08 agosto, 2016

Na Atalaia, com a minha outra família...

...e foi só à hora do café que nos apercebemos de quantos foram ontem, apesar do calor
Cheguei por volta das nove e picos e de pronto me foi perguntado se estava "desempregado". A jornada começara cedo, cerca das oito e eu chegara atrasado. "Vais para a cidade do desporto, vai ter com o Jorge" e apontou-me a pequena equipa.  Um deles o Jorge o outro o Raul. Feitas as apresentações, integrei-me e mãos à obra. Juntei à minha larga experiência outra, de jornada inteira. Entregador de parafusos, porcas, chaves de estrela e de ponteiras de berbequim, pois num colectivo até o trabalho menor é preciso. 
Enquanto se trabalhava íamos falando sobre o que cada um fazia na vida até que que se falou da Festa e, inevitavelmente, dos UHF. 
"UHF? Esquece, essa gente não presta. Que queriam mais? Entraram no vídeo promocional, ocuparam lugar de destaque na página dos "Artistas da Festa" e no jornal especial, distribuído nas praias, abriam a tarde de sábado no palco principal... a imprensa deu-lhe a publicidade que eles queriam... e à borla. Essa gente não presta!"
E a conversa continuava. "Tens mais de setenta? Porra!?", exclamava o Jorge.  "Quando não tiveres nada que fazer vai para aquela sombra!", aconselhava o Raul, em tom protector. Eu ia, mas por pouco tempo... 
No fim, o bar ficou bem avançado. Enquanto ia trabalhando elas, as árvores, iam passando. Quantas? Não as contei... (mas agora sei!)