8. Uma alma que não foi fardada, e jamais o será, estará sempre ao lado de todas as outras que, igualmente,não foram nem se deixaram fardar.
    Será, quiçá, abusivo mas o livro tenho-o, também, como meu. Algo de querido, a que se quer bem. Vi-o nascer, acompanhei-lhe os primeiros passos, um empurrão lhe dei. E ei-lo!
    Crescendo árvore frondosa.
    A apresentação na Associação 25 de Abril, onde tantas vezes estive, algumas em conversa com Pezarat Correia, a propósito dos nossos livros, deixa-me feliz.
    Parabéns!
    Quanto ao resto, nojo me faz.

    ResponderEliminar
  9. Parabéns, sinceros!
    No meio deste desastre todo, eis uma felzi notícia !!
    Um enorme e festivo abraço, Rogério.

    ResponderEliminar
  10. É normal que os produtos sejam na sua maioria de produtores estrangeiros, é que apesar do apelo televisionado de bandeira na lapela, tanto quanto sei a ministra manteve a politica de deslidamento entre os apoios e a produção.
    Quem recebe independentemente da quantidade produzida não é incentivado a produzir mais.

    Quanto ao Alqueva penso que é uma estância turistica para os ricos do norte da Europa.
    Abraço livre

    ResponderEliminar
  11. Meu amigo vou reter só as boas notícias, o seu livro!
    A venda na FNAC é realmente um grande feito,fico muito feliz por si.
    Parabéns!

    beijinhos

    ResponderEliminar
  12. Rogério, amigo.
    Boas noticias, meus parabéns.
    Kandandos, inté.

    ResponderEliminar