É um candidato sustentado num partido apoiado e financiado pelos grupos económicos do sistema capitalista, que vota a favor da especulação e dos lucros dos grupos económicos e financeiros que dominam o País. O Chega votou a favor da baixa dos impostos sobre os lucros das grandes empresas, mas votou contra a fixação do preço da botija de gás, que favoreceria milhões de famílias.
O Chega acompanha e tem aprovado o fundamental da política do Governo e desdobra-se em apelos à convergência com o Governo. A maioria dos principais dirigentes do Chega vêm do PSD e do CDS, incluindo o próprio André Ventura. O Chega só não votou favoravelmente o Orçamento do Estado de 2026 porque o PS o desobrigou, salvando ele a política de direita. A posição de suposta neutralidade quanto ao voto em Ventura de PSD e CDS pretende tornar essa opção de voto aceitável.
André Ventura foi membro do PSD e apoiou sucessivos governos, incluindo o governo PSD/CDS de Passos Coelho e Paulo Portas (2011/2015). Apoiou e aplaudiu o corte nos salários e nas pensões, a eliminação dos feriados, o aumento dos horários de trabalho e a sua desregulação, a degradação dos serviços públicos, as privatizações e entrega de empresas estratégicas ao capital estrangeiro (Telecom, CTT, TAP, Ana- Aeroportos, EDP, REN, etc) a alteração das leis da habitação que promoveram a especulação imobiliária e que criaram a mais difícil situação de acesso à habitação desde o regime fascista. Mas não só apoiou essa política de retrocesso, empobrecimento e tragédia nacional como se opôs à reposição de direitos cortados que foi possível conseguir com a luta dos trabalhadores a partir de 2015.
Começou por manifestar a sua disponibilidade para aprovar com o Governo o pacote laboral, sugerindo a criação de um grupo de trabalho conjunto e referindo-se de forma crítica apenas em relação às alterações relativas ao direito à amamentação (em que o Governo aceitaria recuar). Qualificou a greve geral como um erro de “sindicatos desactualizados” e que já não representariam ninguém. Mas o impacto da greve geral, vista como justa por largos sectores da população, incluindo por muitos que votaram no Chega, fê-lo mudar de discurso, acabando a dizer que iria chumbar a proposta do Governo. Ventura fala em trabalhadores apenas para dividir e iludir que serve de muleta ao Governo e aos grupos económicos no aumento da exploração.
Apoia as privatizações, fonte de corrupção e de negócios ruinosos para o País, e está sempre na primeira linha no favorecimento da banca, da especulação imobiliária e da entrada e domínio dos grupos económicos nos sectores da saúde e da educação. Ventura fala na corrupção mas defende o regime mais corrupto que o País conheceu – o fascismo. Defende as privatizações, os benefícios fiscais para os mais ricos, a legalização do tráfico de influências e tem no seio do seu partido algumas das mais sinistras figuras ligadas ao crime económico.
Em menos de sete anos de existência são inúmeras as situações criminais e ilegais envolvendo o Chega. Das saídas de dirigentes e eleitos locais à desconformidade das contas partidárias; da ilegalidade dos estatutos e normas de funcionamento do partido, consecutivamente chumbadas pelo Tribunal Constitucional, à nomeação de familiares de dirigentes e eleitos para gabinetes e outros cargos; da profusão de arguidos e condenados por furto, fraude, fuga ao fisco, agressão, pedofilia, prostituição de menores, entre outros crimes, às evidentes ligações a grupos nazis, como o 1143, ou à inclusão de dirigentes de antigas redes bombistas, como o MDLP.
Propõe um desvio ainda maior de recursos públicos do SNS para os grupos económicos. O programa inicial do Chega, entretanto convenientemente apagado, previa acabar com o SNS e com a Escola Pública.
A extrema-direita tem o apoio de importantes sectores do poder económico, no financiamento, na presença sistemática nos grandes meios de comunicação social e no alinhamento desta com a agenda sensacionalista e demagógica. A exposição mediática, que já era forte quando era deputado único, criam uma ilusão de activismo e de denúncia de problemas, mas esconde a convergência com a política de direita que está na origem dos mesmos problemas que dizem denunciar.
É subserviente em relação à União Europeia, tem saudades da troika e de Passos Coelho e alinha com as imposições e projectos do imperialismo norte-americano e a agenda de Donald Trump, com os perigos que colocam à Humanidade.
O resultado das suas propostas é o aumento da imigração de trabalhadores sem direitos, tornando os imigrantes ainda mais vulneráveis à exploração por parte dos empresários que os contratam. Por outro lado, quanto maior for o número de imigrantes não regularizados maior é a pressão exercida para baixar os salários de todos os trabalhadores.
Uma das linhas políticas da extrema-direita é a criação de bodes expiatórios, instrumentalizando problemas reais e sentimentos de injustiça mas apontando para falsos “culpados”, escondendo quem são os verdadeiros responsáveis, a sua política e os que ganham com ela. Culpam imigrantes pelo aumento da criminalidade ou pelas dificuldades de acesso à saúde ou às creches e escolas. Estigmatizam a comunidade cigana, generalizando comportamentos individuais. Falam de subsídio-dependência num país onde sem prestações sociais a pobreza andaria perto dos 40% da população. Ventura fala das minorias e atira contra os mais pobres e excluídos da sociedade, para esconder o seu compromisso, esse sim, com uma minoria cada vez mais rica e poderosa que o financia e lhe dá cobertura nos principais órgãos de comunicação social, para que este continue a defender, como tem defendido, os seus interesses.
Assume uma agenda que vai para lá do comprometimento com a política de direita e de partilha de muitas das opções do actual Governo. Não se podem ignorar os perigos que resultariam de entregar a Presidência da República a alguém, como André Ventura, que tem como objectivo expresso liquidar o regime democrático, promover valores e concepções fascizantes, impor o retrocesso, o agravamento da exploração, a violência e o desprezo pelas liberdades democráticas.
Votar contra André Ventura não significa apoiar António José Seguro nem o seu posicionamento político, que aliás fala por si. Um posicionamento que tem tido a firme oposição e denúncia por parte dos comunistas ao longo dos anos, incluindo nesta campanha eleitoral. Estas eleições não são um confronto entre esquerda e direita, como alguns dizem por aí. No entanto, com Ventura na Presidência da República, tudo o que está mau, ficaria ainda pior. A mudança que Ventura quer é a de um regresso a um passado de pobreza, exploração, negação de direitos e violência sobre os trabalhadores, as mulheres, os jovens, os democratas e patriotas. As suas propostas atacam os fundamentos do regime democrático, as liberdades e garantias, o que é evidente na proposta de revisão constitucional do Chega, de destruição da Constituição e dos direitos e liberdades que esta consagra.
Para impedir que André Ventura seja eleito Presidente da República é necessário derrotar a sua candidatura. O único voto possível para a derrotar é o voto na candidatura de António José Seguro. Opção que, repetimos, não significa apoio a este candidato nem ao seu posicionamento político.
in jornal Avante, de 5/02/2026

Não preciso de refletir!
ResponderEliminarAbraço
Só havia duas hipóteses
Eliminar> ou por medo
> ou por reflexão
Eu optei pela segunda
Abraço convicto
O meu voto contra o fascismo... está garantido.
ResponderEliminarBoa!
EliminarBeautiful blog
ResponderEliminarThank you
EliminarPlease read my post
ResponderEliminar
Eliminari don t ́t speak english
Não preciso de ler o jornal Avante‼️
ResponderEliminarO socialista moderado foi desde o inicio o meu candidato.
Ele tem o meu voto 🗳️ para presidente e não me interessa quem é o seu contraente.
Independentemente da escolha (que até é boa)
EliminarHá que pensar um mundo de coisas e no seu contrário...
Né?
https://youtu.be/qc0ZwEDGq6U?si=AyoqWw5Uo5_sCmj3
ResponderEliminarE como tudo o que é coisa que promete
A gente vê é como uma chiclete
Que se prova, mastiga e deita fora, se demora
Como esta música é produto acabado
Da sociedade do consumo imediato
Como tudo o que se promete nesta vida, chiclete
Chiclete
Chiclete
E nesta altura e com muita inquietação
Faço um reparo e quero abrir uma excepção
Um cassetete nunca será não, chiclete
Pra que tudo continue sem parar
Fundamental levar a vida a dançar
Nesta vida que tanto promete, chiclete
Chiclete
Chiclete
E como tudo o que é coisa que promete
A gente vê como uma chiclete
Que se prova, mastiga e deita fora, se demora
Como esta música é produto acabado
Da sociedade de consumo imediato
Como tudo o que se promete nesta vida, chiclete
TÁXI
Nem provei
EliminarNem mastiguei
Pois já tinha deitado fora
Sem passar por essa prova
Hoje deixo abraço TVDE
(mas não passo ao lado dos TAXI)