Cum raio, onde é que eu fui buscar isto? E depois descobri o que já sabia: o cérebro guarda coisas que nos ficaram gravadas na alma.
E era isto:
Jesus! Jesus! Jesus! o que aí vai de aflição!Ó meu Amor! é para ver tantos abrolhos,Ó flor sem eles! que tu tens tão lindos olhos!Ah! foi para isto que te deu leite a tua ama,Foi para ver, coitada! essa bola de lamaQue pelo espaço vai, leve como a andorinha,A Terra!Ó meu Amor! antes fosses ceguinha...in Vida
António Nobre, 1891

Um sonho muito intenso...
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