31 março, 2026

A OBRA DE SARAMAGO DEIXOU DE SER DE LEITURA OBRIGATÓRIA NA ESCOLA... ASSIM, EI-NOS EMPURRADOS PARA A CAVERNA!

Isto... isto mexe muito comigo! 
Durante dois anos, todos os domingos (no meu blog) escrevia "Homilias Dominicais (citando Saramago)" e isso me obrigou a ler quase toda a obra dele. Na peça de teatro que escrevi para crianças o seu livro ilustrado ("A Maior Flor do Mundo") é levado ao palco. E mais: em criança, vivi num quarto com toda a minha família (Saramago, também); residi na rua Carrilho Videira (Saramago, também); em jovem, frequentei a Escola Afonso Domingues (Saramago, também); nessa escola tirei o curso de Serralheiro Mecânico (Saramago, também); trabalhei num jornal (Saramago, também); cheguei tarde à escrita (Saramago, também); sou militante de um Partido (Saramago, também)... Portanto, estamos sendo empurrados para a tal caverna de que Saramago aqui fala...

 

11 comentários:

  1. Sintomático não é?
    Abraço eliminador de todas as referências de esquerda na sociedade para as futuras gerações.

    ResponderEliminar
  2. Saramago, sendo o único laureado com o Prémio Nobel, deverá ser lido; no entanto, a falta de obrigatoriedade não quer dizer que não seja, depende dos professores, que terão mais flexibilidade na escolha. Nesta área concordo plenamente na liberdade pedagógica. O currículo já de si deve ser ainda muito intenso e a obra de Saramago é densa... densa!!
    Ah, mas fiquei feliz por saber que Camilo Castelo Branco (que adorei!!) volte a fazer parte do currículo.

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Percebo, mas não aceito que fique ao critério do professor
      passar ao lado
      do laureado

      Abraço descontente

      Eliminar
  3. Como sabes, foram 46 anos e seis meses que passei a tentar que o lessem e tive quem lhe lesse a obra toda, quem lhe ganhasse o prémio de escritor...muito me orgulho de lhe ter celebrado o Nobel com o departamento que coordenava (embora esperasse que não o quisesse), de o ter entrevistado virtualmente, de ter participado naquela campanha que ele fez para o Haiti...no último ano de trabalho um dos alunos levantava-se e dizia-me (em certos momentos da análise de O ANO DA MORTE DE RICARDO REIS): "A professora sabe que eu sou do Chega?". Está tudo dito!
    Um abraço, meu amigo.

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Este mundo
      tarde ou nunca
      se endireita
      pois
      ser de direita
      é ser mesmo
      muito torto

      Abraço, querida amiga

      Eliminar
  4. Esse atentado à cultura ainda não foi consumado... estão a apalpar terreno. A Associação de Professores de Português conivente e compreensiva com este avanço da direita e extrema-direita.

    ResponderEliminar