A apresentar mensagens correspondentes à consulta Dia do sogro ordenadas por relevância. Ordenar por data Mostrar todas as mensagens
A apresentar mensagens correspondentes à consulta Dia do sogro ordenadas por relevância. Ordenar por data Mostrar todas as mensagens

19 março, 2012

Dia do sogro... sogro de genros

Ainda me lembro de como recebia, cartõezinhos com desenhinhos: uns a lápis de cor, outros com colagens misturadas com pinturas a guache, outros ainda a aguarelas. Todos com dizeres. Recebia-os de todas elas, acompanhados de beijinhos e abraços. Gostei até de um troféu que quase me convenceu que era o melhor pai do mundo. Acho que, sem lhes dar grande importância, fui gostando e até guardando. Mas agora, mudei de opinião. Acho que, para manter a família coesa, para quem é pai de filhas, que se deve proclamar dia 15, exéquo, dia do pai e do sogro. É o que proponho. Se assim não for, que assim não seja. Mas cá em casa fica decretado. É assim. Fica o assunto encerrado. 

Na envolvente, a câmara capta sons de pequena gente... são os netos 
(esse video está tecnicamente uma desgraça, mas passa. O assunto é sério... )

19 março, 2021

OLÁ PAI! (dito num dia em que advogo que este seja também... dia do sogro)

Reeditado de um post antigo

«Ainda me lembro de como recebia, cartõezinhos com desenhinhos: uns a lápis de cor, outros com colagens misturadas com pinturas a guache, outros ainda a aguarelas. Todos com dizeres. Recebia-os de todas elas, acompanhados de beijinhos e abraços. Gostei até de um troféu que quase me convenceu que era o melhor pai do mundo. Acho que, sem lhes dar grande importância, fui gostando e até guardando. Mas agora, mudei de opinião. Acho que, para manter a família coesa, para quem é pai de filhas, que se deve proclamar dia 19, exéquo, dia do pai e do sogro. É o que proponho. Se assim não for, que assim não seja. Mas cá em casa fica decretado. É assim. Fica o assunto encerrado.»

 
Na envolvente, a câmara capta sons de pequena gente... são os netos 
(esse video está tecnicamente uma desgraça, mas passa. O assunto é sério... )

19 março, 2019

DIA DO SOGRO...

Ainda me lembro de como recebia, cartõezinhos com desenhinhos: uns a lápis de cor, outros com colagens misturadas com pinturas a guache, outros ainda a aguarelas. Todos com dizeres. Recebia-os de todas elas, acompanhados de beijinhos, abraços e com corações desenhados.
Gostei até de um troféu que (quase) me convenceu que era o melhor pai do mundo.
Acho que, sem lhes dar grande importância, fui gostando e até guardando. Mas há tempos mudei de opinião. Achei que, para manter a família coesa, para quem é pai de filhas, que se devia proclamar dia 19, exéquo, dia do pai e do sogro. Foi então o por mim proposto. Agora se assim não for, que assim não seja. Mas cá em casa continua na mesma.
Mantém-se assim, como então decretado.
E fica o assunto encerrado. 


Na envolvente, a câmara captou sons de pequena gente...
eram os netos 
(esse video continua tecnicamente uma desgraça, mas passa.
 O assunto é sério... )

31 agosto, 2014

Há textos assim, que até parecem escritos por mim


A Maria é a neta mais nova, filha da minha filha mais velha e a foto é de ontem. 
Entre a idade dela e a idade da sua mãe, há toda uma prol da qual já vos falei. Tenho vários escritos, mas vem a propósito de um belo texto recebido de um amigo referir o «Lembranças de um pai de filhas...» e, também, «O dia do sogro...»

O texto hoje recebido (o tal que parece por mim escrito):
«Há um período em que os pais vão ficando órfãos dos próprios filhos.

É que as crianças crescem. Independentes de nós, como árvores, tagarelas e pássaros estabanados, elas crescem sem pedir licença. Crescem como a inflação, independente do governo e da vontade popular. Entre os estupros dos preços, os disparos dos discursos e o assalto das estações, elas crescem com uma estridência alegre e, às vezes, com alardeada arrogância.

Mas não crescem todos os dias, de igual maneira; crescem, de repente.

Um dia se assentam perto de você no terraço e dizem uma frase de tal maturidade que você sente que não pode mais trocar as fraldas daquela criatura.

Onde e como andou crescendo aquela danadinha que você não percebeu? Cadê aquele cheirinho de leite sobre a pele? Cadê a pazinha de brincar na areia, as festinhas de aniversário com palhaços, amiguinhos e o primeiro uniforme do maternal?

Ela está crescendo num ritual de obediência orgânica e desobediência civil. E você está agora ali, na porta da discoteca, esperando que ela não apenas cresça, mas apareça. Ali estão muitos pais, ao volante, esperando que saiam esfuziantes sobre patins, cabelos soltos sobre as ancas. Essas são as nossas filhas, em pleno cio, lindas potrancas.

Entre hambúrgueres e refrigerantes nas esquinas, lá estão elas, com o uniforme de sua geração: incômodas mochilas da moda nos ombros ou, então com a suéter amarrada na cintura. Está quente, a gente diz que vão estragar a suéter, mas não tem jeito, é o emblema da geração.

Pois ali estamos, depois do primeiro e do segundo casamento, com essa barba de jovem executivo ou intelectual em ascensão, as mães, às vezes, já com a primeira plástica e o casamento recomposto. Essas são as filhas que conseguimos gerar e amar, apesar dos golpes dos ventos, das colheitas, das notícias e da ditadura das horas. E elas crescem meio amestradas, vendo como redigimos nossas teses e nos doutoramos nos nossos erros.
Há um período em que os pais vão ficando órfãos dos próprios filhos.
Longe já vai o momento em que o primeiro mênstruo foi recebido como um impacto de rosas vermelhas. Não mais as colheremos nas portas das discotecas e festas, quando surgiam entre gírias e canções. Passou o tempo do balé, da cultura francesa e inglesa. Saíram do banco de trás e passaram para o volante de suas próprias vidas. Só nos resta dizer “bonne route, bonne route”, como naquela canção francesa narrando a emoção do pai quando a filha oferece o primeiro jantar no apartamento dela.

Deveríamos ter ido mais vezes à cama delas ao anoitecer para ouvir sua alma respirando conversas e confidências entre os lençóis da infância, e os adolescentes cobertores daquele quarto cheio de colagens, posteres e agendas coloridas de pilô. Não, não as levamos suficientemente ao maldito “drive-in”, ao Tablado para ver “Pluft”, não lhes demos suficientes hambúrgueres e cocas, não lhes compramos todos os sorvetes e roupas merecidas.

Elas cresceram sem que esgotássemos nelas todo o nosso afeto.

No princípio subiam a serra ou iam à casa de praia entre embrulhos, comidas, engarrafamentos, natais, páscoas, piscinas e amiguinhas. Sim, havia as brigas dentro do carro, a disputa pela janela, os pedidos de sorvetes e sanduíches infantis. Depois chegou a idade em que subir para a casa de campo com os pais começou a ser um esforço, um sofrimento, pois era impossível deixar a turma aqui na praia e os primeiros namorados. Esse exílio dos pais, esse divórcio dos filhos, vai durar sete anos bíblicos. Agora é hora de os pais na montanha terem a solidão que queriam, mas, de repente, exalarem contagiosa saudade daquelas pestes.

O jeito é esperar. Qualquer hora podem nos dar netos. O neto é a hora do carinho ocioso e estocado, não exercido nos próprios filhos e que não pode morrer conosco. Por isso, os avós são tão desmesurados e distribuem tão incontrolável afeição. Os netos são a última oportunidade de reeditar o nosso afeto.

Por isso, é necessário fazer alguma coisa a mais, antes que elas cresçam.»
"Antes que elas cresçam" 
Agradeço ao Cid Simões tão belo texto

29 outubro, 2021

MEU GENRO PERGUNTOU-ME O QUE SE TINHA PASSADO COM O ORÇAMENTO...

Foto retirada da capa do DN

Ontem, no aniversário da minha-mai-nova, não houve o bate-papo-sério que quase sempre acontece em reuniões de família, quando esta se junta, mesmo se em formato reduzido, como foi o caso. Meu genro, que regressara nesse mesmo dia de Colónia (Alemanha), depois da gentileza com que trata quem está, depois do repasto, depois do bolo apagado com sopro e do canto, cantado em coro, pergunta-me:

"Ora então, caro sogro, conte-me lá o que se passou com o Orçamento. Só sei que foi chumbado..." De pronto lhe respondi "Não discuto com um mal informado. Remeto-lhe leituras que recomendo. Depois falamos".

Já tinha duas ideias alinhadas, esta (porque ele é empresário) e esta outra (porque se trata de reputado economista, sem partido)mas depois de, hoje de manhã ler o Diário de Notícias, não resisto e nem link faço. É a entrevista dada por um miúdo (44 anos) dois anos menos que a idade da Minha-mai-nova. Cá vai tudo (se achar muito, veja o vídeo):