30 setembro, 2019

Sobre o "caso Tancos"


Essa aí é Alma Rivera, segunda da lista da CDU candidata por Lisboa. A seu lado estou eu e um pouco mais atrás está o Guerreiro. Estamos no mercado, uns quatro. Lá fora, mais dezena e meia. Na manhã de sábado, dia 28, falámos com milhentas pessoas sobre milhentos assuntos, temas e problemas. Sobre Tancos, nada.
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Dois dias antes,  «a Procuradoria Geral da República difundiu uma discreta nota à comunicação social.

No mesmo dia – ou talvez antes – o texto da acusação foi divulgado junto das redações e de jornalistas, em termos adequados a permitir o desenvolvimento de uma campanha capaz de anular ou reduzir de forma brutal a liberdade de propaganda dos candidatos às eleições. 

Estamos, inquestionavelmente, perante uma brutal ingerência no processo político das eleições à Assembleia da República, perante uma manipulação do processo eleitoral, em termos que têm alguns pontos que são inovadores, por relação ao que tem acontecido em outros países. » 
...de seu a seu dono, 
não fui eu quem escreveu isto
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«Operação de bandeira falsa (False flag, em inglês) são operações conduzidas por governos, corporações, indivíduos ou organizações que aparentam ser realizadas pelo inimigo, de modo a tirar partido das consequências resultantes. O nome deriva do conceito militar de utilizar bandeiras do inimigo. Operações de bandeira falsa foram e são realizadas tanto em tempo de guerra como de paz.

Uma das operações de bandeira falsa mais conhecidas é a do incêndio do Reichstag, em 1933, supostamente por um ativista comunista chamado Marinus van der Lubbe. Hitler usou o incêndio como pretexto para aprovar a Lei de Concessão de Plenos Poderes. Sabe-se hoje que foram os nazis os responsáveis pelo incêndio, para criarem um motivo que justificasse a eliminação dos seus opositores e a tomada do poder.

Em Portugal a operação de falsa bandeira mais conhecida é a do processo dos Távoras. O primeiro-ministro, Sebastião de Carvalho e Melo, futuro marquês de Pombal, encenou um atentando contra o rei José I para acusar e eliminar as famílias mais importantes e que lhe faziam frente.

A PIDE utilizou as suas milícias “Flechas” na guerra colonial para realizar ações contra missões protestantes em Angola, como se fossem de guerrilheiros, para forçar os missionários a abandonar as regiões onde estavam instalados.

A questão das armas de Tancos tem muitas das caraterísticas das operações de bandeira falsa.»
...de seu a seu dono,  também
não fui eu quem escreveu isto
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Amanhã vou estar na Estação de Oeiras a distribuir um documento, o último da campanha. Iremos falar com milhentas pessoas sobre milhentos assuntos, temas e problemas. Sobre Tancos, nada. E se alguém perguntar, já sei que resposta lhe dar...

29 setembro, 2019

Dominical liturgia [citando Sophia] - 35

 

10º Mandamento: Nunca se esqueça da existência do universo
“Penso que nós procuramos sobretudo o que nos dá felicidade, não acha? Procuramos o que nos cria uma certa libertação íntima que é necessária à liberdade. Procuramos ser um com o universo.” (disse Sophia)
O texto de Sophia inspirou-me a formulação. Contudo, não deixo de assinalar alguma discordância quanto à motivação da minha procura. Não procuro nem a felicidade, nem a tal libertação intima. 
«Pois já dizia alguém
não gostar de falar de felicidade,
mas sim de harmonia:
viver em harmonia com a nossa própria consciência,
com o nosso meio envolvente,
com a pessoa de quem se gosta,
com os amigos.
A harmonia é compatível com a indignação e a luta;
a felicidade não, a felicidade é egoísta»

Com este décimo mandamento termino este caminho a que me propus. Lembro que estas "Liturgias" foram o prolongamento daquele outro caminho, inspirado pela obra de Saramago.

28 setembro, 2019

A greve climática e a disposição de milhares, e milhares, e milhares em fazer aquilo que ainda não foi feito! - I I


A imagem publicada ontem tinha mais cartazes que esta. Ela e esta não tem uma único protesto, reclamação, proposta, alerta, lamento sobre o impacto dos transportes na pegada ecológica.   E este impacto é tremendo.

Para ilustrar a Pegada da Mobilidade e Transportes, compara-se a área de Planeta necessária para percorrer diariamente 10 km (distância casa-escola-casa) de bicicleta, de autocarro ou em carro individual, durante os 230 dias úteis do ano. E, assim, teremos:


Para responder ao apelo do cartaz que aparece no canto inferior direito, proponho que se faça greve ao uso do carro do papá, que se reclame por carreiras e horários adequados.
É complicado?
Mas temos que começar por qualquer lado. Ainda por cima o passe agora passou a ser gratuito  (ainda que haja dificuldades ou entraves).

O uso do transporte individual está no topo do que podemos parar a tempo...

27 setembro, 2019

A greve climática e a disposição de milhares, e milhares, e milhares em fazer aquilo que ainda não foi feito! - I


De entre as milhentas imagens escolhi esta aqui. É a que tem mais palavras de ordem por centímetro quadrado. Adiro a todas, mas sublinho algumas:
"NÓS DECIDIMOS O FUTURO"; BLA BLA BLA ACT NOW"; "ESTÃO A FICAR SEM DESCULPAS E NÓS SEM TEMPO"; "RESPEITAR O AMBIENTE É RESPEITAR A VIDA".
A greve climática mostrou(-me) a disposição de milhares, e milhares, e milhares em fazer aquilo que ainda não foi feito! 

Fazer, por exemplo, o que consta num programa partidário, página 53, e onde inscreve "O combate à obsolescência programada, utilizada em grande escala pelas multinacionais, contrariando a redução do período da vida útil de bens e equipamentos".  
Mas fazer exatamente o quê? 
Tão simples quanto isto: 
1) escrever ao Pai de Natal a exigir, nada de telemóveis/smartphones pois o que tenho chega
2) escrever à Worten a exigir, reduzam a gama, caramba. 72 modelos é um crime de lesa planeta.
Mas então...
Então o quê? É ver... é ver...
e os jovens precisam de saber!