31 dezembro, 2009

O que me habilita a comentar a imprensa?

Habilitações recentes - Passei, com média de 4, por 24 testes que submeti à apreciação de um júri exigente. Durante 6 semanas escrutinei o jornal Expresso, identificando vários tipos de textos avinagrados impostos ou sugeridos pelo PiG aos jornalistas daquele semanário. Durante 6 semanas, semana a semana, o Pedro, o Arnaldo, o Luís e o Mário, prestaram-se a ser os meus conselheiros, críticos e juízes. Nem todos ficaram convencidos da existência do PiG, mas foram unânimes em considerar-me apto para o meu projecto de bloguer.

Habilitações longínquas - No ano de 1968, talvez entre Março e Dezembro desse ano, consegui compatibilizar as minhas obrigações de militar cabo miliciano no RSS (Regimento dos Serviços de Saúde) com as de revisor super numerário de um jornal de referência, o Diário de Lisboa, entretanto extinto. Com 23 anos, passei nesse jornal experiências marcantes e convivi nesse ambiente com vários jornalistas. Vi (é mesmo verdade que vi) como se distribuía o trabalho entre os diferentes redactores e, depois, como se seleccionavam as notícias, como se montava a primeira página… O que me habilita a comentar os semanários publicados? Essa anterior e longínqua experiência e… o resto da minha vida a ler jornais com a memória daqueles tempos e valores!

Habilita-me ainda o facto de ao longo da vida ter merecido diversas formas de tratamento:
- Sr. Engº.(fiquei-me pelo 2º ano do ISEL)
- Sr. Dr.(fiquei-me pelo curso de enfermeiro do Exercito)
- Sr. Director (fiquei-me pela ocupação de adjunto do Administrador que ocupava o cargo, numa grande metalomecânica)
- Sr.Partner (sócio) da Coopers & Lybrand (fiquei-me pela posição mais elevada na hierarquia dos consultores da firma)