Isto... isto mexe muito comigo!
Durante dois anos, todos os domingos (no meu blog) escrevia "Homilias Dominicais (citando Saramago)" e isso me obrigou a ler quase toda a obra dele. Na peça de teatro que escrevi para crianças o seu livro ilustrado ("A Maior Flor do Mundo") é levado ao palco. E mais: em criança, vivi num quarto com toda a minha família (Saramago, também); residi na rua Carrilho Videira (Saramago, também); em jovem, frequentei a Escola Afonso Domingues (Saramago, também); nessa escola tirei o curso de Serralheiro Mecânico (Saramago, também); trabalhei num jornal (Saramago, também); cheguei tarde à escrita (Saramago, também); sou militante de um Partido (Saramago, também)... Portanto, estamos sendo empurrados para a tal caverna de que Saramago aqui fala...
Sintomático não é?
ResponderEliminarAbraço eliminador de todas as referências de esquerda na sociedade para as futuras gerações.
Dói tanto saber
Eliminaro que está a acontecer
Abraço triste
Uma enorme tristeza!
ResponderEliminarAbraço
Bem o podes dizer
EliminarAbraço entristecido
Saramago, sendo o único laureado com o Prémio Nobel, deverá ser lido; no entanto, a falta de obrigatoriedade não quer dizer que não seja, depende dos professores, que terão mais flexibilidade na escolha. Nesta área concordo plenamente na liberdade pedagógica. O currículo já de si deve ser ainda muito intenso e a obra de Saramago é densa... densa!!
ResponderEliminarAh, mas fiquei feliz por saber que Camilo Castelo Branco (que adorei!!) volte a fazer parte do currículo.
Percebo, mas não aceito que fique ao critério do professor
Eliminarpassar ao lado
do laureado
Abraço descontente
Como sabes, foram 46 anos e seis meses que passei a tentar que o lessem e tive quem lhe lesse a obra toda, quem lhe ganhasse o prémio de escritor...muito me orgulho de lhe ter celebrado o Nobel com o departamento que coordenava (embora esperasse que não o quisesse), de o ter entrevistado virtualmente, de ter participado naquela campanha que ele fez para o Haiti...no último ano de trabalho um dos alunos levantava-se e dizia-me (em certos momentos da análise de O ANO DA MORTE DE RICARDO REIS): "A professora sabe que eu sou do Chega?". Está tudo dito!
ResponderEliminarUm abraço, meu amigo.
Este mundo
Eliminartarde ou nunca
se endireita
pois
ser de direita
é ser mesmo
muito torto
Abraço, querida amiga
Esse atentado à cultura ainda não foi consumado... estão a apalpar terreno. A Associação de Professores de Português conivente e compreensiva com este avanço da direita e extrema-direita.
ResponderEliminarQue fazer?
EliminarLutar sempre.
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