23 fevereiro, 2012

José Afonso (1929-1987).


Não se separa um homem inteiro, das partes e facetas que lhe dão a dimensão. 
Não se separa o andarilho, dos trilhos percorridos. 
Não se separa o professor, dos seres a quem deu saberes. 
Não se separa o cantor, dos seus cantos. 
Não se separa o poeta, dos poemas que nós dizemos.
Não se separa o criador, da obra criada. 
Não se separa o resistente, da luta travada. 
Não se separa o sonhador, da utopia sonhada. 
Não se separa a razão, da alma. 
E quando tal se separa, o homem parte. E fica-nos a memória de um homem digno, de um homem inteiro.

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Fica uma canção, talvez a primeira que cantei,
mesmo antes de o ter ouvido e que hoje recupera actualidade

Foto do Público