21 fevereiro, 2026

FIQUEM A SABER QUE A RTP CONVIDOU(-ME) PARA AO GTP ASSISTIR.. E, CLARO, QUE ESTOU NO IR

 


Não é verdade que a RTP me tenha convidado a mim... mas sim a quem vai DESENHANDO SONHOS. Essa apropriação não é um acto de oportunista, pois pertenço aos órgãos sociais dessa Associação dos Reformados, Pensionistas e Idosos da Freguesia de Oeiras...

Acho que na origem da ideia da RTP nos fazer tal convite terá estado o reconhecimento do valor da nossa atividade, que aqui relembro.

Não perco uma edição, não perca também e... amanhã dá!

20 fevereiro, 2026

HOJE VOLTEI A SENTIR-ME RUSSELL


«A vida é demasiado curta para nos permitir interessar-nos por todas as coisas, mas é bom que nos interessemos por tantas quantas forem necessárias para preencher os nossos dias.» ou “O tempo que você gosta de perder não é tempo perdido.”

Bertrand Russel, dixit 


19 fevereiro, 2026

MEU DEUS AO ESTADO QU´IST CHEGOU!... REGIONALIZAÇÃO, JÁ!!!


 Ao longo do tempo, fui publicando, e publicando, e publicando mapas assim (e assado) mas sempre alarmado pelo que no País se ía passando...

Ao lado da falta de planeamento do território, de modo coincidente com a centralização dos poderes, assistia-se a tudo e mais alguma coisa...

Cerca de 28 anos depois de um referendo que recusou as regiões, com 19% a dizer que a questão não deve voltar a ser discutida, assistiu-se a novo inquérito e no estudo "O que pensam os portugueses 2025 -- Descentralização, Desconcentração e Regionalização", a que a Lusa teve acesso, revelou que 71% dos inquiridos defendem que a regionalização "deve ser discutida de novo".

Agora, com o País todo a tropeçar em inundações e abatimentos, não há outro caminho: Regionalização? É já!

Se já em 2009 se reconheciam vantagens, imagine agora!

16 fevereiro, 2026

TERÇA FEIRA DE CARNAVAL!... AH!, QUE SAUDADE...


 Você é um homem?

Bah! Hoje você é palhaço!
Vista sua fantasia,
passe pó vermelho no rosto.
Aqui as pessoas pagam e querem rir.
E se Arlequim (a morte)
lhe roubou sua Colombina,
ria, palhaço, e todos vão aplaudir!
Mude para risos
esses seus espasmos e o choro,
vire o soluço e faça uma cara engraçada
Ah! Corra com a dor
Ria! Ria Palhaço,
no seu amor em pedaços.
Ria da dor que lhe envenena seu coração

 Rogério Pereira - Fevereiro/2024

"I paglacci", letra adaptada

15 fevereiro, 2026

E HOJE HOUVE VOTAÇÃO, MENOS POR DIREITO MAS MUITO MAIS POR DEVER E OBRIGAÇÃO ...


António José Seguro ganhou hoje a segunda volta das presidenciais em Alcácer do Sal, Arruda dos Vinhos e Golegã, os três concelhos que adiaram as eleições uma semana devido ao mau tempo. Foi elevadíssima a abstenção, o que significa que foram muitos os eleitores que não cumpriram o seu dever de cidadania.

Tal me faz lembrar isto, não há muito aqui deixado escrito

 O discurso pronunciado por José Saramago na cerimónia de entrega dos Prémios Nobel, a 10 de dezembro de 1998, data em que se celebrava o 50.o aniversário da Declaração Universal de Direitos Humanos, teve consequências: a Universidade Autónoma do México e a Fundação José Saramago assumiram a proposta do escritor para elaborar, a partir da sociedade civil, uma simetria da Declaração de Direitos. Assim nasceu a Declaração de Deveres Humanos, documento cívico que reivindica a importância dos cidadãos na construção da sociedade melhor defendida pela Declaração Universal de Direitos Humanos. Juristas, activistas e políticos de vários países, reunidos na Cidade do México, deram vida a um documento de responsabilidade cívica que posteriormente, em 2018, foi entregue à Comissão de Direitos Humanos da ONU e ao seu Secretário-Geral, António Guterres. Trata-se de um contributo mais porque, como escreveu José Saramago, «Somos a memória que temos e a responsabilidade que assumimos. Sem memória não existimos, sem responsabilidade talvez não mereçamos existir.» 

... e é este o texto do documento:  

preâmbulo  

Atendendo às crescentes desigualdades e violações de direitos humanos e às dificuldades em realizar os objectivos desenhados para o desenvolvimento harmonioso da humanidade na sua globalidade; 

Entendendo que a Declaração Universal de Direitos Humanos afirma no seu artigo 29 que todas as pessoas devem assumir os seus deveres jurídicos com respeito às suas comunidades; 

Aceitando que as possibilidades de alcançar o desenvolvimento pleno das pessoas não se esgotam no cumprimento dos deveres jurídicos, sendo as obrigações éticas igualmente indispensáveis para a sustentabilidade do Estado de Direito; 

Reconhecendo que, pelo seu poder, capacidade ou função social, as pessoas e os diversos actores sociais possam ter graus diferentes de responsabilidade na sua contribuição para o desfrute de direitos por parte de todos. 

declaramos: 

um 

Todas as pessoas têm o dever de cumprir e exigir o cumprimento dos direitos reconhecidos na Declaração Universal de Direitos Humanos e nos restantes instrumentos nacionais e internacionais assim como das obrigações necessárias à sua efectiva realização. 

dois 

Todas as pessoas têm o dever e a obrigação de um exercício solidário e não abusivo dos direitos e de desfrutar responsavelmente dos bens e serviços. 

três 

Todas as pessoas, e especialmente as organizações sociais, económicas e culturais, têm o dever e a obrigação de não discriminar e de exigir o combate à discriminação por motivo de raça, cor, sexo, idade, género, identidade, orientação sexual, língua, religião, opinião política, ideologia, origem nacional, étnica ou social, deficiência, propriedade, nascimento ou qualquer outro motivo.


MAIS UM DOMINGO GORDO EM QUE VOLTEI A SER PALHAÇO! PALHAÇO, POIS! QUE PENSAM VOÇÊS QUE SOIS?

PROVOCAÇÃO
 
Levantei-me
Barbei-me 
E fiz o que sempre faço
Mascarei-me de palhaço

Desci à rua
Andei
Depois atravessei
Segui em frente
Passando por muita gente

Gente
Passando indiferente

Subi a rua
Andei
Regressei
Tanta, tanta gente
Passando indiferente

Só então reparei
Tinham todos a mesma máscara
Fazemos parte 
da mesma palhaçada

Ah, o que teria rido
Fosse eu, palhaço rico

Rogério Pereira, reeditado (c/alterações)

14 fevereiro, 2026

EM DIA DOS NAMORADOS, ENVIEI DOIS CONTOS MEUS PARA O MUSEU... VAMOS VER O QUE VAI ACONTECER...


Nem me dera conta de tal concurso, mas a Patrocínio desafiou-me e, ao ver aqui, não resisti. Enviei dois contos por mim já contados... vamos ver como o júri os sente...
Ah!, e se são contos de amor?
São, sim senhor!
DE AMOR SENTIDO
DE AMOR VIVIDO...

... A DOIS 

 

13 fevereiro, 2026

E O PREFÁCIO DA MINHA OBRA FOI ESCRITO POR QUEM SABE DA PODA! OBRIGADO QUERIDA MADRINHA DA MINHA ESCRITA

Prefácio

Nesta Antologia, o autor coloca-nos diante da sua visão do mundo, marcada por um forte sentido crítico relativamente às maiores questões que hoje se colocam ao homem, numa ótica da falta de consciencialização, ética e ação, face às mesmas. É um conjunto de textos que resulta da experiência vivencial, observação e interpretação pessoal do mundo com o qual, o poeta se sente em desalinho. É a expressão maturada do encontro consigo mesmo, provocado pelo exercício de liberdade poética que pretende reafirmar, perante familiares e amigos. Mas é também o desejo/intenção de homenagear a sua companheira de vida. É para ela, a quem carinhosamente trata por menina, o primeiro poema (que dá título ao livro). O texto em causa termina com o verso - Falar de mim é falar de nós, deixando pairar no ar a ideia de que o sujeito, por si só, não será capaz de realizar os sonhos e alcançar a felicidade. O pronome nós, não se limita ao eu e tu do casal, claramente, mas a um universo bem mais amplo e complexo. Esta é uma constatação patente, desde logo, na epígrafe/dedicatória que se vai tomando mais visível, à medida que se avança na leitura. 

 Há, no trabalho em presença, uma nítida tendência para a objetividade, com raízes no neorrealismo (reconhecida e assumida pelo autor) uma intenção declarada de eleger o coletivo em detrimento do individual, conforme se intui no poema “Auto-Retrato” onde se lê: Diz nada decidir / sem convocar o coletivo seu Eu,/ sua Alma e seu Contrário/ ao qual apelida de Juízo, porém não deixa de revelar, a individualidade (o Eu é a voz da maioria dos textos) e a impulsividade a que a Arte não se pode furtar. À conceção da escrita comprometida, o autor parece querer associar a ideia de um humanismo outro, capaz de minorar ou até solucionar os muitos conflitos que, por todos os cantos do mundo, assolam os povos. Puramente utópico - dirão muitos de nós, leitores. A isso responderá Rogério Pereira com uma afirmação que costuma repetir frequentemente e surge inscrita no poema acima citado - Diz ser fácil mudar o mundo/só que leva é tempo. 

Uma genuína preocupação relativamente aos problemas de carácter político-social transparece dos textos e julgo ser essa mesma preocupação a despertar no autor a pulsão da escrita, a necessidade de grafar o seu entendimento das coisas do mundo e da vida e a partilhá-lo com outros. De registar, aqui e ali, um pendor acentuadamente irónico relativo àquilo que, na perspetiva do autor, é frivolidade, desinteresse e dispersão e como tal, merece ser criticado, parecendo querer tomar a seu cargo a função de orientador/mestre. Vejamos, no poema “Crisálida” ... entregou ao silêncio/ as forças resignadas/ e sentou-se, ansiosa/ à espera/ da hora/ da telenovela. Ou em “Pele” - A pele, escrita/ A pele, poema/ A pele, prosa/ A pele,/ a pele,/ a pele/ E ela? /Apenas uma mensagem: /"…porque noutros lados// também há flores e barcos … e uma vida/ que é muito mais a minha!" 

Ou ainda em – “A primavera das mulheres pueris”. Na última estrofe pode ler-se:[ ...] Então um ser que não olha o céu, / que não tem assunto/ que não liga ao mundo/ que virada a cada momento/ só para dentro/ […] 
 Ah, mulheres/ temos que um dia falar/ olhos nos olhos... 

Um reparo, apenas, no sentido de que a frivolidade não pode ser entendida como apanágio de género. Ela existe, sim, mas não diz respeito exclusivamente às mulheres. A frivolidade, por mais que possa parecer ridícula, a alguns, é transversal a toda a sociedade, podendo ser encontrada onde menos se espera. Contudo, não apenas de ironia e crítica social se faz este livro, faz-se também:
 • de Sonho - O impossível é tão só e apenas aquilo que ainda não aconteceu;
 • de Utopia - Quem antes via apenas a árvore / pode agora ver / através de mim / a floresta; 
 • de Esperança - Havemos de emendar o rumo errado.

 E, então, a Poesia… 

Lídia Borges (*) 

 (*) Lídia Borges é o pseudónimo literário de Olívia Maria Barbosa Guimarães Marques, natural de Braga. Professora do Ensino Básico, sempre teve a Literatura como suporte imprescindível à compreensão do Mundo e do Homem. Possui o grau de mestrado em Teoria da Literatura, na área de especialização de Estudos Lusófonos, pela Universidade do Minho. Tem obra publicada nos géneros de conto, crónica e poesia. Assina vários títulos, alguns dos quais distinguidos em Prémios Literários. 
 É membro da Associação Portuguesa de Escritores. -->

E é dela esta linda "TELA", ora deliciem-se:


11 fevereiro, 2026

ASSINEI HOJE O CONTRATO COM A EDITORA! PODIA LÁ EU RESISTIR A ESTA APRECIAÇÃO QUE ME FOI FEITA?


 
Depois de ter escrito, memórias de afectos, angústias e medos, tidos e vividos por terras de Angola. Depois de ter escrito contos para serem contados às crianças. Depois de ter escrito uma peça de teatro que em breve irá à cena, depois de uma memorável estreia. Chegou a vez da da minha poesia sair à rua... não tardará a acontecer!

08 fevereiro, 2026

SE NÃO FOSSEM ESTES CRAVOS... NÃO SEI O QUE ACONTECERIA!

Imagem roubada à Olívia Marques, no FB


E... por certo, as 12 razões para não votar em quem não votei, terão dado a Seguro a dimensão atingida! Mas... a luta continua!
 

07 fevereiro, 2026

PROVE, MASTIGUE E DEPOIS DE DEITAR FORA, VOTE DENTRO!


ANTES DE VOTAR, DEITE FORA
E como tudo o que é coisa que promete
A gente vê é como uma chiclete
Que se prova, mastiga e deita fora, se demora
Como esta música é produto acabado
Da sociedade do consumo imediato
Como tudo o que se promete nesta vida, chiclete

Chiclete.       Chiclete

E nesta altura e com muita inquietação
Faço um reparo e quero abrir uma excepção
Um cassetete nunca será não, chiclete
Pra que tudo continue sem parar
Fundamental levar a vida a dançar
Nesta vida que tanto promete, chiclete

Chiclete.        Chiclete

E como tudo o que é coisa que promete
A gente vê como uma chiclete
Que se prova, mastiga e deita fora, se demora
Como esta música é produto acabado
Da sociedade de consumo imediato
Como tudo o que se promete nesta vida, chiclete

06 fevereiro, 2026

EM DIA DE REFLEXÃO PENSEM NAS 12 RAZÕES PARA NÃO VOTAR NO CANDIDATO EM QUE NÃO VOTO

 


1. 
Ven­tura é a pior face do “sis­tema”.

É um can­di­dato sus­ten­tado num par­tido apoiado e fi­nan­ciado pelos grupos eco­nó­micos do sis­tema ca­pi­ta­lista, que vota a favor da es­pe­cu­lação e dos lu­cros dos grupos eco­nó­micos e fi­nan­ceiros que do­minam o País. O Chega votou a favor da baixa dos im­postos sobre os lu­cros das grandes em­presas, mas votou contra a fi­xação do preço da bo­tija de gás, que fa­vo­re­ceria mi­lhões de fa­mí­lias.

2. 
Ven­tura con­verge com o Go­verno PSD/​CDS e quer apro­fundar essa con­ver­gência.

O Chega acom­panha e tem apro­vado o fun­da­mental da po­lí­tica do Go­verno e des­dobra-se em apelos à con­ver­gência com o Go­verno. A mai­oria dos prin­ci­pais di­ri­gentes do Chega vêm do PSD e do CDS, in­cluindo o pró­prio André Ven­tura. O Chega só não votou fa­vo­ra­vel­mente o Or­ça­mento do Es­tado de 2026 porque o PS o de­so­brigou, sal­vando ele a po­lí­tica de di­reita. A po­sição de su­posta neu­tra­li­dade quanto ao voto em Ven­tura de PSD e CDS pre­tende tornar essa opção de voto acei­tável.

3. 
Ven­tura é res­pon­sável pela po­lí­tica de di­reita, in­cluindo du­rante a troika.

André Ven­tura foi membro do PSD e apoiou su­ces­sivos go­vernos, in­cluindo o go­verno PSD/​CDS de Passos Co­elho e Paulo Portas (2011/​2015). Apoiou e aplaudiu o corte nos sa­lá­rios e nas pen­sões, a eli­mi­nação dos fe­ri­ados, o au­mento dos ho­rá­rios de tra­balho e a sua des­re­gu­lação, a de­gra­dação dos ser­viços pú­blicos, as pri­va­ti­za­ções e en­trega de em­presas es­tra­té­gicas ao ca­pital es­tran­geiro (Te­lecom, CTT, TAP, Ana- Ae­ro­portos, EDP, REN, etc) a al­te­ração das leis da ha­bi­tação que pro­mo­veram a es­pe­cu­lação imo­bi­liária e que cri­aram a mais di­fícil si­tu­ação de acesso à ha­bi­tação desde o re­gime fas­cista. Mas não só apoiou essa po­lí­tica de re­tro­cesso, em­po­bre­ci­mento e tra­gédia na­ci­onal como se opôs à re­po­sição de di­reitos cor­tados que foi pos­sível con­se­guir com a luta dos tra­ba­lha­dores a partir de 2015.

4. 
Ven­tura mudou de dis­curso sobre o pa­cote la­boral, mas não mudou de po­sição. 

Co­meçou por ma­ni­festar a sua dis­po­ni­bi­li­dade para aprovar com o Go­verno o pa­cote la­boral, su­ge­rindo a cri­ação de um grupo de tra­balho con­junto e re­fe­rindo-se de forma crí­tica apenas em re­lação às al­te­ra­ções re­la­tivas ao di­reito à ama­men­tação (em que o Go­verno acei­taria re­cuar). Qua­li­ficou a greve geral como um erro de “sin­di­catos de­sac­tu­a­li­zados” e que já não re­pre­sen­ta­riam nin­guém. Mas o im­pacto da greve geral, vista como justa por largos sec­tores da po­pu­lação, in­cluindo por muitos que vo­taram no Chega, fê-lo mudar de dis­curso, aca­bando a dizer que iria chumbar a pro­posta do Go­verno. Ven­tura fala em tra­ba­lha­dores apenas para di­vidir e iludir que serve de mu­leta ao Go­verno e aos grupos eco­nó­micos no au­mento da ex­plo­ração.

5. 
Ven­tura grita contra cor­rupção, mas as suas pro­postas fa­vo­recem-na.

Apoia as pri­va­ti­za­ções, fonte de cor­rupção e de ne­gó­cios rui­nosos para o País, e está sempre na pri­meira linha no fa­vo­re­ci­mento da banca, da es­pe­cu­lação imo­bi­liária e da en­trada e do­mínio dos grupos eco­nó­micos nos sec­tores da saúde e da edu­cação. Ven­tura fala na cor­rupção mas de­fende o re­gime mais cor­rupto que o País co­nheceu – o fas­cismo. De­fende as pri­va­ti­za­ções, os be­ne­fí­cios fis­cais para os mais ricos, a le­ga­li­zação do trá­fico de in­fluên­cias e tem no seio do seu par­tido al­gumas das mais si­nis­tras fi­guras li­gadas ao crime eco­nó­mico.

6. 
Ven­tura grita contra a cri­mi­na­li­dade, mas con­vive bem com ela.

Em menos de sete anos de exis­tência são inú­meras as si­tu­a­ções cri­mi­nais e ile­gais en­vol­vendo o Chega. Das saídas de di­ri­gentes e eleitos lo­cais à des­con­for­mi­dade das contas par­ti­dá­rias; da ile­ga­li­dade dos es­ta­tutos e normas de fun­ci­o­na­mento do par­tido, con­se­cu­ti­va­mente chum­badas pelo Tri­bunal Cons­ti­tu­ci­onal, à no­me­ação de fa­mi­li­ares de di­ri­gentes e eleitos para ga­bi­netes e ou­tros cargos; da pro­fusão de ar­guidos e con­de­nados por furto, fraude, fuga ao fisco, agressão, pe­do­filia, pros­ti­tuição de me­nores, entre ou­tros crimes, às evi­dentes li­ga­ções a grupos nazis, como o 1143, ou à in­clusão de di­ri­gentes de an­tigas redes bom­bistas, como o MDLP.

7. 
Ven­tura fala na saúde, mas quer des­truir o Ser­viço Na­ci­onal de Saúde e pro­mover o ne­gócio da do­ença.

Propõe um desvio ainda maior de re­cursos pú­blicos do SNS para os grupos eco­nó­micos. O pro­grama ini­cial do Chega, en­tre­tanto con­ve­ni­en­te­mente apa­gado, previa acabar com o SNS e com a Es­cola Pú­blica.

8. 
Ven­tura grita contra a co­mu­ni­cação so­cial, mas foi en­tre­vis­tado na te­le­visão uma vez por se­mana em 2025, em média.

A ex­trema-di­reita tem o apoio de im­por­tantes sec­tores do poder eco­nó­mico, no fi­nan­ci­a­mento, na pre­sença sis­te­má­tica nos grandes meios de co­mu­ni­cação so­cial e no ali­nha­mento desta com a agenda sen­sa­ci­o­na­lista e de­ma­gó­gica. A ex­po­sição me­diá­tica, que já era forte quando era de­pu­tado único, criam uma ilusão de ac­ti­vismo e de de­núncia de pro­blemas, mas es­conde a con­ver­gência com a po­lí­tica de di­reita que está na origem dos mesmos pro­blemas que dizem de­nun­ciar.

9. 
Ven­tura fala de amor à pá­tria, mas cala-se pe­rante o cres­cente do­mínio pelo grande ca­pital es­tran­geiro sobre as nossas em­presas es­tra­té­gicas e a eco­nomia na­ci­onal.

É sub­ser­vi­ente em re­lação à União Eu­ro­peia, tem sau­dades da troike de Passos Co­elho e alinha com as im­po­si­ções e pro­jectos do im­pe­ri­a­lismo norte-ame­ri­cano e a agenda de Do­nald Trump, com os pe­rigos que co­locam à Hu­ma­ni­dade.

10. 
Ven­tura grita contra a imi­gração porque quer tra­ba­lha­dores sem di­reitos.

O re­sul­tado das suas pro­postas é o au­mento da imi­gração de tra­ba­lha­dores sem di­reitos, tor­nando os imi­grantes ainda mais vul­ne­rá­veis à ex­plo­ração por parte dos em­pre­sá­rios que os con­tratam. Por outro lado, quanto maior for o nú­mero de imi­grantes não re­gu­la­ri­zados maior é a pressão exer­cida para baixar os sa­lá­rios de todos os tra­ba­lha­dores.

11. 
Ven­tura é forte com os fracos e fraco com os fortes.

Uma das li­nhas po­lí­ticas da ex­trema-di­reita é a cri­ação de bodes ex­pi­a­tó­rios, ins­tru­men­ta­li­zando pro­blemas reais e sen­ti­mentos de in­jus­tiça mas apon­tando para falsos “cul­pados”, es­con­dendo quem são os ver­da­deiros res­pon­sá­veis, a sua po­lí­tica e os que ga­nham com ela. Culpam imi­grantes pelo au­mento da cri­mi­na­li­dade ou pelas di­fi­cul­dades de acesso à saúde ou às cre­ches e es­colas. Es­tig­ma­tizam a co­mu­ni­dade ci­gana, ge­ne­ra­li­zando com­por­ta­mentos in­di­vi­duais. Falam de sub­sídio-de­pen­dência num país onde sem pres­ta­ções so­ciais a po­breza an­daria perto dos 40% da po­pu­lação. Ven­tura fala das mi­no­rias e atira contra os mais po­bres e ex­cluídos da so­ci­e­dade, para es­conder o seu com­pro­misso, esse sim, com uma mi­noria cada vez mais rica e po­de­rosa que o fi­nancia e lhe dá co­ber­tura nos prin­ci­pais ór­gãos de co­mu­ni­cação so­cial, para que este con­tinue a de­fender, como tem de­fen­dido, os seus in­te­resses.

12. 
Ven­tura tem cri­té­rios e con­cep­ções re­ac­ci­o­ná­rias, re­tró­gradas e an­ti­de­mo­crá­ticas, de con­fronto com a Cons­ti­tuição da Re­pú­blica. 

As­sume uma agenda que vai para lá do com­pro­me­ti­mento com a po­lí­tica de di­reita e de par­tilha de muitas das op­ções do ac­tual Go­verno. Não se podem ig­norar os pe­rigos que re­sul­ta­riam de en­tregar a Pre­si­dência da Re­pú­blica a al­guém, como André Ven­tura, que tem como ob­jec­tivo ex­presso li­quidar o re­gime de­mo­crá­tico, pro­mover va­lores e con­cep­ções fas­ci­zantes, impor o re­tro­cesso, o agra­va­mento da ex­plo­ração, a vi­o­lência e o des­prezo pelas li­ber­dades de­mo­crá­ticas.

Votar contra André Ven­tura não sig­ni­fica apoiar An­tónio José Se­guro nem o seu po­si­ci­o­na­mento po­lí­tico, que aliás fala por si. Um po­si­ci­o­na­mento que tem tido a firme opo­sição e de­núncia por parte dos co­mu­nistas ao longo dos anos, in­cluindo nesta cam­panha elei­toral. Estas elei­ções não são um con­fronto entre es­querda e di­reita, como al­guns dizem por aí. No en­tanto, com Ven­tura na Pre­si­dência da Re­pú­blica, tudo o que está mau, fi­caria ainda pior. A mu­dança que Ven­tura quer é a de um re­gresso a um pas­sado de po­breza, ex­plo­ração, ne­gação de di­reitos e vi­o­lência sobre os tra­ba­lha­dores, as mu­lheres, os jo­vens, os de­mo­cratas e pa­tri­otas. As suas pro­postas atacam os fun­da­mentos do re­gime de­mo­crá­tico, as li­ber­dades e ga­ran­tias, o que é evi­dente na pro­posta de re­visão cons­ti­tu­ci­onal do Chega, de des­truição da Cons­ti­tuição e dos di­reitos e li­ber­dades que esta con­sagra.

Para im­pedir que André Ven­tura seja eleito Pre­si­dente da Re­pú­blica é ne­ces­sário der­rotar a sua can­di­da­tura. O único voto pos­sível para a der­rotar é o voto na can­di­da­tura de An­tónio José Se­guro. Opção que, re­pe­timos, não sig­ni­fica apoio a este can­di­dato nem ao seu po­si­ci­o­na­mento po­lí­tico.

in jornal Avante, de 5/02/2026



QUE SAUDADE ESTA, DE MAIS UMA VEZ NÃO HAVER O QUE SEMPRE HOUVE...

Logo, ao jantar,
não haverá o que sempre houve,
não haverá à volta da mesa:
a alegria costumada
não cantarás
não cantarei
não cantarão
não cantaremos 
Não haverá velas num bolo,
troca de olhares
e flashes 
(os miúdos não vão poder apagar
as velas, nem também cantar)
Depois,
depois não fará sentido voltar a dizer
Ah, quanto te quero bem...
Ou, saudoso, talvez ainda diga
aquela frase batida
assim
Se não fosses tu
não sei o que seria de mim
 Disse-lhe um dia 
"O melhor de mim, somos nós"
...e assim será, para o resto

da vida que me resta 

Rogério Pereira/6Fev2026

05 fevereiro, 2026

EM TEMPOS DE TORMENTA... AVANCEMOS ATÉ QUE O SOL NOS APAREÇA!

(reedição)


Avancemos, até que o Sol nos apareça

Uns dizem palavras de desalento
Outros que esperam ter esperança em Maio
A maior parte, não fala e quando saio
Oiço queixas veementes de tão mau tempo

Resguardo-me dos estados de alma
E do silêncio resignado e mudo
Avanço chuva adentro, que não se acalma
Sem esperar que lave os males deste mundo

Meu irmão falou-me de relâmpagos, na escarpa
A nuvem falou-me de trovões e do vento
Um raio que parta tudo isto, ouvi neste momento
Desabafo da impotência que daquela voz se escapa

Avancemos, chuva adentro
Chuva adentro
Até que o Sol nos apareça, e brilhe
como se fosse Abril


Rogério Pereira - Fevereiro/2016

04 fevereiro, 2026

REPORTAGEM DA CAMPANHA DO TAL CANDIDATO... EM FORMATO DE BANDA DESENHADA


De manhã ouvimos uma coisa, à tarde outra e...
 à noite, nem imagino o que vamos ouvir


... e o eleitor vai ficar disponível para tudo
até para o absurdo



 

02 fevereiro, 2026

POR QUE RAZÃO A EXTREMA-DIREITA ESTÁ A CRESCER EM PORTUGAL ?

(transcrições de um trabalho do economista Eugénio Rosa)

POR QUE RAZÃO A EXTREMA-DIREITA ESTÁ A CRESCER EM PORTUGAL ? – Os muitos ricos estão a ficar cada vez mais ricos e a maioria da população pobre está cada vez mais pobre.

Muitos portugueses, nomeadamente aqueles que têm acesso fácil aos órgãos de comunicação social e que, dessa forma, condicionam a opinião pública, espantam-se, não compreendem e insurgem-se mesmo pelo facto de tantos portugueses serem atraídos e votarem nos partidos da extrema-direita. A ascensão da extrema-direita é um facto que está a acontecer em todos os países da U.E., e em outros países como a Inglaterra e os EUA e na América Latina. Esse espanto e incompreensão resulta, a nosso ver, de se esquecerem que é o “ser que determina a consciência” , e não o contrário, ou seja, as condições materiais da vida influenciam de forma decisiva as opções da maioria dos indivíduos” . A deterioração das condições de vida da maioria da população, o aumento das desigualdades e a incerteza em relação ao seu futuro, tudo isto agravado por guerras e sanções, e agora pela corrida ao rearmamento da U.E. e os consequentes cortes nas despesas sociais (o SNS é já uma vítima), pela desagregação da globalização capitalista, pela fragmentação das cadeias de abastecimento, pela politica de Trump na tentativa de tornar os EUA, em claro declínio, “novamente grande”; tudo isto combinado com a incapacidade dos governos para inverter esta situação (as suas medidas só a têm agravado, ex. SNS, escola pública, pensões, etc.) estão a contribuir para toda esta grave crise politica e social. Neste artigo procuramos mostrar, com base em dados oficiais, como o agravamento das desigualdades e das condições de vida em Portugal constitui um contributo importante para tornar o discurso populista da extrema-direita mais apelativo, incluindo junto de jovens que não conseguem vislumbrar um futuro com perspetivas e levar muitos portugueses a votarem neles.

 AS DESIGUALDADES ENORMES NA DISTRIBUIÇÃO DA RIQUEZA EM PORTUGAL NÃO PARARAM DE AUMENTAR ENTRE 2011 E 2024: os ricos estão cada vez mais ricos (+200400 M€), e metade da população pobre continuou na pobreza (+13437 M€)

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