25 janeiro, 2026

WORLD PRESS CARTOON: UMA EXPOSIÇÃO A NÃO PERDER...

 ESTIVE LÁ E... RECOMENDO!



São cerca de centena e meia de obras de arte caricatural. No documento que me foi dado (tipo jornal) refere-se, em titulo, “O CARTOON É UMA ARMA, PELA LIBERDADE” e percebe-se isso pois na sua quase totalidade o tema são as figuras publicas que estão a conduzir este Mundo para uma muito trágica situação. 

Incompreensível é, lá no meio, aparecerem caricaturas de Saramago (uma) e do Papa Francisco (duas ou três)… Nem o diabo se lembraria de tal.

Onde é? Em Algés, no Palácio Anjos!

24 janeiro, 2026

HOJE... SINTO-ME MARX


Há quem tenha medo das palavras e chame "antigo regime" ao fascismo por (muitos de) nós vivido. Nos tempos que correm, abre-se a porta ao seu regresso seguido da ameaça de uma farsa, cujos contornos não é possível antecipar.

Sentindo-me Marx, ocorre-me inesperadamente a memória dos Congressos da Oposição Democrática de Aveiro... e faz todo o sentido pensarmos nisso! Digo-o por o ter vivido...



22 janeiro, 2026

É DESTA? SERÁ MESMO DESTA QUE UM POEMA MEU PASSARÁ A CANÇÃO?

O Júlio e eu

Creio que será mesmo desta. A porta abriu-se há exactamente dois anos, mas não se terá fechado. Sobe-o num reencontro inesperado em contexto triste (o velório de um comum amigo). Pediu-me que me sentasse com ele e, estendendo-me a aparelhagem, pediu-me que o escutasse. Assim fiz... e gostei. Gostei da sua voz. Gostei do ritmo hip-hop. Gostei do que ouvi. E depois de lho ter dito, foi a vez de ele me dizer que iria para a frente com o projecto...

Recordo então o texto que anunciava a abertura da porta:

"Lembram-se que todos vós me "empurraram" para que aceitasse o desafio? E que teríamos que iniciar um caminho, de "trabalho, a quatro mãos"?

O primeiro passo foi dado, enviando-lhe trabalho meu, um tal livrinho "O melhor de mim somos nós - e outros poemas" que o terá atingindo, em cheio, na alma. De pronto marcámos encontro, que decorreu esta manhã na "minha esplanada".  Trocámos ideias sobre os passos seguintes, depois do Júlio me dar conta da sua escolha. Disse-me ele "o poema que mexe comigo está na página 13!"

E o que antes era um poema, passou agora a ler letra. Esperemos a canção do Júlio.

PEDRA, DEPOIS PÓ

E FINALMENTE VIDA

Olhei a pedra
Fria, Estúpida, Parada

Calada

De tanto a olhar, julguei-a bela

Transformei-me nela

Frio, Estúpido, Parado

Calado

Sem destino sequer

de pedrada no charco

Sujeito à degradação do relento

e à erosão do vento

em breve serei pó

Não olhes para mim, assim
Mexe-te, ao menos
 

A pouco e pouco se mexeram
e num repente

o Mundo assistiu

ao despertar das pedras

Rogério Pereira