Hoje, em Dia Mundial do Teatro, não posso perder. E nem por acaso é o mesmo encenador que encena a "minha" peça. Quanto ao tema... leia:
"Auschwitz é o símbolo de uma barbárie na Europa. É preciso que não se repita. O nazismo foi uma utopia racial, a ideia de construção de uma comunidade nacional que excluía determinados grupos étnicos, sobretudo judeus, porque não tinham o bom sangue, como eles diziam. Como pôde acontecer que um projeto de sociedade perfeita conduzisse a um genocídio que ceifou milhões de vidas? Esta visão do mundo baseada numa biologia aplicada faz uma leitura zoológica do humano e pretende a colonização dos outros povos através da guerra no que chamou uma comunidade de combate rumo a uma Europa conquistada, ocupada e explorada.Tudo começou por leis de cidadania que recusavam a vida quotidiana aos judeus e opositores, às minorias que foram excluídas e acabaram por ser exterminadas sob o conceito de vida indigna de ser vivida. Alguns resistiram como a jovem Sophie e eram presos e mortos apenas porque não queriam pactuar. Outros, os judeus e resistentes, foram para campos de concentração, para guetos onde a sua humanidade foi eliminada, transformados em sub-homens, sujeitos a experiências médicas em nome de uma raça superior que nunca existiu.O genocídio dos deficientes, dos judeus foi uma violência extrema para se construir um Reino e um espaço vital, sobretudo na Polónia onde deveria prosperar a raça digna. Essa sociedade baseada num conceito biológico nunca surgiu. Ficou apenas a memória daqueles que pereceram em nome de uma ideia de povo de uma Alemanha que acabou em ruínas.Essas histórias têm de ser recuperadas para que as democracias saibam lidar com o flagelo da violência e da discriminação."

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