25 março, 2026

OS POETAS JÁ TÊM A PRIMAVERA, LÁ FORA, SENTADA À SUA PORTA...

 


O Luís Rodrigues tem a sorte de ter jardim. Porque se acha no outono da vida, partilhou com seus amigos (entre os quais me conto) um artístico postal, que aqui exibo em gesto de público agradecimento.

Porque só agora o faço? Ora nem queiram saber o que tive de superar para o fazer...

24 março, 2026

ENTRE O SONO E O DESPERTAR... HÁ COISAS ASSIM...

Entre o sono e o despertar acontece-me ouvir canções e, quando saio da cama, vou-os cantarolando. A maior parte das vezes, são ideias. Umas boas, outras nem tanto. Mas hoje aconteceu coisa que nunca me tinha acontecido: uma frase (que me parecia um verso) apoderou-se-me da mente. Era assim: antes fosses ceguinha! 
Cum raio, onde é que eu fui buscar isto? E depois descobri o que já sabia: o cérebro guarda coisas que nos ficaram gravadas na alma.
E era isto:

 

Jesus! Jesus! Jesus! o que aí vai de aflição!

Ó meu Amor! é para ver tantos abrolhos,
Ó flor sem eles! que tu tens tão lindos olhos!
Ah! foi para isto que te deu leite a tua ama,
Foi para ver, coitada! essa bola de lama
Que pelo espaço vai, leve como a andorinha,
A Terra!

Ó meu Amor! antes fosses ceguinha...

21 março, 2026

HOJE, ASSUMO, MINHA ALMA É ÁRVORE QUE DÁ FRUTO...

 


A pereira no quintal escolheu o dia, hoje,
para se encher de flor.
Ou terão sido os meus olhos, hoje,
mais atentos aos passos da Poesia?
Ela não sabe, mas encheu-me de alegria,
uma alegria miudinha e boa
que veio falar-me de paz.
Sonhar a paz no aconchego
das coisas da terra, quantas vezes?
Deslocámos um grão de areia do deserto,
um caulezinho na montanha
para mover a montanha,
para mudar o deserto.
Eis a Poesia,
essa fé capaz de fertilizar desertos,
de mover montanhas
ou simplesmente
de tornar mais fácil a convivência
com o que nos atormenta.
Lídia Borges

19 março, 2026

REDACÇÕES DO ROGERITO - 53 (Dia do Pai)


Hoje é dia do pai e a stora pediu que eu fizesse uma escrita em que reflicta porque é que eu acho que esta data é tão bonita e ela sugeriu que escrevesse sobre o significado do dia e é disso que eu vou escrever prometendo não divagar sobre o que pensaria e os palavrões que diria o senhor Anacleto lá da loja da esquina se o dia do pai não der para facturar aquelas bujigangas todas e mais os cartõezinhos cheios de desenhinhos de pais e de meninos mas também de pais com meninas pois ele sabe escolher a mercadoria em conformidade com a sua freguesia e se assim não fosse o senhor Anacleto seria apontado por não respeitar a igualdade de género.

Eu gosto muito do dia do pai pois se não houvesse dia do pai também não podia haver dia da mãe nem do avô nem da avó o que era muito mau para todas as crianças que assim teriam de ser todas institucionalizadas.

Mas o que eu gostava muito é que juntassem o dia da mãe com o dia do pai porque assim podia acontecer que ao festejarem pudesse haver mais meninos a nascer coisa que não vai acontecer se continuarem a separar os pais das mães e é por isso que há muitos divorciados.

Rogérito


16 março, 2026

E, SOBRE A FAMIGERADA ENTREVISTA, VOLTO À CARGA


E volto à carga porque o que está em causa é a memória que mantenho de quem tanto amei (mais do que a minha veia poética)... 
Por outro lado, não me resigno a ter tido quase duzentas visualizações e apenas e só um comentário...

 

14 março, 2026

E... CÁ ESTÁ A TAL ENTREVISTA, DIREITINHA (ao vivo e a cores)


Ultrapassadas as dificuldades técnicas, cá está. E não posso deixar de agradecer à Editora AUTOGRAFIA e, muito em particular a Renato Moreira, a quem deixo um reconhecido abraço.

Ah!, e se querem comprar já o meu livrinho, podem fazê-lo aqui.

12 março, 2026

ONTEM, NA MINHA ENTREVISTA EM DIRECTO, O QUE PODIA CORRER MAL... CORREU PIOR

 


Ontem aconteceu mais um dia histórico. O segundo consecutivo, pois na terça-feira a representação da minha peça de teatro, apresentada a mais de 90 crianças das escolas cá do meu sítio, encheu-me o ego...

Mas este dia histórico, foi-o pelas piores razões:

  • A primeira, o meu atraso na chegada à sala. Quem tiver a paciência (veja a publicação acima) de aguentar no escuro a minha espera, verá o que aconteceu, ao vivo;
  • A segunda, dá para perceber os engasgues sucessivos expressos por um rosto, meio-nervoso e de como, de facto, sou melhor na escrita do que a falar sobre ela;
  • Por último, escolhi ler (mal) um poema que não seria o mais indicado para ser lido ali. O poema que devia ter escolhido devia ser o que deu nome ao livro. Este:
O MELHOR DE MIM, SOMOS NÓS
Quem não esquece o passado e não desiste,
Com orgulho mal disfarçado, persiste
Em procurar a utopia que num sonho conheceu?
Eu!

Quem vê uma lágrima, não importa por que dor
Junta outra sua, se necessário for,
pois de ser solidário nunca se esqueceu?
Eu!

Quem em mil metamorfoses e em festa
Aceitou ser árvore escondendo em si a floresta
Para que todos os pássaros pousassem num ramo seu?
Eu!

Quem comigo fez tal caminho
Aceitando valores, defeitos e carinho
Partilhando ausências, frustrações e alegrias, por tabela?
Ela!

Falar de mim é falar de nós...

 Em breve anunciarei o lançamento do meu livro.

10 março, 2026

HOJE, QUASE UMA CENTENA DE CRIANÇAS APLAUDINDO, FEZ-ME SAÍR DE LÁ COM O EGO CHEIO

 Foi esta manhã, num teatro perto de mim (Teatro NOVA MORADA), a primeira de três sessões programadas para as escolas. No salão auditório, cerca de 100 crianças seguiram atentas e, de quando em quando, soltando exclamações ou curtas gargalhadas. No fim, muitas, muitas palmas. Ainda com os aplausos a decorrer, fui chamado ao palco. 

Fiz breve conversa com o "Sr. Futuro", com a sala ouvindo atentamente.

Fiz breve conversa com as crianças, do palco para a plateia. 


Esta conversa começou com a minha pergunta: "Gostaram?" e a resposta, em coro, foi um prolongado "Siiiiim!". Seguiu-se uma segunda pergunta: "E já perguntaram aos vossos professores quais os efeitos de um prolongado uso do telemóvel?" e a resposta, mais uma vez em coro, foi um prolongado "Nãããão!

Seguiu-se as mais que óbvias recomendações, pois "Quando a cabeça não tem juízo, o futuro é que paga!"

09 março, 2026

HOJE, NA ASSEMBLEIA, CRAVOS VERMELHOS? NEM VÊ-LOS


Nem um só cravo! Nem nas lapelas, nem na mesa... mas foi um discurso aberto à esperança! A ver vamos, já dizia o cego!


"No discurso de tomada de posse, entre outros aspectos, o novo Presidente passou em revista a situação internacional e nacional e o papel de Portugal nas diversas instituições internacionais que integra. Depois de saudar os capitães de Abril, António José Seguro chamou a atenção para o quadro político internacional, para a força da lei que foi «substituída pela lei dos mais fortes» e para uma paz que «é hoje mais frágil do que ontem».

No que respeita a Portugal, o novo Presidente da República falou de uma «economia baseada em baixos salários», da pobreza constante, das «dificuldades no acesso à saúde e à habitação» e da desconfiança dos portugueses nas instituições e na política.

Dirigindo-se aos partidos políticos com representação parlamentar, abordou a necessidade de um compromisso político claro, de diálogo, de entendimentos e de «estabilidade democrática», reafirmando o seu «entendimento de que a rejeição da proposta de Orçamento do Estado não implica automaticamente a dissolução da Assembleia da República».

António José Seguro prometeu envolver-se na concretização de um compromisso interpartidário que garanta o acesso dos portugueses à saúde, alertando também para a «discriminação salarial das mulheres portuguesas».

O novo Presidente da República, o sexto após o 25 de Abril, foi eleito para o cargo a 8 de Fevereiro. António José Seguro, que saiu das últimas filas da grelha de partida das eleições presidenciais, perante a hesitação inicial do PS e a oposição de algumas personalidades socialistas, acabou por vencer a primeira volta e derrotar André Ventura na segunda, obtendo 67% dos votos.

No discurso de consagração, na noite da vitória eleitoral, Seguro sublinhou então que, no exercício do cargo de Presidente da República, «os interesses ficam à porta» do Palácio de Belém, porque vê a transparência e a ética como «inegociáveis»."
                                                                                        In "AbrilAbril"




08 março, 2026

EU, RECONHECENDO O ERRO, RETRATEI-ME (CURIOSAMENTE, LOBO ANTUNES NUNCA O TERÁ FEITO)

 

Há três dias atrás, sobre Lobo Antunes, escrevia o que nunca devia ter escrito. Foi assim: "Nunca li nada dele, mas neste meu espaço fui escrevendo sobre o que parecia ser sua alma. Não vou, por respeito à sua partida, fazer rol de tudo aquilo que me afastava da sua escrita. Limito-me a dois apontamentos" e citei-o.  Ao afirmar que nunca lera nada dele, justamente, levei na cabeça... e, reconhecendo ter metido a minha pata na poça, prometi ir ler obra sua. Estou indo a caminho da promessa e tropeço nesta crónica publicada ontem:

"... Carlos Vaz Marques foi depois entrevistar José Saramago, para o número do mês seguinte da revista Ler, e procurou esclarecer o episódio relatado por Lobo Antunes. Começou então por perguntar ao prémio Nobel de 1998 se, ao contrário de Lobo Antunes que dizia não ler obras de Saramago, ele lia os romances do outro escritor.

Saramago disse que “ao princípio, sim”, até que os lia e, depois de um pausa, afirmou: “Pois, para quem nunca leu um romance meu, ele desdobrou-se em opiniões a meu respeito, como escritor. Tem todo o direito a não ter lido e a continuar a não ler, até ao fim da vida, uma só linha minha. Mas, em princípio, isso retira-lhe o direito de julgar”.

Saramago não se ficou por aqui na apreciação e rematou: “E há uma outra coisa, em toda esta história lamentável: eu nunca me comportei, em relação ao Lobo Antunes, como ele em relação a mim”. 

Conclusão: eu, retratei-me; Lobo Antunes, ao que parece, não!

 

05 março, 2026

IN MEMORIAM: ANTÓNIO LOBO ANTUNES ( 1942 - 2026)


 Nunca li nada dele, mas neste meu espaço fui escrevendo sobre o que parecia ser sua alma. Não vou, por respeito à sua partida, fazer rol de tudo aquilo que me afastava da sua escrita. Limito-me a dois apontamentos, citando-o:

"Na minha família os animais domésticos não eram cães nem gatos nem pássaros; na minha família os animais domésticos eram pobres. Cada uma das minhas tias tinha o seu pobre, pessoal e intransmissível, que vinha a casa dos meus avós uma vez por semana buscar, com um sorriso agradecido, a ração de roupa e comida. (...)"

«O livro do não sei o quê [Livro do Desassossego] aborrece-me até à morte. A poesia do heterónimo Álvaro de Campos é uma cópia de Walt Whitman; a de Ricardo Reis, de Virgílio. Pergunto-me se um homem que nunca fodeu pode ser um bom escritor.»

In "OBSERVADOR - Set. 2015"



26 fevereiro, 2026

É LINDO, LINDO, LINDO. LINDO E BEM ARQUITECTADO... MAS ... QUEM SE LIXA É O MEXILHÃO

 

Sim, é lindo, lindo, lindo e bem arquitectado...


Mas... para a comunidade local é que é lixado!...

E do que falo? Falo de um arrepio há muito já falado!
Passado todo este tempo o projecto megalomaníaco regressa em força!

21 fevereiro, 2026

FIQUEM A SABER QUE A RTP CONVIDOU(-ME) PARA AO GTP ASSISTIR.. E, CLARO, QUE ESTOU NO IR

 


Não é verdade que a RTP me tenha convidado a mim... mas sim a quem vai DESENHANDO SONHOS. Essa apropriação não é um acto de oportunista, pois pertenço aos órgãos sociais dessa Associação dos Reformados, Pensionistas e Idosos da Freguesia de Oeiras...

Acho que na origem da ideia da RTP nos fazer tal convite terá estado o reconhecimento do valor da nossa atividade, que aqui relembro.

Não perco uma edição, não perca também e... amanhã dá!

20 fevereiro, 2026

HOJE VOLTEI A SENTIR-ME RUSSELL


«A vida é demasiado curta para nos permitir interessar-nos por todas as coisas, mas é bom que nos interessemos por tantas quantas forem necessárias para preencher os nossos dias.» ou “O tempo que você gosta de perder não é tempo perdido.”

Bertrand Russel, dixit 


19 fevereiro, 2026

MEU DEUS AO ESTADO QU´IST CHEGOU!... REGIONALIZAÇÃO, JÁ!!!


 Ao longo do tempo, fui publicando, e publicando, e publicando mapas assim (e assado) mas sempre alarmado pelo que no País se ía passando...

Ao lado da falta de planeamento do território, de modo coincidente com a centralização dos poderes, assistia-se a tudo e mais alguma coisa...

Cerca de 28 anos depois de um referendo que recusou as regiões, com 19% a dizer que a questão não deve voltar a ser discutida, assistiu-se a novo inquérito e no estudo "O que pensam os portugueses 2025 -- Descentralização, Desconcentração e Regionalização", a que a Lusa teve acesso, revelou que 71% dos inquiridos defendem que a regionalização "deve ser discutida de novo".

Agora, com o País todo a tropeçar em inundações e abatimentos, não há outro caminho: Regionalização? É já!

Se já em 2009 se reconheciam vantagens, imagine agora!

16 fevereiro, 2026

TERÇA FEIRA DE CARNAVAL!... AH!, QUE SAUDADE...


 Você é um homem?

Bah! Hoje você é palhaço!
Vista sua fantasia,
passe pó vermelho no rosto.
Aqui as pessoas pagam e querem rir.
E se Arlequim (a morte)
lhe roubou sua Colombina,
ria, palhaço, e todos vão aplaudir!
Mude para risos
esses seus espasmos e o choro,
vire o soluço e faça uma cara engraçada
Ah! Corra com a dor
Ria! Ria Palhaço,
no seu amor em pedaços.
Ria da dor que lhe envenena seu coração

 Rogério Pereira - Fevereiro/2024

"I paglacci", letra adaptada

15 fevereiro, 2026

E HOJE HOUVE VOTAÇÃO, MENOS POR DIREITO MAS MUITO MAIS POR DEVER E OBRIGAÇÃO ...


António José Seguro ganhou hoje a segunda volta das presidenciais em Alcácer do Sal, Arruda dos Vinhos e Golegã, os três concelhos que adiaram as eleições uma semana devido ao mau tempo. Foi elevadíssima a abstenção, o que significa que foram muitos os eleitores que não cumpriram o seu dever de cidadania.

Tal me faz lembrar isto, não há muito aqui deixado escrito

 O discurso pronunciado por José Saramago na cerimónia de entrega dos Prémios Nobel, a 10 de dezembro de 1998, data em que se celebrava o 50.o aniversário da Declaração Universal de Direitos Humanos, teve consequências: a Universidade Autónoma do México e a Fundação José Saramago assumiram a proposta do escritor para elaborar, a partir da sociedade civil, uma simetria da Declaração de Direitos. Assim nasceu a Declaração de Deveres Humanos, documento cívico que reivindica a importância dos cidadãos na construção da sociedade melhor defendida pela Declaração Universal de Direitos Humanos. Juristas, activistas e políticos de vários países, reunidos na Cidade do México, deram vida a um documento de responsabilidade cívica que posteriormente, em 2018, foi entregue à Comissão de Direitos Humanos da ONU e ao seu Secretário-Geral, António Guterres. Trata-se de um contributo mais porque, como escreveu José Saramago, «Somos a memória que temos e a responsabilidade que assumimos. Sem memória não existimos, sem responsabilidade talvez não mereçamos existir.» 

... e é este o texto do documento:  

preâmbulo  

Atendendo às crescentes desigualdades e violações de direitos humanos e às dificuldades em realizar os objectivos desenhados para o desenvolvimento harmonioso da humanidade na sua globalidade; 

Entendendo que a Declaração Universal de Direitos Humanos afirma no seu artigo 29 que todas as pessoas devem assumir os seus deveres jurídicos com respeito às suas comunidades; 

Aceitando que as possibilidades de alcançar o desenvolvimento pleno das pessoas não se esgotam no cumprimento dos deveres jurídicos, sendo as obrigações éticas igualmente indispensáveis para a sustentabilidade do Estado de Direito; 

Reconhecendo que, pelo seu poder, capacidade ou função social, as pessoas e os diversos actores sociais possam ter graus diferentes de responsabilidade na sua contribuição para o desfrute de direitos por parte de todos. 

declaramos: 

um 

Todas as pessoas têm o dever de cumprir e exigir o cumprimento dos direitos reconhecidos na Declaração Universal de Direitos Humanos e nos restantes instrumentos nacionais e internacionais assim como das obrigações necessárias à sua efectiva realização. 

dois 

Todas as pessoas têm o dever e a obrigação de um exercício solidário e não abusivo dos direitos e de desfrutar responsavelmente dos bens e serviços. 

três 

Todas as pessoas, e especialmente as organizações sociais, económicas e culturais, têm o dever e a obrigação de não discriminar e de exigir o combate à discriminação por motivo de raça, cor, sexo, idade, género, identidade, orientação sexual, língua, religião, opinião política, ideologia, origem nacional, étnica ou social, deficiência, propriedade, nascimento ou qualquer outro motivo.


MAIS UM DOMINGO GORDO EM QUE VOLTEI A SER PALHAÇO! PALHAÇO, POIS! QUE PENSAM VOÇÊS QUE SOIS?

PROVOCAÇÃO
 
Levantei-me
Barbei-me 
E fiz o que sempre faço
Mascarei-me de palhaço

Desci à rua
Andei
Depois atravessei
Segui em frente
Passando por muita gente

Gente
Passando indiferente

Subi a rua
Andei
Regressei
Tanta, tanta gente
Passando indiferente

Só então reparei
Tinham todos a mesma máscara
Fazemos parte 
da mesma palhaçada

Ah, o que teria rido
Fosse eu, palhaço rico

Rogério Pereira, reeditado (c/alterações)

14 fevereiro, 2026

EM DIA DOS NAMORADOS, ENVIEI DOIS CONTOS MEUS PARA O MUSEU... VAMOS VER O QUE VAI ACONTECER...


Nem me dera conta de tal concurso, mas a Patrocínio desafiou-me e, ao ver aqui, não resisti. Enviei dois contos por mim já contados... vamos ver como o júri os sente...
Ah!, e se são contos de amor?
São, sim senhor!
DE AMOR SENTIDO
DE AMOR VIVIDO...

... A DOIS 

 

13 fevereiro, 2026

E O PREFÁCIO DA MINHA OBRA FOI ESCRITO POR QUEM SABE DA PODA! OBRIGADO QUERIDA MADRINHA DA MINHA ESCRITA

Prefácio

Nesta Antologia, o autor coloca-nos diante da sua visão do mundo, marcada por um forte sentido crítico relativamente às maiores questões que hoje se colocam ao homem, numa ótica da falta de consciencialização, ética e ação, face às mesmas. É um conjunto de textos que resulta da experiência vivencial, observação e interpretação pessoal do mundo com o qual, o poeta se sente em desalinho. É a expressão maturada do encontro consigo mesmo, provocado pelo exercício de liberdade poética que pretende reafirmar, perante familiares e amigos. Mas é também o desejo/intenção de homenagear a sua companheira de vida. É para ela, a quem carinhosamente trata por menina, o primeiro poema (que dá título ao livro). O texto em causa termina com o verso - Falar de mim é falar de nós, deixando pairar no ar a ideia de que o sujeito, por si só, não será capaz de realizar os sonhos e alcançar a felicidade. O pronome nós, não se limita ao eu e tu do casal, claramente, mas a um universo bem mais amplo e complexo. Esta é uma constatação patente, desde logo, na epígrafe/dedicatória que se vai tomando mais visível, à medida que se avança na leitura. 

 Há, no trabalho em presença, uma nítida tendência para a objetividade, com raízes no neorrealismo (reconhecida e assumida pelo autor) uma intenção declarada de eleger o coletivo em detrimento do individual, conforme se intui no poema “Auto-Retrato” onde se lê: Diz nada decidir / sem convocar o coletivo seu Eu,/ sua Alma e seu Contrário/ ao qual apelida de Juízo, porém não deixa de revelar, a individualidade (o Eu é a voz da maioria dos textos) e a impulsividade a que a Arte não se pode furtar. À conceção da escrita comprometida, o autor parece querer associar a ideia de um humanismo outro, capaz de minorar ou até solucionar os muitos conflitos que, por todos os cantos do mundo, assolam os povos. Puramente utópico - dirão muitos de nós, leitores. A isso responderá Rogério Pereira com uma afirmação que costuma repetir frequentemente e surge inscrita no poema acima citado - Diz ser fácil mudar o mundo/só que leva é tempo. 

Uma genuína preocupação relativamente aos problemas de carácter político-social transparece dos textos e julgo ser essa mesma preocupação a despertar no autor a pulsão da escrita, a necessidade de grafar o seu entendimento das coisas do mundo e da vida e a partilhá-lo com outros. De registar, aqui e ali, um pendor acentuadamente irónico relativo àquilo que, na perspetiva do autor, é frivolidade, desinteresse e dispersão e como tal, merece ser criticado, parecendo querer tomar a seu cargo a função de orientador/mestre. Vejamos, no poema “Crisálida” ... entregou ao silêncio/ as forças resignadas/ e sentou-se, ansiosa/ à espera/ da hora/ da telenovela. Ou em “Pele” - A pele, escrita/ A pele, poema/ A pele, prosa/ A pele,/ a pele,/ a pele/ E ela? /Apenas uma mensagem: /"…porque noutros lados// também há flores e barcos … e uma vida/ que é muito mais a minha!" 

Ou ainda em – “A primavera das mulheres pueris”. Na última estrofe pode ler-se:[ ...] Então um ser que não olha o céu, / que não tem assunto/ que não liga ao mundo/ que virada a cada momento/ só para dentro/ […] 
 Ah, mulheres/ temos que um dia falar/ olhos nos olhos... 

Um reparo, apenas, no sentido de que a frivolidade não pode ser entendida como apanágio de género. Ela existe, sim, mas não diz respeito exclusivamente às mulheres. A frivolidade, por mais que possa parecer ridícula, a alguns, é transversal a toda a sociedade, podendo ser encontrada onde menos se espera. Contudo, não apenas de ironia e crítica social se faz este livro, faz-se também:
 • de Sonho - O impossível é tão só e apenas aquilo que ainda não aconteceu;
 • de Utopia - Quem antes via apenas a árvore / pode agora ver / através de mim / a floresta; 
 • de Esperança - Havemos de emendar o rumo errado.

 E, então, a Poesia… 

Lídia Borges (*) 

 (*) Lídia Borges é o pseudónimo literário de Olívia Maria Barbosa Guimarães Marques, natural de Braga. Professora do Ensino Básico, sempre teve a Literatura como suporte imprescindível à compreensão do Mundo e do Homem. Possui o grau de mestrado em Teoria da Literatura, na área de especialização de Estudos Lusófonos, pela Universidade do Minho. Tem obra publicada nos géneros de conto, crónica e poesia. Assina vários títulos, alguns dos quais distinguidos em Prémios Literários. 
 É membro da Associação Portuguesa de Escritores. -->

E é dela esta linda "TELA", ora deliciem-se:


11 fevereiro, 2026

ASSINEI HOJE O CONTRATO COM A EDITORA! PODIA LÁ EU RESISTIR A ESTA APRECIAÇÃO QUE ME FOI FEITA?


 
Depois de ter escrito, memórias de afectos, angústias e medos, tidos e vividos por terras de Angola. Depois de ter escrito contos para serem contados às crianças. Depois de ter escrito uma peça de teatro que em breve irá à cena, depois de uma memorável estreia. Chegou a vez da da minha poesia sair à rua... não tardará a acontecer!

08 fevereiro, 2026

SE NÃO FOSSEM ESTES CRAVOS... NÃO SEI O QUE ACONTECERIA!

Imagem roubada à Olívia Marques, no FB


E... por certo, as 12 razões para não votar em quem não votei, terão dado a Seguro a dimensão atingida! Mas... a luta continua!
 

07 fevereiro, 2026

PROVE, MASTIGUE E DEPOIS DE DEITAR FORA, VOTE DENTRO!


ANTES DE VOTAR, DEITE FORA
E como tudo o que é coisa que promete
A gente vê é como uma chiclete
Que se prova, mastiga e deita fora, se demora
Como esta música é produto acabado
Da sociedade do consumo imediato
Como tudo o que se promete nesta vida, chiclete

Chiclete.       Chiclete

E nesta altura e com muita inquietação
Faço um reparo e quero abrir uma excepção
Um cassetete nunca será não, chiclete
Pra que tudo continue sem parar
Fundamental levar a vida a dançar
Nesta vida que tanto promete, chiclete

Chiclete.        Chiclete

E como tudo o que é coisa que promete
A gente vê como uma chiclete
Que se prova, mastiga e deita fora, se demora
Como esta música é produto acabado
Da sociedade de consumo imediato
Como tudo o que se promete nesta vida, chiclete