15 fevereiro, 2026

MAIS UM DOMINGO GORDO EM QUE VOLTEI A SER PALHAÇO! PALHAÇO, POIS! QUE PENSAM VOÇÊS QUE SOIS?

PROVOCAÇÃO
 
Levantei-me
Barbei-me 
E fiz o que sempre faço
Mascarei-me de palhaço

Desci à rua
Andei
Depois atravessei
Segui em frente
Passando por muita gente

Gente
Passando indiferente

Subi a rua
Andei
Regressei
Tanta, tanta gente
Passando indiferente

Só então reparei
Tinham todos a mesma máscara
Fazemos parte 
da mesma palhaçada

Ah, o que teria rido
Fosse eu, palhaço rico

Rogério Pereira, reeditado (c/alterações)

6 comentários:

  1. Ninguém escapa à máscara
    até o Domingo
    com a sua placidez
    fez o mesmo que fizeste.
    Será ele mais feliz com
    a riqueza da sua voz?

    Invejo a tua riqueza interior,
    que te faz rir e brincar,
    com vontade de chorar .

    Beijos e abraços, Amigão!

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    1. Tudo aquilo que me dizes me impede de dizer o quer que seja.
      Não quero tirar sentido ao que me acabas de dizer
      Fiquei com a alma embargada
      Beijos comovido

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  2. O frio húmido dissipa os meus sonhos cristalizados,
    como névoa que se esvai ao amanhecer.
    Aceito o barrete de bobo que me oferecem,
    lançando ao Reno a máscara da inocência,
    um símbolo de um passado que já não me pertence.

    Descalça, atravesso a noite gélida,
    dançando e cantarolando num solilóquio de liberdade.
    É carnaval, um momento de magia e emoção efémera.
    Brinco, danço, esbanjo a energia que brota do meu ser,
    como um rio que não conhece barreiras.

    Gotas de prazer se desprendem e caem no chão,
    dissipando o frio húmido que envolve esta noite de carnaval,
    transformando a solidão em celebração, e a dor em alegria.

    Düsseldorf, helau 🤡

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    1. Que poético
      afago ao meu ego
      versejando
      com a inspiração do teu

      Beijo comovido

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