20 fevereiro, 2012

É Carnaval... ele não leva a mal!!!!

Enquanto o avô escrevia, o Diogo se compenetrava no escudo, no elmo e na espada. "Vô, olha com eu estou". E o avô, nada. Continuava, com o nariz enfiado num qualquer texto e não ligava. "Olha de uma vez o miúdo. Está a falar contigo!", disse ela meio zangada, quase gritando, por detrás da máquina fotográfica. "Hã?" exclamou o avô enquanto, por fim, olhou.  O Diogo aproveitou aquele precioso segundo dispensado por seu avô e repetiu: "Olha como eu tô... gostas de mim assim?" - "Sim, gosto sempre de ti" Disse, distante mas olhando-o de frente. O Diogo parece ter percebido. Tirou o elmo, atirou para longe o escudo e pousou a espada. O avô pensou: "Aquela alma não se quer fardada". O Diogo ficou por momentos pensativo e acho que sabemos o que pensou, por ser Carnaval não levaria a mal, ao seu avô.
Não foi bem assim que aconteceu, mas o Diogo nem um minuto se manteve mascarado, talvez por ser demasiado pequeno ou não se sentir nem cavaleiro, nem soldado...