12 abril, 2014

Sábado... Foi assim, a semana que hoje finda (13)

O tempo passa lento se lhe metemos pouca coisa dentro. O dia-a-dia é uma distracção, quer se faça algo quer não. É frequente, só muito depois nos apercebermos, olhando o calendário passado, se houve notícias sólidas da nossa passagem pela vida, se foi bem ou mal preenchida, se houve marcos, se nos indignámos e, nesse caso, o que fizemos a seguir à indignação. Exactamente para não ser apanhado desprevenido no futuro, naqueles balanços que descem até nós inquietando-nos os dias, regresso à retrospectiva dos dias, fazendo juízos, corrigindo o que me alertarem dever ser corrigido. Semanalmente.

Meu Contrário - É o ponto alto da semana. Teve todo o mérito em ver confirmada a leitura e análise sobre o destino da "galinha dos ovos de ouro". Provas? Tantas, mais que muitas: as agências de notação financeira fazem promessas de feição lisonjeira; os juros da dívida baixam na praça e os donos do casino fazem discursos de elogio; a governança marada reduz os cortes que ameaçava e diz-se disponível para o que, antes, era impossível. Haverá uma acalmia como há muito não havia.

Minha Alma - Teve pontos altos e baixos. Os pontos altos situam-se nos afectos domésticos, onde deu alento e fez festejo. Minha Alma provou que a alma não se limita a ser o meu interior. O que tenho dentro, fez o que era necessário para o equilíbrio familiar. Não foi fácil. Não vai ser fácil, mas deu confiança. Conseguiu isso em prejuízo de amigos. Foi um ponto baixo, um ponto fraco. Deve fazer profunda reflexão... 

Eu - Andou mal, muito mal. Perante a chegada de amigos manteve-se ausente. Nem agradeceu. Nem fez o que lhe era habitual,  desapareceu. Perante alguns equívocos, não correu a desfaze-los.  Um Eu nunca deve desguarnecer uma relação privilegiando outra. Se o Meu Contrário esteve bem, a verdade é que tal, ao Eu, apenas ocupou o pensamento e não o tempo. Eu deveria ter levado a palavra de Meu Contrário a todos os amigos.