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Num Março
há muito passado, deixei de fazer balanços semanais. Regresso, pois temo que continuamos, distraidamente, a caminhar
para o buraco.
Domingo foi dia de sermão. Disse a Greta Thunberg, «se as soluções dentro do sistema são tão impossíveis de encontrar, talvez tenhamos de mudar o próprio sistema.» Disse a Rita, « é mais fácil imaginar o fim do mundo que o fim do capitalismo. Convido todos vocês para irmos na contra-mão, e pensarmos um jeito de destruir esse modelo que está destruindo o planeta.»
Segunda-feira foi o dia da abertura da Web Summit e durante três dias nada se disse da notícia «O Partido Comunista Português (PCP) quer dez anos de garantia para
dispositivos electrónicos» (...) pois «Actualmente, o tempo de vida útil de um smartphone é de três anos. Os
custos ambientais e económicos desta discrepância são gigantescos e
incomportáveis»
Na
terça-feira fiquei sem palavras e na
quarta lembrei o centenário de Sophia e o bem que ela escrevia
«Os ricos nunca perdem a jogada
Nunca fazem um erro. Espiam
E esperam os erros dos outros»
Li na
sexta-feira, lá na barbearia, assim «Portugal, País chave da revolução tecnológica onde anónimos sem-abrigo
são heróis na descoberta de recém-nascidos em contentores do lixo - em
boa hora salvos e de boa saúde – na realidade virtual das horas da
chave, abraçados e beijados e provavelmente nomeados para futuros
comendadores, com a promessa de que a revolução tecnológica – e a outra –
se venham a cumprir.
Hoje,
sábado, surge a interrogação:«Porquê esta obsessão sobre o muro de há trinta anos?
(...) Depois da queda do Muro de Berlim, restavam apenas 11 no mundo. Actualmente, a cifra subiu para 70 »