05 fevereiro, 2017

Eutanásia

"Memoria Colectiva", by Alicia Valdivia, 2013.
Quando a memória se esvai, o que nos resta? 

Há tempos tive uma certeza e uma dúvida.
A certeza é que a memória, a minha, seria um longo rio com margens por vezes diluídas.
A dúvida, se seria eu ou não o mar onde a memória iria desaguar. E, então, afirmava que  mais gostaria que a memória desaguasse em quem, na altura, me lia. Chamei então à memória testemunho.
Não alterei muito o que então pensava, apenas reforcei a convicção de que a memória colectiva é um rio de caudal exíguo, tão estreito e magro, raro...
Quanto à minha memória, quando ela se tornar assim, exígua, magra, rara... desliguem-me a máquina.
Para quê tal existência?
Dêem-me um novelo de memória e eu me agarrarei à vida

04 fevereiro, 2017

Juro que isto não tem nada a ver com futebol... e nem sequer com fair play


Perder ou ganhar é regra de quem disputa, entra na luta ou, simplesmente, aceita as regras de um qualquer jogo e joga. Falando de regras, há-as não escritas. São as da ética, da moral, da solidariedade de classe, da defesa de uma mística, do respeito pelo adversário... 
Hoje, não perdeu só um jogo. Perdeu o que já há muito tinha perdido...
Expõe-se agora a quem não erga uma só voz a amenizar o peso amargo, não da derrota, mas de desaire maior.  
Que se lixe o gajo, por tão baixo! 

02 fevereiro, 2017

E se o Governo de Costa encosta? Sem darmos por isso, o modelo vai para o "galheiro"

Eu sei que tenho gente amiga que preferiria que aqui viesse colocar assunto ou tema mais adequado a estados de alma e que lhes a elevasse. Faço frequentemente isso. Chamo-lhes "Interregnos para coisa belas" e tenho, nessas iniciativas frequentes, audiências razoáveis e elevados comentários. Outras rubricas que vão na mesma onda, estilo "rogérito" ou "Poesia (uma por dia)", tem tido frequências que me preenchem o ego e me incentivam à escrita.
Acontece que por vezes recorro a assunto sério e hoje ocorreu-me (pela agenda da imprensa), vir falar de coisa de que "ninguém" fala: REGIONALIZAÇÃO. 
Isto porque recuperei um blogue que seguia, porque a municipalização de uma data de coisas (transportes, florestas, educação, saúde, cultura, segurança social) passaram à ordem do dia e porque toda esta treta está inquinada e comprometida por uma lei de Passos, promulgada por Cavaco e que redefine o modelo de Democracia.
Se o Governo de Costa encosta, sem darmos por isso vai o modelo constitucional encostar. Vai ao ar. Reverter isso? 
Nem vos digo!
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Para quem se querer dar ao trabalho de aprofundar, eis um texto a preceito

01 fevereiro, 2017

Trump é mais que um (perigoso) farsante...

in "O Século", de 11 de Fevereiro de 1933, publicado aqui

«A História repete-se sempre, pelo menos duas vezes. disse Hegel. Karl Marx acrescentou ...a primeira vez como tragédia, a segunda como farsa...»
Fazia então Marx uma reflexão em torno da marcha da história. Hoje, aplicando-se o que aprendemos com o marxismo para entender a história, podemos prever que, atendendo ao contexto, Trump é mais que um (perigoso) farsante...