11 fevereiro, 2026

ASSINEI HOJE O CONTRATO COM A EDITORA! PODIA LÁ EU RESISTIR A ESTA APRECIAÇÃO QUE ME FOI FEITA?


 
Depois de ter escrito, memórias de afectos, angústias e medos, tidos e vividos por terras de Angola. Depois de ter escrito contos para serem contados às crianças. Depois de ter escrito uma peça de teatro que em breve irá à cena, depois de uma memorável estreia. Chegou a vez da da minha poesia sair à rua... não tardará a acontecer!

08 fevereiro, 2026

SE NÃO FOSSEM ESTES CRAVOS... NÃO SEI O QUE ACONTECERIA!

Imagem roubada à Olívia Marques, no FB


E... por certo, as 12 razões para não votar em quem não votei, terão dado a Seguro a dimensão atingida! Mas... a luta continua!
 

07 fevereiro, 2026

PROVE, MASTIGUE E DEPOIS DE DEITAR FORA, VOTE DENTRO!


ANTES DE VOTAR, DEITE FORA
E como tudo o que é coisa que promete
A gente vê é como uma chiclete
Que se prova, mastiga e deita fora, se demora
Como esta música é produto acabado
Da sociedade do consumo imediato
Como tudo o que se promete nesta vida, chiclete

Chiclete.       Chiclete

E nesta altura e com muita inquietação
Faço um reparo e quero abrir uma excepção
Um cassetete nunca será não, chiclete
Pra que tudo continue sem parar
Fundamental levar a vida a dançar
Nesta vida que tanto promete, chiclete

Chiclete.        Chiclete

E como tudo o que é coisa que promete
A gente vê como uma chiclete
Que se prova, mastiga e deita fora, se demora
Como esta música é produto acabado
Da sociedade de consumo imediato
Como tudo o que se promete nesta vida, chiclete

06 fevereiro, 2026

EM DIA DE REFLEXÃO PENSEM NAS 12 RAZÕES PARA NÃO VOTAR NO CANDIDATO EM QUE NÃO VOTO

 


1. 
Ven­tura é a pior face do “sis­tema”.

É um can­di­dato sus­ten­tado num par­tido apoiado e fi­nan­ciado pelos grupos eco­nó­micos do sis­tema ca­pi­ta­lista, que vota a favor da es­pe­cu­lação e dos lu­cros dos grupos eco­nó­micos e fi­nan­ceiros que do­minam o País. O Chega votou a favor da baixa dos im­postos sobre os lu­cros das grandes em­presas, mas votou contra a fi­xação do preço da bo­tija de gás, que fa­vo­re­ceria mi­lhões de fa­mí­lias.

2. 
Ven­tura con­verge com o Go­verno PSD/​CDS e quer apro­fundar essa con­ver­gência.

O Chega acom­panha e tem apro­vado o fun­da­mental da po­lí­tica do Go­verno e des­dobra-se em apelos à con­ver­gência com o Go­verno. A mai­oria dos prin­ci­pais di­ri­gentes do Chega vêm do PSD e do CDS, in­cluindo o pró­prio André Ven­tura. O Chega só não votou fa­vo­ra­vel­mente o Or­ça­mento do Es­tado de 2026 porque o PS o de­so­brigou, sal­vando ele a po­lí­tica de di­reita. A po­sição de su­posta neu­tra­li­dade quanto ao voto em Ven­tura de PSD e CDS pre­tende tornar essa opção de voto acei­tável.

3. 
Ven­tura é res­pon­sável pela po­lí­tica de di­reita, in­cluindo du­rante a troika.

André Ven­tura foi membro do PSD e apoiou su­ces­sivos go­vernos, in­cluindo o go­verno PSD/​CDS de Passos Co­elho e Paulo Portas (2011/​2015). Apoiou e aplaudiu o corte nos sa­lá­rios e nas pen­sões, a eli­mi­nação dos fe­ri­ados, o au­mento dos ho­rá­rios de tra­balho e a sua des­re­gu­lação, a de­gra­dação dos ser­viços pú­blicos, as pri­va­ti­za­ções e en­trega de em­presas es­tra­té­gicas ao ca­pital es­tran­geiro (Te­lecom, CTT, TAP, Ana- Ae­ro­portos, EDP, REN, etc) a al­te­ração das leis da ha­bi­tação que pro­mo­veram a es­pe­cu­lação imo­bi­liária e que cri­aram a mais di­fícil si­tu­ação de acesso à ha­bi­tação desde o re­gime fas­cista. Mas não só apoiou essa po­lí­tica de re­tro­cesso, em­po­bre­ci­mento e tra­gédia na­ci­onal como se opôs à re­po­sição de di­reitos cor­tados que foi pos­sível con­se­guir com a luta dos tra­ba­lha­dores a partir de 2015.

4. 
Ven­tura mudou de dis­curso sobre o pa­cote la­boral, mas não mudou de po­sição. 

Co­meçou por ma­ni­festar a sua dis­po­ni­bi­li­dade para aprovar com o Go­verno o pa­cote la­boral, su­ge­rindo a cri­ação de um grupo de tra­balho con­junto e re­fe­rindo-se de forma crí­tica apenas em re­lação às al­te­ra­ções re­la­tivas ao di­reito à ama­men­tação (em que o Go­verno acei­taria re­cuar). Qua­li­ficou a greve geral como um erro de “sin­di­catos de­sac­tu­a­li­zados” e que já não re­pre­sen­ta­riam nin­guém. Mas o im­pacto da greve geral, vista como justa por largos sec­tores da po­pu­lação, in­cluindo por muitos que vo­taram no Chega, fê-lo mudar de dis­curso, aca­bando a dizer que iria chumbar a pro­posta do Go­verno. Ven­tura fala em tra­ba­lha­dores apenas para di­vidir e iludir que serve de mu­leta ao Go­verno e aos grupos eco­nó­micos no au­mento da ex­plo­ração.

5. 
Ven­tura grita contra cor­rupção, mas as suas pro­postas fa­vo­recem-na.

Apoia as pri­va­ti­za­ções, fonte de cor­rupção e de ne­gó­cios rui­nosos para o País, e está sempre na pri­meira linha no fa­vo­re­ci­mento da banca, da es­pe­cu­lação imo­bi­liária e da en­trada e do­mínio dos grupos eco­nó­micos nos sec­tores da saúde e da edu­cação. Ven­tura fala na cor­rupção mas de­fende o re­gime mais cor­rupto que o País co­nheceu – o fas­cismo. De­fende as pri­va­ti­za­ções, os be­ne­fí­cios fis­cais para os mais ricos, a le­ga­li­zação do trá­fico de in­fluên­cias e tem no seio do seu par­tido al­gumas das mais si­nis­tras fi­guras li­gadas ao crime eco­nó­mico.

6. 
Ven­tura grita contra a cri­mi­na­li­dade, mas con­vive bem com ela.

Em menos de sete anos de exis­tência são inú­meras as si­tu­a­ções cri­mi­nais e ile­gais en­vol­vendo o Chega. Das saídas de di­ri­gentes e eleitos lo­cais à des­con­for­mi­dade das contas par­ti­dá­rias; da ile­ga­li­dade dos es­ta­tutos e normas de fun­ci­o­na­mento do par­tido, con­se­cu­ti­va­mente chum­badas pelo Tri­bunal Cons­ti­tu­ci­onal, à no­me­ação de fa­mi­li­ares de di­ri­gentes e eleitos para ga­bi­netes e ou­tros cargos; da pro­fusão de ar­guidos e con­de­nados por furto, fraude, fuga ao fisco, agressão, pe­do­filia, pros­ti­tuição de me­nores, entre ou­tros crimes, às evi­dentes li­ga­ções a grupos nazis, como o 1143, ou à in­clusão de di­ri­gentes de an­tigas redes bom­bistas, como o MDLP.

7. 
Ven­tura fala na saúde, mas quer des­truir o Ser­viço Na­ci­onal de Saúde e pro­mover o ne­gócio da do­ença.

Propõe um desvio ainda maior de re­cursos pú­blicos do SNS para os grupos eco­nó­micos. O pro­grama ini­cial do Chega, en­tre­tanto con­ve­ni­en­te­mente apa­gado, previa acabar com o SNS e com a Es­cola Pú­blica.

8. 
Ven­tura grita contra a co­mu­ni­cação so­cial, mas foi en­tre­vis­tado na te­le­visão uma vez por se­mana em 2025, em média.

A ex­trema-di­reita tem o apoio de im­por­tantes sec­tores do poder eco­nó­mico, no fi­nan­ci­a­mento, na pre­sença sis­te­má­tica nos grandes meios de co­mu­ni­cação so­cial e no ali­nha­mento desta com a agenda sen­sa­ci­o­na­lista e de­ma­gó­gica. A ex­po­sição me­diá­tica, que já era forte quando era de­pu­tado único, criam uma ilusão de ac­ti­vismo e de de­núncia de pro­blemas, mas es­conde a con­ver­gência com a po­lí­tica de di­reita que está na origem dos mesmos pro­blemas que dizem de­nun­ciar.

9. 
Ven­tura fala de amor à pá­tria, mas cala-se pe­rante o cres­cente do­mínio pelo grande ca­pital es­tran­geiro sobre as nossas em­presas es­tra­té­gicas e a eco­nomia na­ci­onal.

É sub­ser­vi­ente em re­lação à União Eu­ro­peia, tem sau­dades da troike de Passos Co­elho e alinha com as im­po­si­ções e pro­jectos do im­pe­ri­a­lismo norte-ame­ri­cano e a agenda de Do­nald Trump, com os pe­rigos que co­locam à Hu­ma­ni­dade.

10. 
Ven­tura grita contra a imi­gração porque quer tra­ba­lha­dores sem di­reitos.

O re­sul­tado das suas pro­postas é o au­mento da imi­gração de tra­ba­lha­dores sem di­reitos, tor­nando os imi­grantes ainda mais vul­ne­rá­veis à ex­plo­ração por parte dos em­pre­sá­rios que os con­tratam. Por outro lado, quanto maior for o nú­mero de imi­grantes não re­gu­la­ri­zados maior é a pressão exer­cida para baixar os sa­lá­rios de todos os tra­ba­lha­dores.

11. 
Ven­tura é forte com os fracos e fraco com os fortes.

Uma das li­nhas po­lí­ticas da ex­trema-di­reita é a cri­ação de bodes ex­pi­a­tó­rios, ins­tru­men­ta­li­zando pro­blemas reais e sen­ti­mentos de in­jus­tiça mas apon­tando para falsos “cul­pados”, es­con­dendo quem são os ver­da­deiros res­pon­sá­veis, a sua po­lí­tica e os que ga­nham com ela. Culpam imi­grantes pelo au­mento da cri­mi­na­li­dade ou pelas di­fi­cul­dades de acesso à saúde ou às cre­ches e es­colas. Es­tig­ma­tizam a co­mu­ni­dade ci­gana, ge­ne­ra­li­zando com­por­ta­mentos in­di­vi­duais. Falam de sub­sídio-de­pen­dência num país onde sem pres­ta­ções so­ciais a po­breza an­daria perto dos 40% da po­pu­lação. Ven­tura fala das mi­no­rias e atira contra os mais po­bres e ex­cluídos da so­ci­e­dade, para es­conder o seu com­pro­misso, esse sim, com uma mi­noria cada vez mais rica e po­de­rosa que o fi­nancia e lhe dá co­ber­tura nos prin­ci­pais ór­gãos de co­mu­ni­cação so­cial, para que este con­tinue a de­fender, como tem de­fen­dido, os seus in­te­resses.

12. 
Ven­tura tem cri­té­rios e con­cep­ções re­ac­ci­o­ná­rias, re­tró­gradas e an­ti­de­mo­crá­ticas, de con­fronto com a Cons­ti­tuição da Re­pú­blica. 

As­sume uma agenda que vai para lá do com­pro­me­ti­mento com a po­lí­tica de di­reita e de par­tilha de muitas das op­ções do ac­tual Go­verno. Não se podem ig­norar os pe­rigos que re­sul­ta­riam de en­tregar a Pre­si­dência da Re­pú­blica a al­guém, como André Ven­tura, que tem como ob­jec­tivo ex­presso li­quidar o re­gime de­mo­crá­tico, pro­mover va­lores e con­cep­ções fas­ci­zantes, impor o re­tro­cesso, o agra­va­mento da ex­plo­ração, a vi­o­lência e o des­prezo pelas li­ber­dades de­mo­crá­ticas.

Votar contra André Ven­tura não sig­ni­fica apoiar An­tónio José Se­guro nem o seu po­si­ci­o­na­mento po­lí­tico, que aliás fala por si. Um po­si­ci­o­na­mento que tem tido a firme opo­sição e de­núncia por parte dos co­mu­nistas ao longo dos anos, in­cluindo nesta cam­panha elei­toral. Estas elei­ções não são um con­fronto entre es­querda e di­reita, como al­guns dizem por aí. No en­tanto, com Ven­tura na Pre­si­dência da Re­pú­blica, tudo o que está mau, fi­caria ainda pior. A mu­dança que Ven­tura quer é a de um re­gresso a um pas­sado de po­breza, ex­plo­ração, ne­gação de di­reitos e vi­o­lência sobre os tra­ba­lha­dores, as mu­lheres, os jo­vens, os de­mo­cratas e pa­tri­otas. As suas pro­postas atacam os fun­da­mentos do re­gime de­mo­crá­tico, as li­ber­dades e ga­ran­tias, o que é evi­dente na pro­posta de re­visão cons­ti­tu­ci­onal do Chega, de des­truição da Cons­ti­tuição e dos di­reitos e li­ber­dades que esta con­sagra.

Para im­pedir que André Ven­tura seja eleito Pre­si­dente da Re­pú­blica é ne­ces­sário der­rotar a sua can­di­da­tura. O único voto pos­sível para a der­rotar é o voto na can­di­da­tura de An­tónio José Se­guro. Opção que, re­pe­timos, não sig­ni­fica apoio a este can­di­dato nem ao seu po­si­ci­o­na­mento po­lí­tico.

in jornal Avante, de 5/02/2026



QUE SAUDADE ESTA, DE MAIS UMA VEZ NÃO HAVER O QUE SEMPRE HOUVE...

Logo, ao jantar,
não haverá o que sempre houve,
não haverá à volta da mesa:
a alegria costumada
não cantarás
não cantarei
não cantarão
não cantaremos 
Não haverá velas num bolo,
troca de olhares
e flashes 
(os miúdos não vão poder apagar
as velas, nem também cantar)
Depois,
depois não fará sentido voltar a dizer
Ah, quanto te quero bem...
Ou, saudoso, talvez ainda diga
aquela frase batida
assim
Se não fosses tu
não sei o que seria de mim
 Disse-lhe um dia 
"O melhor de mim, somos nós"
...e assim será, para o resto

da vida que me resta 

Rogério Pereira/6Fev2026

05 fevereiro, 2026

EM TEMPOS DE TORMENTA... AVANCEMOS ATÉ QUE O SOL NOS APAREÇA!

(reedição)


Avancemos, até que o Sol nos apareça

Uns dizem palavras de desalento
Outros que esperam ter esperança em Maio
A maior parte, não fala e quando saio
Oiço queixas veementes de tão mau tempo

Resguardo-me dos estados de alma
E do silêncio resignado e mudo
Avanço chuva adentro, que não se acalma
Sem esperar que lave os males deste mundo

Meu irmão falou-me de relâmpagos, na escarpa
A nuvem falou-me de trovões e do vento
Um raio que parta tudo isto, ouvi neste momento
Desabafo da impotência que daquela voz se escapa

Avancemos, chuva adentro
Chuva adentro
Até que o Sol nos apareça, e brilhe
como se fosse Abril


Rogério Pereira - Fevereiro/2016

04 fevereiro, 2026

REPORTAGEM DA CAMPANHA DO TAL CANDIDATO... EM FORMATO DE BANDA DESENHADA


De manhã ouvimos uma coisa, à tarde outra e...
 à noite, nem imagino o que vamos ouvir


... e o eleitor vai ficar disponível para tudo
até para o absurdo



 

02 fevereiro, 2026

POR QUE RAZÃO A EXTREMA-DIREITA ESTÁ A CRESCER EM PORTUGAL ?

(transcrições de um trabalho do economista Eugénio Rosa)

POR QUE RAZÃO A EXTREMA-DIREITA ESTÁ A CRESCER EM PORTUGAL ? – Os muitos ricos estão a ficar cada vez mais ricos e a maioria da população pobre está cada vez mais pobre.

Muitos portugueses, nomeadamente aqueles que têm acesso fácil aos órgãos de comunicação social e que, dessa forma, condicionam a opinião pública, espantam-se, não compreendem e insurgem-se mesmo pelo facto de tantos portugueses serem atraídos e votarem nos partidos da extrema-direita. A ascensão da extrema-direita é um facto que está a acontecer em todos os países da U.E., e em outros países como a Inglaterra e os EUA e na América Latina. Esse espanto e incompreensão resulta, a nosso ver, de se esquecerem que é o “ser que determina a consciência” , e não o contrário, ou seja, as condições materiais da vida influenciam de forma decisiva as opções da maioria dos indivíduos” . A deterioração das condições de vida da maioria da população, o aumento das desigualdades e a incerteza em relação ao seu futuro, tudo isto agravado por guerras e sanções, e agora pela corrida ao rearmamento da U.E. e os consequentes cortes nas despesas sociais (o SNS é já uma vítima), pela desagregação da globalização capitalista, pela fragmentação das cadeias de abastecimento, pela politica de Trump na tentativa de tornar os EUA, em claro declínio, “novamente grande”; tudo isto combinado com a incapacidade dos governos para inverter esta situação (as suas medidas só a têm agravado, ex. SNS, escola pública, pensões, etc.) estão a contribuir para toda esta grave crise politica e social. Neste artigo procuramos mostrar, com base em dados oficiais, como o agravamento das desigualdades e das condições de vida em Portugal constitui um contributo importante para tornar o discurso populista da extrema-direita mais apelativo, incluindo junto de jovens que não conseguem vislumbrar um futuro com perspetivas e levar muitos portugueses a votarem neles.

 AS DESIGUALDADES ENORMES NA DISTRIBUIÇÃO DA RIQUEZA EM PORTUGAL NÃO PARARAM DE AUMENTAR ENTRE 2011 E 2024: os ricos estão cada vez mais ricos (+200400 M€), e metade da população pobre continuou na pobreza (+13437 M€)

Para aceder ao estudo integral, ver aqui 


 

30 janeiro, 2026

BRUCE... O RESISTENTE ANTI-FASCISTA


Desde 2010, ano em que criei este meu "Conversas..." que venho editando canções de Bruce... sempre o achei um resistente... e se considero Trump fascista é porque até Hitler invejaria o seu poder!

E aqui fica a tradução

Ruas de Minneapolis

Pelo gelo e frio do inverno

Pela avenida Nicollet

Uma cidade em chamas lutou contra o fogo e o gelo

Sob as botas de um ocupante

O exercito privado do rei Trump, direto do DHS

Cinto de armas em seus casacos

Vieram para Minneapolis para fortalecer a lei

Ou, é o que a historia deles conta


Contra as fumaças e balas de borracha

Na primeira luz do amanhecer

Os cidadãos se uniram em prol da justiça

Suas vozes tocaram pela noite

E lá tinha pegadas de sangue

Onde dеveria ter havido misericórdia

E dois mortos, dеixados para morrer nas ruas cobertas neve

Alex Pretti e Renee Good


Oh, nossa Minneapolis, eu te ouço

Cantando pela névoa de sangue

Nós defenderemos esta terra

E os estranhos em nossa volta

Aqui, em nossa casa, eles vagaram e mataram

No inverno de '26

Nós vamos lembrar dos nomes daqueles que morreram

Nas ruas de Minneapolis


Os capangas federais de Trump espancaram

Seus rostos e seus peitos

Então, ouvimos os tiros

E Alex Pretti cai na neve morto

A alegação deles foi de legítima defesa, senhor

Não acredite em seus olhos

É nosso sangue e ossos

E esses apitos e telefones

Contra as mentiras sujas de Miller e Noem


Oh, nossa Minneapolis, eu te ouço

Chorando pela nevoa de sangue

Nós vamos lembrar dos nomes daqueles que morreram

Nas ruas de Minneapolis


Agora, eles dizem que estamos aqui para ficar acima da lei

Mas eles desrespeitam nossos direitos

Se sua pele é preta ou marrom, meu amigo

Você pode ser questionado ou deportado na hora

Em nossos cantos para expulsar a ICE

O coração e alma da nossa cidade persistem

Pelo vidro quebrado e lágrimas de sangue

Nas ruas de Minneapolis


Oh, nossa Minneapolis, eu te ouço

Cantando pela névoa de sangue

Nós defenderemos esta terra

E os estranhos em nossa volta

Aqui, em nossa casa, eles vagaram e mataram

No inverno de '26

Nós vamos lembrar dos nomes daqueles que morreram

Nas ruas de Minneapolis

Nós vamos lembrar dos nomes daqueles que morreram

Nas ruas de Minneapolis

29 janeiro, 2026

SE ESTIVE LÁ? CLARO! PODIA LÁ EU FALTAR....


A celebrar os 40 anos da Confederação Portuguesa dos Micro, Pequenos e Médios Empresários CPPME decorreu hoje a apresentação de um livro (em cujas páginas consto) que reune todo um passado de persistente intervenção e luta, num contexto cada vez mais deprimente para a economia.

Do tanto dito, destacaria palavras que retratam a situação do pequeno comércio mas que eu estenderia a outros sectores, designadamente a restauração:
"É crescente o numero de micro-empresas a encerrar a actividade. Mas não se julgue que encerram por falência  ou dissolução. O que mais as faz encerrar é o desânimo dos empresários"


... e a sala cheia, enquanto atentamente ouvia, ia folheando o livro
 (que também me foi oferecido)

28 janeiro, 2026

VERGÍLIO FERREIRA FARIA HOJE 110 ANOS...

Reeditado do texto por mim publicado no dia em que faria 100 anos.

 

Tinha quase decidido trazer para aqui um texto , quando descubro outro. Decido-me por este, pois parece um comentário á situação que estamos vivendo... 

Parece, ou será mesmo? Ao certo, não sei.

No Fundo Somos Bons Mas Abusam de Nós

O comum das gentes (de Portugal) que eu não chamo povo porque o nome foi estragado, o seu fundo comum é bom. Mas é exactamente porque é bom, que abusam dele. Os próprios vícios vêm da sua ingenuidade, que é onde a bondade também mergulha. Só que precisa sempre de lhe dizerem onde aplicá-la. Nós somos por instinto, com intermitências de consciência, com uma generosidade e delicadeza incontroláveis até ao ridículo, astutos, comunicáveis até ao dislate, corajosos até à temeridade, orgulhosos até à petulância, humildes até à subserviência e ao complexo de inferioridade. As nossas virtudes têm assim o seu lado negativo, ou seja, o seu vício. É o que normalmente se explora para o pitoresco, o ruralismo edificante, o sorriso superior. Toda a nossa literatura popular é disso que vive.
Mas, no fim de contas, que é que significa cultivarmos a nossa singularidade no limiar de uma «civilização planetária»? Que significa o regionalismo em face da rádio e da TV? O rasoiro que nivela a província é o que igualiza as nações. A anulação do indivíduo de facto é o nosso imediato horizonte. Estruturalismo, linguística, freudismo, comunismo, tecnocracia são faces da mesma realidade. Como no Egipto, na Grécia, na Idade Média, o indivíduo submerge-se no colectivo. A diferença é que esse colectivo é hoje o puro vazio.

Vergílio Ferreira, in 'Conta-Corrente 2'

27 janeiro, 2026

O DE_BATE E A AMEAÇA DE DESASTRE

 

SE NO DIA 8, OS RESULTADOS (VOTOS APURADOS) VIEREM A ESTAR NESTA PROPORÇÃO, SEGURO SERÁ PRESIDENTE MAS O VENTURA SAI REFORÇADO...  E O DESASTRE FICA À VISTA!
SEGURO TERÁ, SEGURAMENTE, O MEU VOTO!

25 janeiro, 2026

WORLD PRESS CARTOON: UMA EXPOSIÇÃO A NÃO PERDER...

 ESTIVE LÁ E... RECOMENDO!



São cerca de centena e meia de obras de arte caricatural. No documento que me foi dado (tipo jornal) refere-se, em titulo, “O CARTOON É UMA ARMA, PELA LIBERDADE” e percebe-se isso pois na sua quase totalidade o tema são as figuras publicas que estão a conduzir este Mundo para uma muito trágica situação. 

Incompreensível é, lá no meio, aparecerem caricaturas de Saramago (uma) e do Papa Francisco (duas ou três)… Nem o diabo se lembraria de tal.

Onde é? Em Algés, no Palácio Anjos!

24 janeiro, 2026

HOJE... SINTO-ME MARX


Há quem tenha medo das palavras e chame "antigo regime" ao fascismo por (muitos de) nós vivido. Nos tempos que correm, abre-se a porta ao seu regresso seguido da ameaça de uma farsa, cujos contornos não é possível antecipar.

Sentindo-me Marx, ocorre-me inesperadamente a memória dos Congressos da Oposição Democrática de Aveiro... e faz todo o sentido pensarmos nisso! Digo-o por o ter vivido...



22 janeiro, 2026

É DESTA? SERÁ MESMO DESTA QUE UM POEMA MEU PASSARÁ A CANÇÃO?

O Júlio e eu

Creio que será mesmo desta. A porta abriu-se há exactamente dois anos, mas não se terá fechado. Sobe-o num reencontro inesperado em contexto triste (o velório de um comum amigo). Pediu-me que me sentasse com ele e, estendendo-me a aparelhagem, pediu-me que o escutasse. Assim fiz... e gostei. Gostei da sua voz. Gostei do ritmo hip-hop. Gostei do que ouvi. E depois de lho ter dito, foi a vez de ele me dizer que iria para a frente com o projecto...

Recordo então o texto que anunciava a abertura da porta:

"Lembram-se que todos vós me "empurraram" para que aceitasse o desafio? E que teríamos que iniciar um caminho, de "trabalho, a quatro mãos"?

O primeiro passo foi dado, enviando-lhe trabalho meu, um tal livrinho "O melhor de mim somos nós - e outros poemas" que o terá atingindo, em cheio, na alma. De pronto marcámos encontro, que decorreu esta manhã na "minha esplanada".  Trocámos ideias sobre os passos seguintes, depois do Júlio me dar conta da sua escolha. Disse-me ele "o poema que mexe comigo está na página 13!"

E o que antes era um poema, passou agora a ler letra. Esperemos a canção do Júlio.

PEDRA, DEPOIS PÓ

E FINALMENTE VIDA

Olhei a pedra
Fria, Estúpida, Parada

Calada

De tanto a olhar, julguei-a bela

Transformei-me nela

Frio, Estúpido, Parado

Calado

Sem destino sequer

de pedrada no charco

Sujeito à degradação do relento

e à erosão do vento

em breve serei pó

Não olhes para mim, assim
Mexe-te, ao menos
 

A pouco e pouco se mexeram
e num repente

o Mundo assistiu

ao despertar das pedras

Rogério Pereira

 

19 janeiro, 2026

PENSANDO A TRAÇO FINO - A VERDADEIRA COERÊNCIA - III (ELEIÇÕES PRESIDENCIAIS)


Não há muito (Julho 2025), sobre o tema, escrevia eu que "A verdadeira coerência está caindo em desuso. E finalizava eu tal texto "Resumindo, é coerente aquele que faz (ou vai fazendo) em concordância com o discurso produzido e com os princípios que defende, doa a quem doer!"

Cabe agora acrescentar que a coerência, a verdadeira, exige e determina que actos que repetem sejam repetidos respeitando os mesmos princípios e os mesmos elementos. Estava confuso? E dei um exemplo para ajudar:

Forças políticas fecharam acordo em Lisboa: PS, BE, Livre e PAN avançam em coligação para defrontar PSD;
Forças políticas fecharam acordo em Loures: BE, Livre e PAN avançam em coligação para defrontar o PS.
Em resumo:

A quase-esquerda, em Lisboa, achava o PS muito querido
A quase-esquerda, em Loures, achava o PS muito horrendo

Ontem, pelos resultados, o caso muda de figura: é que em termos de coerência há que mobilizar contra o mal-maior.
 Daí o meu apelo a que se vote em Seguro
... e mais, que toda a verdadeira esquerda se entenda criando uma frente unitária que defenda os princípios e valores constitucionais! 

Aceita-se o contraditório